Terça-feira, 07.12.10

Da esquerda para a direita: Nuno Santos (director programas SIC), João Ricardo, Luís Marques (director SIC) e Gabriela Sobral (directora de produção da SIC)


Os actores João Ricardo e Manuel Cavaco assinaram hoje, 07 de Dezembro, um contrato de exclusividade pela SIC e válido por dois anos.

 

Expressões Lusitanas

 

O director de programas da SIC refere que se tratam de dois actores de “grande talento” e vão agora reforçar a equipa do canal de Carnaxide. A contratação em exclusivo de João Ricardo e Manuel Cavaco “simboliza a abertura de um novo ciclo”, afirma ainda Nuno Santos.

 

João Ricardo já colabora com a SIC, desde a novela “Perfeito Coração”, fruto de uma parceria entre o canal português e a TV Globo.

 

“É uma aventura segura, porque, até agora, tenho dado muito bem com a SIC. Sou muito bem tratado. Foi um contrato de respeito mútuo”, considera o actor.

 

Recém-chegado à SIC, Manuel Cavaco mostra-se “contente” com a contratação. “O meu projecto profissional continua e não parou. Espero que o meu contributo valorize a ficção nacional desta estação”, refere.

 

A assinatura dos contratos contou com a presença do director de programas da SIC, Nuno Santos, o director-geral do canal, Luís Marques, e a directora de produção, Gabriela Sobral, que este ano trocou a TVI pela rival de Carnaxide.



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Quinta-feira, 09.09.10

 

A SIC aliou-se à tradição de cerca de 50 anos de produção de ficção da TV Globo (Brasil) e do acordo entre as duas estações nasce “Laços de Sangue”, a estrear na antena da SIC na segunda-feira, 13 de Setembro. Os principais papéis são tripartidos entre Diana Chaves, Diogo Morgado e Joana Santos [na foto].

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

A apresentação da nova aposta da ficção nacional da SIC decorreu nos estúdios da produtora SP Televisão, no Cacém. Com a pomposa chegada dos actores e actrizes de “Laços de Sangue” de elevador e posterior pose para os fotógrafos, o evento contou com a presença do presidente do conselho de administração da Impresa (dona da SIC), Francisco Pinto Balsemão, e de alguns dos responsáveis pela estação de Carnaxide.

 

O enredo de “Laços de Sangue” conta com um triângulo amoroso e de interesses tripartido entre as personagens de Diana Chaves (Inês Nogueira), Diogo Morgado (João Caldas Ribeiro) e Joana Santos (Diana Silva).

 

A trama começa com um acidente ocorrido num rio, em que duas meninas são levadas pelas correntes. O pai consegue resgatar Inês, mas morre a tentar salvar a outra filha que, apesar de o corpo nunca ter sido encontrado, consegue escapar à fúria do rio pelas suas próprias mão e é adoptada por uma família que a encontra a vaguear no meio do mato. As duas irmãs são assim separadas.

 

Anos mais tarde, Diana descobre a verdade e solta dentro de si uma revolta contra a irmã Inês, a quem atribui a culpa de a empurrar para o rio, desencadeando o referido acidente e o afastamento de uma vida melhor.

 

Inês (Diana Chaves) apaixona-se por João (Diogo Morgado), uma relação que vai ser disputada por Diana (Joana Santos), em jeito de vingança.

 

“É uma história bem escrita e contada e com boas interpretações. Para além disso, tivemos mais cuidado com a cenografia, a iluminação e a direcção de actores, algo que resulta da mais-valia da parceria com a TV Globo”, afirma ao Expressões Lusitanas o director de programas da SIC, Nuno Santos.

 

O responsável considera ainda que “Laços de Sangue” tem os “condimentos necessários” para ser uma ficção de “sucesso”.

 

“Criámos todas as condições para isso, mas quem dá o veredicto são os espectadores. São eles que vão dizer se a história lhes agrada e se vão ficar presos à mesma”, afiança.

 

Um dos protagonistas de “Laços de Sangue”, Diana Chaves”, refere que a parceria entre a SIC e a TV Globo está a ser “a melhor possível”. “É ouro sobre azul”, garante.

 

A actriz, também apresentadora de “Salve-se Quem Puder” (SIC), sublinha que o público vai “criar laços” com a nova aposta da estação de Carnaxide.

