Sexta-feira, 9 de Abril de 2010

 

O novo livro de prosa de Manuel Alegre retrata uma história pessoal e episódios da infância do escritor e, desta forma, a sua essência. Manuel Alegre afirma que escreveu mais um livro “porque sim”.

 

Daniel Pinto Lopes

 

“O Miúdo Que Pregava Pregos Numa Tábua” é a nova obra de Manuel Alegre, escritor, poeta e candidato à presidência da República.

 

Ao longo dos capítulos, o novo livro tem presente as questões de identidade de Manuel Alegre, uma espécie de “roteiro de viagem” pelo “país da infância”, refere Alegre, citando o escritor francês Saint-Exupéry.

 

“No fundo é tentar perceber como é que em mim surgiu a escrita. Fala dos ritmos do mundo que se projectaram no meu próprio ritmo e no ritmo da escrita”, detalha ao Expressões Lusitanas.

 

Manuel Alegre refere que escreveu este livro “porque sim”, uma afirmação que responde “sempre” a quem lhe pergunta os motivos pelos quais redige uma nova obra literária.

 

“Não escrevo para sofrer, mas para encontrar a graça, que é, penso eu, a única compensação para quem escreve”, explica.

 

Na nova obra literária de Manuel Alegre está patente a sua personalidade e as suas referências familiares, geográficas (Porto, Paris) e os seus gostos.

 

“Estas coisas vêm das nossas raízes, do ambiente familiar, do sítio onde se nasce, das vivências e dos amigos. Nós somos muito a nossa infância”, destaca.

 

Manuel Alegre opta por abordar a sua infância na perspectiva de um miúdo que pregava pregos numa tábua, tendo em conta que é “a primeira e mais antiga memória” que tem, “onde tudo começa”.

 

Questionado pelo Expressões Lusitanas sobre se os mais críticos podem ver este livro como uma forma de se auto-promover, Alegre recusa esta ideia, referindo que “todos os autores falam deles próprios”, mesmo quando “parece que não estão a falar”. Sublinha que se trata do seu “processo criativo”.



publicado por Expressões Lusitanas às 21:30 | link do post | comentar