Sexta-feira, 21.01.11

 

 

‘O Bom Inverno’, da autoria de João Tordo e editado em Agosto de 2010 pela Dom Quixote, vai ser brevemente publicado em França e Itália. Entretanto, prosseguem as negociações para a edição no Brasil do quarto romance do escritor português.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

As editoras Actes Sud e Cavallo di Ferro vão ser responsáveis pela edição em França e Itália, respectivamente, do mais recente romance de João Tordo.

 

Recorde-se que ‘O Bom Inverno’ conta “a história de um narrador - um escritor frustrado e hipocondríaco - que se desloca a Budapeste para um encontro literário, onde se sucedem alguns episódios que o mesmo estaria longe de imaginar serem possíveis”, explica a Dom Quixote em comunicado enviado ao Expressões Lusitanas.

 

“Planeando uma viagem rápida e sem contratempos, acaba por conhecer um escritor italiano mais jovem, mais enérgico e muito pouco sensato, que o convence a ir com ele até Sabaudia, Itália, onde o famoso produtor de cinema Don Metzger reúne um leque de convidados excêntricos numa casa escondida no meio de um bosque”, detalha.

 

Trata-se de um romance “absorvente” e com ‘suspense’, “em que o amor e a literatura se misturam com sexo, crime e metafísica”, pode ainda ler-se na nota enviada.

 

Entretanto, decorrem as negociações com a editora Língua Geral para a edição no Brasil do romance de João Tordo.

 

 



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Quarta-feira, 05.01.11

 

O romance escrito pelo jornalista José Rodrigues dos Santos foi o livro mais vendido no ano transacto, informa a editora Gradiva em comunicado. “O Anjo Branco” já vai na 11ª edição.

 

Expressões Lusitanas

 

A conclusão baseia-se em dados da empresa de estudos de mercado GfK e das cadeias de livrarias Fnac, Bertrand e Bulhosa, precisou a editora.

 

Desde que foi lançado a 24 de Outubro, “O Anjo Branco” soma até agora 135 mil exemplares impressos, tendo-se também tornado no romance histórico de Rodrigues dos Santos de venda mais rápida.

 

“O Anjo Branco” inspira-se na passagem do pai de José Rodrigues dos Santos pela Guerra Colonial e descreve os últimos anos da presença portuguesa em África. Baseado em factos reais, o novo romance do jornalista retorna às suas origens, num registo mais íntimo.



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Domingo, 26.12.10

 

 

Tudo começou com a recolha dos testemunhos de surfistas portugueses em Sumatra, na Indonésia, para serem compilados num pequeno guia a ser distribuído gratuitamente no barco de Gonçalo Ruivo, um dos autores da obra. A meio do processo, a ideia começou a “ganhar peso” e acolheu vários apoios. As vendas do livro vão ser revertidas a favor de um programa de intercâmbio desportivo e cultural entre Portugal e a Indonésia.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Gonçalo e Miguel Ruivo são irmãos e os autores de “Sumatra – Regresso ao Paraíso”. Gonçalo passa temporadas no Oceano Índico, que banha a ilha, a operar um barco turístico, no qual recebe surfistas portugueses à procura das melhores ondas.

 

“Ele acumulou vários testemunhos e fotografias dos passageiros e quis fazer um pequeno guia para oferecer a quem viajasse no barco. Pelo meio, o próprio projecto começou a crescer sozinho e teve bastante aceitação”, explica Miguel Ruivo ao Expressões Lusitanas.

 

Entretanto, a embaixada da Indonésia pretendia dar forma a um projecto capaz de “impulsionar” e “facilitar” o fluxo de turismo português e, ao mesmo tempo, “promover” a ilha de Sumatra.

 

A ideia agradou aos dois irmãos e propuseram algo “arrojado”. “Com a venda do livro pretendíamos desenvolver um programa de trocas culturais e desportivas, com o surf em pano de fundo”, refere Miguel Ruivo.

 

O inicial guia transformou-se num livro com 216 páginas e para o qual angariaram o “máximo de informação possível” de testemunhos de portugueses que estiveram em Sumatra.

 

“Passámos rapidamente de querer homenagear os companheiros de viagem do barco do Gonçalo para glorificar todos os portugueses que tenham estado na Sumatra a fazer surf, independentemente de terem tido ou não contacto com o Gonçalo”, detalha.

 

As ligações históricas e culturais entre Portugal e a Indonésia remontam há mais de 500 anos e as influências portuguesas são várias. Um dos exemplos mais citados é o facto de o dialecto indonésio ter incorporado centenas de palavras portuguesas.

