Sábado, 01.05.10

 

O Lpod é a “arma” com que os Homens da Luta vão lançar a sua música. Não se trata de um álbum no formato tradicional em disco, mas de um leitor de mp3, cujo desenho é uma guitarra cruzada com um megafone, equipamento característico do colectivo.

 

Daniel Pinto Lopes

 

“A Cantiga É Uma Arma!” é o nome do primeiro álbum dos Homens da Luta e reúne 14 temas “revolucionários” que os dois elementos do colectivo, Neto e Falâncio, foram pesquisar “ao mais tradicional dos cancioneiros revolucionários portugueses”, tais como José Afonso ou Fausto, explica Neto ao Expressões Lusitanas.

 

Para além das canções dos Homens da Luta, o Lpod dispõe de 2GB livres para os “camaradas” que pretendem ter também "a música de que gostam".

 

O Lpod consiste num pequeno leitor de mp3 com a forma de uma guitarra cruzada com um megafone e pintado de vermelho e amarelo. Vai estar à venda a partir de hoje, 1 de Maio, Dia do Trabalhador.

 

“Infelizmente não o podemos dar, porque, se assim fosse, também entrávamos na bancarrota”, ironiza Neto, ao som da guitarra dedilhada por Falâncio.

 

Neto refere ainda que o Lpod é “o leitor mp3 mais barato de Portugal” e quem encontrar outro semelhante a um preço inferior os Homens da Luta “pagam a diferença”.

 

O colectivo “revolucionário” sente-se orgulhoso por ser “pioneiro” a adoptar este formato, que, “se resultar bem”, pode “funcionar com outros artistas”.

 

Trata-se, assim, de um “passo essencial” e um “manifesto” dos Homens da Luta, que, através das canções e do formato do Lpod, demonstra a “essência” do colectivo – “a liberdade”.

 

Para a composição dos 14 temas incluídos no Lpod, Neto e Falâncio juntaram-se a oito músicos. O megafone de um e a guitarra do outro convergem com instrumentos populares, como o acordeão, as caixas de ritmo e outros de percussão tradicional portuguesa.

 

A indumentária não foi esquecida. Os oito músicos vestem roupas tradicionais e de várias profissões do “povo”.

 

E é, precisamente, o “povo” o sujeito principal do tema de estreia do álbum “A Cantiga É Uma Arma!” – “E o Povo, pá?” [excerto do tema disponível no início da notícia].



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Sexta-feira, 09.04.10

 

O novo livro de prosa de Manuel Alegre retrata uma história pessoal e episódios da infância do escritor e, desta forma, a sua essência. Manuel Alegre afirma que escreveu mais um livro “porque sim”.

 

Daniel Pinto Lopes

 

“O Miúdo Que Pregava Pregos Numa Tábua” é a nova obra de Manuel Alegre, escritor, poeta e candidato à presidência da República.

 

Ao longo dos capítulos, o novo livro tem presente as questões de identidade de Manuel Alegre, uma espécie de “roteiro de viagem” pelo “país da infância”, refere Alegre, citando o escritor francês Saint-Exupéry.

 

“No fundo é tentar perceber como é que em mim surgiu a escrita. Fala dos ritmos do mundo que se projectaram no meu próprio ritmo e no ritmo da escrita”, detalha ao Expressões Lusitanas.

 

Manuel Alegre refere que escreveu este livro “porque sim”, uma afirmação que responde “sempre” a quem lhe pergunta os motivos pelos quais redige uma nova obra literária.

 

“Não escrevo para sofrer, mas para encontrar a graça, que é, penso eu, a única compensação para quem escreve”, explica.

 

Na nova obra literária de Manuel Alegre está patente a sua personalidade e as suas referências familiares, geográficas (Porto, Paris) e os seus gostos.

 

“Estas coisas vêm das nossas raízes, do ambiente familiar, do sítio onde se nasce, das vivências e dos amigos. Nós somos muito a nossa infância”, destaca.

 

Manuel Alegre opta por abordar a sua infância na perspectiva de um miúdo que pregava pregos numa tábua, tendo em conta que é “a primeira e mais antiga memória” que tem, “onde tudo começa”.

 

Questionado pelo Expressões Lusitanas sobre se os mais críticos podem ver este livro como uma forma de se auto-promover, Alegre recusa esta ideia, referindo que “todos os autores falam deles próprios”, mesmo quando “parece que não estão a falar”. Sublinha que se trata do seu “processo criativo”.



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David Fonseca sobe aos palcos do Coliseu de Lisboa e do Porto para apresentar o seu mais recente disco “Between Waves”. Os concertos vão ter uma “forte componente cénica”, criando um “ambiente envolvente”, a fim de que o público esqueça “por momentos” o seu quotidiano.

 

Daniel Pinto Lopes

 

O músico português mostra-se “muito satisfeito” com o percurso que o seu mais recente álbum está a seguir (surgiu em primeiro lugar na tabela de vendas na primeira semana) e com a adesão que o mesmo tem junto do público.

 

“É uma recompensa muito grande fazer um disco e depois ter a atenção e a participação activa das pessoas, que saiem de casa para ver os concertos, entre outras coisas”, destaca ao Expressões Lusitanas.

 

O novo disco de David Fonseca “Between Waves” apresenta algumas diferenças em relação ao anterior “Dreams in Colours”. O músico confessa que as diferenças entre álbuns são “necessárias”, pois serve para “estimular a criatividade”.

