Sábado, 18 de Abril de 2009

                                          

 

Fado todos os dias, às 19:00, no coração da cidade de Lisboa – o Chiado – é a proposta da Genius y Meios, a mais recente empresa do Grupo Renascença.
 
Há cerca de um mês, o fado é cantado de segunda a sábado no Cine Theatro Gymnásio, no Espaço Chiado, em Lisboa.
 
A iniciativa chama-se “Fado in Chiado” e promove o “encontro com a tradição de um Povo que inventou uma melodia única no mundo”, lê-se na página da empresa.
 
O Expressões Lusitanas esteve esta semana presente neste espectáculo, que contou com a presença de um público português, que gosta e admira o fado, lado a lado com turistas de várias nacionalidades (ingleses, franceses, entre outros).
 
A sessão começou com o som da guitarra portuguesa e da viola, articulado com um vídeo que mostrava para a plateia as imagens dos sítios e monumentos emblemáticos de Lisboa, complementado com uma breve descrição escrita em português, inglês e espanhol.
 
Logo a seguir, entra a jovem fadista Mafalda Taborda, que interpreta, sobretudo, fados de Amália, embalados pela mestria e excepcional domínio da guitarra portuguesa demonstrado por Ricardo Parreira.
 
Toda esta melodia é também acompanhada pela viola, dedilhada por Pedro Pinhal.
 
Após três fados interpretados por Mafalda Taborda, esta sai do palco e assiste-se a mais um ‘solo’ da viola e guitarra portuguesa.
 
Posteriormente, entra em palco outro jovem fadista, de seu nome Marco Oliveira, que canta fados de Carlos do Carmo e de Alfredo Marceneiro.
 
Nesta altura, o público português já estava mais desinibido e cantava fados bem conhecidos, como ‘Uma Casa Portuguesa” ou até o ‘Cheira a Lisboa’.
 
O público estrangeiro ali presente acompanhava com um bater de palmas, sempre interessado em escutar a música que define Portugal, ou seja, o nosso Fado.
 
No final, os dois jovens fadistas juntam-se e cantam os últimos dois fados da sessão, que durou cerca de 50 minutos (a duração padrão situa-se nos 45 minutos).
 
De todo o espectáculo destaco a voz e a interpretação dos dois jovens fadistas, o que demonstra a necessidade de apresentar e de dar a conhecer as novas vozes e caras do fado.
 
Saliento também o excepcional desempenho de Ricardo Parreira na guitarra portuguesa, que arrecadou grandes aplausos, sem descurar o acompanhamento na viola por Pedro Pinhal.
 
No fim do espectáculo ouvi um comentário muito curioso, e quiçá pertinente, proveniente de um casal francês: “c’est pas triste” (o fado não é triste). Talvez a ideia que circula lá por fora de que o fado é uma canção triste e melancólica, afinal não parece ser assim tão verdadeira.
 
Uma última nota: o Fado é este ano candidato a Património da Humanidade pela UNESCO.


publicado por Expressões Lusitanas às 14:15 | link do post | comentar