Quinta-feira, 29.07.10

 

A dupla de humoristas do programa Telerural (RTP 1) João Paulo Rodrigues e Pedro Alves vai gravar um novo DVD de ‘stand-up comedy’ ao vivo. As gravações vão decorrer no Teatro Helena Sá e Costa, no Porto, sexta-feira, 30 de Julho, pelas 21:30.

 

Expressões Lusitanas


O DVD vai ser lançado no próximo Natal, juntamente com a gravação realizada no Coliseu do Porto.



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Sexta-feira, 09.07.10

Créditos fotográficos: Expressões Lusitanas

 

O programa ‘Lado B’ apresentado por Bruno Nogueira na RTP 1 termina este domingo à noite. A decisão de prolongar as emissões do ‘talk show’ cabe à direcção de programas da RTP.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

‘Lado B’ estreou na RTP 1 a 18 de Abril, num formato de ‘talk show’ semanal em directo, denotando, a par do regresso de Herman José, a estratégia do canal público em “estender a grelha em português” nas noites de fim-de-semana.

 

“Este programa resulta de uma vontade de interesses conjunta, em que, com esta diversidade, o objectivo é garantir serões em português aos fins-de-semana”, detalhava o director de programação da RTP José Fragoso no dia de apresentação à imprensa da nova aposta da estação.

 

Nesta mesma comunicação foi referido que o programa iria para o ar durante 13 semanas e, precisamente, neste domingo é emitido o 13º ‘Lado B’.

 

Contactada pelo Expressões Lusitanas, a RTP afirmou que, para já, não tem indicação por parte da direcção de programas sobre o futuro do ‘talk show’.

 

De acordo com a estação pública, os convidados do último ‘Lado B’ são Fernando Mendes, Luciana Abreu, Paulo Santos (“o senhor que acredita ser um ‘alien’”). A banda convidada é The Supervisor.



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Quarta-feira, 21.04.10

 

Créditos fotográficos: Expressões Lusitanas

 

Bruno Nogueira deu o pontapé de saída do seu “Lado B” no passado domingo à noite na RTP 1. No final da sua estreia, o humorista mostrava-se “mais descansado” e com “sentido de dever cumprido”, apesar de confessar que esteve, em certos momentos, “tolhido pelos nervos”.

 

Daniel Pinto Lopes

 

O primeiro “Lado B” de Bruno Nogueira abriu com ‘stand-up comedy’, durante o qual o humorista dissertou sobre alguns temas que marcaram a actualidade nacional e internacional.

 

Exemplo disso foi a análise sobre a acesa troca de palavras entre o primeiro-ministro José Sócrates e o líder do Bloco de Esquerda Francisco Louçã no parlamento, que terminou com Sócrates a referir “Manso é a tua tia, pá!”.

 

O escândalo de pedofilia que envolve sacerdotes da igreja católica, a visita do Papa Bento XVI a Portugal e a relação entre as nuvens de cinza do vulcão islandês com o Holocausto foram outros dos temas abordados na parte inicial do programa.

 

No término de cada tema, Bruno Nogueira ia perguntado, de forma irónica, se o programa “ainda estava no ar”, tendo em conta o tipo de humor e a ousadia presentes na abordagem aos assuntos referidos.

 

“Não faria grande sentido ter limitações e a RTP nunca me pediu isso, nem me limitou em nenhum tema. Até porque a responsabilidade é minha e dos argumentistas”, explica Bruno Nogueira.

 

O humorista refere ainda que este é “um pouco o seu estilo” e, por tal, “não tinha sentido fazer uma coisa diferente do que as pessoas estavam à espera”.

 

O horário em que “Lado B” é transmitido (23:20) também “ajuda” na forma como os temas são tratados, até porque é a hora “mais confortável” e “não é necessário responder a regras” exigidas para os programas emitidos em horários em que públicos mais susceptíveis tenham acesso.

 

Os convidados do primeiro programa foram o humorista Ricardo Araújo Pereira, o ex-ministro da economia Manuel Pinho e o “pagador de promessas” Carlos Gil.

 

A música esteve por conta da banda residente e dos Deolinda, que apresentaram “Um Contra O Outro”, o tema de estreia do novo álbum, que vai ser lançado na próxima segunda-feira, 26 de Abril.