 

Passou-se de um disco “festivo” para este novo álbum que retrata o “dia seguinte desta festa”, que também carrega “alguma alegria e festividade”, mas tem uma “perspectiva diferente”.

 

“[O “Between Waves] acaba por ser um disco mais experimental em vários aspectos em relação ao disco anterior. Acho que é um álbum muito intenso”, explica.

 

David Fonseca sobe ao palco do Coliseu de Lisboa na sexta-feira, 9 de Abril. No dia 16, também sexta-feira, o artista ruma até ao Porto para actuar no Coliseu da cidade Invicta.

 

Os concertos nas duas cidades vão ser “semelhantes”, durante os quais a componente cénica vai estar “bastante presente”.

 

O músico promete “arriscar” em vários sentidos, tanto na parte cénica, como na forma como o concerto vai ser feito e nas canções que vai tocar até às surpresas que “estão preparadas”.

 

O objectivo consiste em criar um “ambiente envolvente” para com o público, a fim de que este se “esqueça”, por momentos, do seu dia-a-dia.

 

O repertório já está escolhido e não se centra apenas nas novas canções de “Between Waves”. O espectáculo vai percorrer vários momentos musicais da sua carreira, alguns deles “muito mais antigos do que aquilo que se possa supor”.

 

O público presente vai poder ainda ouvir canções dos Silence 4, grupo do qual fez parte.

 

Questionado pelo Expressões Lusitanas sobre para quando canta em português, David Fonseca afirma que a ideia de que não canta em português é “falsa”, recordando, por exemplo, a sua passagem pelos Humanos e algumas músicas “pontuais” em português que teve em discos anteriores.

 

“É uma decisão que tem de ser, acima de tudo, pessoal e algo que acontece porque tem de acontecer. Algo natural e não imposto”, conclui David Fonseca.



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Segunda-feira, 05.04.10

 

“Penínsulas & Continentes” surgiu das viagens que Maria de Medeiros realizou durante a ‘tournée’ dos primeiros discos e retrata uma viagem musical intercontinental e um cruzamento de culturas, que pode ser visto ao vivo em Lisboa e em Gaia.

 

Daniel Pinto Lopes

 

“Tratou-se de explorar as influências mútuas e os cruzamentos culturais e é extraordinária a influência que as penínsulas latinas da Europa tiveram no mundo e, em particular, no mundo transatlântico”, explica Maria de Medeiros ao Expressões Lusitanas.

 

Trata-se assim de uma viagem musical intercontinental entre as Penínsulas Ibérica e Itálica e os continentes americano e africano, fruto das viagens que a artista fez durante os espectáculos dos primeiros discos, o que a levou a “viajar bastante entre as penínsulas e continentes”.

 

Neste sentido, Maria de Medeiros interpreta canções de vários compositores, desde o italiano Nino Rota ao português Sérgio Godinho, incluindo ainda temas de José Afonso e do Duo Ouro Negro.

 

O objectivo deste trabalho discográfico passa por conceder uma interpretação “jazz”, “pessoal” e “diferente” a temas destes compositores, ao mesmo tempo que se trabalha com “muito rigor” e “liberdade criativa” com os músicos.

 

“Quando as pessoas me dizem que lhes custou a reconhecer um determinado tema fico contente, porque, justamente, todo o trabalho foi feito no sentido de dar uma luz um pouco diferente sobre os temas”, detalha a artista.

 

No novo álbum, Maria de Medeiros canta em português, espanhol, catalão, inglês, kimbundo, entre outros idiomas. A actriz explica ao Expressões Lusitanas que se tratou de “explorar a própria musicalidade de cada língua” e “tentar saber o resultado do contacto de todas estas línguas com o tratamento ‘jazz’ que lhes é dado”.

 

Para Maria de Medeiros, a língua italiana é aquela com a qual tem uma maior "afinidade". Por seu lado, teve algumas dificuldades em interpretar em kimbundo e em catalão.

 

“Penínsulas & Continentes” é um disco composto por 15 temas escritos por vários compositores e, para chegar a esta lista, Maria de Medeiros quis ter como ponto de partida os artistas portugueses que a marcaram na adolescência, enquanto vivia em Portugal.

 

Destes destaca José Afonso, um compositor de “uma grande dimensão mundial” e “justamente reconhecido em Portugal”, algo que considera ser “raro” acontecer no nosso país.

 

Para além de José Afonso, Maria de Medeiros sublinha ainda que partiu de outros compositores portugueses, como Sérgio Godinho e Amélia Muge, “uma excelente compositora”, destacando que “era raro haver mulheres a compor”, apesar de hoje em dia tal situação se “verificar menos”, mesmo ainda sendo “uma minoria”.

 

Na quarta-feira, 7 de Abril, Maria de Medeiros sobe ao palco do Cinema São Jorge, em Lisboa, e, um dia depois, 8 de Abril, ruma até ao Auditório de Vila Nova de Gaia para apresentar ao vivo este “Penínsulas & Continentes” em Portugal, já que o arranque da digressão aconteceu em Barcelona, a 29 de Março.

 

O músico português The Legendary Tigerman vai ser o convidado especial destes dois concertos que, cada um deles, vão ser uma “surpresa”, confessa Maria de Medeiros ao Expressões Lusitanas.



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Segunda-feira, 15.03.10

 

ÁUDIO da REPORTAGEM:

 

“Em Fuga” é o nome do segundo disco de Tiago Bettencourt & Mantha, um álbum que pretende “fugir do tradicional” e daquilo que “está estabelecido”. O objectivo é apresentar uma “alternativa” e “algo de novo”.