 

“Interessava criar algo que aproximasse ainda mais as culturas dos dois países”, afirma Miguel Ruivo. Para tal, o programa de intercâmbio pretende levar a Sumatra alguns surfistas portugueses “com valências”, a fim de ali realizarem ‘workshops’ sobre surf. Por outro lado, “permite aos locais desenvolverem as suas capacidades de receber os turistas”.

 

“Lá, os surfistas procuram boas ondas e, para tal, vão para locais muito remotos, portanto a estadia e a alimentação são feitas na casa de alguém que se preste a receber”, conta.

 

Um dos ‘workshops’ que Miguel pretende desenvolver com os locais é sobre culinária europeia. “A comida é muito picante e, passados alguns dias, o nosso estômago já pede outra coisa”, assevera.

 

O programa de intercâmbio possibilitaria também a vinda a Portugal de vários jovens indonésios “talentosos” no campo do surf e, simultaneamente, promover um “choque cultural”.

 

Apesar de lá terem “condições excelentes” para “dar o salto” e tornaram-se atletas profissionais de surf, há uma série de factores que impede tal acontecer.

 

“Uma vez levei daqui uma prancha de surf para oferecer a um miúdo de lá. Quando cheguei, ele ficou muito contente com a oferta, mas, imagine, não tinha calções de banho para vestir. Por acaso, viajava connosco no barco um rapaz, que lhe ofereceu os seus calções”, recorda.

 

“Sumatra – O Regresso ao Paraíso” foi lançado oficialmente neste mês de Dezembro e conta ainda com os textos do embaixador António Pinto da França, do historiador José Manuel Garcia e do viajante e escritor Gonçalo Cadilhe.



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Quarta-feira, 22.12.10

 

O livro escrito pela ex-concorrente do primeiro Big Brother realizado em Portugal pretende transformar o leitor num concorrente de um ‘reality show’ e demonstrar “tudo” o que de “bom, humano e divertido” existe num concurso do género, ao invés dos seus “podres”. Em entrevista para o Expressões Lusitanas, Marta Cardoso critica a fórmula inerente ao novo programa da TVI, “Casa dos Segredos”.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Passados dez anos da estreia do “Big Brother” em Portugal, “Os Segredos da Casa” são revelados por Marta Cardoso. A ex-concorrente assevera não ser um livro “polémico” ou que “vá contar algo que as pessoas já não saibam”.

 

“Teria de apresentar uma perspectiva ainda não conhecida. Caso contrário, não valia a pena escrever um livro”, afirma Marta Cardoso ao Expressões Lusitanas.

 

A autora refere que o “grande segredo” do livro prende-se com o facto de o leitor ficar a saber “o que se passou” na cabeça dos concorrentes e a forma como estes viveram a experiência que, na altura, era “única”, por ter sido o primeiro “Big Brother” realizado em Portugal.

 

“Quem ler este livro vai colocar-se no lugar de um concorrente e sentir o mesmo ou algo semelhante, tal como se estivesse na casa. Vai ter acesso ao olhar, aos pensamentos e sentimentos de um participante, que, neste caso, são os meus”, explica Marta Cardoso.

 

A ideia de lançar o livro “não é nova". Cinco anos após o término do concurso, Marta Cardoso sentiu não ter o “distanciamento” e a “maturidade” suficientes para redigir “o quer que fosse” sobre o “Big Brother”.

 

Mais tarde diz ter começado a ver o “fenómeno” de outra forma. Visionou mais de 200 horas de imagens do programa e “teve” de colocar a sua mente novamente no interior da casa, um processo que, aliado à escrita da história, levou um ano e meio.

 

A ex-concorrente refere ainda que o seu livro tenta responder a uma pergunta “que toda a gente” tem feito: “Como deve ser um concorrente de um ‘reality show’?” “Depende de cada pessoa”.

 

“Este tipo de programas mostra que, como sociedade, somos muito desequilibrados, pouco coerentes, não temos um carácter bem vincado e os valores estão perdidos”, considera.

 

A TVI tem actualmente no ar o seu novo ‘reality show’ intitulado “A Casa dos Segredos”. Marta Cardoso tece algumas críticas ao formato, que “privilegia” sobretudo a componente jogo.

 

“Não acredito que os concorrentes sejam tão pobres espiritualmente como mostram ser. Acredito, sim, que a forma como o formato está pensado e as regras a que estão sujeitos privilegiem o seu lado pior. Eles podem ter acções que seriam condenáveis no nosso dia-a-dia, mas, pelo facto de ser um jogo, tais atitudes estão legitimadas”, destaca.

 

Apesar das críticas endereçadas ao novo programa do canal de Queluz de Baixo, Marta Cardoso confessa ter aproveitado a mediatização em torno do mesmo para promover o seu livro.

