Sexta-feira, 5 de Março de 2010

 

A nova banda sonora original para o filme mudo “Lisboa Crónica Anedótica” realizado por Leitão de Barros vai ser interpretada pelo guitarrista Flack (Rádio Macau e Micro Audio Waves) no encerramento do ciclo “Sexta, Meia Noite e uma Guitarra”.

 
Daniel Pinto Lopes
 

O ciclo “Sexta, Meia Noite e uma Guitarra” termina hoje no cinema São Jorge, em Lisboa, durante o qual, em cada sexta-feira, era apresentado um espectáculo em que o ponto de base e de partida consistia no trabalho de um guitarrista.

 

“Esse trabalho é aqui [no “Sexta, Meia Noite e uma Guitarra] apresentado num contexto de diálogo, mistura e experimentação com outras formas de expressão artística (cantores, actores, realizadores, outros músicos, etc)”, pode ler-se no comunicado enviado pela organização.

 

Na passada sexta-feira, 26 de Fevereiro, a guitarra de Pedro Jóia uniu-se à voz da nova geração do fado Ricardo Ribeiro para juntos apresentarem “Mourarias”, um concerto que, de acordo com a organização, teve casa cheia.

 

Para terminar o ciclo, hoje à meia-noite o guitarrista e fundador dos Rádio Macau, Flack, é acompanhado por Filipe Valentim (teclados), Fred (bateria e percussão) e Bruno Vasconcelos (baixo) e sugerem a banda sonora para o filme mudo “Lisboa Crónica Anedótica” de Leitão de Barros, que estreou em 1930 e retrata a sociedade lisboeta no final da década de 20 do século passado.

 

“Com o sol a banhar a cidade e a marcar o ritmo das várias figuras profissionais, do bulício da cidade e do ardina ao militar. Os estudos e o lazer dos alunos. As docas e a faina. Os bairros populares, os monumentos e praças do Comércio e Figueira. O trânsito em Lisboa, o domingo, os desportos, os turistas. Os velhos e as crianças, símbolos do fim e início de um ciclo de vida, a classe operária e a classe média emergente entre as duas Guerras Mundiais”, descreve a organização em comunicado.

 

A narrativa de “Lisboa Crónica Anedótica” é acompanhada por “peças musicais ora curtas ora mais complexas” e por vezes desenvolvidas em “vários andamentos”. A ideia base do filme consiste na captação e tradução dos ritmos e melodias de Lisboa dos anos 20 vista por Leitão de Barros para “os sons de hoje”.

 



publicado por Expressões Lusitanas às 12:49 | link do post | comentar