 
Daniel Pinto Lopes
 

O novo trabalho discográfico de Tiago Bettencourt & Mantha foi preparado entre Lisboa e Montreal, no Canadá. A gravação em banda foi realizada na capital portuguesa e as remisturas e produção final foram ultimadas no Canadá, contando com o apoio “fulcral” do produtor da banda canadiana Arcade Fire, Howard Bilerman.

 

“O álbum não soava bem se não contasse com as várias máquinas e condensadores do Howard Bilerman. Grande parte da magia acontece na fase de misturas”, explica.

 

Tiago Bettencourt destaca que “Em Fuga” é um disco que pretende “fugir do tradicional”, tendo em conta que não se identifica com “nenhum estilo ou tendência musical” que “se passe” em Portugal e, por esta razão, sente que “está em fuga”. Contudo, adverte que não é “melhor do que os outros” e que apenas está a “ir por um lado diferente”.

 

Dois temas do novo disco contam com a participação de Inês Castel-Branco – “Tens Que Largar a Mão” e “Se Cuidas de Mim”. Para o compositor, a actriz tem uma voz “sedutora”, “especial” e “muito frágil”.

 

A gravação do tema “Se Cuidas de Mim” surgiu “por acaso” e numa música que não era para fazer parte do disco. A canção foi gravada na casa de banho para aproveitar a “reverberação característica” do espaço, o que proporciona um efeito “mais ao vivo” e “mais real”, sem recurso a efeitos digitais.

 

Tiago Bettencourt confessa ter alguma dificuldade em falar sobre a sonoridade do disco, porque “não se pode ser muito quadrado” ou “linear”. Porém, destaca que “Em Fuga” tem uma vertente acústica forte, onde são utilizados coros e um conjunto de sopros.

 

Explica ainda que se trata de um disco composto por “extremos”, tal como o anterior, visto que é a “mesma banda a fazer mais um disco”, um “retrato” daquilo que sentiram durante os três meses de ensaio e de gravação.

 

“Em Fuga” vem acompanhado de um DVD, no qual a “fuga” também está presente e a ideia consiste na gravação de um concerto ao vivo “não comum” e de algo “mais encenado”.

 

A intenção deste novo trabalho ‘Em Fuga’ é “surpreender” e Tiago Bettencourt afiança que gosta que oiçam os seus álbuns “sem se estar à espera de grande coisa”. Garante que não vai apresentar soluções “por onde já “tenha passado” e, desta forma, pede “abertura” e “boa disposição".

 

A digressão para apresentar “Em Fuga” começa esta quinta-feira, 18 de Março, no Teatro Sá da Bandeira, no Porto.

 



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Quinta-feira, 11.03.10

 

ÁUDIO da REPORTAGEM:

 

Rita Guerra regressa aos originais com “Luar”, um disco “declaradamente acústico” e “intimista”, ocupando o primeiro lugar na tabela de vendas nacional desde a semana de lançamento oficial. “Eu Só Quero” é o tema de estreia.

 
Daniel Pinto Lopes
 

Rita Guerra lança o seu novo trabalho discográfico – ‘Luar’ –, que vem suceder ao último disco de originais “Sentimento”, lançado em 2007.

 

O tema de estreia é um original de Gabriela Schaff, ‘Eu Só Quero’, interpretado no Festival RTP da Canção em 1979. A música ficou na memória de Rita Guerra, que “sempre” teve o “desejo” de a poder interpretar.

 

“Houve outros temas que a Gabriela Schaff gravou e que fizeram esquecer um pouco este, mas, pelo contrário, fiquei sempre com a canção na memória. Dos vários temas que ela gravou e que se tornaram bem conhecidos, este foi aquele de que mais gostava”, explica Rita Guerra ao Expressões Lusitanas.

 

A artista refere ainda que a letra de ‘Eu Só Quero’ é “muito envolvente” e a própria canção é “fora de normal”, em que “ninguém diria” que esta música foi “feita há 30 anos”.

 

Os outros álbuns de Rita Guerra eram “mais eléctricos” e “mais virados para o rock”, mas, admite a cantora, ‘Luar’ é “declaradamente acústico” e “intimista”.

 

“Foi uma transição não planeada de um [disco] eléctrico para um acústico e achámos engraçado dar uma cor diferente a um trabalho próximo”, detalha.

 

Neste sentido, Rita Guerra afirma que as canções que lhe “chegaram às mãos” serviam “perfeitamente” para este tipo de sonoridade, o que possibilitou adoptar o acústico “assumido” e conceder “mais espaço à voz” e “dar azo” a interpretações mais intimistas do que aquilo que “é habitual” ouvir nos temas da artista.

 

A escolha das letras que compõe ‘Luar’ foi “fácil”, já que, diz Rita Guerra, as primeiras canções apresentadas foram logo “aceites”, porque são escritas por compositores que a “conhecem há algum tempo” e sabem os seus próprios “gostos”.

 

O novo trabalho de Rita Guerra ocupa o primeiro lugar da tabela de vendas nacional. Ao saber da notícia pela primeira vez, Rita Guerra confidencia ao Expressões Lusitanas que reagiu com uma “histeria contida”.

 

“Foi uma surpresa muito positiva e inesperada entrar directamente para o top na primeira semana, o que é sinal de que realmente valeu a pena, de que o público estava à espera e de que gostou muito”, afiança.

 

A tournée de Rita Guerra para apresentar o novo disco começa no dia 9 de Abril no Centro Cultural Olga Cadaval, na vila de Sintra.



