Segunda-feira, 08.11.10

 

 

“Voo Directo” resulta de uma parceria entre as televisões públicas portuguesa (RTP) e angolana (TPA) e “confirma” o rumo estratégico do canal público português na aposta em “séries diferenciadas” e não em telenovelas. Já a ser exibida em Angola, “Voo Directo” apenas aterra no horário nobre da RTP 1 a partir desta sexta-feira, 12.


Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Gravada durante três meses, os 26 episódios retratam a relação de amizade entre quatro amigas assistentes de bordo e as suas peripécias nos variados quadrantes do dia-a-dia.

 

Soraia Chaves (Patrícia), Maya Booth (Marta), Micaela Reis (Yara) e Erica Chissapa (Weza) vivem entre Lisboa e Luanda e partilham entre si os sonhos, ambições, alegrias, tristezas, amores e esperanças.

 

“É uma série com um universo muito feminino e apresenta alguma ligeireza. As mulheres vão identificar-se com uma das personagens, visto que cada uma é diferente da outra”, explica Soraia Chaves aos jornalistas.

 

A actriz detalha ainda que as quatro mulheres “gostam” de preservar a sua liberdade e independência e o “prazer” pela vida. “Questionam-se, pensam e, intelectualmente, têm algo a dizer”, refere.

 

Soraia Chaves, única das quatro personagens centrais da trama na apresentação final à imprensa, afirma ainda que “Voo Directo é uma série “muito fresca” e tem um “lado feminino” pouco explorado na televisão portuguesa.

 

Para o director de programas da RTP, materializar um projecto destes na área da ficção significa “começar a pensar e a concretizar acções desta natureza” com outras televisões que estão “a um nível muito idêntico ao nosso”, referindo-se em concreto à TPA. José Fragoso assevera que há “vontade” para tal, os actores e as equipas técnicas “falam a mesma língua” e “existem ideias” para desenvolver.

 

O responsável acrescenta ainda que, com “Voo Directo”, a RTP mantém o “rumo estratégico” na área da ficção, mediante a aposta na “produção de séries diferenciadas” e não em telenovelas.

 

Apesar de a nova série de ficção estar já a ser exibida na televisão pública angolana desde o passado sábado, 06 de Novembro, “Voo Directo” apenas aterra na RTP 1 às 21:00 de sexta-feira, 12.



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Sábado, 23.10.10

 

“Raiz da Alma” é o título do espectáculo que o músico angolano Paulo Flores vai apresentar no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e na Casa da Música, no Porto. Em palco podem ser ouvidos os temas do artista e clássicos da música angolana dos anos 60 e 70.

 

Expressões Lusitanas

 

“Ex-Combatentes” foi o espectáculo que Paulo Flores apresentou o ano passado em Portugal e onde o artista “sintetizava” as experiências de vida ao longo da sua vasta carreira, refere a promotora do espectáculo em comunicado enviado ao Expressões Lusitanas.

 

Um ano depois, Paulo Flores regressa a Lisboa e ao Porto com o novo espectáculo “Raiz da Alma”, no qual o artista procura as “palavras” e as “melodias”, o “pensamento”, as “novas estéticas” e “os conteúdos” de uma “lembrança literária recente visual” e “auditiva”, que permite “reconstruir as afinidades alicerçadas na memória que vai sendo apagada na sociedade moderna”.

 

Neste concerto, Paulo Flores revisita o semba tradicional de Angola, “em busca dos seus segmentos rítmicos originais”, pode ainda ler-se no mesmo comunicado.

 

O espectáculo vai ter vários instrumentos em palco, como os violões e as percussões tradicionais, tais como a puita, dikanza, mukindo, hungo e batuques.

 

Em “Raiz de Alma” vão ser interpretados os temas de Paulo Flores e clássicos da música de Angola dos anos 60 e 70. Entre os compositores contemplados estão David Zé, Sabu Guimarães, Rosita de Palma ou Ana Maria de Mascarenhas.

 

O Centro Cultural de Belém vai receber Paulo Flores no dia 24 de Outubro, às 21:00. Mais tarde, a 26, às 21:30, é a vez da Casa da Música, no Porto, acolher o artista angolano.