 

“Em Janeiro já falava da hipótese de o escrever e, entretanto, tive a feliz coincidência de, em Maio, se começar a falar sobre a vinda de um novo Big Brother, que culminou n’A Casa dos Segredos”, explana.

 

A autora confidencia ainda ao Expressões Lusitanas ter tentado negociar com a produtora do “Big Brother” os direitos de imagem do logótipo do concurso, a fim de o colocar na capa do livro. Contudo, a Endemol negou o pedido, bem como a disponibilização em DVD de um conjunto de imagens do programa.



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Terça-feira, 14.12.10

Lídia Jorge©Luísa Ferreira

Créditos fotográficos: Luísa Ferreira


A escritora Lídia Jorge recebe quarta-feira, 15 de Dezembro, o Doutoramento Honoris Causa da Universidade do Algarve, numa cerimónia que terá lugar às 16:300 no Grande Auditório do recinto universitário de Gambelas, em Faro.

 

Expressões Lusitanas


O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, e a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, vão estar presentes na sessão.

 

Lídia Jorge já terminou de escrever o seu novo romance, que será publicado em Março do próximo ano pela editora Dom Quixote.

 

A escritora nasceu em Boliqueime, Algarve, em 1946. Licenciada em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa, foi professora do ensino secundário. O primeiro romance publicado intitula-se “O Dia dos Prodígios” (1980).

 

Os romances de Lídia Jorge estão traduzidos em várias línguas. Pelo conjunto da sua obra, foi vencedora, em 2006, do Prémio da Fundação Günter Grass, na Alemanha, Albatros e do Grande Prémio Sociedade Portuguesa de Autores - Millennium BCP.



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Segunda-feira, 29.11.10

 

“Uma Viagem à Índia”, o novo livro de Gonçalo M. Tavares, vai ser publicado em Moçambique, Angola e Brasil por editoras do grupo Leya, informa a editorial Caminho em comunicado.

 

Expressões Lusitanas

 

Nestes três países de expressão portuguesa, a obra vai ser lançada em Dezembro. Em Portugal, “Uma Viagem à Índia” foi publicado no passado dia 22 de Outubro.



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Sexta-feira, 26.11.10

 

A ideia surgiu em 2004 pelo repórter de imagem da RTP José Carlos Ramalho. Ficou adormecida, mas no decorrer de este ano a mesma tomou a forma de “Câmara de Reflexão”. 36 repórteres de imagem da RTP, SIC e TVI narram na primeira pessoa os momentos vividos com a câmara ao ombro.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

José Carlos Ramalho tinha participado num livro com histórias de ficção escritas por jornalistas – o “Curtas Letragens”. Era o único repórter de imagem a ter voz nesta literatura e tal facto fez-lhe “um pouco de impressão”.

 

Na altura, em 2004, surgiu a ideia de lançar um livro no qual os repórteres de imagem dos três canais nacionais tivessem a oportunidade de contar as suas vivências. Porém, o tempo foi passando e só este ano, “num dia em que estava sozinho em casa”, José Carlos Ramalho decidiu lançar mãos à obra e escrever a primeira história.

 

“A partir daqui decidi convidar mais três colegas e amigos para me ajudarem a coordenar esta cruzada”, refere ao Expressões Lusitanas.

 

As três pessoas são Paula Fernandes (TVI), Pedro Pereira Moreira (RTP) e Rui do Ó (SIC) e “não foram chamados ao acaso”. “Quando se escolhe uma equipa, baseia-se na competência e na amizade. Procurei especificamente um pessoa na RTP, SIC e TVI”, detalha.

 

Apesar de ser profissional na RTP, José Carlos Ramalho achou por bem não coordenar o grupo de repórteres da televisão pública. “Pretendia que o livro fosse um todo e não seria apropriado que a coordenação da RTP fosse assumida pelo coordenador geral do livro”, afirma. Desta forma delegou tarefas aos três colegas nomeados e cada uma deles “coordenava a sua estação de televisão”.

 

“É um livro muito democrático e serve para unir e não separar. As regras básicas do livro são simples: ter um número certo de repórteres de imagem por cada estação de televisão e a organização das histórias é feita por ordem alfabética, de maneira a não existir sobreposições”, assevera ao Expressões Lusitanas.

 

O título “Câmara de Reflexão” foi definido logo no início e apresenta vários significados, quer sejam “filosóficos”, “metafísicos” ou pelo facto de a câmara ser o instrumento de trabalho. Contudo, há um que impera.