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Quarta-feira, 03.03.10

 

A campanha “No Alentejo Há Mais” foi relançada pelo Turismo do Alentejo, a fim de promover a região e “estimular” a ida de portugueses ao Alentejo. A “novidade” consiste na introdução de um passaporte que “premeia” a fidelização.

 
Daniel Pinto Lopes
 

A Entidade Regional do Turismo do Alentejo pretende “atrair” mais turistas portugueses para a região, através do relançamento da campanha “No Alentejo Há Mais”, que, em 2009, apresentou um resultado “muito significativo”, tal como salienta ao Expressões Lusitanas o presidente do Turismo do Alentejo, António Ceia da Silva.

 

O passaporte “No Alentejo Há Mais” é a “novidade” na campanha deste ano, um novo elemento com o objectivo inerente de “fidelizar” o turista que “vai muitas vezes ao Alentejo”, através de ofertas em alojamento, restauração, lazer e atracções turísticas. Os visitantes podem habilitar-se a 250 fins-de-semana sorteados a partir de Setembro.

 

“No Alentejo Há Mais” resulta de um parceria público-privada, num investimento repartido entre a Entidade Regional do Turismo do Alentejo e os 350 parceiros privados associados.

 

O investimento público ronda os 400 mil euros para efeitos de “imagem”, de “campanha”, de “divulgação” e de um “spot televisivo promocional” para “atrair” turistas para o Alentejo. Já em relação ao investimento privado, o presidente do Turismo do Alentejo diz que é “muito difícil quantificar”, tendo em conta as “inúmeras” ofertas presentes.

 

O secretário de estado do Turismo, presente no relançamento da campanha, afirma que a aposta forte do executivo é no “mercado interno”, sobretudo porque “sente” que as próprias regiões estão “bem organizadas” e com “capacidade de iniciativa” para ter acções como “esta”.

 

Questionado pelo Expressões Lusitanas sobre se vão haver mais regiões do país contempladas com esta aposta, Bernando Trindade diz que “são iniciativas como esta que visam sobretudo mostrar a nossa realidade turística”, com “interesse” e “vontade”.

 

“É necessário comunicar a nossa realidade com competência. Se cada um de nós assumir a sua responsabilidade, Portugal cresce e, à sua dimensão, o turismo também cresce”, sublinha o secretário de estado do Turismo, Bernardo Trindade.

 

Um dos novos embaixadores da região, o actor Nicolau Breyner, refere que ser alentejano é “um estado de espírito” e uma “coisa que se sente”.

 

“É lá que eu quero estar. É o cheiro, são as coisas e as cores, é a vivência. Não tenho nem compro nada em Lisboa, porque não é a minha terra”, destaca.

 

O vocalista dos Xutos e Pontapés, Tim, outro dos embaixadores do Alentejo, “espera” estar à altura das funções que lhe foram atribuídas.

 

ÁUDIO dos intervenientes:

 

Presidente do Turismo do Alentejo, António Ceia da Silva, traça as linhas gerais da campanha

 

Secretário de estado do Turismo, Bernardo Trindade, diz que "é necessário comunicar a nossa realidade" com "competência

 



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Terça-feira, 02.03.10

 

Oiça a reportagem:

 

Anaquim é um duende com molas nos pés que se esconde a observar o mundo dos outros “como se dele fizesse parte”, vendo as coisas de uma forma “imparcial” e “fresca”, convidando à "mudança” e combatendo o “conformismo”.

 
Daniel Pinto Lopes
 

“Em traços gerais e exteriores é um duende com 1,20 metros de altura e com molas nos pés, para reflectir o carácter saltitão de algumas músicas e também para lhe permitir aparecer e desaparecer nos sítios, porque é suposto que ele seja observador e cronista”, explica ao Expressões Lusitanas o mentor do projecto, José Rebola.

 

Anaquim consegue ver as coisas de uma forma “imparcial” e sem estar associado ao “peso de um passado e de uma tradição”. Consegue alhear-se de uma realidade “anterior” de preconceitos e estereótipos e, através deste olhar “imparcial”, consegue “transmitir” aquilo que vê.

 

“É uma espécie de visão fresca do mundo. A questão que se coloca é o que pensaria um duende que chegasse aqui sendo uma folha em branco? Há coisas que só continuamos a fazer porque sempre fizemos assim e, portanto, só tirando este tapete da tradição ou do hábito é que podemos ir ao cerne de algumas questões e ver se fazem sentido”, detalha.

 

Natural de Coimbra, José Rebola dá vida a esta personagem e confessa que, para ele, é “impossível” ter este olhar imparcial e esta “visão fresca”. Refere que deve ser um “heterónimo” e um “alter-ego” de todos.

 

Nascido em 2006, o projecto Anaquim surgiu a partir de canções que foram escritas para um outro projecto que teve em mãos – “The Cynicals” -, “mais virado para o punk rock e de expressão inglesa”.

 

Ao começar a escrever canções que não se “enquadravam” no “perfil musical” deste seu primeiro projecto, as letras ficaram fechadas numa gaveta “a amadurecer”. Quando “chegou o seu tempo”, começou a mostrar as letras a “outras pessoas”, que chegaram a um locutor da Rádio Universidade de Coimbra (RUC), tendo “feito a ponte” para o compositor JP Simões.

 

“Ele andava à procura de bandas para o ‘Quilómetro Zero’ e, mais tarde, ligou-me a perguntar se podia gravar um ensaio para passar no programa. Na altura não tinha músicos, porque tinha sido eu a fazer tudo e era um projecto a solo”, recorda.

