Segunda-feira, 22 de Março de 2010

O Expressões Lusitanas esteve no concerto da “Rua da Saudade Ao Vivo” e conta o que se passou no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

 

 

O projecto “Rua da Saudade” subiu ao palco do Coliseu de Lisboa para apresentar um concerto equilibrado e bem-disposto, que recordou alguns dos poemas de José Carlos Ary dos Santos agora transformados em canções.


Daniel Pinto Lopes

Passavam cerca de 20 minutos depois da hora marcada para o início do espectáculo (22:00) e o público, impaciente, já batia palmas. Aguardava pelo arranque dos primeiros acordes da tournée “Rua da Saudade Ao Vivo”.


As luzes desligaram-se e ouve-se uma gravação de José Carlos Ary dos Santos a declamar um dos seus poemas. De seguida abre-se o pano e vê-se a orquestra composta por 22 músicos vestidos a rigor e coordenada pelo produtor musical Renato Júnior. No centro do palco está uma mesa (com um candeeiro e quatro copos) e quatro cadeiras à sua volta.


Viviane foi a primeira a apresentar-se, sucedida por Luanda Cozetti. Seguiram-se Susana Félix e Mafalda Arnauth. As quatro vozes da “Rua da Saudade” começavam assim o espectáculo no Coliseu de Lisboa, que esteve bem composto em termos de público , mas longe de estar esgotado.


Luanda Cozetti questionava "para quê falar sobre Ary” se “todas as palavras viraram canções”. Por sua vez, Mafalda Arnauth destacava que, apesar de as quatro artistas estarem “muito felizes” neste projecto, não tiveram a “felicidade” de “privar” com o poeta.


Viviane sublinhava o “prazer enorme” que sentia ao estar no Coliseu para “festejar” o poeta. Já Susana Felix aproveitou para fazer uso do "passaporte da liberdade” que com ela nasceu.


O repertório musical esteve focado nas onze canções que compõem o disco de homenagem. Porém, o público presente teve a possibilidade de ouvir novas versões de grandes clássicos de Ary dos Santos.


Destaque para a surpreendente interpretação a capella de “A Desfolhada”, original com que Simone de Oliveira venceu o Festival RTP da Canção em 1969.


Sentadas nas cadeiras que rodeavam a mesa e num ambiente informal e algo boémio, cada uma das artistas interpretava partes do poema. Os últimos versos foram cantados em uníssono, num registo admirável que arrancou aplausos.


Após mais algumas interpretações chega o grande final do concerto. Por entre o público surgem os vários elementos da orquestra a tocar o refrão da “Tourada”, canção que deu a vitória a Fernando Tordo no Festival RTP da Canção em 1973.


A banda voltou a reunir-se com as quatro cantoras no palco para, juntamente com o público (a aplaudir de pé), acompanhar os versos do refrão da “Tourada”.

 

“Rua da Saudade Ao Vivo” ruma agora para o Norte. A cidade do Porto acolhe este projecto em concerto no Coliseu no dia 26 de Março.

 

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