 

“Pela história e qualidade, tratando-se de uma novela que tem muitos pontos altos. Todos os núcleos estão interligados, o que obriga a acompanhar sempre a trama”, detalha.

 

Diogo Morgado, outro dos protagonistas de “Laços de Sangue”, segue a linha de pensamento de Diana Chaves, ao referir que a “grande diferença” visível com a parceria entre as duas televisões materializa-se na “estrutura dos textos” e na “forma como a história está a ser divulgada e apresentada”.

 

Em relação ao triângulo amoroso, Diogo Morgado diz que será “um pouco enrolado”, porque a Diana (Joana Santos) “vai apanhar” a sua personagem “um bocadinho frágil”, motivo para “dar passos em falso”, “obrigando” a história a desviar-se para um “sítio menos positivo”.

 

“Vão haver jogos de engano”, assevera o actor.

 

Gravada na sua maioria em cenários portugueses, como Viana do Castelo, Lago do Alqueva e o Mercado da Ribeira, em Lisboa, “Laços de Sangue” viaja ainda até ao Brasil, país no qual foram gravadas cenas em São Paulo e Rio de Janeiro.

 

A nova novela da SIC conta com direcção de argumento de Pedro Lopes (SP Televisão), a supervisão de Aguinaldo Silva (TV Globo) e a direcção-geral de Patrícia Sequeira.



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Sábado, 31.07.10

Foto: Actor Ivo Canelas a desempenhar a personagem Miguel Zuzarte


Estão a decorrer as gravações de “O Segredo de Miguel Zuzarte”, uma de quatro séries de ficção histórica que a RTP vai transmitir durante o mês de Outubro, no âmbito da celebração do centenário da República. A localidade de Entradas, perto de Castro Verde, acolhe as gravações até ao final do dia de hoje.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Sob um sol abrasador decorreu mais um dia de gravações na pacata localidade de Entradas, no Alentejo.

 

As gentes da vila espreitavam por cada rua paralela à Praça da Liberdade, junto à Igreja Matriz. Havia quem assistisse ao rodopio do “grava” e “corta” sentado na esplanada do ‘Café Central’ de Entradas.

 

Na ficção, a história passa-se em 04 de Outubro de 1910 e nos cinco dias que se seguem à implantação da República em Portugal.

 

Em “O Segredo de Miguel Zuzarte”, a localidade de Entradas transforma-se em São Lourenço, uma pequena aldeia perdida no Baixo Alentejo, cujo contacto com o mundo exterior é feito através das notícias recebidas pelo telégrafo e da chegada diária do comboio, que abastece a povoação.

 

O jovem monárquico convicto Miguel Zuzarte chega a São Lourenço com a mãe para substituir o tio, acabado de falecer, enquanto telegrafista da aldeia.

 

No primeiro dia de trabalho, Miguel Zuzarte recebe um telegrama que o deixa em estado de choque: a República tinha sido proclamada. Descontrolado, o monárquico desliga o telégrafo e decide não contar a novidade à população, criando um segredo.

 

Nesse dia e nos cinco seguintes, o comboio não chega à estação, o que leva os habitantes de São Lourenço a desconfiar de que algo se passa.

 

O actor Ivo Canelas tem a responsabilidade de interpretar a personagem principal, Miguel Zuzarte. Ao Expressões Lusitanas, refere que há “um lado fanático” da personagem que considera ser “engraçado”.

 

“Quando provocados ou tocados em algo que nos diz profundamente, vamos sempre mais longe e as coisas vêm ao de cima”, detalha, referindo-se ao facto de a sua personagem optar por esconder a novidade aos habitantes, dada a sua convicção em relação ao regime monárquico.

 

Ivo Canelas afirma ter sido convidado pelo realizador Henrique Oliveira para fazer parte do elenco e confessa “conhecer bem” o seu trabalho.

 

Para a realização de “O Segredo de Miguel Zuzarte”, houve dois desafios essenciais para a sua concretização.

 

“Um deles foi encontrar uma aldeia no Alentejo que tivesse poucos traços da modernidade, como os candeeiros de rua, os cabos eléctricos e as antenas de televisão”, enumera Henrique Oliveira ao Expressões Lusitanas.

 

O sotaque foi o segundo desafio e, para o contornar, fazem parte do elenco actores alentejanos.