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Quinta-feira, 16.09.10

 

O cantor angolano Matias Damásio vai realizar, esta sexta-feira, um concerto no Coliseu de Lisboa. Para tal convidou vários artistas lusófonos para o acompanhar, tais como Olavo Bilac, Yuri da Cunha, que esteve recentemente a promover a sua música em Portugal, Eduardo Paím, Dog Murras, entre outros.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Matias Damásio iniciou a sua carreira profissional no mundo da música através de vários concursos musicais promovidos em Angola.

 

“Como artista novo, que andava pelos bairros a tocar, vi anúncios na televisão de vários concursos nacionais para novos artistas. Inscrevi-me num primeiro chamado ‘Gala Sexta-Feira’, que ganhei, apesar de ter sido suplente e posteriormente repescado”, explica Matias Damásio em entrevista ao Expressões Lusitanas.

 

O artista angolano participou ainda em outros concursos “muito conhecidos em Angola” até gravar o seu primeiro disco em 2005 intitulado “Vitória”.

 

Três anos depois, em 2008, Matias Damásio dá a conhecer as músicas do seu segundo álbum – “Amor e Festa na Lixeira” -, tendo alcançado o galardão de Disco de Ouro e traduzindo-se num “sinal de reconhecimento”.

 

“Como somos muito conhecidos em Angola, o objectivo passa agora pela internacionalização da minha carreira. Estivemos no Carnaval da Bahia e agora marcamos presença no Coliseu, em Lisboa”, detalha.

 

A passagem pelo Carnaval da Bahia, no Brasil, valeu a Matias Damásio o “Prémio Revelação” e a interpretação de um dos seus temas – “A Outra” – pelo compositor e cantor baiano Edu Casanova durante a gravação de um DVD.

 

Em Portugal, Matias Damásio tem agendado um concerto no Coliseu de Lisboa para esta sexta-feira, 17 de Setembro, durante o qual o cantor angolano irá estar acompanhado no palco por Olavo Bilac, Yuri da Cunha, Eduardo Paím, Dog Murras, Ary, Johnny Ramos e Nelo Carvalho.

 

“[O concerto] vai ser uma homenagem a Angola e aos PALOP [Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa] e o expressar de uma mensagem aos portugueses para que fiquem atentos à nossa música”, afirma o artista angolano.

 

Nesta primeira apresentação em Lisboa, Matias Damásio vai estrear em exclusivo o tema “Vim Devolver”, a incluir no próximo trabalho discográfico, ainda sem data de lançamento.

 

O concerto começa às 21:00 e primeira parte do mesmo é assegurada pelo também angolano Calado Show.



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Quinta-feira, 02.09.10

 

O documentário “Angola – Histórias da Música Popular”, a ser exibido sexta-feira, 03 de Setembro, pela RTP 2, faz uma “viagem” ao universo da música popular angolana, através da voz dos artistas “mais relevantes” de cada geração, informa a RTP em comunicado enviado.

 

Expressões Lusitanas


“Do lendário Liceu Vieira Dias e dos Ngola Ritmos nos finais dos anos 40 até aos dias de hoje, este documentário é uma viagem ao universo da música popular angolana, através da voz dos artistas mais relevantes de cada geração, tendo como pano de fundo a história política e social de Angola”, detalha a RTP.

 

Portugal é conhecido pelo fado, o Brasil é conhecido pelo samba. Aparentemente, “nada une estes dois estilos musicais” que “evoluíram separadamente” e se tornaram “fundamentais na afirmação do espírito e da identidade destas nações”.

 

O documentário vai para o ar esta sexta-feira, 03 de Setembro, às 23:45, na RTP 2.



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Quarta-feira, 18.08.10

 

O artista angolano Yuri da Cunha e a sua comitiva composta por seis pessoas envolveram-se em confrontos no aeroporto de Lisboa com um funcionário dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), noticia o diário “i”.


Expressões Lusitanas


De acordo com o mesmo jornal, Yuri da Cunha e a sua comitiva pretendiam passar pela fila prioritária, regularmente utilizada pela tripulação e outros funcionários ou pessoas com dificuldades motoras.

