Quarta-feira, 14 de Abril de 2010

 

Três anos depois de ter lançado “Luz”, Pedro Abrunhosa regressa aos originais com um novo trabalho discográfico. “Longe” pretende assumir uma “ruptura com a rotina” e uma “mudança radical”. O músico portuense está já a trabalhar no novo disco.

 

Daniel Pinto Lopes

 

“Há, sobretudo, uma sensação de não querer estar acomodado com o que já fiz. Acho sempre que a música, os discos e a arte é, de uma maneira geral, o que está para ser feito, que serve de coragem para continuar”, detalha Pedro Abrunhosa ao Expressões Lusitanas.

 

Neste novo disco, o músico portuense mudou tudo, entre a equipa técnica, os parceiros musicais e outros elementos.

 

Os Bandemónio deixam de existir e entra em cena o Comité Caviar, uma mudança que se “justificava”. Pedro Abrunhosa sublinha que já “não há lugar” para um certo “acomodamento que estava a existir” em si próprio e nós músicos. “Mudei um pouco por dentro”, afiança.

 

“Ou se nota algo no som e há um olhar para a frente e para o futuro ou, então, a palavra mudar é vã”, explica.

 

O tema de estreia do novo álbum “Longe” intitula-se ‘Fazer O Que Ainda Não Foi Feito’ e sintetiza a essência de mudança que Pedro Abrunhosa aplicou.

 

“Ao invés de ficarmos a olhar para trás a contemplar o que fizemos, o mais importante na vida é sentarmo-nos para pensar e projectar o que ainda não foi feito”, adianta.

 

Pedro Abrunhosa quer tentar, pelo menos, explorar algo diferente e não se quer “conformar” com aquilo que está feito, nem estar “contente” por “ter discos de platina e prémios”. Refere que “isto não serve de nada”, a não ser “para decorar a estante”.

 

O músico dá importância ao que “não se fez”, em que a “paixão” e o “amor” pela música são aquilo que o faz “estar hoje aqui” passados 33 anos.

 

Para quem ainda não ouviu “Longe”, o novo disco de Abrunhosa, o compositor diz que vai ser, “certamente”, “surpreendido”.

 

“Pode esperar dançar, chorar, amar, fazer amor, o que queira. Não sei, acho que é muito complicado falar sobre um disco quando se edita. O mais importante é ouvi-lo”, destaca.

 

Ao Expressões Lusitanas garante estar já a trabalhar no novo álbum e confessa que, em princípio, “não vai ter nada a ver com este”. Diz que gosta de se “desafiar” e explica que este é um dos “grandes pretextos” para continuar a fazer música.



publicado por Expressões Lusitanas às 16:29 | link do post | comentar