Quarta-feira, 03.11.10

 

Catarina Furtado durante a visita à unidade de cuidados intensivos neo-natal da Maternidade Alfredo da Costa (Lisboa)


Os documentários “Dar Vida Sem Morrer” e “Príncipes do Nada”, da autoria de Catarina Furtado e do produtor Ricardo Freitas, estão de regresso à antena da RTP 1 com a “verdade crua” e o “sofrimento” de mulheres e crianças na Guiné-Bissau e em outros países lusófonos.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

“Dar a Vida Sem Morrer” é o terceiro de uma série de quatro documentários, resultado de um donativo de 500 mil euros oferecido em parceria entre os espectadores da RTP (através de uma emissão especial do programa “Dança Comigo”), da Cooperação Portuguesa (através do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento – IPAD) e do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), do qual Catarina Furtado é embaixatriz.

 

No terceiro episódio, a apresentadora vai a duas regiões da Guiné-Bissau – Gabú e Mansoa. Há cerca de um ano, a primeira tinha a taxa mais elevada de mortalidade materna e neo-natal. Agora, os índices passaram de 15% para 9,6%, facto de que Catarina Furtado se regozija.

 

“São esforços que, efectivamente, trazem resultados. Há quem se questione sobre o destino dos donativos e, por isso, é um compromisso meu mostrar, através da RTP, para onde vai o dinheiro”, refere Catarina Furtado.

 

Tendo a noção da existência da fuga de donativos e de projectos não aplicados, a apresentadora afirma que “quando há uma responsabilização e monitorização no terrento o dinheiro é bem gerido e aplicado”.

 

Em 2009, a maternidade de Gabú não disponha de um bloco operatório. “Nem sequer havia umas simples batas”, diz Catarina Furtado. Com o donativo de 500 mil euros foi possível construir a infra-estrutura.

 

“Nos programas iniciais, já exibidos, mostrei a verdade crua e o sofrimento. Agora, neste terceiro documentário, vê-se a solução. As coisas acontecem. Se não, venham bater à minha porta e eu responsabilizo-me”, explica.

 

O terceiro episódio de “Dar Vida Sem Morrer” vai também a Mansoa, região guineense na qual foi montada uma campanha sobre o drama da fístula e onde centenas de mulheres foram operadas a este problema.

 

Devido ao “impacto” dos primeiros programas, o projecto foi alargado até à região de Bafatá, também na Guiné-Bissau. Vai ser mostrada a “realidade cruel” antes da sua chegada e as “dificuldades desumanas” vividas por quem pretende usufruir de cuidados de saúde “tão precários”, lê-se na nota sobre o documentário, distribuída pela RTP aos jornalistas.

 

Em relação a “Príncipes do Nada”, a estação pública vai transmitir a segunda série, constituída por 13 programas. Podem ser vistas duas ou três histórias de vida passadas em diferentes países de expressão portuguesa.

 

Catarina Furtado viaja por Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor Leste e tem a “missão” de explicar ao espectador, “através do sofrimento das pessoas”, os oito Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), declaração assinada em 2000 por 192 estados-membros da ONU.

 

“Há coisas que avançaram no âmbito dos ODM, mas há muitos aquém do esperado e com a crise ficam mais prejudicados”, conta Catarina Furtado. E dá exemplos: “um bilião de pessoas passa fome, 7400 pessoas são diariamente infectadas pelo vírus da SIDA, a cada 45 segundos uma criança morre por causa da malária”, entre outros.

 

Afirma ainda que em alturas de crise um “euro faz a diferença” e o “essencial” é fazer com que “os valores não fiquem em causa”.

 

“Tal pode muito acontecer no tempo em que vivemos, no decorrer do qual as pessoas vivem pior. Fecham-se, tornam-se mais egoístas e menos atentas ao sofrimentos dos outros”, assevera.

 

Por falar em tempos de crise, a apresentadora assegura que estes seus programas “são muito em conta” no orçamento da grelha da RTP.

 

“Dar Sem Morrer” regressa à televisão pública este domingo, às 21:00. Já “Príncipes do Nada” é transmitido terça-feira, às 21:30.



publicado por Expressões Lusitanas às 17:34 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Quarta-feira, 22.09.10

 

A RTP e a EGEAC/Museu do Fado (Lisboa) apresentam a série ‘Trovas Antigas, Saudade Louca – Histórias do Fado contadas por Carlos do Carmo’, o primeiro documentário audiovisual sobre a história e o património da considerada canção nacional, no âmbito da sua candidatura a Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO. Estreia esta sexta-feira, 24, às 21:00, na RTP 1.