 

No final do programa, entrevistado pelos jornalistas, Manuel Pinho afirma que “gostou imenso” de participar.

 

Questionado pelos motivos que o levaram a aceitar o convite, o ex-ministro da economia salienta que é a primeira vez que participa num programa do género e que lhe tinham feito “óptimas referências” de Bruno Nogueira.

 

Confessa que não vê televisão e “quase” não lê jornais, mas que, “a partir de agora”, vai assistir ao “Lado B”, desejando o “maior sucesso” a Bruno Nogueira e ao programa.

 

Manuel Pinho refere ainda que não houve perguntas difíceis e que “se fartou de rir” quando assistia, nos bastidores, à primeira parte do programa.



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Terça-feira, 13.04.10

 

Rui Unas estreia-se no novo canal das Produções Fictícias com um concurso de talentos. "Caça ao Cómico" vai tentar encontrar a "revelação do ano do humor nacional" no Canal Q, a partir de 15 de Abril, às 22:45.

 

Daniel Pinto Lopes

 

Rui Unas vai declarar aberta a época de "Caça ao Cómico" no início do primeiro episódio e, a partir daí, começa o "desfile de aspirantes a cómicos", com o objectivo final de se encontrar o "grande vencedor final", ou seja, a "revelação do ano do humor nacional", explicam as Produções Fictícias em comunicado.

 

Cada episódio terá dois concorrentes, que vão ter de mostrar o que valem durante quatro minutos. O concurso funciona cumulativamente e não por eliminatórias.

 

O ‘casting’ dos concorrentes vai ter lugar no portal do Caça ao Cómico alojado no Sapo Vídeos, onde os candidatos vão poder enviar os seus próprios vídeos.

 

As Produções Fictícias adiantam ainda que, em Julho, no Jardim de Inverno do Teatro de São Luiz, em Lisboa, vão ser realizadas semi-finais ao vivo, que vão determinar a escolha dos “melhores”.

 

"Caça ao Cómico" tem estreia marcada para quinta-feira, 15 de Abril, às 22:45, no canal Q, contando com a apresentação de Rui Unas.

 

Veja o vídeo de apresentação de “Caça ao Cómico”:

 



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Terça-feira, 22.12.09

 

ÁUDIO:

Duração: 26 segundos

Entrevista, edição e produção de Daniel Pinto Lopes
 
O humorista Herman José adiantou ao Expressões Lusitanas que pondera regressar à rádio, após o convite formulado por uma emissora "simpática" e nacional, sem, contudo, revelar qual o nome da mesma.
 
Daniel Pinto Lopes
 
Herman José recebeu recentemente um convite "muito curioso" por parte de uma rádio "muito simpática", a fim de que o humorista regresse ao éter.
 
"Foi um convite feito com muito interesse e com muita militância e isso também me agrada", explica Herman José ao Expressões Lusitanas, que vai, a partir de Janeiro, considerar "francamente" a hipótese e o regresso à rádio.
 
O Expressões Lusitanas sabe que o convite não partiu da rádio pública, emissora com a qual Herman José já tinha colaborado. Para já, e para "não estragar a surpresa", não refere de que emissora se trata.
 
A condição principal estipulada por Herman é que a escrita do programa seja feita pelo humorista, tal como fez "no ínicio na TSF".
 
Recorde-se que Herman José tinha referido, em Abril deste ano, que "o problema da rádio é que deixou de ter dinheiro" e cada vez mais lhe custava "trabalhar para aquecer".
 
Contudo, afirmou ainda que não se "importava" de fazer um programa de música de fim-de-semana ou de fim de tarde, mas que, para isso, "necessitava de tempo".
 
Em relação ao regresso à televisão, Herman José sublinha que "gostava de voltar", mas para "alguma coisa que faça sentido", o que, para já, não representa o "curto prazo".
 
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EXCLUSIVO: Regresso de Herman José à rádio "adiado"


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Segunda-feira, 21.12.09

 

REPORTAGEM ÁUDIO

Duração: 04min20seg

Entrevista, edição e realização de Daniel Pinto Lopes
 
Os treze últimos episódios de "Herman Enciclopédia", emitidos em 1997, estão reunidos "por milagre" em DVD, após uma "luta" contra a burocracia, trazendo de volta as conhecidas personagens do Provedor Diácono Remédios, Lauro Dérmio ou Mike e Melga.
 