 

“Uma câmara de reflexão é um local para onde as pessoas vão pensar. Quis jogar com as palavras. A palavra câmara escreve-se de forma igual nos dois contextos (câmara de reflexão e câmara de filmar). Transformar o meu objecto de trabalho num local de pensamento era o objectivo”, argumenta.

 

Apenas 36 repórteres de imagem participaram na elaboração do livro. Estima-se existir cerca de 200 profissionais em Portugal. “Houve alguns que ficaram melindrados por não terem sido escolhidos, mas trata-se de uma questão de tempo e de espaço. Era impossível escrever um livro com 200 pessoas”, garante José Carlos Ramalho.

 

Os direitos de autor da obra revertem a favor do Centro de Acolhimento Temporário de Menores em Risco “Janela Aberta” da Cooperativa Pelo Sonho é Que Vamos. Todavia, os direitos das histórias para fins cinematográficos permanecem no poder dos respectivos autores.

 

“Se algum realizador pretender fazer um filme sobre alguma das histórias, pode fazê-lo, mas primeiro tem de falar com o respectivo autor”, adianta José Carlos Ramalho.

 

O livro “Câmara de Reflexão” foi lançado oficialmente no passado dia 13 de Novembro.



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Sexta-feira, 12.11.10

 

 

É recém-licenciado e está à procura do primeiro emprego? Está empregado e não sabe se deve mudar de empresa? Lidou recentemente com uma situação de despedimento? Estas são as principais temáticas focadas no livro “Quero Um Emprego”, redigido por quatro jornalistas do Público e do Jornal de Negócios.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

A crise actualmente vivida no emprego foi uma “oportunidade” para o lançamento do livro. Por outro lado, a ideia subjacente consistiu em escrever um livro por portugueses e adaptado à realidade e aos leitores nacionais.

 

“Sempre que há mudanças ou há algo de novo na sociedade, começam a aparecer livros oriundos de outros países, que nada têm a ver com a realidade portuguesa”, explica ao Expressões Lusitanas um dos autores, Luís Villalobos.

 

“Quero Um Emprego!” está divido em três grandes partes. A primeira versa sobre o que se deve fazer na procura do primeiro emprego, sobretudo para os recém-licenciados. A segunda explana como e quando mudar de emprego “ou se é melhor ficar onde está”. Por último, a terceira parte fornece dicas para quem lidou com o despedimento e o que deve fazer para regressar ao mercado de trabalho.

 

“Nunca quisemos dar fórmulas fáceis e, por ler o livro, nada é garante de que um pessoa tenha um emprego ou o aumento de salário desejado. Pretendemos dar a informação real e fundamentada”, esclarece Luís Villalobos.

 

Ao longo da narrativa são apresentados pontos de vista de mais de 20 especialistas da área conjugados com vários casos reais, que “ajudam a humanizar” a informação presente, criando uma “maior empatia por quem lê”. “Há um ali um rosto”, refere ao Expressões Lusitanas a jornalista Raquel Correia, também autora do livro.

 

“A pessoa fica a saber que aquele caso aconteceu e que se passou com alguém. É também isto que distingue este livro de outros”, garante Luis Villalobos.

 

Como redigir um Curriculum Vitae e quais os erros a evitar no acto da sua elaboração, os cursos com menor e maior empregabilidade, conhecer bem a empresa, os seus responsáveis e o código de vestuário são algumas dicas para quem está à procura do primeiro emprego.

 

Por seu lado, quem já está empregado e pensa em mudar de emprego há vários pontos a ter em conta. “Se estiver numa empresa a dar sinais de despedimento, é necessário antecipar-se e pesquisar alternativas. Se está insatisfeito, tem incompatibilidade com as chefias, sente não ser valorizado ou angustiado logo de manhã, são sinais de algo que não funciona”, enumera Luís Villalobos.

 

“Apesar de o desemprego estar a níveis historicamente elevados, o mercado funciona e há empresas a contratar. Basta ver os anúncios nos classificados dos jornais”, acrescenta.

 

Manter a cabeça fria acaba por ser um “mal menor” perante uma situação de despedimento. “Tal ajuda quem foi despedido a conseguir negociar a sua saída, tanto a nível financeiro como emocional”, aconselha Raquel Correia.

 

Acima de tudo, é “preciso ter informação” nos dias que correm e “não se podem correr riscos”, que não sejam aqueles “minimamente calculados”, afirma.

 

“Quero Um Emprego!” é da autoria de Ana Rute Silva, Elisabete de Sá, Raquel Almeida Correia e organização de Luís Villalobos.



