Quarta-feira, 24.11.10

 

A reportagem “Comboio dos Direitos”, da autoria da jornalista da Rádio Renascença Filomena Barros, venceu o Prémio Nacional de Jornalismo do Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social (AECPES), atribuído pela Comissão Europeia ao melhor trabalho na categoria audiovisual.

 

Expressões Lusitanas

 

Transmitida no programa “Princípio e Fim” da emissora católica portuguesa em 20 de Junho de 2010, a reportagem conta a viagem de comboio feita nesse mesmo mês por 600 crianças de todo o país, com o objectivo de falar sobre os direitos das crianças em situação de risco.

 

Filomena Barros é jornalista na Rádio Renascença há 20 anos e licenciou-se em Jornalismo pela Universidade Nova de Lisboa. Tem trabalhado nas áreas da defesa, educação e sociedade. Actualmente é sub-editora de Informação da emissora.

 

Neste concurso, lançado pela Comissão Europeia com o intuito de chamar a atenção da opinião pública para as temáticas relacionadas com o Ano Europeu de Combate à Pobreza e à Exclusão Social, foram atribuídos dois prémios nacionais entre os 36 trabalhos admitidos a concurso, nas categorias de Jornalismo audiovisual e Jornalismo escrito/online.

 

Na categoria de Jornalismo escrito, o vencedor foi o jornalista Luis Villalobos do jornal Público, com o artigo “Há 243 mil famílias em Portugal sem acesso a contas bancárias”.

 

O júri nacional do prémio de jornalismo foi constituído por Edmundo Martinho (coordenador nacional do AECPES), Ana Rita Moura (representação da Comissão Europeia em Portugal), Fernanda Freitas (embaixadora do AECPES), Ricardo Rodrigues (vencedor em 2009 do prémio de jornalismo “Pela Diversidade. Contra a Discriminação” e jornalista ‘freelancer’) e Sérgio Aires (representante da Rede Europeia Anti-Pobreza/Portugal).

 

Os vencedores nacionais estão agora a concorrer ao Prémio Europeu, atribuído também nas duas categorias. Os premiados serão anunciados no próximo mês de Dezembro.



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Sexta-feira, 29.10.10

 

A direcção do Sindicato dos Jornalistas (ST) está a propor à classe a adesão à greve geral convocada para o dia 24 de Novembro. A proposta consta de um resolução a ser colocada à discussão na Assembleia Geral agendada para 04 de Novembro.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

A Resolução redigida pelo Sindicato dos Jornalistas refere a “grava ofensiva” contra os direitos e condições de vida e de trabalho enfrentadas pelos jornalistas e “repudia” as medidas previstas no Orçamento de Estado, que “agravam” os encargos fiscais, “reduzem” os rendimentos e “impõem” cortes salariais e congelamento das carreiras.

 

O documento acrescenta ainda que os jornalistas “sofrem” ataques aos seus direitos, “assistem ou são alvos directos” da discriminação salarial, “testemunham ou são atingidos” pela precariedade que “campeia” em várias redacções, “agravada pela utilização imoral de jovens estudantes na produção noticiosa”.

 

Os jornalistas “são meras peças descartáveis através de processos de despedimento colectivo que não passam por vezes de encenações para operações de substituição de efectivos; são preteridos na oportunidade de novos empregos; a maior parte dos profissionais desempregados não volta ao jornalismo, muitos não voltam a ter emprego em actividade alguma”, detalha ainda a Resolução elaborada pelo Sindicato dos Jornalistas.

 

Neste sentido, “propõe” aos profissionais do sector a participação na greve geral convocada pelas duas centrais sindicais (CGTP e UGT) e agendada para 24 de Novembro.



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Segunda-feira, 02.08.10

 

O jornalista Mário Bettencourt Resendes faleceu hoje, 02 de Agosto, em Lisboa, aos 58 anos, após doença prolongada, disse à agência Lusa fonte próxima da família.

 

Expressões Lusitanas

Agências

 

Mário Bettencourt Resendes foi director do Diário de Notícias, assim como provedor do leitor no mesmo jornal. O jornalista desempenhou ainda funções de comentador de política nacional em órgãos de comunicação social, como a SIC ou a TSF.



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Sábado, 13.03.10

 

Luís Osório sente-se “chocado” por “ninguém” da emissora ter marcado presença no lançamento do livro do jornalista Pedro Múrias, dispensado enquanto estava de baixa a lutar contra o cancro. Rejeita comentar o actual rumo e o “desinvestimento” no RCP, esperando que possa um dia “ressurgir”.

