Quarta-feira, 4 de Agosto de 2010

 

A Volta a Portugal em Bicicleta 2010 começa hoje com um prólogo disputado na cidade de Viseu e termina a 15 de Agosto na Avenida da Liberdade, em Lisboa. Conheça em detalhe as dez etapas que compõem a Volta deste ano.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

A Volta a Portugal em Bicicleta em 2010 apresenta dez etapas. Ao todo, participam 16 equipas de seis nacionalidades na 72ª edição da Volta. O pelotão é composto por 144 corredores.

 

O prólogo inicial disputado em Viseu tem uma extensão de cinco quilómetros e meio discutidos em sistema de contra-relógio individual, ligeiramente mais longo do que aconteceu em 2009, em Lisboa.

 

“Tecnicamente não é [um contra-relógio] muito exigente, o que quererá dizer que os grandes velocistas vão ocupar os primeiros lugares da classificação”, explica o director da prova Joaquim Gomes em comunicado.

 

Após o prólogo inicial em Viseu, a primeira etapa disputa-se a 05 de Agosto entre Gouveia e Oliveira de Azeméis, um percurso de “média dificuldade” durante 188 quilómetros.

 

“Cada corredor, particularmente os principais favoritos, vão nesta etapa tentar perceber onde é que se posicionam relativamente ao nível dos adversários”, afirma Joaquim Gomes.

 

A primeira etapa da Volta já atravessa alguma montanha, nomeadamente a passagem pela Serra do Caramulo.

 

No dia seguinte, 06 de Agosto, os ciclistas vão pedalar entre Aveiro e Santo Tirso (Monte Nossa Senhora da Assunção), num total de 152,4 quilómetros.

 

Esta segunda etapa “vai ser a primeira chegada em montanha”, algo que “não costuma ocorrer tão cedo, mas, desta vez, os trepadores, que podem ter perdido tempo no prólogo, vão ter uma oportunidade” ainda no início da competição, detalha o director da prova.

 

A terceira etapa desenrola-se a 07 de Agosto entre Santo Tirso e Viana do Castelo. São 173,7 quilómetros de prova.

 

“Esta tirada surge exactamente a seguir a uma etapa muito difícil. O pelotão irá registar alguns índices de cansaço e estará condicionado psicologicamente por saber que no dia seguinte, domingo, irá surgir uma das principais etapas da Volta em termos de dificuldades”, sustenta Joaquim Gomes.

 

A quarta etapa parte assim de Barcelos e culmina em Mondim de Basto no Alto da Senhora da Graça, depois de terem sido pedalados 175,8 quilómetros.

 

Trata-se de “uma etapa de muitos nervos, em que as equipas mais fracas vão tentar tirar partido de algumas condicionantes de ordem táctica relativamente às principais formações que estarão centradas única e exclusivamente na condição física dos seus corredores para, nos quilómetros finais, puderem decidir a corrida”, analisa o responsável.

 

O esforço exigido na subida ao Alto da Senhora da Graça vai ser compensado no dia de descanso, que tem lugar a 09 de Agosto.

 

Fafe acolhe no dia seguinte a partida da quinta etapa. Após 172,4 quilómetros, os ciclistas chegam à meta instalada em Lamego.

 

“Chamo a atenção para a subida antes da chegada a Lamego. Trata-se de uma segunda categoria que muito provavelmente vai provocar estragos no grupo”, afirma Joaquim Gomes.

 

A etapa rainha da Volta a Portugal em Bicicleta começa a desenhar-se no horizonte. Antes disso, os corredores necessitam de percorrer os 221,1 quilómetros entre Moimenta da Beira e Castelo Branco, a etapa mais longa da edição de 2010.

 

“Esta será uma etapa de transição, em que as equipas dos velocistas se vão tentar afirmar. Vamos ter um dos melhores locais para chegadas ao ‘sprint’ e julgo que Castelo Branco vai receber um pelotão muito numeroso, no qual os ‘sprinters’ terão talvez uma das últimas oportunidades nesta Volta a Portugal”, refere.

 

A 12 de Agosto, os ciclistas vão disputar a etapa mais dura da Volta. Os 168 quilómetros ligam Idanha-a-Nova à Torre na Serra da Estrela, uma subida disputada pelo lado de Seia.

 

Joaquim Gomes salienta a “importância” de a etapa rainha “não esclarecer definitivamente quem são ou quem é o vencedor da Volta”.

 

“Se imaginarmos que alguém se apresenta no alto da Torre com mais de três minutos de vantagem sobre os restantes e assume a liderança da prova, irá reduzir muito as probabilidades competitivas nas etapas que restam”, sublinha.

 

No dia seguinte à etapa rainha, a oitava tirada parte de Oliveira do Hospital e termina em Oliveira do Bairro, após se percorrerem 169,9 quilómetros.

 

“Julgo que podem acontecer neste dia algumas fugas com sucesso, mas se isso acontecer é porque os corredores envolvidos estarão muito afastados dos primeiros lugares da geral para que lhes seja, digamos, permitido chegar com alguns minutos de vantagem”, antecipa Joaquim Gomes.

 

A penúltima etapa, a nona, é um contra-relógio individual entre Pedrógão e Leiria, disputada em relevo plano e com “ligeiras elevações”. Joaquim Gomes adianta que se trata de um contra-relógio “longo” (32,6 quilómetros), “favorável” a alguns ciclistas, como David Blanco.

 

Ao contrário do que tem vindo a ser hábito nos últimos oito anos, o desfecho da Volta a Portugal não vai ser feito em contra-relógio.

 

A última etapa marca o regresso de Sintra à corrida e tem término em Lisboa. Ao longo de 154,2 quilómetros, os ciclistas podem entrar nos concelhos de Mafra e de Loures.

 

“Poderão apelidá-la etapa de consagração, mas com as dificuldades do próprio relevo desta região, com constantes subidas e descidas, vai ser difícil que seja entendida como tal”, prevê.

 

A chegada à capital portuguesa acontece após a passagem por um circuito final no interior da cidade de Lisboa, entre o Rossio e o Campo Pequeno, com passagem pelos Restauradores, Marquês de Pombal e Saldanha. A meta vai estar instalada na Avenida da Liberdade.



publicado por Expressões Lusitanas às 14:31 | link do post | comentar