 

Vários amigos de José Rebola juntaram-se para integrar este seu novo projecto. Foram escritas novas canções e o resultado culmina no lançamento de um disco.

 

Neste “As Vidas dos Outros”, José Rebola canta precisamente as “vidas dos outros” e desmultiplica-se em várias personagens de um bairro “imaginário” e "familiar".

 

De acordo com o autor de Anaquim, este disco é um convite para a “mudança”, porque o que se pretende é que as pessoas se “apercebam de algumas coisas” e façam “aquela pergunta chata – porquê?”

 

Contudo, adverte que este disco não pretende ser “nenhuma lição de moral”, nem “nenhuma ordem ou instrução”. Antes, “uma primeira fala de uma conversa” que se deve ter com as pessoas.

 



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Sábado, 27.02.10

 

ÁUDIO da reportagem:

 

Cinquenta anos depois do início do grupo Duo Ouro Negro surge “Muxima”, um disco de homenagem a este grupo musical angolano, reunindo os seus grandes êxitos. Janita Salomé, Filipa Pais, Rita Lobo e Yami emprestam as vozes a “Muxima”.

 
Daniel Pinto Lopes
 

“Muxima” é o nome que dá vida ao álbum de homenagem ao Duo Ouro Negro, assinalando os 50 anos do início do grupo angolano que marcou a década de 60 em Portugal e, a partir daqui, várias gerações.

 

O novo projecto é formando por quatro músicos lusófonos: os portugueses Janita Salomé e Filipa Pais, a cabo-verdiana Rita Lobo e o angolano Yami.

 

A ideia surgiu do produtor Manuel D’Oliveira, que, ao Expressões Lusitanas, refere que o Duo Ouro Negro é um grupo que “faz parte do seu imaginário desde muito cedo”.

 

Há cerca de dois anos, Manuel D’Oliveira estava a tocar com o pai temas do Duo Ouro Negro e, nesse instante, sentiu “saudade” de ouvir este repertório, que estava “desaparecido da rádio e da actualidade”. A “coragem” foi assim “crescendo” para fazer um disco de homenagem.

 

Manuel D’Oliveira tinha a noção de que o repertório do Duo Ouro Negro tem uma “característica muito forte nas vozes” e, por esta razão, queria ter quatro vozes: duas masculinas e duas femininas.

 

“Fui procurar cantores que tivessem, para além de capacidade interpretativa, grandes vozes para que fosse mais fácil fazer as harmonias a quatro vozes”, detalha.

 

O nome do disco de homenagem é “Muxima”, que significa coração na língua kimbundo. Em jeito de curiosidade, Muxima é também o nome de uma vila localizada na província de Bengo, em Angola, onde está a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, mais conhecida pela Igreja de Nossa Senhora da Muxima.

 

Um dos intérpretes que empresta a voz às canções do Duo Ouro Negro, Janita Salomé, diz sentir-se “honrado” por ter sido convidado e afirma ter o grupo angolano nas “memórias de adolescência”. Refere ainda que o Duo Ouro Negro conseguiu manter a respectiva cultura, tendo como “ponto de honra” o “conservar” e o “fazer tudo” a partir da sua cultura.

 

“Vinham suportados na sua cultura africana. Não se limitaram a chegar a Portugal e ajustarem-se à música europeia ou ocidental. Trouxeram a sua cultura e mantiveram-na sempre como ponto de honra”, explica.

 

Janita Salomé mantinha uma “excelente” relação com Raúl Indipwo, um dos dois elementos do Duo Ouro Negro e afirma que a homenagem que agora está ser feita é “merecida” e “justa”.

 

Para quem ainda não ouviu o disco, Janita Salomé sustenta que se pode esperar uma “grande surpresa”, destacando os arranjos “sóbrios” feitos pelo produtor Manuel D’Oliveira e a “solidez” do projecto.

 



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Terça-feira, 16.02.10

 

Rita Guerra lançou esta segunda-feira o novo trabalho discográfico intitulado "Luar", um disco com 13 faixas que reconcilia a cantora com o piano, em baladas clássicas e arranjos "elegantes".

 

Daniel Pinto Lopes

 

"Luar" marca o regresso de Rita Guerra aos álbuns de estúdio. "Eu Só Quero", tema original de Gabriela Shaaf interpretado no Festival RTP da Canção em 1979, é o 'single' de estreia deste novo disco.

 

Editado esta segunda-feira, "Luar" é um álbum que, de acordo com a editora Farol Música em comunicado enviado ao Expressões Lusitanas, reconcilia Rita com o piano, "em baladas clássicas e arranjos elegantes", reunindo um conjunto de 13 temas da autoria de diversos compositores portugueses.

 

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ÁUDIO: Excerto do tema de apresentação "Eu Só Quero"

 

ÁUDIO: Rita Guerra fala sobre o seu novo disco "Luar"



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Segunda-feira, 21.12.09

 

REPORTAGEM ÁUDIO

Duração: 04min20seg

Entrevista, edição e realização de Daniel Pinto Lopes
 
Os treze últimos episódios de "Herman Enciclopédia", emitidos em 1997, estão reunidos "por milagre" em DVD, após uma "luta" contra a burocracia, trazendo de volta as conhecidas personagens do Provedor Diácono Remédios, Lauro Dérmio ou Mike e Melga.
 
Daniel Pinto Lopes
 
São cinco DVD's com os treze últimos episódios da série produzida entre 1996 e 1997 e transmitida na altura pela RTP.
 