Daniel Pinto Lopes
 
São cinco DVD's com os treze últimos episódios da série produzida entre 1996 e 1997 e transmitida na altura pela RTP.
 
De todos os episódios, Herman José não consegue definir qual foi o mais marcante, mas recorda-se das "tardes inteiras" que duravam as gravações feitas na Abrunheira, Sintra. Começavam de dia para terminarem de madrugada. Herman José afirma que chegava a estar 12 horas para apenas, no final, serem aproveitados alguns minutos.
 
"É uma coisa de malucos fazer quase uma hora de ficção numa semana útil", explica Herman ao Expressões Lusitanas, que refere ainda que, apesar do "cansaço" inerente, "quem corre por gosto não cansa".
 
"Acabávamos completamente estoirados e, depois, quando acabámos a segunda série, já não conseguia fazer rigorosamente mais nada. Foi daí que passei para os 'talk shows' e fiz o Herman 98, pois já não aguentava colar bigodes e pestanas", recorda Herman José.
 
De todas as personagens do "Herman Enciclopédia", o humorista salienta que a mais importante é a do Diácono Remédios, que está "actual" e "bastante presente".
 
"Nada mudou. Continuamos a ser calados e manietados das formas mais extraordinárias e continuamos a ter temas tabu. Se uma pessoa critica a justiça, cai-lhe uma coisa em cima; se critica a Igreja, cai-lhe um abaixo-assinado. Estamos muito longe de poder ter a chamada livre expressão", critica.
 
Com o passar do tempo já é possível olhar para os episódios através de uma outra perspectiva. Herman José confessa que nestes treze episódios, agora editados, existem alguns "menos interessantes" e que "há coisas e palha a mais".
 
"Na altura não tínhamos tempo nem critério para tirar aquilo que chamamos palha e que está nitidamente a mais. Se calhar há alguns Batistas Bastos que podiam ter durado o terço do tempo ou algumas intervenções do Diácono podiam ter o quarto do tempo. Por vezes, há um certo desequilíbrio neste aspecto", considera.
 
Contudo, Herman José sustenta que, "visto agora à luz do século XXI", há a noção de que "somos mais rápidos e temos menos tolerância para aquele 'timing' do século XX".
 
A edição deste DVD ocorre passados dez anos da respectiva transmissão na RTP. A pergunta que se coloca é: porquê só agora? Herman responde que tudo resulta de um "milagre" por parte do responsável de marketing da distribuidora de filmes Castello Lopes, que "lutou contra um mundo de burocracias inimaginável".
 
"Só um teimoso é que conseguia fazer aquilo, pois eu teria desistia cinco vezes, pelo menos", critica.
 
Neste aspecto, Herman considera que a burocracia é "um drama português", pois "somos burocráticos, atávicos e indolentes e com muito pouca memória".
 
Questionado sobre qual a origem da referida burocracia, o humorista sustenta que foram de "todos" os intervenientes, como "a RTP, autores, autorizações, compilações, arquivos". "É tudo uma maçada" e "um conjunto de forças a puxar para trás".
 
No final, Herman José confessa que não se emociona ao rever estes episódios. Apenas os vê com "carinho". O humorista diz que o "passado nunca o emociona", pois está "sempre preocupado com o futuro".


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Sábado, 12.12.09

 

REPORTAGEM ÁUDIO:

Duração: 04min03seg

Entrevista, edição e produção de Daniel Pinto Lopes

 

O livro de estreia de Solange F, "Livro de Reclamações", combina desabafos do quotidiano e "pedras no sapato que não matam mas moem" com uma parte poética e intimista. Para breve fica a promessa da escrita de um romance.
 
DANIEL PINTO LOPES
 
A jovem apresentadora de televisão e actriz  foi, há cerca de um ano, desafiada a escrever um livro pelo seu editor. "Livro de Reclamações" foi agora apresentado, quarta-feira, 9 de Dezembro.
 
Solange F. confessa que "adora ler e escrever desde pequena" e admite que domina a arte de reclamar e não se cala com coisas com as quais não concorda.
 
"Estou sempre do lado das minorias e tento lutar por pequenas injustiças, por mais pequenas que sejam. Se não o fizermos estamos a compactuar com coisas que não nos fazem sentido. Reclamar é preciso, porque é uma forma de evoluirmos e crescermos", explica.
 