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Terça-feira, 09.11.10

 

O livro “Leite Derramado” valeu a Chico Buarque a atribuição do Prémio Portugal Telecom de Literatura. O anúncio foi feito esta segunda-feira em São Paulo, no Brasil, numa cerimónia que contou com uma homenagem a José Saramago.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Na oitava edição do prémio, o júri votou em nove das dez obras nomeadas, uma vez que o livro “Caím”, da autoria de José Saramago, foi retirado, a pedido da Fundação Saramago e da Companhia das Letras, a editora do Nobel da Literatura no Brasil.

 

Em comunicado enviado ao Expressões Lusitanas, a Portugal Telecom (PT) justifica que tal decisão permitiu que fossem “reconhecidos” outros autores de Língua Portuguesa.

 

Contados os votos, “Leite Derramado”, do compositor, dramaturgo e romancista brasileiro Chico Buarque, foi o vencedor.

 

Em segundo lugar ficou “Outra Vida”, de Rodrigo Lacerda, e em terceiro “Lar”, da autoria do poeta carioca Armando Freitas Filho.

 

“Leite Derramado” é o quarto romance de Chico Buarque e narra a história de um homem já velho, que, estando num hospital, “relata a sua vida para quem quiser ouvir”.

 

“A mão firme do escritor não escorrega um minuto e monta um verdadeiro quebra-cabeças, com pedaços de memória espalhados em mais de 200 páginas. A primeira linha narrativa é a história do narrador, Eulálio d’Assumpção, com a sua mulher Matilde, que, a certa altura do livro, desaparece com a sua cor morena, o seu cheiro, a sua dança, a sua beleza e o seu mistério”, detalha a PT no mesmo comunicado.

 

O pano de fundo de “Leite Derramado” é o Brasil do Império, da República, da ditadura militar e dos nossos dias, englobando os “tempos da escravatura” e do “universo da corrupção”.

 

A cerimónia de entrega do galardão teve lugar em São Paulo (Brasil) na segunda-feira e contou com uma homenagem “especial” a José Saramago. A mulher do escritor, Pilar Del Rio, e a sua amiga e escritora brasileira, Nélida Piñon, marcaram presença.

 

O Prémio Portugal Telecom de Literatura tem como objectivo distinguir as obras escritas em Língua Portuguesa e publicadas no Brasil.



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Segunda-feira, 08.11.10

 

Luís Represas aventurou-se na escrita de um livro infanto-juvenil. “A Coragem de Tição” surgiu da reunião de dois factores “essenciais” – a “paixão” pelo mar e pelos cavalos. Numa “era de desresponsabilização”, o fundador dos Trovante pretende, com esta história, transmitir uma série de valores “que se estão a perder”.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

No imediato não se recorda de como lhe surgiu a ideia de escrever um livro. Após uma pequena reflexão conclui ter-se tratado da junção de dois elementos – a sua “paixão” pelo mar e pelos cavalos.

 

Sentou-se ao computador e, “sem saber porquê”, começou a escrever. “Não tinha objectivos concretos”, refere o músico ao Expressões Lusitanas. À medida que foi redigindo, a narrativa tomou “algumas características de um livro infanto-juvenil”. Ao mesmo tempo, Luís Represas pretendia que a história fosse “transversal”, permitindo aos pais ter “algum prazer” quando estão a contar aos filhos.

 

Tição é um cavalo-marinho preto e o protagonista da trama. “É uma criança com todas as suas características”, tais como “a necessidade de arriscar”, “explorar o desconhecido” e o “prazer da aventura”, factores que desencadeiam a “desobediência” e a “prevaricação”. “Todas as crianças e adolescentes têm esta necessidade”, acrescenta Luís Represas.

 

O livro tem uma série de valores “à mão de semear”, mas não de uma forma “impositiva”. “Estão lá para quem os quiser agarrar e tratam-se de valores que se estão a perder”, considera. A solidariedade, honestidade, cumplicidade, o reconhecimento do erro, a responsabilidade e a responsabilização, o amor e a paixão são alguns deles.

 

“O grande acto de coragem de Tição é o reconhecimento do erro e das suas fraquezas perante todos e a sociedade, através da sua auto-crítica. Espero que esta lição passe para quem lê. Estamos numa era em que a desresponsabilização é crescente e esses valores são cada vez mais inexistentes”, assevera Luís Represas.

 

Escrever um livro é um “exercício completamente diferente”, sobretudo para quem está habituado a redigir histórias “condensadas em três minutos numa canção” durante 30 anos de carreira no mundo da música.

 

Para já, Luís Represas não consegue garantir se esta é uma experiência única ou para continuar. “Vamos ver. Há tanto caminho para andar e tantas coisas para fazer. Tudo pode acontecer”, disse.

 

“A Coragem de Tição” conta com as ilustrações de Catarina França e foi lançado pela Dom Quixote.