De todos os episódios, Herman José não consegue definir qual foi o mais marcante, mas recorda-se das "tardes inteiras" que duravam as gravações feitas na Abrunheira, Sintra. Começavam de dia para terminarem de madrugada. Herman José afirma que chegava a estar 12 horas para apenas, no final, serem aproveitados alguns minutos.
 
"É uma coisa de malucos fazer quase uma hora de ficção numa semana útil", explica Herman ao Expressões Lusitanas, que refere ainda que, apesar do "cansaço" inerente, "quem corre por gosto não cansa".
 
"Acabávamos completamente estoirados e, depois, quando acabámos a segunda série, já não conseguia fazer rigorosamente mais nada. Foi daí que passei para os 'talk shows' e fiz o Herman 98, pois já não aguentava colar bigodes e pestanas", recorda Herman José.
 
De todas as personagens do "Herman Enciclopédia", o humorista salienta que a mais importante é a do Diácono Remédios, que está "actual" e "bastante presente".
 
"Nada mudou. Continuamos a ser calados e manietados das formas mais extraordinárias e continuamos a ter temas tabu. Se uma pessoa critica a justiça, cai-lhe uma coisa em cima; se critica a Igreja, cai-lhe um abaixo-assinado. Estamos muito longe de poder ter a chamada livre expressão", critica.
 
Com o passar do tempo já é possível olhar para os episódios através de uma outra perspectiva. Herman José confessa que nestes treze episódios, agora editados, existem alguns "menos interessantes" e que "há coisas e palha a mais".
 
"Na altura não tínhamos tempo nem critério para tirar aquilo que chamamos palha e que está nitidamente a mais. Se calhar há alguns Batistas Bastos que podiam ter durado o terço do tempo ou algumas intervenções do Diácono podiam ter o quarto do tempo. Por vezes, há um certo desequilíbrio neste aspecto", considera.
 
Contudo, Herman José sustenta que, "visto agora à luz do século XXI", há a noção de que "somos mais rápidos e temos menos tolerância para aquele 'timing' do século XX".
 
A edição deste DVD ocorre passados dez anos da respectiva transmissão na RTP. A pergunta que se coloca é: porquê só agora? Herman responde que tudo resulta de um "milagre" por parte do responsável de marketing da distribuidora de filmes Castello Lopes, que "lutou contra um mundo de burocracias inimaginável".
 
"Só um teimoso é que conseguia fazer aquilo, pois eu teria desistia cinco vezes, pelo menos", critica.
 
Neste aspecto, Herman considera que a burocracia é "um drama português", pois "somos burocráticos, atávicos e indolentes e com muito pouca memória".
 
Questionado sobre qual a origem da referida burocracia, o humorista sustenta que foram de "todos" os intervenientes, como "a RTP, autores, autorizações, compilações, arquivos". "É tudo uma maçada" e "um conjunto de forças a puxar para trás".
 
No final, Herman José confessa que não se emociona ao rever estes episódios. Apenas os vê com "carinho". O humorista diz que o "passado nunca o emociona", pois está "sempre preocupado com o futuro".


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Sábado, 12.12.09

 

REPORTAGEM ÁUDIO:

Duração: 04min03seg

Entrevista, edição e produção de Daniel Pinto Lopes

 

O livro de estreia de Solange F, "Livro de Reclamações", combina desabafos do quotidiano e "pedras no sapato que não matam mas moem" com uma parte poética e intimista. Para breve fica a promessa da escrita de um romance.
 
DANIEL PINTO LOPES
 
A jovem apresentadora de televisão e actriz  foi, há cerca de um ano, desafiada a escrever um livro pelo seu editor. "Livro de Reclamações" foi agora apresentado, quarta-feira, 9 de Dezembro.
 
Solange F. confessa que "adora ler e escrever desde pequena" e admite que domina a arte de reclamar e não se cala com coisas com as quais não concorda.
 
"Estou sempre do lado das minorias e tento lutar por pequenas injustiças, por mais pequenas que sejam. Se não o fizermos estamos a compactuar com coisas que não nos fazem sentido. Reclamar é preciso, porque é uma forma de evoluirmos e crescermos", explica.
 
Solange F. refere que reclama "com tanta coisa", nomeadamente sobre "as mulheres na educação e na política; salários justos; o fim dos recibos verdes; segurança, saúde e educação para todos". "Há tanta coisa que podia mudar, devagarinho", salienta.
 
Temas sobre os quais Solange F. não concorda e, por isso, reclama. Contudo, o livro aborda temas mais "leves" e desabafos do quotidiano com "algum humor".
 
"As reclamações que estão no livro são aquelas coisas que irritam, aquela pedra no sapato que não mata mais mói. Existe alguma leveza neste livro e não é sobre decretos-leis que ande para aqui a estudar e a reclamar", remata.
 
 
 
Em suma, são reclamações que, fruto de várias experiências do dia-a-dia, surgem, de um momento para o outro, a partir de "coisas simples", como as "chamadas aberturas fáceis de algumas embalagens" ou até o abrir de um CD, que "é uma coisa impraticável".
 
Para além das reclamações, o livro engloba um conjunto de crónicas de amor que retratam a parte mais poética do livro e o lado mais romântico de Solange F.
 
Uma parte poética publicada que, para Luísa Castel-Branco, presente na apresentação do livro, "requer muita coragem" por parte da autora.
 
"Acho que a poesia desnuda-nos muito e a Solange, através de várias atitudes, tem-se desnudado muito, o que a torna num alvo fácil na crítica das pessoas", analisa.
 