 

Expressões Lusitanas


“Pela voz de Carlos do Carmo, esta série preconiza um conjunto de travessias temáticas pelo universo do fado, reconstruindo, no conjunto dos seis episódios, a dimensão histórica deste fenómeno musical vivo, complexo e plural, cujo percurso se desenhou em diálogo permanente com a cidade que o viu nascer”, explica a RTP em comunicado enviado ao Expressões Lusitanas.

 

O documentário apresenta ainda uma perspectiva da “dimensão histórica” do universo do fado, através do “cruzamento” das suas memórias de aproximadamente 100 anos com as “fontes” e “os resultados de recentes trabalhos de investigação”.

 

Actualmente, o fado prepara o seu reconhecimento pela UNESCO como património cultural imaterial da Humanidade. Desta forma, promove-se o seu estudo, enquanto “prática cultural vivida quotidianamente”, e a sua salvaguarda, enquanto “património intangível nacional e internacionalmente relevantes”.

 

‘Trovas Antigas, Saudade Louca’ é da autoria de Carlos do Carmo, Rui Vieira Nery, José Pracana e Sara Pereira e guião de Rui Vieira Nery. Conta com a realização de Fernando Ávila, edição de Rui Branquinho e produção de Paula Vidal.



publicado por Expressões Lusitanas às 18:18 | link do post | comentar

Quinta-feira, 02.09.10

 

O documentário “Angola – Histórias da Música Popular”, a ser exibido sexta-feira, 03 de Setembro, pela RTP 2, faz uma “viagem” ao universo da música popular angolana, através da voz dos artistas “mais relevantes” de cada geração, informa a RTP em comunicado enviado.

 

Expressões Lusitanas


“Do lendário Liceu Vieira Dias e dos Ngola Ritmos nos finais dos anos 40 até aos dias de hoje, este documentário é uma viagem ao universo da música popular angolana, através da voz dos artistas mais relevantes de cada geração, tendo como pano de fundo a história política e social de Angola”, detalha a RTP.

 

Portugal é conhecido pelo fado, o Brasil é conhecido pelo samba. Aparentemente, “nada une estes dois estilos musicais” que “evoluíram separadamente” e se tornaram “fundamentais na afirmação do espírito e da identidade destas nações”.

 

O documentário vai para o ar esta sexta-feira, 03 de Setembro, às 23:45, na RTP 2.



publicado por Expressões Lusitanas às 12:43 | link do post | comentar

Quinta-feira, 19.08.10

 

 

A RTP2 vai exibir, entre os dias 23 e 27 de Agosto, às 23:45, um documentário realizado por um autor português. São cinco filmes que homenageiam Celeste Rodrigues, a diva Amália Rodrigues, Carlos Paredes e Zeca Afonso, informa a RTP em comunicado enviado ao Expressões Lusitanas.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

No dia 23 é exibido “Fado Celeste”, um documentário sobre a obra e a vida de Celeste Rodrigues, a irmã mais nova da diva do fado Amália Rodrigues.

 

“Este filme centra-se na imensa memória que Celeste Rodrigues possui. É a canção de Lisboa por uma voz octogenária, que nos dá uma história de vida em cada palavra que canta”, detalha a RTP na nota enviada.

 

“As Cordas de Amália” é o filme que se segue, a ser emitido na terça-feira, 24 de Agosto, no qual serão expostos os testemunhos e as histórias narradas por Raul Nery, Fontes Rocha e Joel Pina, que acompanharam e pisaram vários palcos com Amália ao longo de vários anos.

 

“Não foram apenas testemunhas do sucesso de Amália. Foram actores da excepcional história da cantora e das suas conquistas. Em ‘As Cordas de Amália’, juntámo-los no Clube do Fado, em Lisboa, e relembrámos os gloriosos anos em que se reuniram no mítico Conjunto de Guitarras Raul Nery”, refere.

 

Na quarta-feira, 25 de Agosto, o documentário a ser transmitido intitula-se “Diva: Simplesmente Uma Homenagem”, que reproduz a vida e obra de Amália Rodrigues, sem deixar de lado alguns dos contratempos vividos pela fadista.