 

O funcionário do SEF tentou barrar a passagem, mas sem sucesso, tendo em conta que os cerca de seis homens que acompanhavam o artista angolano “fizeram frente” ao funcionário, impedindo a detenção de Yuri da Cunha e a passagem pela fila prioritária.

 

Ainda segundo o “i”, “ficou por investigar a possibilidade de um crime de desobediência e de resistência e coacção sobre funcionário”.

 

O incidente teve lugar por volta das cinco horas da madrugada. Recorde-se que Yuri da Cunha subiu ao palco do Campo Pequeno, em Lisboa, para um concerto que teve lugar no passado dia 30 de Julho.



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Quarta-feira, 07.07.10

 

Os Nu Soul Family vão estar no próximo dia 18 de Julho em Luanda, Angola, para apresentar o álbum de estreia do grupo intitulado “Never Too Late To Dance”. No início do ano, o colectivo esteve em Cabo Verde.

 

Expressões Lusitanas

 

O álbum de estreia dos Nu Soul Family tem servido de mote para os concertos do grupo um pouco por todo o país. Pela segunda vez, o colectivo passa a fronteira, desta vez para actuar na capital angolana, Luanda.



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Sexta-feira, 11.06.10

Elenco da nova aposta de ficção, juntamente com os responsáveis da estação pública portuguesa (RTP)

e das produtoras SPTelevisão (Portugal) e Semba (Angola)

 

‘Voo Directo’ narra uma história “leve”, “divertida” e “humana” sobre a vida de quatro mulheres que, por exigências profissionais, vão estar em “permanente ponte aérea” entre Lisboa e Luanda. A nova série de ficção vai ser transmitida em simultâneo nas televisões públicas de Portugal e Angola.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Patrícia (Soraia Chaves), Marta (Maya Booth), Yara (Micaela Reis) e Weza (Erica Chissapa) são quatro assistentes de bordo que “vivem sempre de malas feitas entre Lisboa e Luanda”, descreve a RTP.

 

As quatro assistentes de bordo partilham uma grande amizade. “Cheias de humor, força e esperança”, estas mulheres contam com o “apoio incondicional” de uma das outras nos altos e baixos das suas vidas.

 

Por entre “peripécias” nos voos, as amigas vão partilhar “sonhos, ambições, alegrias, tristezas, amores e esperanças,” detalha ainda a RTP.

 

Soraia Chaves está de regresso à ficção, neste caso para uma produção conjunta entre os parceiros portugueses (RTP e a produtora SP Televisão) e de Angola (televisão pública TPA e a produtora Semba).

 

Ao Expressões Lusitanas, a actriz descreve ‘Voo Directo’ como uma série “leve”, “divertida” e “humana”.

 

“Explora o mundo feminino de uma forma quase detalhada, tendo em conta vários aspectos, como a amizade, o amor e o trabalho. É uma série muito completa”, explica.

 

‘Voo Directo’ aborda também a “relação das quatro amigas com o mundo, o trabalho e os homens”. Soraia Chaves refere que “o facto de serem hospedeiras é quase um detalhe”.

 

“A série fala do percurso delas enquanto mulheres. Viajam muito e acontecem sempre coisas novas durante os voos, mas também em terra”, afirma Soraia Chaves.

 

Maya Booth, actriz que interpreta outra das quatro amigas, descreve ao Expressões Lusitanas que “cada uma das personagens tem uma personalidade muito marcante”.

 

Em suma, trata-se de uma “relação de amizade e de cumplicidade”. “A fim e ao cabo somos uma família”, esclarece a actriz angolana Micaela Reis, que interpreta o papel de Yara António.

 

As actrizes estão em processo de ensaios e de formação. Seguem-se posteriormente as filmagens de ‘Voo Directo’, divididas ente Lisboa e Luanda.

 

Ao Expressões Lusitanas, as quatro actrizes afiançam que ‘Voo Directo’ tem “algumas coisas em comum” com a série norte-americana ‘Sexo e a Cidade’, pelo facto de se viver “no mundo da globalização”.

 

Contudo, adiantam, “as personagens e as histórias são diferentes”, numa realidade “adaptada” aos contextos português e angolano.

 

A série tem estreia marcada para Outubro nos dois países. São 26 episódios com uma duração de 50 minutos.



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