Sexta-feira, 09.04.10

 

David Fonseca sobe aos palcos do Coliseu de Lisboa e do Porto para apresentar o seu mais recente disco “Between Waves”. Os concertos vão ter uma “forte componente cénica”, criando um “ambiente envolvente”, a fim de que o público esqueça “por momentos” o seu quotidiano.

 

Daniel Pinto Lopes

 

O músico português mostra-se “muito satisfeito” com o percurso que o seu mais recente álbum está a seguir (surgiu em primeiro lugar na tabela de vendas na primeira semana) e com a adesão que o mesmo tem junto do público.

 

“É uma recompensa muito grande fazer um disco e depois ter a atenção e a participação activa das pessoas, que saiem de casa para ver os concertos, entre outras coisas”, destaca ao Expressões Lusitanas.

 

O novo disco de David Fonseca “Between Waves” apresenta algumas diferenças em relação ao anterior “Dreams in Colours”. O músico confessa que as diferenças entre álbuns são “necessárias”, pois serve para “estimular a criatividade”.

 

Passou-se de um disco “festivo” para este novo álbum que retrata o “dia seguinte desta festa”, que também carrega “alguma alegria e festividade”, mas tem uma “perspectiva diferente”.

 

“[O “Between Waves] acaba por ser um disco mais experimental em vários aspectos em relação ao disco anterior. Acho que é um álbum muito intenso”, explica.

 

David Fonseca sobe ao palco do Coliseu de Lisboa na sexta-feira, 9 de Abril. No dia 16, também sexta-feira, o artista ruma até ao Porto para actuar no Coliseu da cidade Invicta.

 

Os concertos nas duas cidades vão ser “semelhantes”, durante os quais a componente cénica vai estar “bastante presente”.

 

O músico promete “arriscar” em vários sentidos, tanto na parte cénica, como na forma como o concerto vai ser feito e nas canções que vai tocar até às surpresas que “estão preparadas”.

 

O objectivo consiste em criar um “ambiente envolvente” para com o público, a fim de que este se “esqueça”, por momentos, do seu dia-a-dia.

 

O repertório já está escolhido e não se centra apenas nas novas canções de “Between Waves”. O espectáculo vai percorrer vários momentos musicais da sua carreira, alguns deles “muito mais antigos do que aquilo que se possa supor”.

 

O público presente vai poder ainda ouvir canções dos Silence 4, grupo do qual fez parte.

 

Questionado pelo Expressões Lusitanas sobre para quando canta em português, David Fonseca afirma que a ideia de que não canta em português é “falsa”, recordando, por exemplo, a sua passagem pelos Humanos e algumas músicas “pontuais” em português que teve em discos anteriores.

 

“É uma decisão que tem de ser, acima de tudo, pessoal e algo que acontece porque tem de acontecer. Algo natural e não imposto”, conclui David Fonseca.



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Segunda-feira, 05.04.10

 

“Penínsulas & Continentes” surgiu das viagens que Maria de Medeiros realizou durante a ‘tournée’ dos primeiros discos e retrata uma viagem musical intercontinental e um cruzamento de culturas, que pode ser visto ao vivo em Lisboa e em Gaia.

 

Daniel Pinto Lopes

 

“Tratou-se de explorar as influências mútuas e os cruzamentos culturais e é extraordinária a influência que as penínsulas latinas da Europa tiveram no mundo e, em particular, no mundo transatlântico”, explica Maria de Medeiros ao Expressões Lusitanas.

 

Trata-se assim de uma viagem musical intercontinental entre as Penínsulas Ibérica e Itálica e os continentes americano e africano, fruto das viagens que a artista fez durante os espectáculos dos primeiros discos, o que a levou a “viajar bastante entre as penínsulas e continentes”.

 

Neste sentido, Maria de Medeiros interpreta canções de vários compositores, desde o italiano Nino Rota ao português Sérgio Godinho, incluindo ainda temas de José Afonso e do Duo Ouro Negro.