Solange F. refere que reclama "com tanta coisa", nomeadamente sobre "as mulheres na educação e na política; salários justos; o fim dos recibos verdes; segurança, saúde e educação para todos". "Há tanta coisa que podia mudar, devagarinho", salienta.
 
Temas sobre os quais Solange F. não concorda e, por isso, reclama. Contudo, o livro aborda temas mais "leves" e desabafos do quotidiano com "algum humor".
 
"As reclamações que estão no livro são aquelas coisas que irritam, aquela pedra no sapato que não mata mais mói. Existe alguma leveza neste livro e não é sobre decretos-leis que ande para aqui a estudar e a reclamar", remata.
 
 
 
Em suma, são reclamações que, fruto de várias experiências do dia-a-dia, surgem, de um momento para o outro, a partir de "coisas simples", como as "chamadas aberturas fáceis de algumas embalagens" ou até o abrir de um CD, que "é uma coisa impraticável".
 
Para além das reclamações, o livro engloba um conjunto de crónicas de amor que retratam a parte mais poética do livro e o lado mais romântico de Solange F.
 
Uma parte poética publicada que, para Luísa Castel-Branco, presente na apresentação do livro, "requer muita coragem" por parte da autora.
 
"Acho que a poesia desnuda-nos muito e a Solange, através de várias atitudes, tem-se desnudado muito, o que a torna num alvo fácil na crítica das pessoas", analisa.
 
Luísa Castel-Branco, que teve contacto com Solange F. há cinco anos num programa de televisão, afirma ainda que "foi uma sorte muito grande a ter conhecido".
 
O próximo passo de Solage F., após a publicação deste livro de crónicas e de reclamações, passa pela escrita de um romance. O desafio foi colocado à autora pelo próprio editor da Prime Books. A proposta foi aceite, porém Solange F. ainda não tem bem definidos sobre qual vai ser a história e o fio condutor deste futuro romance.
 
"Foi um desafio proposto um pouco em cima da mesa, ao qual aceitei, mas, de qualquer forma, é um comprometimento comigo própria. Pensei escrever sobre coisas relacionadas com a gravidez e a história do nascimento de uma nova vida, mas isto pode ser influência dos meus sete meses de gravidez. Pode ser que não tenha nada a ver com isto e, por isso, vou esperar para ver", afiança Solange F.
 
Para já, "Livro de Reclamações" marca a estreia da apresentadora de televisão no mundo da literatura.
 


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Domingo, 24.05.09

                                     

 

O humorista Herman José convidou Mariza, amiga de longa data, para gravar um dueto a incluir no próximo disco, mas a fadista recusou, alegando que a sua editora não lho permite.
 
Herman José confirma a situação ao jornal Correio da Manhã, adiantando que a nega “não é causa de nenhuma zanga” entre ambos. “Mas ficaria muito mais feliz” se Mariza tivesse aceite, acrescentou.
 
“O que ela me disse foi que a editora [a Valentim de Carvalho] não tem hipótese de entrar em negociações com a minha [a Espacial]", esclarece Herman José.
 
O humorista diz ainda ao jornal que da nega “não resulta nada de grave”. “Era na desportiva. É uma música romântica (‘Amor Avariado’) e eu achei que ficava giro cantada a dois”, sustenta.
 
Herman José começa a gravar o disco, que vai ter 12 canções, em Junho, com a Orquestra do Maestro Pedro Duarte.
 
Fonte: Correio da Manhã

 



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Sábado, 23.05.09

                  

 

O quarteto de humoristas Gato Fedorento lançou esta semana um CD/DVD com as melhores músicas do mais recente programa “Zé Carlos”, exibido pela SIC no ano passado.
 
O disco, com 13 temas interpretados pelos quatro humoristas, vai ter também videoclips e “karaoke”.
 
Há cinco meses afastados dos ecrãs, José Diogo Quintela, Ricardo Araújo Pereira, Tiago Dores e Miguel Góis preparam já o regresso à televisão.
 
José Diogo Quintela disse esta semana ao jornal Correio da Manhã (CM) que ainda estão a “trabalhar no formato do programa e a escolher conteúdos”.
 
O humorista adiantou ainda ao matutino que “as gravações começam no Verão”.
 
