Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

 

A Torre da Universidade de Coimbra, "a mais velha das torres horárias escolares europeias", entrou hoje em obras de conservação e restauro, que visam dotar este Monumento Nacional de condições para reabrir ao público em segurança. *com "i"

 

Construída entre 1728 e 1733, de acordo com o plano do arquiteto italiano Antonio Canevari e sob orientação do mestre de obras da Universidade, Gaspar Ferreira, a Torre da Universidade de Coimbra é hoje um dos símbolos mais adoptados na representaçãoda instituição e da própria cidade.

 

"Trata-se de um dispositivo arquitectónico de extrema raridade em edifícios universitários, que resultou da necessidade de organizar a vida escolar num edifício nascido com outra vocação: o Paço Real de Alcáçova", informa uma nota hoje divulgada pela Universidade de Coimbra.

 

O remate em forma de terraço é uma das características da Torre, que aloja, além dos relógios, três sinos, que regulam o funcionamento do ritual da Universidade e são conhecidos entre os estudantes por "Cabra, Cabrão e Balão".

 

Face à sua localização, na Alta, a Torre proporciona um panorama sobre a cidade a que poucos têm acesso e apenas em dias especiais.

 

Apenas uma vez por ano, no Dia da Universidade (01 de Março), a Torre abre ao público em geral.

 

Nas estreitas escadas apenas passa uma pessoa de cada vez, sendo as visitas desaconselhadas a quem tem claustrofobia ou problemas do coração, disse à Lusa fonte do gabinete do reitor.

 

"Será uma intervenção muito discreta, mas muito emblemática, é restaurar uma jóia", disse o pró-reitor para a manutenção de edifícios, Raimundo Mendes da Silva.

 

A intervenção, que visa "restituir a dignidade visual" da Torre, inclui limpeza e restauro da pedra, substituição de caixilharias, iluminação, proteções e correção dos degraus.

 

Foi preparada por especialistas de diversas áreas e validada por instituições nacionais que tutelam aquele Monumento Nacional, estatuto adquirido em 1910.

 

Durante seis meses, a Torre estará protegida com painéis que reproduzem a sua actual imagem, com o objetivo de atenuar o efeito das obras nas visitas turísticas e permitir que todos os visitantes continuem a ter uma visão de conjunto do Paço das Escolas.

 



publicado por Expressões Lusitanas às 16:55 | link do post | comentar