Luísa Castel-Branco, que teve contacto com Solange F. há cinco anos num programa de televisão, afirma ainda que "foi uma sorte muito grande a ter conhecido".
 
O próximo passo de Solage F., após a publicação deste livro de crónicas e de reclamações, passa pela escrita de um romance. O desafio foi colocado à autora pelo próprio editor da Prime Books. A proposta foi aceite, porém Solange F. ainda não tem bem definidos sobre qual vai ser a história e o fio condutor deste futuro romance.
 
"Foi um desafio proposto um pouco em cima da mesa, ao qual aceitei, mas, de qualquer forma, é um comprometimento comigo própria. Pensei escrever sobre coisas relacionadas com a gravidez e a história do nascimento de uma nova vida, mas isto pode ser influência dos meus sete meses de gravidez. Pode ser que não tenha nada a ver com isto e, por isso, vou esperar para ver", afiança Solange F.
 
Para já, "Livro de Reclamações" marca a estreia da apresentadora de televisão no mundo da literatura.
 


publicado por Expressões Lusitanas às 11:22 | link do post | comentar

Quarta-feira, 02.12.09

 

Tony Carreira já gravou o 'videoclip' do novo ‘single’ "Obrigado (Por Tudo O Que Me Dão)" extraído do disco mais recente do cantor "O Homem Que Sou", como forma de prestar um agradecimento "sincero" às fãs.
 
Em comunicado, a editora Farol Música refere que "Obrigado (Por Tudo O Que Me Dão)" é o tema composto para o público do cantor e escolhido para novo 'single', cujo 'videoclip' foi filmado no Coliseu dos Recreios de Lisboa.
 
O tema musical "dá o mote para o agradecimento às fãs, não só pela carreira do artista, como também pelas seis platinas atingidas com as vendas do mais recente álbum "O Homem Que Sou" [2008] e ainda pela Tour 2009", refere ainda a editora no mesmo comunicado.

 

ÁUDIO: Excerto do novo ‘single’ "Obrigado (Por Tudo O Que Me Dão)"

 



publicado por Expressões Lusitanas às 14:19 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Sábado, 14.11.09

 

Os ecos da imprensa francesa deram conta da viagem propositada do cantor americano Prince para ver Ana Moura cantar em Paris, deixando a fadista “muito feliz” quando soube da notícia.

 
“Já tinha sido contactada pela agente pessoal de Prince a dizer que ele gostava de ir assistir a um concerto meu”, lembra Ana Moura. Neste sentido, o concerto em Paris foi o escolhido pelo cantor americano.
 
REPORTAGEM ÁUDIO: Ana Moura leva-nos aos fados
 
A fadista confessa ser “fã” de Prince, um cantor que “faz parte” da sua juventude e que “trouxe bastantes memórias”. Assim, a notícia do súbito interesse de Prince no fado cantado por Ana Moura deixa uma marca na carreira da fadista.
 
“Um génio da música gostar da minha música deixa-me mais feliz, mais segura e foi muito importante para mim”, salienta.
 
Recorde-se que Ana Moura já tinha pisado o palco do estádio de Alvalade para cantar em dueto com Mick Jagger, vocalista dos britânicos “Rolling Stones”, no concerto que a banda deu em 2007.
 
“Deixa-me muito feliz que, de repente, estrelas de áreas totalmente diferentes se identifiquem com a minha voz e com a minha interpretação", refere Ana Moura, considerando ainda que a sua música começou a "despertar a curiosidade" naqueles que a desconheciam e que estavam "mais atentos a outros géneros musicais".
 
A fadista lançou a 12 de Outubro deste ano o quarto álbum de estúdio, “Leva-me Aos Fados”, com produção de Jorge Fernando.
 
ÁUDIO: Ana Moura ficou "muito feliz" quando soube que Prince tinha interesse em vê-la cantar ao vivo

 

Duração: 45 segundos

Entrevista, edição e produção de Daniel Pinto Lopes

 

 

Ana Moura lisonjeada com o "despertar" da curiosidade pela sua música

 

Duração: 35 segundos

Entrevista, edição e produção de Daniel Pinto Lopes



publicado por Expressões Lusitanas às 18:56 | link do post | comentar

Quarta-feira, 11.11.09

 

Ana Moura está de volta com um novo disco. “Leva-me aos Fados” é o quarto trabalho discográfico da fadista, com produção de Jorge Fernando, naquele que é o disco sucessor de “Para Além da Saudade”, de 2007, que vendeu 55 mil cópias.

 

ÁUDIO: Reportagem "Leva-me Aos Fados"

Duração: 05min47seg

Entrevista, edição e produção de Daniel Pinto Lopes
 
Nos concertos ao vivo que Ana Moura vai ter até ao final deste ano em Portugal e pela Europa, a fadista é acompanhada por duas guitarras portuguesas - a de Custódio Castelo e de José Manuel Neto. A viola baixo é dedilhada por Filipe Larson e a viola por José Elmiro Nunes.
 
O encontro entre Ana Moura e Prince – COM ÁUDIO
 
Conheça as datas da digressão nacional de Ana Moura:
 
13 de Novembro - TAGV, Coimbra
 
14 de Novembro - Teatro Virgínia, Torres Novas
 
20 de Novembro - Teatro José Lúcio da Silva, Leiria
 
21 de Novembro - Casa das Artes, Famalicão
 
12 de Dezembro - Teatro Municipal, Guarda
 


publicado por Expressões Lusitanas às 21:19 | link do post | comentar

Domingo, 08.11.09

 

Os Virgem Suta vão mostrar este mês as canções do álbum de estreia, o disco homónimo editado em Junho deste ano. Em formato reduzido e em sessões acústicas, em salas cuja lotação não ultrapassa as 200 pessoas, Jorge Benvinda e Nuno Figueiredo vão dão a conhecer os ritmos e as sonoridades das suas canções.
 
