Sexta-feira, 1 de Outubro de 2010

Foto: José Sá Fernandes (vereador CMLisboa), Roberta Medina (vice-presidente do Rock in Rio) e António Costa (presidente da CMLisboa)

 

O “sonho” da construção da ponte pedonal e ciclável entre Olaias e Bela Vista, em Lisboa, vai demorar cerca de seis meses, num investimento total de 1 milhão e 285 mil euros, divididos entre a autarquia lisboeta (1 milhão e 200 mil euros) e o Rock in Rio (800 mil euros). A nova infra-estrutura surge na sequência da rede de ciclovias da cidade e das contrapartidas assumidas entre a edilidade e o Rock in Rio.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Foi hoje colocada a primeira placa para oficializar o início da construção da ponte pedonal e ciclável entre as Olaias e o Parque da Bela Vista Sul.

 

O vereador do Ambiente e Espaços Verdes da Câmara Municipal de Lisboa afirma que a construção da infra-estrutura é um “sonho” realizado. José Sá Fernandes salienta ainda que se trata de uma obra “importante” para a Bela Vista.

 

“É uma zona muito isolada do resto da cidade e só se consegue ir de carro. Daqui a seis meses já podemos ir a pé e, inclusivamente, de bicicleta”, refere.

 

Por seu lado, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa mostra-se “muito satisfeito” em ver concretizado o projecto, após “testemunhar” os dois anos de “negociações difíceis” sobre a permanência do Rock in Rio na cidade e a elaboração das respectivas contrapartidas.

 

António Costa declara ainda que a “essência” da ponte consiste no facto de estar integrada numa via ciclável considerada “essencial”, destacando que o projecto “não se limita” à zona ribeirinha da capital.

 

Explica também que a futura ponte vai ser “muito importante”, tendo em conta que vai “ajudar” a ligar o Parque da Bela Vista ao resto da cidade, “reforçando” a “centralidade” da sua localização.

 

Para tal, e para além da nova ponte, o edil recorda um conjunto de outras “actividades” e “acções” levadas a cabo, como a “Casa das Cores” (2008), um antigo palacete recuperado e parte integrante do Movimento ao Serviço da Vida, e as obras a executar na Quinta do Pombeiro, espaço a ser utilizado pelo Serviço Português para Refugiados.

 

Roberta Medina corrobora a linha de pensamento de António Costa ao considerar “impensável” uma parque “maravilhoso” não ser “aproveitado pelos lisboetas”. Nisto, a vice-presidente do Rock in Rio afirma ser “bom” ver o projecto sair do papel.



publicado por Expressões Lusitanas às 18:08 | link do post | comentar