Quarta-feira, 18 de Agosto de 2010

 

A fadista Mariza é uma dos 12 artistas de cinco países que participam no álbum "Mujeres de Mar" dedicado às iranianas perseguidas por cantarem em público.

 

Expressões Lusitanas

Com Agências

 

“Aquilo que se passa no Irão é muito estranho. O canto é um libertar de sentimentos e é uma expressão da alma. Acho estranho por ser mulher não poder cantar. Eu não conseguiria viver num mundo assim e acho completamente injusto e desumano”, disse Mariza à Lusa.


O disco, lançado esta segunda-feira, reúne 12 artistas de cinco países, sob a direcção de Javier Limón, que produziu o último disco de Mariza, "Terra".


Das participantes, apenas a fadista portuguesa, Yasmín Lévy e Eleftheria Arvanitaki cantam um tema tradicional dos seus países e não, tal como as outras nove cantoras, uma composição com a assinatura de Limón.


“Eu escolhi ‘O Fadista Louco’. Não é um fado tradicional, pois sei que o Limón gosta de coisas com algum movimento e este tema permitia-lhe fazer arranjos de que ele gosta”, referiu.

 

‘O Fadista Louco’ é um original de Alberto Janes e foi criado por Amália Rodrigues.


“Foi um trabalho muito ‘prazeiroso’ de fazer e acho muito importante participar nestas iniciativas. Alertar as pessoas para atitudes incompreensíveis no século XXI”, salientou.


Mariza foi capa da revista do jornal El Pais do passado domingo, dando destaque ao projecto de Limón.



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