Segunda-feira, 07.03.11

 

Fonte da imagem: RTP

 

O programa especial ‘Um Por Todos’ trouxe a Portugal alguns dos intervenientes da primeira série de ‘Príncipes do Nada’ e apresentou os doadores, membros da sociedade civil que vão ofertar produtos e material necessário à sobrevivência de alguns. A emissão teve lugar no dia de aniversário da RTP.

 

Daniel Pinto Lopes

 

“Ainda há muito a fazer no combate à pobreza no mundo”. Foi desta forma que Catarina Furtado abriu o especial ‘Príncipes do Nada’, fazendo assim referência aos oito Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), aprovados pelos 189 estados-membros na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque (Estados Unidos).

 

Entre os ODM figuram a erradicação da pobreza extrema e da fome, a promoção da igualdade de género e da capacitação das mulheres, o combate à SIDA, malária e outras doenças ou a redução da mortalidade infantil. Passados cerca de 11 anos, “muito ainda tem de ser feito”, referiu Catarina Furtado.

 

Pelo palco improvisado no Convento do Beato, em Lisboa, passaram os vários “príncipes e princesas do nada” e que marcaram presença na primeira edição do programa e oriundos de Moçambique (Enfermeira Laura), Cabo Verde (Maria Estrela, do Ateliê Mar), Guiné-Bissau (Sambel Baldé), São Tomé e Príncipe (Padre Domingos Carneiro) e Timor Leste (Otília Pereirinha).

 

“Dentro e fora do nosso país, o especial ‘Um Por Todos’ pretende alertar consciências, através de exemplos que devem ser contagiantes e promover compromissos que ajudem aqueles que mais sentem diariamente as desigualdades sociais”, escreve a RTP em comunicado entregue aos jornalistas.

 

Alguns telespectadores e empresas quiseram fazer doações aos príncipes do nada, entre os quais José Rodrigues dos Santos (jornalista da RTP), Lúcia Moniz (cantora), João Castro (grupo Visabeira), Rui Costa (director desportivo do Sport Lisboa e Benfica), Rosalina Machado (empresária) e Guilherme Pereira (fundação EDP)

 

A emissão solidária da RTP no dia do seu aniversário (07 de Março) trouxe ainda a público o trabalho desenvolvido pelo CASA (Centro de Apoio aos Sem-Abrigo), instituição que, diariamente, presta auxílio aos sem-abrigo nas zonas de Lisboa, Porto, Coimbra, Faro, Setúbal e Região Autónoma da Madeira.

 



publicado por Expressões Lusitanas às 10:41 | link do post | comentar

Quarta-feira, 03.11.10

 

Catarina Furtado durante a visita à unidade de cuidados intensivos neo-natal da Maternidade Alfredo da Costa (Lisboa)


Os documentários “Dar Vida Sem Morrer” e “Príncipes do Nada”, da autoria de Catarina Furtado e do produtor Ricardo Freitas, estão de regresso à antena da RTP 1 com a “verdade crua” e o “sofrimento” de mulheres e crianças na Guiné-Bissau e em outros países lusófonos.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

“Dar a Vida Sem Morrer” é o terceiro de uma série de quatro documentários, resultado de um donativo de 500 mil euros oferecido em parceria entre os espectadores da RTP (através de uma emissão especial do programa “Dança Comigo”), da Cooperação Portuguesa (através do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento – IPAD) e do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), do qual Catarina Furtado é embaixatriz.

 

No terceiro episódio, a apresentadora vai a duas regiões da Guiné-Bissau – Gabú e Mansoa. Há cerca de um ano, a primeira tinha a taxa mais elevada de mortalidade materna e neo-natal. Agora, os índices passaram de 15% para 9,6%, facto de que Catarina Furtado se regozija.

 

“São esforços que, efectivamente, trazem resultados. Há quem se questione sobre o destino dos donativos e, por isso, é um compromisso meu mostrar, através da RTP, para onde vai o dinheiro”, refere Catarina Furtado.

 

Tendo a noção da existência da fuga de donativos e de projectos não aplicados, a apresentadora afirma que “quando há uma responsabilização e monitorização no terrento o dinheiro é bem gerido e aplicado”.

 

Em 2009, a maternidade de Gabú não disponha de um bloco operatório. “Nem sequer havia umas simples batas”, diz Catarina Furtado. Com o donativo de 500 mil euros foi possível construir a infra-estrutura.

 

“Nos programas iniciais, já exibidos, mostrei a verdade crua e o sofrimento. Agora, neste terceiro documentário, vê-se a solução. As coisas acontecem. Se não, venham bater à minha porta e eu responsabilizo-me”, explica.

 

O terceiro episódio de “Dar Vida Sem Morrer” vai também a Mansoa, região guineense na qual foi montada uma campanha sobre o drama da fístula e onde centenas de mulheres foram operadas a este problema.

 

Devido ao “impacto” dos primeiros programas, o projecto foi alargado até à região de Bafatá, também na Guiné-Bissau. Vai ser mostrada a “realidade cruel” antes da sua chegada e as “dificuldades desumanas” vividas por quem pretende usufruir de cuidados de saúde “tão precários”, lê-se na nota sobre o documentário, distribuída pela RTP aos jornalistas.