 

O objectivo deste trabalho discográfico passa por conceder uma interpretação “jazz”, “pessoal” e “diferente” a temas destes compositores, ao mesmo tempo que se trabalha com “muito rigor” e “liberdade criativa” com os músicos.

 

“Quando as pessoas me dizem que lhes custou a reconhecer um determinado tema fico contente, porque, justamente, todo o trabalho foi feito no sentido de dar uma luz um pouco diferente sobre os temas”, detalha a artista.

 

No novo álbum, Maria de Medeiros canta em português, espanhol, catalão, inglês, kimbundo, entre outros idiomas. A actriz explica ao Expressões Lusitanas que se tratou de “explorar a própria musicalidade de cada língua” e “tentar saber o resultado do contacto de todas estas línguas com o tratamento ‘jazz’ que lhes é dado”.

 

Para Maria de Medeiros, a língua italiana é aquela com a qual tem uma maior "afinidade". Por seu lado, teve algumas dificuldades em interpretar em kimbundo e em catalão.

 

“Penínsulas & Continentes” é um disco composto por 15 temas escritos por vários compositores e, para chegar a esta lista, Maria de Medeiros quis ter como ponto de partida os artistas portugueses que a marcaram na adolescência, enquanto vivia em Portugal.

 

Destes destaca José Afonso, um compositor de “uma grande dimensão mundial” e “justamente reconhecido em Portugal”, algo que considera ser “raro” acontecer no nosso país.

 

Para além de José Afonso, Maria de Medeiros sublinha ainda que partiu de outros compositores portugueses, como Sérgio Godinho e Amélia Muge, “uma excelente compositora”, destacando que “era raro haver mulheres a compor”, apesar de hoje em dia tal situação se “verificar menos”, mesmo ainda sendo “uma minoria”.

 

Na quarta-feira, 7 de Abril, Maria de Medeiros sobe ao palco do Cinema São Jorge, em Lisboa, e, um dia depois, 8 de Abril, ruma até ao Auditório de Vila Nova de Gaia para apresentar ao vivo este “Penínsulas & Continentes” em Portugal, já que o arranque da digressão aconteceu em Barcelona, a 29 de Março.

 

O músico português The Legendary Tigerman vai ser o convidado especial destes dois concertos que, cada um deles, vão ser uma “surpresa”, confessa Maria de Medeiros ao Expressões Lusitanas.



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Segunda-feira, 15.03.10

 

ÁUDIO da REPORTAGEM:

 

“Em Fuga” é o nome do segundo disco de Tiago Bettencourt & Mantha, um álbum que pretende “fugir do tradicional” e daquilo que “está estabelecido”. O objectivo é apresentar uma “alternativa” e “algo de novo”.

 
Daniel Pinto Lopes
 

O novo trabalho discográfico de Tiago Bettencourt & Mantha foi preparado entre Lisboa e Montreal, no Canadá. A gravação em banda foi realizada na capital portuguesa e as remisturas e produção final foram ultimadas no Canadá, contando com o apoio “fulcral” do produtor da banda canadiana Arcade Fire, Howard Bilerman.

 

“O álbum não soava bem se não contasse com as várias máquinas e condensadores do Howard Bilerman. Grande parte da magia acontece na fase de misturas”, explica.

 

Tiago Bettencourt destaca que “Em Fuga” é um disco que pretende “fugir do tradicional”, tendo em conta que não se identifica com “nenhum estilo ou tendência musical” que “se passe” em Portugal e, por esta razão, sente que “está em fuga”. Contudo, adverte que não é “melhor do que os outros” e que apenas está a “ir por um lado diferente”.

 

Dois temas do novo disco contam com a participação de Inês Castel-Branco – “Tens Que Largar a Mão” e “Se Cuidas de Mim”. Para o compositor, a actriz tem uma voz “sedutora”, “especial” e “muito frágil”.

 

A gravação do tema “Se Cuidas de Mim” surgiu “por acaso” e numa música que não era para fazer parte do disco. A canção foi gravada na casa de banho para aproveitar a “reverberação característica” do espaço, o que proporciona um efeito “mais ao vivo” e “mais real”, sem recurso a efeitos digitais.