As datas já são conhecidas:
 
Dia 13 – Castelo da Maia (Tertúlia Castelense)
 
Dia 14 – Aveiro (Performas)
 
Dia 21 – Covilhã (Teatro das Beiras)
 
Dia 28 – Coimbra (Salão Brazil)
 
REPORTAGEM: "Dois malucos com duas guitarras" tornaram-se nos Virgem Suta (carregue para ler e ouvir)
 
Quem são os Virgem Suta?
 
Os Virgem Suta rumaram de Beja (onde residem) até Vila Nova de Gaia no ano de 2001 para participarem num concurso de bandas.
 
Em competição estavam bandas de garagem, entre rock, metal, electrónica e pop. Com duas guitarras acústicas e desprovidos de qualquer artifício e fora de qualquer tendência, Jorge Benvinda e Nuno Figueiredo apresentaram as suas canções, em português.
 
Na mesma sala estavam dois elementos dos Clã. Hélder Gonçalves, o compositor da banda, e Manuela Azevedo, a vocalista, eram uns dos júris do concurso.
 
“Estávamos perante um duo realmente virgem, mas com grande potencial, daquele que não se encontra todos os dias. Apresentei-me, trocámos contactos e começámos aí uma relação que se prolongaria até à concepção do álbum de estreia. Passaram anos até encontrarmos o tempo certo para trabalharmos juntos. Mas esse tempo chegou”, lembra Hélder Gonçalves ao Expressões Lusitanas.
 
A primeira “tarefa” consistia em encontrar um rumo no emaranhado de canções que os dois músicos de Beja foram coleccionando em sete anos de “criação, paciência e persistência”.
 
“Fomos à base, à essência das canções, picámos pedra, avançámos e recuámos, alimentámos a fome e a sede e as canções foram crescendo. O Jorge e o Nuno, cada vez mais confiantes, cresceram também, fortalecendo a sua personalidade e talento a cada dia de gravação. Os textos introspectivos do Nuno e as deliciosas sátiras realistas do Jorge complementavam-se e atingiam uma força formal não antes alcançada e inesperada”, explica ainda o compositor dos Clã, Hélder Gonçalves.
 
Passada quase uma década de amadurecimento, os Virgem Suta acham-se preparados para apresentar o seu trabalho de estreia, um disco com 12 canções, lançado a 22 de Junho, que cruza a música tradicional portuguesa e a pop, do qual ressalta o ‘single’ “Tomo Conta Desta Tua Casa”.
 
ÁUDIO: Virgem Suta – “Tomo Conta Desta Tua Casa”
Duração: 50 segundos


publicado por Expressões Lusitanas às 20:19 | link do post | comentar

Quarta-feira, 04.11.09

 

ÁUDIO da REPORTAGEM:

Duração: 05mim53seg

Entrevista, produção e realização de Daniel Pinto Lopes

 

O Expressões Lusitanas esteve na apresentação aos media do disco de homenagem ao poeta português José Carlos Ary dos Santos. Uma “Rua da Saudade” cantada por Mafalda Arnauth, Susana Félix, Viviane e Luanda Cozetti, com produção de Renato Júnior e Nuno Faria.

 

Fernando Tordo esteve também nesta apresentação e aproveitou para referir que este projecto é, para além de uma homenagem, “um acto de coragem”. O cantor disse ainda que as quatro vozes recuperaram canções que foram “escondidas do grande público” e que nem “os homens tiveram a coragem” de as cantar.

 

Ary dos Santos morreu a 18 de Janeiro de 1984 com 47 anos, na casa em que vivia na Rua da Saudade, em Lisboa, quando preparava um livro autobiográfico intitulado “Estrada da Luz-Rua da Saudade” e a edição de dois livros de versos, “Palavras das Cantigas” e “Trinta e Cinco Sonetos”.

 

Notícias relacionadas:

Rua da Saudade em concerto equilibrado



publicado por Expressões Lusitanas às 18:17 | link do post | comentar

Terça-feira, 03.11.09

 

REPORTAGEM: As quatro "corajosas" cantam Ary dos Santos - Rua da Saudade

 

 

ÁUDIO da REPORTAGEM:


 

O Expressões Lusitanas esteve na apresentação aos media do disco de homenagem ao poeta português José Carlos Ary dos Santos. Uma “Rua da Saudade” cantada por Mafalda Arnauth, Susana Félix, Viviane e Luanda Cozetti, com produção de Renato Júnior e Nuno Faria.

 

Fernando Tordo esteve também nesta apresentação e aproveitou para referir que este projecto é, para além de uma homenagem, “um acto de coragem”. O cantor disse ainda que as quatro vozes recuperaram canções que foram “escondidas do grande público” e que nem “os homens tiveram a coragem” de as cantar.

 

Ary dos Santos morreu a 18 de Janeiro de 1984, com 47 anos, na casa em que vivia na Rua da Saudade, em Lisboa, quando preparava um livro autobiográfico intitulado “Estrada da Luz-Rua da Saudade” e a edição de dois livros de versos, “Palavras das Cantigas” e “Trinta e Cinco Sonetos”.

 

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publicado por Expressões Lusitanas às 23:43 | link do post | comentar