Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010

Foto: Primeiros e segundos classificados do Prémio Jovens Músicos 2010

 

Foram hoje conhecidos os vencedores do Prémio Jovens Músicos (PJM) 2010 nas oito categorias a concurso, numa cerimónia que decorreu no auditório da Antena 2, em Lisboa. Em entrevista exclusiva ao Expressões Lusitanas, o director do PJM, Luís Tinoco, afirma que os laureados são a “nata” do talento da música clássica em Portugal.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Criado em 1987, o Prémio Jovens Músicos tem vindo a distinguir vários músicos portugueses na área da música clássica. Alguns nomes conseguiram vingar internacionalmente, como Pedro Carneiro (percussão), Alexandre Delgado (viola), Gerardo Ribeiro (violino) ou Paulo Gaio Lima (violoncelo).

 

Este ano, as provas eliminatórias decorreram entre os dias 25 e 31 de Julho na Casa da Música, no Porto, e as provas finais tiveram lugar entre 03 e 07 de Setembro no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa.

 

Assim, os vencedores determinados pelo júri são Nuno Simões (percussão – nível superior), Marina Camponês (flauta – nível superior), Susana Ferreira (canto – nível superior), Marco António da Silva (trompete – nível médio) e André Pereira (violino – nível médio).

 

Não foram atribuídos primeiros lugares nas categorias de oboé, contrabaixo e música de câmara, tendo em conta que, de ano para ano, o nível de exigência “tem vindo a aumentar” e a atribuição do primeiro prémio é feita a um músico “de grande qualidade” e “profissional”.

 

Porém, basta um pequeno deslize para que um “excelente músico” não seja distinguido com o primeiro lugar. “Houve um instrumentista formidável que teve uma falha de memória e foi-se abaixo”, recorda o presidente do PJM, Luís Tinoco.

 

“O processo de eleição dos vencedores é violento. É por isso que deixei de ser músico e passei a ser compositor”, sublinha.

 

Todos os anos, o Prémio Jovens Músicos revela a “nata” do talento nacional na música clássica, músicos “capazes” de trabalhar em “qualquer orquestra” e aos quais podem ser “oferecidas” oportunidades de trabalho.

 

A maioria dos laureados acaba por fazer formação fora do país e, por tal, alguns prémios atribuídos incluem bolsas de formação no estrangeiro.

 

“No meio musical português, as pessoas formam-se cá e depois vão para outros países. Faz parte da formação de um músico conhecer outras realidades e novas formas de fazer música”, sustenta o director do PJM.

 

Os vencedores do Prémio vão ser acompanhados pela Orquestra Gulbenkian no Concerto dos Laureados que, este ano, se realiza pela primeira vez nos Açores. O Teatro Micaelense, em São Miguel, acolhe assim o espectáculo no dia 02 de Outubro, a partir das 21:30.



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