Domingo, 19 de Abril de 2009

                                 

 

A ex-voz dos Madredeus, Tereza Salgueiro, volta a editar um disco em nome próprio, ao lançar ‘Matriz’, resultado de um projecto pessoal de divulgação da música, língua e cultura portuguesas através dos tempos.
 
Não há equívocos. Tereza Salgueiro escreve-se com ‘z’. Trata-se de um arranjo gráfico para um novo arranque na carreira e de uma homenagem.
 
“Eu falava muito com o meu avô materno, falecido há alguns anos, e ao corresponder-se comigo escrevia o meu nome com ‘z’, explicou Tereza Salgueiro ao jornal gratuito Metro.
 
A cantora trabalhou com os músicos da banda Lusitânia Ensemble e contou com os arranjos de Jorge Varrecoso Gonçalves e Pedro Jóia. Foram eles que ajudaram a cantora a construir este percurso de vários séculos pela música portuguesa, alguma dela étnica, que pode assim chegar ao grande público pela voz de Tereza Salgueiro.
 
“ [Este disco] Tem muito a ver com a minha memória e com a vontade de me identificar com o meu país, de celebrar a variedade da cultura num país pequeno”, referiu ao Metro.
 
Para Tereza Salgueiro, o capítulo Madredeus está encerrado. Pedro Ayres Magalhães traçou outro caminho e Tereza fez o mesmo.
 
Passados 20 anos, e depois de vários concertos e digressões, “não foi nada difícil” encontrar o seu rumo musical, mesmo depois de ter gravado três álbuns sem a banda.
 
“Há muito tempo que queria fazer um disco como este: recolha de sons da minha terra, à qual tenho orgulho em pertencer”, afirmou.
 
O projecto ‘Matriz’ vai subir a vários palcos em Portugal e no estrangeiro.
 
“Já estivemos em Lanzarote e Gran Canária, em Espanha, e também passámos pela Bélgica”, disse, “e os próximos concertos são em Itália e no Brasil”, sendo que “a ideia é viajar”.
 
Viagem sensível e depurada por um largo reportório de música antiga, popular e tradicional, este disco recria também autores contemporâneos, como Carlos Paredes, Fausto ou Lopes-Graça.
 
Fonte: Ticketline Magazine e Metro
Fonte da imagem: Palco Principal


publicado por Expressões Lusitanas às 15:38 | link do post | comentar