 
Daniel Pinto Lopes
 

O ex-director do Rádio Clube Português, Luís Osório, apresentou o livro do “amigo e colega” Pedro Múrias, “Crónicas da Sala de Espera”, que retrata o dia-a-dia do jornalista e doente de cancro nos hospitais onde fez os tratamentos e a cirurgia para a remoção do tumor.

 

Neste livro o leitor pode, de acordo com Pedro Múrias, “encontrar um diário” e reconhecer-se nas “grandes angústias” pelas quais passou, dando uma “força” e um “incentivo” a todos aqueles que estão na mesma situação.

 

No final do lançamento do livro, Luís Osório lamentava ao Expressões Lusitanas que todo o mediatismo que existiu à volta deste lançamento “não teve a ver com o talento do Pedro Múrias”, mas “com a forma como saiu do RCP”. Uma decisão que classifica “lamentável” por parte da Media Capital.

 

“Infelizmente, não há nenhum grande grupo empresarial em que os administradores conheçam verdadeiramente as pessoas que lá trabalham”, destaca.

 

Luís Osório refere ainda que aceitou o convite para fazer o lançamento do livro pelo “talento” do seu autor e não “pela forma como foi despedido”.

 

“Eu também saí do RCP e qualquer opinião que tenha sobre este assunto seria sempre vista como uma pequena vingança da minha parte. Creio que seria patético, até porque não tenho vontade de me vingar de coisa nenhuma. Sinto, sim, vontade de dizer que este é um bom e bonito livro”, explica.

 

O anterior director da estação da Media Capital ficou “chocado” com o facto de “ninguém” do Rádio Clube ter estado presente no lançamento do livro de Pedro Múrias, tendo em conta que se trata de “um colega”. Luís Osório rejeita a ideia de “represálias” por parte da administração da empresa, apontando uma situação “dramática” que se vive no jornalismo – “a auto-censura dos jornalistas mais novos”.

 

Luís Osório recorda os quatro anos em que esteve à frente da direcção do Rádio Clube Português. Por um lado diz que foram “anos ganhos” naquilo que considera ter feito “nascer um projecto muito difícil” e contribuir para o “crescimento” de pessoas e profissionais. Por outro lado, quando não vê ninguém do RCP no lançamento do livro, afiança que, enquanto director, foram “anos perdidos” o “trabalho” que teve com “estas pessoas”.

 

O ex-responsável não comenta o rumo actual do Rádio Clube Português nem a troca recente de frequências com a M80 (do mesmo grupo). Confessa estar a “torcer” para que o RCP “possa ainda ter um renascimento”, admitindo, contudo, as notícias que dão conta de um “desinvestimento” na emissora, porque é uma “rádio cara” e “sem tradição em Portugal”.

 

Para o futuro, Luís Osório afirma ter “muitas coisas”, entre as quais destaca o término da biografia autorizada do presidente do Conselho de Administração do Millenium BCP, Jardim Gonçalves.

 



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Quinta-feira, 10.12.09

 

                        

 

O álbum de estreia dos Deolinda "Canção ao Lado" é considerado pelo jornal britânico "Sunday Times" o terceiro melhor do ano da 'world music'.

 

"Ana Bacalhau e a sua jovem banda combinam sonoridades de fado com a sensibilidade 'pop' e um piscar de olho ao coração dos portugueses. A melodia é fabulosa", escreve o jornal britânico.
 
No Verão passado, o mesmo jornal tinha-se referido ao álbum dos portugueses como "absolutamente encantador e delicioso".
 
Em terceiro lugar, o álbum dos Deolinda ficou atrás de "Inspiration / Information" dos etíopes Mulatu Astatke & the Heliocentrics e "Floodpain" dos Kronos Quartet.
 
Os Deolinda nasceram há três anos em Lisboa, lançaram o disco de estreia em 2008 e são constituídos pela vocalista Ana Bacalhau (ex-Lupanar), Pedro Martins e o irmão Luís Martins nas guitarras clássicas e José Pedro Leitão (também ex-Lupanar) no contrabaixo.
 
O grupo está a trabalhar num novo trabalho discográfico que deve sair no próximo ano de 2010.


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Sábado, 05.12.09

 

REPORTAGEM ÁUDIO:

Duração: 06min16seg

Entrevista, edição e produção de Daniel Pinto Lopes

 

A jovem estudante universitária palestiana Arin Awad Ahmed pretendia fazer-se explodir numa cidade israelita a sul de Tel Aviv, mas, no último instante, recuou da sua intenção. O caso foi apresentado ao público pelo correspondente português Henrique Cymerman.
 