O novo programa pode ir ou não para o ar pela SIC em Outubro, porque, diz Tiago Dores ao Correio da Manhã, “o novo formato pode não ser aprovado pelo nosso director”.
 
“O novo formato é, provavelmente, mais próximo do que fizemos na RTP e na SIC Radical. Temos saudades de trabalhar com tempo, de fazer uma coisa com qualidade, que é o problema de ficar colado à actualidade do ‘Diz’ e do ‘Zé Carlos’”, explica Miguel Góis ao CM.
 
Fonte: Correio da Manhã

 



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Quinta-feira, 23.04.09

 

Oiça a entrevista em formato "podcast", bastando para isso clicar no "play".

 

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Copyright © 2009 Daniel Pinto Lopes/Expressões Lusitanas

 

A TVI e a RTP são dois dos parceiros privilegiados para o regresso de Herman José à televisão em Setembro, admitindo que sente “nostalgia do passado” e destaca o mau momento vivido pela estação privada – SIC.

 

Ao fim de oito anos, o Herman deixa a SIC e diz estar no mercado.

 

“É o final de uma época, sem grandes guerras”, disse o humorista ao Expressões Lusitanas, admitindo que Herman e a SIC começaram a ser “quase dois corpos estranhos a conviver um com o outro”.

 

Os últimos programas que Herman José apresentou na SIC foram ‘Chamar a Música’, “um grande êxito de audiências”, e ‘Roda da Sorte’.

 

“Adorei [a Roda da Sorte], mas precisava de tempo para maturar. Começámos num horário completamente queimado, com cerca de 400 mil espectadores, e acabámos com quase o dobro da audiência”, referiu o humorista ao Expressões Lusitanas.

 

“Aparentemente, para a direcção de programas da SIC, esta façanha não terá sido suficiente e fomos substituídos por um programa que fez o percurso ao contrário”, ou seja, “começou com 800 mil espectadores e baixou para os 400 mil”, explicou o humorista.

 

‘Roda da Sorte’ foi substituído por ‘Nós Por Cá’ de Conceição Lino, que “faz muito bem aquele programa”, disse Herman, apesar de não concordar com a estratégia seguida pela estação de televisão.

 

“Num canal generalista ter uma hora de informação ligada depois a mais uma hora [o ‘Jornal da Noite’] e muitas vezes com mais outra hora de informação, quando há debates, por exemplo, cria uma ausência de diversidade, um tipo de monocultura, que não me parece que seja uma boa programação”, sustentou Herman José.

 

Na entrevista ao Expressões Lusitanas, o humorista disse ainda estar em contacto com o mercado e, portanto, “as coisas precisam de tempo”, dedicando-se nos próximos meses aos espectáculos que tem ao vivo e, eventualmente, para Setembro terá “uma decisão tomada para o regresso à televisão”.

 

Mais: a RTP e a TVI são dois “parceiros privilegiados” para o regresso à televisão em Setembro.

 

Teremos de esperar até este mês para uma novidade? “A menos que haja um convite maluco, daqueles feitos à pressa, divertidos e que eu aceite”, o que “pode ser que aconteça, nunca se sabe”, adiantou.

 

Herman José disse não sentir mágoa em todo este processo, mas nostalgia. “Adorava poder voltar atrás e reviver anos fantásticos que vivi, mas isso faz parte da condição humana”.

 

Para o humorista, a SIC vai ter “de mudar de mãos”, porque “assim como está não se vai aguentar”, tendo de ser uma “empresa gerida numa outra maneira”, não podendo “voltar a ter tantos erros em tantos anos”, visto não haver “orçamento nem dinheiro que aguente”.

 

Neste momento, Herman dedica-se sobretudos aos espectáculos e está a preparar um disco “divertidíssimo”, que vai sair antes do Verão, com o título “genérico” ‘Adeus, Vou Ali e Já Venho’.

 

Para o futuro, o humorista, que diz não se sentir uma pessoa privilegiada, afirmou ter um projecto de vida, que é, “basicamente, ser feliz”.

 

Fonte da imagem: Copyright © 2009 Daniel Pinto Lopes/Expressões Lusitanas

Podcast, entrevista e texto: Daniel Pinto Lopes

Agradecimentos: Herman José e Susana Silva (Hermanias)



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