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Quarta-feira, 27.10.10

 

O romance do autor cabo-verdiano Mário Lúcio Sousa, publicado pela editora Dom Quixote, vai ser editado no Brasil pela editora Língua Geral, no decorrer do próximo ano. “O Novíssimo Testamento” foi recentemente galardoado com o Prémio Literário Carlos de Oliveira, promovido pela Câmara Municipal de Cantanhede.


Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Em “O Novíssimo Testamento”, o autor dá “testemunho da reencarnação de Jesus no corpo de uma mulher – Ilhéu e africana – que parece ter vindo a inaugurar a Terceira Idade do Mundo, mas não está livre de enfrentar os preconceitos sociais, religiosos e políticos do seu tempo”, descreve a editora Dom Quixote em comunicado enviado ao Expressões Lusitanas.

 

A obra de Mário Lúcio Sousa foi recentemente galardoada com o Prémio Literário Carlos de Oliveira, instituído pela Câmara Municipal de Cantanhede.

 

Mário Lúcio Sousa nasceu no Tarrafal, Ilha de Santiago, Cabo Verde, em 21 de Outubro de 1964. Licenciado em Direito pela Universidade de Havana, Cuba, foi deputado no Parlamento cabo-verdiano entre 1996 e 2001. Actualmente, é embaixador cultural de Cabo Verde.



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Segunda-feira, 25.10.10

 

“O Anjo Branco” inspira-se na passagem do pai de José Rodrigues dos Santos pela Guerra Colonial e descreve os últimos anos da presença portuguesa em África. Baseado em factos reais, o novo romance do jornalista retorna às suas origens, num registo mais íntimo

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Começou a escrever o novo livro antes de editar os dois últimos – “Conversas de Escritores” e “Fúria Divina”. A ideia de o escrever surgiu porque “tinha uma boa história” na família para contar.

 

“Lendo este romance, não é preciso inventar nada. Está tudo lá. O que é preciso ficcionar são as histórias de amor que, normalmente, as pessoas não nos contam. Tirando esta parte, tudo o resto consiste em reproduzir o que aconteceu e captar os traços da realidade”, explica o jornalista ao Expressões Lusitanas, à margem da apresentação da obra, que decorreu na Sociedade de Geografia de Lisboa.

 

Teve de ter um certo distanciamento emocional para conseguir narrar a história e mostrar as virtudes e defeitos dos seus personagens, a fim de as “credibilizar”.

 

“O Anjo Branco” é uma “homenagem” ao pai de José Rodrigues dos Santos, à sua “forma de ver a vida” e a quem nos momentos difíceis “toma a decisão correcta”, apesar de ser “criticado”.

 

O protagonista do romance chama-se José Branco, homem que foi viver para Moçambique corria o ano de 1960. Confrontado com vários problemas sanitários, criou o então revolucionário Serviço Médico Aéreo.

 

“Em todo o continente africano só havia um outro serviço semelhante no Quénia, organizado por alemães. Sozinho, o meu pai prestava assistência médica a uma população que ocupava um território do tamanho de Portugal Continental”, sublinha José Rodrigues dos Santos.

 

Deslocando-se num pequeno avião, o médico chegava do céu vestido de branco e, por tal, transformou-se, entre os habitantes, no “Anjo Branco

 

Apesar da familiaridade do autor para com o assunto, José Rodrigues dos Santos confessa que precisou de investigar “muito”. A proximidade permitia-lhe apenas “identificar as pessoas com quem tinha de falar”. Já as “histórias em si” e os “pormenores” tiveram de ser investigados e para os lograr teve de ir para o terreno. Visitou por duas vezes os locais em Moçambique.

 

A apresentação de “Anjo Branco” teve lugar na Sociedade de Geografia de Lisboa. Cerca de 500 pessoas marcaram presença.



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Quinta-feira, 21.10.10

 

O escritor cabo-verdiano Mário Lúcio Sousa recebeu o Prémio Carlos de Oliveira, instituído pela Câmara Municipal de Cantanhede, pela publicação do livro “O Novíssimo Testamento”. A concurso esteve um total de 67 obras.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

O autor "retoma, com este livro, as escrituras sagradas, reinventando-as através do recurso a um contrafactual herdado da teologia medieval, colocando a hipótese de Jesus ter sido mulher e explorando as vastas implicações e consequências dessa hipótese”, justifica o júri do Prémio na hora de atribuir o galardão ao escritor cabo-verdiano, citado em comunicado enviado ao Expressões Lusitanas pela editora Dom Quixote

 

Fundado pela Câmara Municipal de Cantanhede, o Prémio Carlos de Oliveira pretende “estimular” a criação literária e “homenagear” quem, “de algum modo”, se distinga no campo da literatura lusófona.