Daniel Pinto Lopes
 
Arin Ahmed carregava numa mala 30 quilos de explosivos e pregos e estava destinada a morrer pela nação, mas, num instante, tudo mudou. O olhar da jovem palestinana de 28 anos cruzou-se com um bebé israelita, que lhe sorriu, no local onde pretendia fazer-se explodir.
 
Naquela fracção de segundo, Arin deu um passo atrás e decidiu não levar avante a missão de se tornar num mártir.
 
Este caso impressionante da realidade do conflito israelo-árabe foi trazido ao público pelo jornalista e correspondente português no Médio Oriente. Henrique Cymerman refere que está há algum tempo a investigar temas relacionados com o terrorismo e com esta realidade em particular, bem como pessoas relacionadas com o tema, não apenas no campo académico ou nos serviços de informação, mas os próprios protagonistas.
 
 
"Consegui entrar dentro das prisões onde encontrei jovens que tinham sido capturados antes de se explodirem. Estive com outros protagonistas, com parentes de pessoas que fizeram atentados suicidas e, neste sentido, comecei a investigar o tema das mulheres, que é uma coisa nova. Foi precisa uma licença especial dos xeques [as autoridades espirituais] para permitir que mulheres participassem neste tipo de luta", explica Henrique Cymerman ao Expressões Lusitanas.
 
O correspondente português no Médio Oriente começou a investigar mulheres, tanto na prisão, como mulheres que já tinham saído da prisão. E foi neste sentido que encontrou Arin Ahmed.
 
 
 
"Era o único caso na História: uma mulher que chegou ao local do atentado com 30 quilos de explosivos, que já estava praticamente do outro lado e que, no último segundo, decidiu dar o passo atrás. Achei isto extraordinário e, posteriormente, gostei da sua visão de se transformar numa activista a favor da paz", sublinha.
 
Henrique Cymerman pensou, desta forma, que seria interessante mostrar no Ocidente o que é esta realidade.
 
O repórter português refere ainda que sempre que se fala em atentados suicidas, "nunca se vêm as caras e as pessoas que estão por detrás e quais os motivos que as levam a tomar esta decisão". No caso específico de Arin, qual o motivo que a levou a parar a bomba que transportava.
 
Para Henrique Cymerman, Arin Ahmed é uma mulher com uma integridade própria, superior à média, e que precisa de ter uma personalidade muito forte para parar o processo naquele momento.
 
"Era tal o apoio social, a gente que a rodeava, os mitos que se desenvolvem à volta do paraíso, uma espécie de casamento com Alá e, no último momento, por uma razão ou por outra, conseguir parar e confrontar-se com as pessoas que a trouxeram é precisa muita tenacidade, muita presença e força. Ela não sabia se, ao regressar, a iam deixar viva", detalha.
 
Com este caso, Henrique Cymerman acredita que se está a falar de uma "tendência" no sentido de se "compreender que os atentados suicidas não são a melhor via para conseguir objectivos políticos".
 
 
 
 Na conferência que teve lugar esta quinta-feira, 3 de Dezembro, no ISCTE, em Lisboa, Henrique Cymerman aproveitou para criticar os meios de comunicação social, sobretudo os ocidentais, por "apenas estarem presentes onde há sangue e mortos".
 
O facto de, diz Cymerman, viver no seio de toda aquela realidade permite-lhe apresentar um outro olhar e uma outra perspectiva, alheando-se assim da "visão ocidental", "contando o lado positivo e não apenas as sombras".
 
Cymerman é correspondente internacional no Médio Oriente e vive no sul de Tel Aviv, Israel, ao lado de um bairro árabe, que é parte de Tel Aviv, chamado Yafo.
 
"A minha vida é totalmente diferente daquilo que muitas pessoas imaginam. Todos os dias de manhã muito cedo vou para a praia de bicicleta com a minha mulher, tomo um banho, saio e parto para as minhas loucuras e missões. Cada dia é um dia diferente e cada vez mais há reportagens diferentes. Onde eu vivo há uma vida cultural extraordinária, visto que Tel Aviv é uma das cidades mais cosmopolitas do mundo", sintetiza.
 
Henrique Cymerman tem três filhos, a quem dedica "uma parte importante do tempo", tem "uma série de 'hobbies'" e classifica a sua vida como "extremamente interessante e não tem nada a ver só com o conflito."


publicado por Expressões Lusitanas às 23:39 | link do post | comentar