Terça-feira, 27.10.09

                                                                

 

O último livro do Prémio Nobel da Literatura português, “Caim”, alcançou o top de vendas de obras de ficção nas livrarias brasileiras ‘online’ na primeira semana, naquele que é o maior mercado mundial de língua portuguesa. *
 
De acordo com o diário brasileiro “Folha de São Paulo”, o livro de José Saramago, editado no Brasil pela Companhia das Letras, liderou as vendas entre os dias 19 e 25 na Livraria da Folha e noutras páginas de venda ‘online’.
 
"O feito deve começar a aparecer oficialmente nas listas a serem publicadas no próximo final de semana", escreve o jornal brasileiro, que atribui o impacto do livro à "polémica criada" em torno da forma como o Prémio Nobel se refere a Deus e à Bíblia, que causou uma forte controvérsia religiosa nos últimos dias.
 
“Caim” marca o regresso à temática religiosa por parte de Saramago, depois de “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” (1991) ter apresentado uma visão provocatória do Novo Testamento da Bíblia.
 
Neste nova obra literária é dado a conhecer o trajecto pessoal da personagem bíblica Caim depois de assassinar o irmão Abel. Ao longo deste trajecto, Caim amaldiçoa o amargo destino que lhe foi reservado por Deus.
 
*com Destak


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Quinta-feira, 22.10.09

                 

 

José Saramago considera que a Bíblia é um “manual de maus costumes” e um “catálogo do pior da natureza humana”. O Prémio Nobel da Literatura expressou estas declarações em Penafiel, no dia de lançamento mundial do novo livro “Caim”.
 
Estas declarações provocaram reacções junto de representantes da Igreja Católica em Portugal. O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, Padre Manuel Morujão, classificou o novo livro de José Saramago como uma «operação de publicidade» e considerou que não fica bem a um Prémio Nobel entrar em tom de «ofensa».
 
As opiniões de Saramago sobre a Bíblia foram também alvo de consideração por parte de um eurodeputado do PSD. Mário David manifestou “vergonha” por ter Saramago como compatriota e pedia que o Nobel português “concretizasse” a “ameaça de renunciar à cidadania portuguesa” feita há alguns anos atrás.
 
"Tenho vergonha de o ter como compatriota! Ou julga que, a coberto da liberdade de expressão, se lhe aceitam todas as imbecilidades e impropérios?", questiona o eurodeputado.
 
Face a esta reacção, a eurodeputada socialista Edite Estrela acusou o social-democrata Mário David de ter “atitude inquisitorial” ao criticar José Saramago pelas suas posições contra a Bíblia e a tradição judaico-cristã.
 
No dia seguinte ao da apresentação mundial do livro, o Nobel da Literatura convocou um encontro com a imprensa, que, somando as declarações do escritor com as perguntas feitas pelos jornalistas, demorou cerca de uma hora.
 
Saramago voltou a afirmar as mesmas declarações consideradas polémicas. “O Deus da Bíblia não é de fiar: é vingativo e má pessoa”, reiterou.
 
O Expressões Lusitanas faz aqui um “apanhado” (ordenado cronologicamente) de artigos que saíram na imprensa nos últimos dias sobre este tema, de forma a poder contextualizar esta nova polémica:

 

Bíblia é manual de maus costumes e um catálogo do pior da natureza humana – José Saramago (VÍDEO)
O escritor falava durante a apresentação mundial do livro "Caim", que se realizou no Museu Municipal de Penafiel, perante uma assistência de cerca de 800 pessoas, integrada na programação do festival literário Escritaria 2009, que homenageia o autor de "Memorial do Convento".

 

Saramago admite que novo livro pode gerar reacções nos judeus
José Saramago afirmou hoje, em Penafiel, que o seu novo livro, intitulado Caim, não vai escandalizar os católicos, mas admitiu que poderá gerar reacções entre os judeus

 

Polémica: Palavras de Saramago indignam Igreja Católica
A Igreja Católica Portuguesa não gostou nada das declarações de José Saramago, anteontem à noite, em Penafiel, na apresentação do livro ‘Caim’.
 
Igreja Católica classifica o livro de Saramago como uma operação de publicidade
O lançamento da nova obra do Prémio Nobel da Literatura e as declarações de José Saramago sobre a Bíblia - comparada a um «manual dos maus costumes» - caíram mal entre o episcopado e os padres portugueses, que estão a responder em força ao escritor
 
O editor de José Saramago confessou, esta quarta-feira, que a polémica em torno do novo livro do Prémio Nobel da Literatura, “Caim”, foi mais longe do que desejava, mas que o escritor não precisa de golpes publicitários.  Apesar do aumento da polémica, as vendas do livro não têm subido.

 

Eurodeputado do PSD Mário David exorta Saramago a renunciar à cidadania portuguesa
O eurodeputado social-democrata Mário David exortou hoje o escritor José Saramago a renunciar à cidadania portuguesa por se sentir "envergonhado" com as recentes declarações do Nobel da Literatura sobre a Bíblia.
 
Eurodeputada Edite Estrela acusa Mário David de “atitude inquisitorial” face a Saramago
A eurodeputada do PS Edite Estrela acusou hoje o social-democrata Mário David de ter "atitude inquisitorial" ao criticar o escritor José Saramago pelas suas posições contra a Bíblia e a tradição judaico-cristã.
 
Num encontro com a imprensa, o prémio Nobel da Literatura, José Saramago voltou a repetir-. Ainda que negue ser homem de polémicas e apenas exortar as suas “convicções”, lá vai dizendo o de sempre: “O Deus da Bíblia não é de fiar: é vingativo e má pessoa.”
 
José Saramago ironizou, esta quarta-feira, que “Caim” é o livro mais falado embora não tenha sido lido. O Prémio Nobel da Literatura acusou ainda a Igreja Católica de tentar impor uma leitura única da Bíblia.
 
O escritor José Saramago afirmou que Caim suscitou «incompreensões» e «ódios velhos», um «alvoroço» não suscitado pelo livro mas pelas declarações por si proferidas, domingo passado, na apresentação do livro em Penafiel

 



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Segunda-feira, 20.04.09

                              

 

Os textos que o escritor português José Saramago escreveu no seu blogue desde Setembro de 2008 estão reunidos em livro – ‘O Caderno’.
 
A obra, com uma tiragem de cinco mil exemplares, vai ser editada esta quinta-feira, em que se celebra o Dia Mundial do Livro.
 
‘O Caderno’ é uma edição conjunta da Editorial Caminho (a editora do Nobel da Literatura) e da Fundação José Saramago.
 
“Há que ver as coisas em que se mete este Saramago: pois não é que nos vem agora, na sua idade, com essa cara de homem sério, duro, de pessoa que não está para brincadeiras, com um blogue diário? Será que este homem não tem cura e necessita estar todo o dia maquinando na sua máquina? Outro livro de Saramago? (…)”, escreve Pilar del Río, a mulher de José Saramago, na página da Fundação com o nome do escritor português.
 
‘O Caderno’ “não é um livro de crónicas jornalísticas, é um livro de vida. Aí Saramago conta cada dia o que o motiva, o que o indigna ou o que lhe apetece", escreveu ainda Pilar del Río.
 
Saramago iniciou o blogue com o texto “Palavras para uma cidade”, uma carta de amor a Lisboa, como o próprio admitiu.
 
O blogue do Nobel português pode ser acedido em http://caderno.josesaramago.org
 
Fonte: Metro e Fundação José Saramago
Fonte da imagem: Fundação José Saramago


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