 

Tiago Bettencourt confessa ter alguma dificuldade em falar sobre a sonoridade do disco, porque “não se pode ser muito quadrado” ou “linear”. Porém, destaca que “Em Fuga” tem uma vertente acústica forte, onde são utilizados coros e um conjunto de sopros.

 

Explica ainda que se trata de um disco composto por “extremos”, tal como o anterior, visto que é a “mesma banda a fazer mais um disco”, um “retrato” daquilo que sentiram durante os três meses de ensaio e de gravação.

 

“Em Fuga” vem acompanhado de um DVD, no qual a “fuga” também está presente e a ideia consiste na gravação de um concerto ao vivo “não comum” e de algo “mais encenado”.

 

A intenção deste novo trabalho ‘Em Fuga’ é “surpreender” e Tiago Bettencourt afiança que gosta que oiçam os seus álbuns “sem se estar à espera de grande coisa”. Garante que não vai apresentar soluções “por onde já “tenha passado” e, desta forma, pede “abertura” e “boa disposição".

 

A digressão para apresentar “Em Fuga” começa esta quinta-feira, 18 de Março, no Teatro Sá da Bandeira, no Porto.

 



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Quinta-feira, 11.03.10

 

ÁUDIO da REPORTAGEM:

 

Rita Guerra regressa aos originais com “Luar”, um disco “declaradamente acústico” e “intimista”, ocupando o primeiro lugar na tabela de vendas nacional desde a semana de lançamento oficial. “Eu Só Quero” é o tema de estreia.

 
Daniel Pinto Lopes
 

Rita Guerra lança o seu novo trabalho discográfico – ‘Luar’ –, que vem suceder ao último disco de originais “Sentimento”, lançado em 2007.

 

O tema de estreia é um original de Gabriela Schaff, ‘Eu Só Quero’, interpretado no Festival RTP da Canção em 1979. A música ficou na memória de Rita Guerra, que “sempre” teve o “desejo” de a poder interpretar.

 

“Houve outros temas que a Gabriela Schaff gravou e que fizeram esquecer um pouco este, mas, pelo contrário, fiquei sempre com a canção na memória. Dos vários temas que ela gravou e que se tornaram bem conhecidos, este foi aquele de que mais gostava”, explica Rita Guerra ao Expressões Lusitanas.

 

A artista refere ainda que a letra de ‘Eu Só Quero’ é “muito envolvente” e a própria canção é “fora de normal”, em que “ninguém diria” que esta música foi “feita há 30 anos”.

 

Os outros álbuns de Rita Guerra eram “mais eléctricos” e “mais virados para o rock”, mas, admite a cantora, ‘Luar’ é “declaradamente acústico” e “intimista”.

 

“Foi uma transição não planeada de um [disco] eléctrico para um acústico e achámos engraçado dar uma cor diferente a um trabalho próximo”, detalha.

 

Neste sentido, Rita Guerra afirma que as canções que lhe “chegaram às mãos” serviam “perfeitamente” para este tipo de sonoridade, o que possibilitou adoptar o acústico “assumido” e conceder “mais espaço à voz” e “dar azo” a interpretações mais intimistas do que aquilo que “é habitual” ouvir nos temas da artista.

 

A escolha das letras que compõe ‘Luar’ foi “fácil”, já que, diz Rita Guerra, as primeiras canções apresentadas foram logo “aceites”, porque são escritas por compositores que a “conhecem há algum tempo” e sabem os seus próprios “gostos”.

 

O novo trabalho de Rita Guerra ocupa o primeiro lugar da tabela de vendas nacional. Ao saber da notícia pela primeira vez, Rita Guerra confidencia ao Expressões Lusitanas que reagiu com uma “histeria contida”.

 

“Foi uma surpresa muito positiva e inesperada entrar directamente para o top na primeira semana, o que é sinal de que realmente valeu a pena, de que o público estava à espera e de que gostou muito”, afiança.

 

A tournée de Rita Guerra para apresentar o novo disco começa no dia 9 de Abril no Centro Cultural Olga Cadaval, na vila de Sintra.



