Quinta-feira, 20.01.11

 

Créditos fotográficos: Facebook da banda


‘The Happy Mess’ é o título da banda na qual o jornalista da SIC, Miguel Ribeiro, é vocalista e guitarrista. O nome resume todo o processo de formação e crescimento do grupo, composto por amigos de diferentes profissões, mas unidos pela música. O disco de estreia já está disponível.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Há cerca de 20 anos atrás, Miguel Ribeiro fazia parte de uma outra banda – Papa Hugo - formada em Valpaços, terra de que é natural, e participava em concursos e festivais de música moderna. Posteriormente, os elementos do grupo começaram a seguir os seus caminhos e a banda acabou.

 

Volvidas quase duas décadas, eis que, no verão passado, “surgiram uns desafios” para se juntarem e fazerem um “concerto único”.

 

“Juntámo-nos se e percebemos que o bichinho ainda cá estava e que dava muito gozar voltar a tocar”, explica Miguel Ribeiro ao Expressões Lusitanas.

 

O concerto, que teve lugar em Valpaços, acolheu mais de três mil pessoas, factor que reforçou o regresso do grupo de amigos às lides musicais.

 

“Começámos a fazer umas músicas e três meses depois tivemos a oportunidade de gravar no estúdio Namouche, em Lisboa”, recorda.

 

Quando chegaram ao estúdio, reencontraram-se com o “amigo” e músico português Gomo, que lhes reservou um fim-de-semana para gravações.

 

A ideia inicial era apenas de “gravar uma maqueta para recordação”. Todavia, o produtor Quim Monte, que trabalha com os Xutos & Pontapés, Jorge Palma, Deolinda, Orelha Negra ou Sérgio Godinho, “entusiasmou” o grupo a gravar “à séria”, detalha o pivô da tarde da SIC Notícias ao Expressões Lusitanas.

 

Numa fase posterior, em cima da mesa estava a possibilidade de edição de um disco, decisão que foi levada avante. O álbum de estreia já está cá fora.

 

Miguel Ribeiro diz ter ponderado “muito bem” se seria uma “boa estratégia” assumir publicamente o facto de ser parte integrante de um grupo musical, tendo em conta que “as pessoas estão habituadas” a vê-lo num “outro registo”.

 

“Não encaramos a banda numa perspectiva profissional. É um ‘hobbie’ com compromissos. Para além disso, continuo a fazer o meu trabalho em antena [SIC] e sou a mesma pessoa”, esclarece.

 

O jornalista refere ainda que, do ponto de vista ético, “não há nenhuma incompatibilidade”. E indica o “exemplo vindo de cima”. “O presidente da Impresa, Francisco Pinto Balsemão, toca bateria e assume que gosta de o fazer. Não há nada para esconder”, assevera.

 

A nível musical, ‘The Happy Mess’ apresenta uma música “bastante eclética”, visto que a banda é composta por várias pessoas, “absorvendo” assim “os gostos de todos”. “As músicas resultam num elo comum – o gosto pelo pop/rock alternativo”, afirma.

 

Miguel Ribeiro compõe e escreve as letras. Para tal, diz inspirar-se naquilo que ouve, uma espécie de puzzle musical com “interpretação própria”.

 

Chegar ao nome ‘The Happy Mess’ foi “um parto difícil” e houve uma lista com 30 possíveis nomes. “Este encontro de amigos e de tantas formas de estar trouxe uma série de ideias diferentes, confusas e convergentes num elo comum, ou seja, a felicidade de voltarmos a estar juntos”, elucida ao Expressões Lusitanas.

 

‘The Happy Mess’ pode, por outro lado, resumir a história da banda e do seu processo de maturidade ao longo dos anos, numa espécie de ‘confusão feliz’.“Não foi algo deliberado. ‘A posteriori’ consegue-se fazer perfeitamente essa analogia”, clarifica Miguel Ribeiro.

 

Actualmente, a banda está em negociação com as editoras, afim de lograr uma distribuição “mais abrangente” e desenvolver “projectos futuros”.

 

Actualizada às 20:16



publicado por Expressões Lusitanas às 15:59 | link do post | comentar