 

“Face a todas as contrariedades, Amália Rodrigues manteve fielmente a postura que criara para si desde que pegou no fado e o moldou à sua maneira, tirando-o das tabernas em direcção aos mais prestigiados palcos do mundo. Amada por uns e odiada por outros, a cantora nunca se deixou ultrapassar pelos acontecimentos e, mesmo se com alguma ingenuidade à mistura, conseguiu passar por cima de todas as situações adversas, saindo pela porta grande, sem ter de as contornar sinuosamente”, lembra a RTP.

 

Carlos Paredes vai ser a figura central do documentário a ser visionado no dia 26 de Agosto na RTP2. “Movimentos Perpétuos - Tributo a Carlos Paredes” é um filme em 17 movimentos, em que “os testemunhos e a guitarra definem o génio, a bravura e a modéstia” do compositor e guitarrista.

 

O último dos cinco documentários que a RTP 2 vai divulgar na próxima semana tem Zeca Afonso como pano de fundo – “Não Me Obriguem a Vir Para a Rua Gritar”.

 

“O Homem e a Obra marcaram toda uma geração de portugueses. E deixaram uma herança social e cultural às gerações seguintes. Todos temos um pouco de Zeca Afonso, um homem cujo génio ultrapassa qualquer época ou catalogação. Um homem cuja mensagem é veiculada por letras que se revelam sempre actuais”, sublinha a televisão pública no referido comunicado.



publicado por Expressões Lusitanas às 18:56 | link do post | comentar

Segunda-feira, 16.08.10

 

A CCTV (Chinese Central Television) emitiu em inícios de Agosto o documentário da RTP “Além de Nós”, da autoria de Anabela Saint-Maurice. A iniciativa decorreu no âmbito da participação portuguesa na Expo 2010, que se realiza em Xangai.

 

Expressões Lusitanas

 

“Além de Nós” é “uma viagem pela Ásia, Brasil e Angola” e sobre a “importância e afirmação da língua portuguesa no mundo e em particular na Ásia”, continente “onde muitos jovens chineses aprendem o português nas universidades para garantir um emprego no quadro da internacionalização e expansão da economia chinesa em África ou no Brasil”, explica a RTP em comunicado enviado ao Expressões Lusitanas.

 

O documentário foi emitido pela RTP em Dezembro de 2009, a pretexto do décimo aniversário da transferência de Macau para a República Popular da China.

 

Na sua produção contou com o apoio da Fundação Macau, da Teledifusão de Macau (TDM) e da Televisão Pública de Angola (TPA).



publicado por Expressões Lusitanas às 20:58 | link do post | comentar

Sexta-feira, 23.04.10

Bairro da Bela Vista, Setúbal, um dos locais de rodagem da série

 

A produção da série “B.I.” vai estar em quatro bairros multiculturais de norte a sul do país e desenvolver um ‘workshop’ de cinema com oito jovens de cada bairro, em que cada um vai produzir uma curta-metragem. No final irá haver um prémio para o jovem vencedor.

 

Daniel Pinto Lopes

 

O objectivo da série “B.I.” consiste em “dar a conhecer a realidade complexa dos jovens de diversas origens residentes em bairros multiculturais”, detalha a produtora “Vende-se Filmes” em comunicado.

 

Ao todo vão ser quatro bairros participantes. O Bairro da Bela Vista, em Setúbal, foi o primeiro. Os próximos vão ser a Quinta da Fonte e Quinta do Mocho, em Loures. Os restantes podem incluir cidades, como Beja, Coimbra ou Vila Nova de Gaia. A produtora ainda não tem a confirmação definitiva.

 

Em cada bairro, a produção instala-se durante uma semana, período durante o qual oito jovens vão participar num ‘workshop’ de cinema. Cada um vai criar uma curta-metragem.

 

O tema “tem de estar relacionado com a pertença ou a identidade”, explica ao Expressões Lusitanas a responsável pela "Vende-se Filmes".

 

Filipa Reis detalha ainda que, das oito curtas-metragens produzidas num bairro, os restantes jovens aí residentes vão ter a oportunidade de escolher três. A decisão final cabe, contudo, aos formadores do ‘workshop’, que vão nomear a curta vencedora do bairro onde estão.

 

No final de todo o processo, a produtora vai ter quatro curtas-metragens escolhidas, uma por cada um dos quatro bairros participantes. Só uma pode ganhar.

 

O jovem vencedor ganha um prémio que ainda “não está fechado”, porque “tudo depende do tipo de resultados e dos jovens participantes”, esclarece Filipa Reis.

 

A série, a ser transmitida pela RTP 2, vai, ao longo de 13 episódios, acompanhar todo este processo.



publicado por Expressões Lusitanas às 21:36 | link do post | comentar