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Terça-feira, 02.03.10

 

Oiça a reportagem:

 

Anaquim é um duende com molas nos pés que se esconde a observar o mundo dos outros “como se dele fizesse parte”, vendo as coisas de uma forma “imparcial” e “fresca”, convidando à "mudança” e combatendo o “conformismo”.

 
Daniel Pinto Lopes
 

“Em traços gerais e exteriores é um duende com 1,20 metros de altura e com molas nos pés, para reflectir o carácter saltitão de algumas músicas e também para lhe permitir aparecer e desaparecer nos sítios, porque é suposto que ele seja observador e cronista”, explica ao Expressões Lusitanas o mentor do projecto, José Rebola.

 

Anaquim consegue ver as coisas de uma forma “imparcial” e sem estar associado ao “peso de um passado e de uma tradição”. Consegue alhear-se de uma realidade “anterior” de preconceitos e estereótipos e, através deste olhar “imparcial”, consegue “transmitir” aquilo que vê.

 

“É uma espécie de visão fresca do mundo. A questão que se coloca é o que pensaria um duende que chegasse aqui sendo uma folha em branco? Há coisas que só continuamos a fazer porque sempre fizemos assim e, portanto, só tirando este tapete da tradição ou do hábito é que podemos ir ao cerne de algumas questões e ver se fazem sentido”, detalha.

 

Natural de Coimbra, José Rebola dá vida a esta personagem e confessa que, para ele, é “impossível” ter este olhar imparcial e esta “visão fresca”. Refere que deve ser um “heterónimo” e um “alter-ego” de todos.

 

Nascido em 2006, o projecto Anaquim surgiu a partir de canções que foram escritas para um outro projecto que teve em mãos – “The Cynicals” -, “mais virado para o punk rock e de expressão inglesa”.

 

Ao começar a escrever canções que não se “enquadravam” no “perfil musical” deste seu primeiro projecto, as letras ficaram fechadas numa gaveta “a amadurecer”. Quando “chegou o seu tempo”, começou a mostrar as letras a “outras pessoas”, que chegaram a um locutor da Rádio Universidade de Coimbra (RUC), tendo “feito a ponte” para o compositor JP Simões.

 

“Ele andava à procura de bandas para o ‘Quilómetro Zero’ e, mais tarde, ligou-me a perguntar se podia gravar um ensaio para passar no programa. Na altura não tinha músicos, porque tinha sido eu a fazer tudo e era um projecto a solo”, recorda.

 

Vários amigos de José Rebola juntaram-se para integrar este seu novo projecto. Foram escritas novas canções e o resultado culmina no lançamento de um disco.

 

Neste “As Vidas dos Outros”, José Rebola canta precisamente as “vidas dos outros” e desmultiplica-se em várias personagens de um bairro “imaginário” e "familiar".

 

De acordo com o autor de Anaquim, este disco é um convite para a “mudança”, porque o que se pretende é que as pessoas se “apercebam de algumas coisas” e façam “aquela pergunta chata – porquê?”

 

Contudo, adverte que este disco não pretende ser “nenhuma lição de moral”, nem “nenhuma ordem ou instrução”. Antes, “uma primeira fala de uma conversa” que se deve ter com as pessoas.

 



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Quarta-feira, 24.02.10

 

ÁUDIO da reportagem:

 

Os bilhetes para o Rock in Rio vão estar à venda a partir do dia de hoje. O evento realiza-se este ano nos dias 21, 22, 27, 29 e 30 de Maio no Parque da Bela Vista, em Lisboa.

 
Daniel Pinto Lopes
 

O cartaz da edição de 2010 do Rock in Rio ainda não está completo, sobretudo no Palco Mundo, que recebe os grandes nomes nacionais e internacionais da música.

 

Os cinco dias do evento estão dedicados a públicos diferentes e têm agora os respectivos bilhetes à venda.