 

“A maior parte dos actores que fazem de alentejanos são naturais do Alentejo, tais como o António Cordeiro, Dinarte Branco, Figueira Cid, Maria D’Aires e Rui Pisco. Por isto, a credibilidade da série sobe um patamar”, esclarece o realizador.

 

Uma das personagens mais controversas desta ficção chama-se Nazário e é encarnada por António Cordeiro.

 

Agricultor rico e dono da casa mais vistosa da aldeia, Nazário tem um caso com uma rapariga de 15 anos, de seu nome Águeda, com o consentimento da mãe, a quem dá dinheiro.

 

“Trata-se de uma figura amoral. Sendo o homem mais rico da terra, toda a gente o teme. O seu poder exerce-se sob esse temor. Tem um lado negro com uma criança que diz ser sua afilhada, mas acho que é muito mais do que isso...", adianta António Cordeiro, que, para além de fazer parte do elenco, é ainda director de actores.

 

Isabel Finkler, responsável pelo guarda-roupa, sustenta que é “difícil ter acesso em Portugal a roupas desta época”, confessando que a maioria do material “vem de Espanha”.

 

“O Segredo de Miguel Zuzarte” tem estreia marcada para o mês de Outubro, na RTP 1.



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Quarta-feira, 23.06.10

 

As gravações da nova série de ficção nacional da RTP tiveram início na passada segunda-feira, 14 de Junho. De acordo com a estação pública, ‘Maternidade’ conta a história da obstetra Madalena Valente, obrigada a trocar “um dos mais conceituados” hospitais do país por uma maternidade privada “à beira do encerramento compulsivo”.

 

Expressões Lusitanas

 

Face a uma equipa de profissionais “desmotivados” e “sem forças para lutar” contra o encerramento da maternidade, Madalena vai ter a “árdua tarefa” de lhes “devolver o brio profissional” e transformar a unidade hospitalar numa “instituição de referência”.

 

‘Maternidade’ conta com as participações de Lúcia Moniz (Madalena Valente), José Fidalgo (Luís Botelho), Patrícia Bull (Rosa Capucho), Martinho da Silva (Bruno Ferreira), Alexandre de Sousa (António Botelho), Joaquim Horta (Rodolfo Matias) e Isabel Figueira (Laura Brito).

 

O elenco é também composto por Custódia Gallego (Joana Freitas), Alda Gomes (Sónia Mestre), José Mata (Gustavo Pereira), Fernando Pires (Pedro Frois), Cláudia Semedo (Teresa), Miguel Costa (Raul Valadares) e Adriane Garcia (Solange Faria).



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Sexta-feira, 11.06.10

Elenco da nova aposta de ficção, juntamente com os responsáveis da estação pública portuguesa (RTP)

e das produtoras SPTelevisão (Portugal) e Semba (Angola)

 

‘Voo Directo’ narra uma história “leve”, “divertida” e “humana” sobre a vida de quatro mulheres que, por exigências profissionais, vão estar em “permanente ponte aérea” entre Lisboa e Luanda. A nova série de ficção vai ser transmitida em simultâneo nas televisões públicas de Portugal e Angola.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Patrícia (Soraia Chaves), Marta (Maya Booth), Yara (Micaela Reis) e Weza (Erica Chissapa) são quatro assistentes de bordo que “vivem sempre de malas feitas entre Lisboa e Luanda”, descreve a RTP.

 

As quatro assistentes de bordo partilham uma grande amizade. “Cheias de humor, força e esperança”, estas mulheres contam com o “apoio incondicional” de uma das outras nos altos e baixos das suas vidas.

 

Por entre “peripécias” nos voos, as amigas vão partilhar “sonhos, ambições, alegrias, tristezas, amores e esperanças,” detalha ainda a RTP.

 

Soraia Chaves está de regresso à ficção, neste caso para uma produção conjunta entre os parceiros portugueses (RTP e a produtora SP Televisão) e de Angola (televisão pública TPA e a produtora Semba).

 

Ao Expressões Lusitanas, a actriz descreve ‘Voo Directo’ como uma série “leve”, “divertida” e “humana”.

 

“Explora o mundo feminino de uma forma quase detalhada, tendo em conta vários aspectos, como a amizade, o amor e o trabalho. É uma série muito completa”, explica.