 

Mário Lúcio Sousa nasceu no Tarrafal, Ilha de Santiago, Cabo Verde, em 21 de Outubro de 1964. Licenciado em Direito pela Universidade de Havana, Cuba, foi deputado no Parlamento cabo-verdiano entre 1996 e 2001. Actualmente, é embaixador cultural de Cabo Verde.



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Terça-feira, 19.10.10

 

O novo livro de Gonçalo M. Tavares, intitulado “Uma Viagem à Índia”, vai estar disponível nas livrarias a partir do dia 22 de Outubro, informa a Editorial Caminho em comunicado enviado ao Expressões Lusitanas.

 

Expressões Lusitanas

 

Sobre este livro escreve, no prefácio, Eduardo Lourenço, referindo que “não sei se existe entre nós – e mesmo algures – um objecto ficcional tão intrinsecamente ‘literário’”.

 

Recorde-se que o escritor está nomeado pelo júri do ‘Prix Femina’ para os prémios ‘Fémina Étranger’ e ‘Prix Médicis’ pelo livro “Aprender a Rezar na Era da Técnica”.



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O escritor angolano Ondjaki venceu o Prémio Jabuti na categoria Juvenil com o livro “Avó Dezanove” e “O Segredo do Soviético”, este último publicado em 2008 pela Editorial Caminho, informa a editora em comunicado enviado.

 

Expressões Lusitanas


O Jabuti é “um dos mais prestigiados” prémios literários brasileiros e é atribuído em 21 categorias, detalha ainda a Editorial Caminho.



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Quinta-feira, 07.10.10

Copyright: Luísa Leica


O romance “Ilusão ou O Que Quiserem”, de Luísa Costa Gomes, foi galardoado com o Prémio Literário Fernando Namora, superando 50 obras em competição, todas editadas em 2009. A decisão do júri foi unânime, refere a editora Dom Quixote em comunicado enviado ao Expressões Lusitanas.

 

Expressões Lusitanas

 

O escritor Vasco Graça Moura, Guilherme d' Oliveira Martins, em representação do Centro Nacional de Cultura, José Manuel Mendes, pela Associação Portuguesa de Escritores, Maria Carlos Loureiro, pela Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas, Manuel Frias Martins, pela Associação de Críticos Literários, Maria Alzira Seixo e Liberto Cruz, convidados a título individual, e ainda Lima de Carvalho e Dinis de Abreu, em nome do Estoril Sol, foram os jurados que atribuíram a Luísa Costa Gomes o Prémio Fernando Namora.

 

“O júri considerou a obra manifestamente inovadora, quer pela sua excelente construção, quer pelo seu ágil registo estilístico de constante ironia, quer pela análise penetrante de alguns comportamentos tipo da actual sociedade portuguesa, muito em especial no tocante a métodos pedagógicos aplicados nas escolas e à animação cultural na província, bem como à densidade da narrativa”, justifica o júri, citado no comunicado enviado pela Dom Quixote.

 

“Ilusão ou O Que Quiserem” é um romance “satírico” sobre um homem à procura da realidade, no meio de vários fantasmas, “vozes sem corpo”, “corpos sem voz” e da “multidão de desconhecidos que faz parte da nossa vida de todos os dias”.

 

O romance agora distinguido marcou, em 2009,  o regresso da autora a este género literário, quatro anos depois de ter publicado “A Pirata”, uma biografia ficcionada de Mary Read, uma das poucas mulheres-pirata de que há memória.

 

Pelo meio, em 2007, publicou o livro de contos “Setembro e Outros Contos”, no qual foram reunidos alguns inéditos e outros publicados ao longo dos últimos anos.



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O romance “O Casamento da Minha Mãe” de Alice Vieira, publicado em 2005 pela Editorial Caminho, vai ser editado em francês, após a editora La Joie de Lire, de Genebra, Suíça, ter adquirido os direitos mundiais para a língua francesa.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

A editora helvética tem vindo a editar em língua francesa outros livros da autoria de Alice Vieira, como são os casos de “Viagem À Volta do Meu Nome”, “Os Olhos de Ana Marta”, “Caderno de Agosto” e “Flor de Mel”.

 

Foram também editadas em francês obras literárias de outros autores lusófonos, como “Bom Dia, Camaradas”, de Ondjaki, e “O Senhor Valéry”, de Gonçalo M. Tavares.

