Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010

 

O livro “Poesia Reunida”, publicado em Fevereiro de 2009 pela editora Dom Quixote, valeu a Maria Teresa Horta o Prémio Máxima Vida Literária. O júri, constituído por Maria Helena Mira Mateus, António Carvalho, valter hugo mãe e Laura Luzes Torres, decidiu, “excepcionalmente”, galardoar a escritora nascida em Lisboa, em 1937. A decisão foi conhecida na segunda-feira.

 

Expressões Lusitanas


Em “Poesia Reunida” encontra-se coligida toda a obra poética publicada de Maria Teresa Horta, de 1960 (“Espelho Inicial”) até à actualidade, incluindo obras inéditas, como o livro “Feiticeiras”, nunca antes editado em Portugal. Trata-se de uma cantata, musicada pelo compositor António Chagas Rosa, que ganhou a ‘Victoire de la Musique’, em França, em 2007, explica a editora Dom Quixote em comunicado enviado ao Expressões Lusitanas.

 

Ao longo das 850 páginas de “Poesia Reunida” são abordados alguns temas, como o erotismo e a intervenção social, sempre presentes na obra de Teresa Horta.

 

A escritora nasceu em Lisboa no ano de 1937 e estudou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Dedicou-se ao cine-clubismo, como dirigente do ABC Cine-Clube, seguindo posteriormente a profissão de jornalista. Publicou diversos textos em jornais, como o Diário de Lisboa, A Capital, República, O Século, Diário de Notícias e Jornal de Letras, tendo sido também chefe de redacção da revista Mulheres.

 

Em 1960 estreou-se na poesia com um livro de poemas intitulado “Espelho Inicial” e o seu nome começa a ser associado ao grupo da Poesia 61.

 

Porém, a partir de 1971, devido ao escândalo que envolveu a publicação de “As Novas Cartas Portuguesas”, de que foi co-autora juntamente com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, e ao processo judicial que se lhe seguiu, passa a ser vista como um expoente do feminismo em Portugal.

 

O próximo romance de Maria Teresa Horta já tem nome – “Luzes de Leonor” – e será publicado no início de 2011 pela Dom Quixote.



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