 

‘Voo Directo’ aborda também a “relação das quatro amigas com o mundo, o trabalho e os homens”. Soraia Chaves refere que “o facto de serem hospedeiras é quase um detalhe”.

 

“A série fala do percurso delas enquanto mulheres. Viajam muito e acontecem sempre coisas novas durante os voos, mas também em terra”, afirma Soraia Chaves.

 

Maya Booth, actriz que interpreta outra das quatro amigas, descreve ao Expressões Lusitanas que “cada uma das personagens tem uma personalidade muito marcante”.

 

Em suma, trata-se de uma “relação de amizade e de cumplicidade”. “A fim e ao cabo somos uma família”, esclarece a actriz angolana Micaela Reis, que interpreta o papel de Yara António.

 

As actrizes estão em processo de ensaios e de formação. Seguem-se posteriormente as filmagens de ‘Voo Directo’, divididas ente Lisboa e Luanda.

 

Ao Expressões Lusitanas, as quatro actrizes afiançam que ‘Voo Directo’ tem “algumas coisas em comum” com a série norte-americana ‘Sexo e a Cidade’, pelo facto de se viver “no mundo da globalização”.

 

Contudo, adiantam, “as personagens e as histórias são diferentes”, numa realidade “adaptada” aos contextos português e angolano.

 

A série tem estreia marcada para Outubro nos dois países. São 26 episódios com uma duração de 50 minutos.



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Quinta-feira, 22.04.10

Créditos fotográficos: Paula Paz (Destak)


A RTP aposta novamente na ficção em português, mas, desta vez, num policial, formato com “pouca ou nenhuma tradição” em Portugal. ‘Cidade Despida’ apresenta os caminhos sinuosos da investigação criminal, conjugados com vários cenários de combate ao crime violento.

 

Daniel Pinto Lopes

 

A apresentação aos jornalistas de ‘Cidade Despida’ teve lugar num armazém antigo e abandonado na zona oriental de Lisboa, no qual foi possível ver vários cenários e ambientes quase macabros que aludem à própria série.

 

A actriz Catarina Furtado é a protagonista da considerada primeira série policial feita em Portugal e interpreta o papel da coordenadora de investigação criminal da Polícia Judiciária Ana Belmonte, especialista em assassínios em série.

 

Ao todo são 13 episódios fechados, o que significa que a investigação de um determinado crime é resolvida no mesmo episódio, não havendo continuação nos seguintes.

 

A personagem Ana Belmonte é transversal a todos os episódios e, tal facto, faz com que, a determinada altura, a investigadora da Polícia Judiciária seja perseguida, perdendo a objectividade no trabalho e a “viver assustada”, esclarece Catarina Furtado ao Expressões Lusitanas.

 

“Este é o ponto de viragem da personagem e retrata o lado emocional e de fragilidade da Ana Belmonte, que foi muito interessante de fazer, mais do que dar murros e tiros”, detalha.

 

A actriz classifica ‘Cidade Despida’ como “um passo em frente na ficção nacional” e que apresenta o “olhar diferente” da realizadora Patrícia Sequeira.

 

A mesma ideia foi continuada pelo director de programação da RTP. José Fragoso afirma que o género policial em Portugal tem “pouca ou nenhuma tradição” e que o exercício de escrita para uma série deste tipo é “muito mais exigente”.

 

Por sua vez, Jorge Marrecos, o responsável da SP Televisão, produtora de ‘Cidade Despida, sublinha que os textos e guiões são “cem por cento portugueses”.

 

A encenação de ‘Cidade Despida’ esteve a cargo da actriz Ana Nave, que adianta ao Expressões Lusitanas que os intervenientes na série tiveram aulas específicas com instrutores da Polícia Judiciária, nas quais, entre outros exemplos, Catarina Furtado aprendeu a manejar uma arma.

 

Para além de Catarina Furtado, a série conta com a presença dos actores Albano Jerónimo, António Fonseca, Sérgio Silva, António Cordeiro, Miguel Moreira, Pedro Carmo, Pedro Laginha, Cristina Carvalhal, Dinarte Branco e Oceana Basílio.

 

‘Cidade Despida’ tem estreia marcada na RTP 1 para sexta-feira, 23 de Abril, pelas 21:00.



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