 

Em relação a “Príncipes do Nada”, a estação pública vai transmitir a segunda série, constituída por 13 programas. Podem ser vistas duas ou três histórias de vida passadas em diferentes países de expressão portuguesa.

 

Catarina Furtado viaja por Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor Leste e tem a “missão” de explicar ao espectador, “através do sofrimento das pessoas”, os oito Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), declaração assinada em 2000 por 192 estados-membros da ONU.

 

“Há coisas que avançaram no âmbito dos ODM, mas há muitos aquém do esperado e com a crise ficam mais prejudicados”, conta Catarina Furtado. E dá exemplos: “um bilião de pessoas passa fome, 7400 pessoas são diariamente infectadas pelo vírus da SIDA, a cada 45 segundos uma criança morre por causa da malária”, entre outros.

 

Afirma ainda que em alturas de crise um “euro faz a diferença” e o “essencial” é fazer com que “os valores não fiquem em causa”.

 

“Tal pode muito acontecer no tempo em que vivemos, no decorrer do qual as pessoas vivem pior. Fecham-se, tornam-se mais egoístas e menos atentas ao sofrimentos dos outros”, assevera.

 

Por falar em tempos de crise, a apresentadora assegura que estes seus programas “são muito em conta” no orçamento da grelha da RTP.

 

“Dar Sem Morrer” regressa à televisão pública este domingo, às 21:00. Já “Príncipes do Nada” é transmitido terça-feira, às 21:30.



publicado por Expressões Lusitanas às 17:34 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Quarta-feira, 25.08.10

 

A apresentadora confessa aos jornalistas, em conferência de imprensa, que “gostava” de ser enquadrada no espectáculo de música e dança desenhado para a gala de declaração das 7 Maravilhas Naturais de Portugal, juntamente com o colega José Carlos Malato.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

“Eu e o Malato gostamos de dar cambalhotas e coisas assim”, afirma a apresentadora, ‘piscando o olho’ ao director de produção da gala, Fabrice Bollen.

 

A hipótese de enquadrar os apresentadores em momentos do espectáculo está assim aberta, faltando saber a opinião de José Carlos Malato, que, em período de férias, esteve ausente da conferência de imprensa.

 

A gala, a ter início às 22:00 (menos uma hora nos Açores) do dia 11 de Setembro, realizar-se-á nas Portas do Mar, em Ponta Delgada, Açores, e vai ter uma duração de cerca de duas horas.

 

“Trata-se de uma cerimónia que vai reflectir aquilo que estamos a fazer pela natureza. Em palco, vamos recriar os vários ambientes naturais a concurso”, explica o presidente da New 7 Wonders Portugal, Luís Segadães.

 

A fadista Mariza, embaixadora do projecto, e o jogador Pauleta vão estar em palco com mais 61 artistas de vários pontos do globo.

 

Ainda durante o dia 11 de Setembro, mas nos períodos da manhã e da tarde, a RTP vai transmitir um especial apresentado por João Baião e Tânia Ribas de Oliveira, a ser realizado na Lagoa das Furnas.

 

O foco deste programa vai incidir sobre “as candidaturas à vitória final e também sobre os Açores”, detalha o director de programas da RTP, José Fragoso.

 

Até ao dia de ontem, 24 de Agosto, os votos registados na página oficial das 7 Maravilhas Naturais de Portugal superava o patamar alcançado no ano passado (a caminho dos 400 mil votos), no âmbito da eleição das 7 Maravilhas Portuguesas no Mundo.



publicado por Expressões Lusitanas às 17:22 | link do post | comentar

Quarta-feira, 28.07.10

Foto: Catarina Furtado e José Fragoso (director de programas da RTP)


A segunda série do concurso “Dá-me Música”, que foi gravada em Abril deste ano, regressa este domingo, 01 de Agosto, à RTP 1 e vai estar no ar durante 14 semanas. A apresentação está a cargo de Catarina Furtado.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Vários convidados e caras conhecidas aceitaram participar em mais uma série do programa “Dá-me Música”, um concurso que “demonstra o outro lado das figuras públicas”, explica Catarina Furtado.

 

“O segredo do formato consiste no facto de os espectadores poderem ver o outro lado da figura pública e a pessoa que é”, refere a apresentadora.

 

Em “Dá-me Música”, os convidados são sujeitos a uma série de perguntas relacionadas com o mundo da música. Há ainda espaço para a interpretação de canções conhecidas ou já esquecidas.

 

“Ninguém levou a mal o convite e [os convidados] participaram sem ter medo do ridículo”, sustenta Lurdes Guerreiro, da Endemol, que produz o programa para a RTP.

 

O director de programas da RTP José Fragoso acrescenta “não ter sentido” que o “papel dos convidados estivesse em risco” e “eles próprios também não sentiram”.

 

Catarina Furtado salienta ainda a interpretação ao vivo das várias músicas presentes, algo que “é raríssimo na televisão de hoje em dia”.

 

O programa foi gravado durante o mês de Abril e vai ser transmitido no primeiro dia de Agosto. O responsável pela programação da RTP justifica a opção pelo facto de Catarina Furtado ter tido “oportunidade de gravação” no referido mês.

 

Para além disso, em termos de grelha, “faz muito mais sentido transmitir o programa no Verão”, altura do ano que apresenta “públicos mais disponíveis”, tratando-se de “um formato mais adequado a esta época”.



publicado por Expressões Lusitanas às 19:49 | link do post | comentar