Sábado, 10 de Abril de 2010

Créditos fotográficos: Expressões Lusitanas

 

O presidente da RTP Guilherme Costa garante que não vão haver prémios para os gestores da empresa, estando reservados 1,5 milhões de euros para prémios de melhor desempenho para os trabalhadores, informação divulgada durante a apresentação das contas de 2009 da RTP.

 

Daniel Pinto Lopes


A RTP fechou o ano de 2009 com um resultado líquido negativo de 13,8 milhões de euros, conseguindo, contudo, uma melhoria de cerca de 33 milhões de euros em relação a 2008.

 

A empresa destaca, por sua vez, o resultado operacional positivo de 13 milhões de euros, o que, perante tal situação, o presidente da RTP Guilherme Costa afirma que está garantida a “sustentabilidade económica da RTP S.A.”.

 

Os proveitos operacionais da RTP em 2009 foram na ordem dos 300 milhões de euros (subiu em relação a 2008), montante que a estação pública recebeu com base nas indemnizações compensatórias, da contribuição do audiovisual e de outras receitas comerciais.

 

Por seu turno, os custos operacionais estão estabilizados, registando valores semelhantes aos de 2008. A maior parte destes custos dirigirem-se para a grelha de programas dos 17 canais de televisão e emissoras de rádio do grupo, bem como para os custos com pessoal, resultado do programa de rescisões levado a cabo no ano passado.

 

O passivo bancário da empresa viu os seus números reduzirem de 881,3 milhões de euros em 2008 para 807,9 milhões em 2009.

 

O presidente da RTP Guilherme Costa garante que não vão haver prémios para os gestores públicos.

 

Porém, estão reservados 1,5 milhões de euros destinados a prémios de desempenho para os trabalhadores, que vão ver em 2010 os seus salários congelados, fruto de uma “indicação política”, referindo-se ao PEC (Plano de Estabilidade e Crescimento).

 

Guilherme Costa não tece qualquer comentário sobre uma possível privatização da RTP, tendo em conta que o seu trabalho é “gerir nas condições políticas que existem”.

 

Questionado pelo Expressões Lusitanas sobre se é viável na RTP o modelo implementado pela congénere espanhola TVE (Televisión Española), que deixou de ser financiada pela publicidade, Guilherme Costa diz que “tudo é exequível”, desde que a RTP “seja compensada pela perda” desta fonte de rendimento.



publicado por Expressões Lusitanas às 21:41 | link do post | comentar