 

Alice Vieira conta 30 anos de carreira literária e, sobretudo, na escrita dirigida para os jovens. Em 1994 recebeu o Grande Prémio Gulbenkian, pelo conjunto da sua obra, e foi duas vezes a candidata portuguesa aos prémios internacionais Hans Christian Andersen e ALMA (Astrid Lindgren Memorial Award).



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Sexta-feira, 24.09.10

 

O escritor Gonçalo M. Tavares está nomeado para os prémios “Fémina Étranger” e “Prix Médicis” pelo livro “Aprender a Rezar na Era da Técnica”, anunciou o júri do “Prix Femina” na semana passada.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Ao lado de Gonçalo M. Tavares para o “Prix Médicis” para romances estrangeiros estão nomeados outros autores, como Thomas Pynchon, William Boyd ou Per Petterson.

 

Vergílio Ferreira, distinguido em 1990 com a obra “Manhã Submersa”, foi o único vencedor português deste prémio criado no ano de 1985.

 

Entretanto, o novo livro de Gonçalo M. Tavares - “Uma Viagem à Índia” - já se encontra a imprimir e terá lançamento oficial na segunda quinzena de Outubro, informa a editora Caminho em comunicado enviado ao Expressões Lusitanas.



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O livro “Poesia Reunida”, publicado em Fevereiro de 2009 pela editora Dom Quixote, valeu a Maria Teresa Horta o Prémio Máxima Vida Literária. O júri, constituído por Maria Helena Mira Mateus, António Carvalho, valter hugo mãe e Laura Luzes Torres, decidiu, “excepcionalmente”, galardoar a escritora nascida em Lisboa, em 1937. A decisão foi conhecida na segunda-feira.

 

Expressões Lusitanas


Em “Poesia Reunida” encontra-se coligida toda a obra poética publicada de Maria Teresa Horta, de 1960 (“Espelho Inicial”) até à actualidade, incluindo obras inéditas, como o livro “Feiticeiras”, nunca antes editado em Portugal. Trata-se de uma cantata, musicada pelo compositor António Chagas Rosa, que ganhou a ‘Victoire de la Musique’, em França, em 2007, explica a editora Dom Quixote em comunicado enviado ao Expressões Lusitanas.

 

Ao longo das 850 páginas de “Poesia Reunida” são abordados alguns temas, como o erotismo e a intervenção social, sempre presentes na obra de Teresa Horta.

 

A escritora nasceu em Lisboa no ano de 1937 e estudou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Dedicou-se ao cine-clubismo, como dirigente do ABC Cine-Clube, seguindo posteriormente a profissão de jornalista. Publicou diversos textos em jornais, como o Diário de Lisboa, A Capital, República, O Século, Diário de Notícias e Jornal de Letras, tendo sido também chefe de redacção da revista Mulheres.

 

Em 1960 estreou-se na poesia com um livro de poemas intitulado “Espelho Inicial” e o seu nome começa a ser associado ao grupo da Poesia 61.

 

Porém, a partir de 1971, devido ao escândalo que envolveu a publicação de “As Novas Cartas Portuguesas”, de que foi co-autora juntamente com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, e ao processo judicial que se lhe seguiu, passa a ser vista como um expoente do feminismo em Portugal.

 

O próximo romance de Maria Teresa Horta já tem nome – “Luzes de Leonor” – e será publicado no início de 2011 pela Dom Quixote.



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Terça-feira, 21.09.10

 

O romance “Deixem Passar o Homem Invisível”, da autoria de Rui Cardoso Martins, foi galardoado com o Grande Prémio de Romance e Novela, atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores (APE), informa a editora Dom Quixote em comunicado enviado ao Expressões Lusitanas.

 

Expressões Lusitanas


O júri, constituído por José Correia Tavares, Eugénio Lisboa, Luís Mourão, Luísa Mellid-Franco, Pedro Mexia e Serafina Martins, deliberou, por maioria, a atribuição do prémio ao livro de Rui Cardoso Martins, um dos 83 que este ano concorreu ao galardão.

 

O Grande Prémio de Romance e Novela da APE, atribuído desde 1982, já distinguiu 24 autores de 16 editoras e houve quatro que bisaram, tais como Vergílio Ferreira, António Lobo Antunes, Agustina Bessa-Luís e Maria Gabriela Llansol.

 

O livro, editado pela Dom Quixote em Junho de 2009, conta a história de entreajuda e cumplicidade entre um homem, cego desde os oitos anos, advogado, e de um escuteiro regressado de uma actividade na Igreja de São Sebastião da Pedreira. Ambos caíram numa caixa de esgoto aberta e situada junto à referida Igreja, durante uma grande enxurrada em Lisboa.

 

Rui Cardoso Martins nasceu em Portalegre em 1967 e é escritor, jornalista e argumentista.



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