Sexta-feira, 22 de Outubro de 2010

 

A justiça pode ou não errar? É este o ponto de partida de uma mini-série de investigação criminal realizada pela jornalista da SIC, Sofia Pinto Coelho. “Condenados” investiga sobre a possibilidade de quatro homens terem sido vítimas de erro judicial. Contudo, não se trata de “um julgamento à sentença”.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

“Condenados” exibe a história de quatro pessoas alegadamente vítimas de julgamentos que “deixam muitas dúvidas no ar”.

 

“A investigação dos casos pode ter sido mal feita ou o advogado de defesa não foi bom”, refere Sofia Pinto Coelho, enumerando alguns possíveis factores que desencadeiem erros judiciais.

 

A mini-série testemunha “quatro rostos de uma justiça que também pode errar”, lê-se no comunicado entregue hoje aos jornalistas, no âmbito da visualização de um dos quatro episódios.

 

“Nalguns casos, há pistas que não foram devidamente exploradas, testemunhos que foram ignorados, decisões que nos deixam perplexos. Noutros, apenas dúvidas que ficam sem resposta e que ajudam a entender quão difícil é o trabalho dos juízes”, pode ainda ler-se.

 

À excepção de um, os restantes três casos foram trabalhados pela jornalista para peças no âmbito do “Jornal da Noite” da SIC, que “são feitas a correr” e “amanhã já estamos a redigir outra reportagem”, explica Sofia Pinto Coelho. Agora foram recuperadas e investigadas.

 

Com “Condenados”, a estação de televisão não pretende fazer “juízos de valor” e não se trata de “um julgamento ao julgamento”.

 

“[A mini-série] versa sobre a forma como se investiga em Portugal. Não é uma sentença contraditória à decisão formal. É, sim, um trabalho de investigação jornalístico paralelo à decisão do Tribunal”, assevera o director de informação da SIC, Alcides Vieira.

 

“Condenados” vai ser exibido na SIC após o Jornal da Noite, nos dias 27 de Outubro e 3, 10 e 17 de Novembro. A SIC Notícias vai também transmitir a mini-série, seguida de um debate, que conta com a presença de Sofia Pinto Coelho, de um juiz e de um advogado.



publicado por Expressões Lusitanas às 20:42 | link do post | comentar