Sábado, 3 de Julho de 2010

Créditos fotográficos: Produção do Delta Tejo


O primeiro dia do festival Delta Tejo, no Alto da Ajuda, em Lisboa, não teve casa cheia. Porém, não foi motivo para que as 17 mil pessoas presentes (número da organização) deixassem de dançar e vibrar ao ritmo das músicas de grupos e artistas provenientes dos países produtores de café, o mote do evento.

 

Daniel Pinto Lopes

Enviado especial ao Delta Tejo

 

A banda brasileira Natiruts inaugurou o palco principal do evento no seu primeiro dia. A banda originária de Brasília, capital do Brasil, aproveitou para mostrar o seu ‘reggae’ vibrante misturado com os ritmos da música brasileira.

 

O grupo, que tinha estado no palco secundário na edição anterior do Delta Tejo, falou sobre a eliminação das selecções de Portugal e do Brasil no campeonato do Mundo.

 

“Já que ambos os países não estão na África do Sul, vamos aqui todos juntos festejar com a música”, disse o vocalista da banda Alexandre Carlo.

 

Mais tarde, já com mais público presente, apesar das clareiras visíveis, subiu ao palco principal mais um artista brasileiro – Carlinhos Brown.

 

O compositor e cantor natural de Salvador recuperou muito dos êxitos conhecidos junto do público português, tendo levantado poeira literalmente.

 

Quase uma hora e meia depois, o palco encheu-se de elementos cénicos e visuais para acolher os Buraka Som Sistema, grupo que tem sido bem recebido na cena internacional.

 

A banda portuguesa proporcionou aos milhares de pessoas presentes um espectáculo electrizante, em que a palavra de ordem era “dançar”.

 

“Buraka entra e o som arrebenta” foi a frase mais vezes pronunciada pelos elementos dos Buraka Som Sistema, evidenciando, desta forma, um espectáculo mais ousado e nada formal.

 

Soube-se quase no final do concerto que esta foi a última actuação deste ano dos Buraka Som Sistema em Lisboa.

 

Coube ao jamaicano Shaggy encerrar as hostes do primeiro dia do palco principal no Delta Tejo.

 

Palco secundário recheado de artistas nacionais

Passavam poucos minutos das 19:30 quando a música da portuguesa Emmy Curl, natural de Vila Real, ecoou pelo palco secundário, uma espécie de tenda habitualmente utilizada nos circos, que, por seu lado, proporcionava um ambiente mais intimista.

 

Eram poucas as pessoas que estiveram no primeiro concerto de Emmy Curl no Delta Tejo. Contudo, os presentes, em jeito de solidariedade, fizeram questão de acompanhar as músicas da artista portuguesa.

 

Ainda estavam os brasileiros Natiruts a actuar no palco principal, já a Roda de Choro de Lisboa começava timidamente o seu espectáculo, tendo em conta que não estava ninguém para ver a sua actuação.

 

Só depois de terem tocado os primeiros acordes e a música se ter espalhado pelo recinto, terminado o concerto dos Natiruts, é que algumas dezenas de pessoas se juntaram para assistir ao concerto deste projecto que reúne artistas portugueses e brasileiros.

 

“Pensámos que ficavam no palco principal toda a noite”, disseram. Com o espaço mais composto incentivaram o público à dança. “Dancem com fartura e à vontade. Não tenham medo”, afirmaram.

 

Com recurso ao acordeão, clarinete, bandolim e ao cavaquinho, a Roda de Choro de Lisboa fazia a festa com um ritmo alegre e dançante deste estilo de música popular brasileira.

 

Posteriormente, o rock dos brasileiros Nação Zumbi fez-se ouvir neste palco secundário do Delta Tejo. A esta hora já o público quase enchia o espaço adjacente ao palco.

 

Porém, foram dois grupos nacionais que conseguiram cativar o maior número de festivaleiros neste palco: Expensive Soul e Nu Soul Family.

 

Os primeiros vieram de Leça da Palmeira acompanhados da Jaguar Band e deram a conhecer alguns temas que compõem o seu novo álbum “Utopia”, interpretando também as canções que celebrizaram a dupla. No final, elogiaram a “entrega” do público presente.

 

Aproveitando os festivaleiros conquistados pelos Expensivel Soul, a nova banda da música portuguesa Nu Soul Family mostrou as canções incluídas no seu álbum de estreia intitulado “Never Too Late To Dance”.

 

De facto, os Nu Soul Family fizeram jus ao nome do seu primeiro trabalho discográfico, tendo em conta que o concerto terminou já passava das 02:30.

 

Números do primeiro dia do Delta Tejo 2010

De acordo com a organização, estiveram ontem presentes 17 mil pessoas, menos três mil do que no primeiro dia da edição do ano passado.



publicado por Expressões Lusitanas às 15:50 | link do post | comentar

1 comentário:
De Carlos Franco a 24 de Julho de 2010 às 11:43
"Eram poucas as pessoas que estiveram no primeiro concerto de Emmy Curl no Delta Tejo. Contudo, os presentes, em jeito de solidariedade, fizeram questão de acompanhar as músicas da artista portuguesa."
achei este comentário bastante de mau gosto! Ninguém estava a ver o concerto da artista em "jeito de solidariedade" tenha mais cuidado como opina os concertos dos músicos.
Cumps


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