 

A vice-presidente do Rock in Rio, Roberta Medina, diz ao Expressões Lusitanas que o dia da actriz e cantora Miley Cyrus (29 de Maio), que interpreta o papel de Hannah Montana, vai ser um dos primeiros a ver os seus ingressos esgotar

 

“Pelos telefonemas e e-mails que recebemos, os pais estão desesperados porque vêem os filhos também desesperados. São 90 mil bilhetes, mas notamos que as pessoas estão muito ansiosas, por causa da pressão feita pelos miúdos”, explica.

 

Ivete Sangalo e Shakira já provaram em 2006 que juntas conseguem esgotar bilhetes e, a pensar neste caso de sucesso, o primeiro dia do Rock in Rio volta a reunir as duas artistas.

 

Roberta Media afirma que “vai haver público” para todas as bandas até agora anunciadas, inclusive para o dia dedicado ao ‘heavy metal’. A responsável diz não ter “grande expectativa” de lotação esgotada, mas não é por isso que vai deixar de “ser um dia forte”.

 

“É um público muito fiel e muito divertido. Vão para lá brincar e vão todos vestidos de preto. Gostamos muito deles. Acho que vai ser um dia forte”, elucida.

 

 

Ao Expressões Lusitanas, Roberta Medina revela que está “ansiosa” por assistir ao concerto dos Snow Patrol, banda que vai actuar no dia 27 de Maio, juntamente com Muse e os Xutos & Pontapés.

 

Em mais uma edição do Rock in Rio, a organização volta a apelar para a utilização dos transportes públicos, que vão dedicar vários serviços especiais durante o evento.

 



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ÁUDIO da reportagem:

 

O trompetista, compositor, produtor e jurado do concurso Ídolos Laurent Filipe apresenta-se sexta-feira em quarteto no Casino de Lisboa com a The Song Band, proporcionando um concerto mais “íntimo” do que os anteriores e com canções “escolhidas a dedo”.

 
Daniel Pinto Lopes
 

Laurent Filipe começou a tocar trompete – o “seu” instrumento musical – aos 12/13 anos. Aos 15 grava pela primeira vez e começa a ganhar dinheiro com a música.

 

Mais tarde tem formação em piano, porque considera ser um instrumento “mais completo” e com “uma grande paleta de cores”, que lhe foi essencial quando estudou composição.

 

Laurent Filipe confessa ao Expressões Lusitanas que aquilo que o levou para a música e para tocar trompete foi o jazz, após ter ouvido Loius Armstrong e ter visto um trompete – “um amor à primeira vista”.

 

Aprendeu posteriormente vários estilos e foi fazendo formação, passou pelos “estilos mais clássicos” e por “experiências mais modernas”. Desde estes primeiros passos até aos dias de hoje já se completaram 30 anos de carreira. “Passaram depressa, mas de uma forma consistente”, afirma Laurent Filipe.

 

O compositor toca as suas próprias orquestrações e as obras de outros compositores. Já fez colaborações com Mariza e Rui Veloso, prevendo “fazer mais no futuro”, sempre que o convidam. Considera que é um trabalho “interessante”.

 

Actualmente trabalha com a sua The Song Band e é com ela que vai subir ao palco do Casino de Lisboa nesta sexta-feira.

 

“[A banda] é o meu projecto mais recente e está relacionada com as canções, tal como diz o nome. São canções que às vezes não têm letra, mas cujo conteúdo melódico é tão bonito e importante que eu fiz questão de as seleccionar. São a essência das canções”, explica.

 

O concerto no Auditório dos Oceanos vai ser mais “íntimo” do que os anteriores e composto por canções “escolhidas a dedo”, por causa do “conteúdo” da letra ou porque “dizem alguma coisa em particular” a Laurent Filipe. Um repertório que “vai agradar a toda a gente”.

 

Abordando novamente a temática do jazz, Laurent considera que estamos perante um “bom estado” deste género musical em Portugal, “fruto da evolução dos anos”. Se o caminho a ser percorrido continuar nesta “via ascendente”, Portugal pode ter “em breve” mais uma geração de músicos com um “nível perfeitamente europeu”.

 

O trompetista foi recentemente jurado do concurso de caça de talentos musicais Ídolos e afirma que a vitória de Filipe foi “totalmente merecida”. Contudo, para Laurent, Filipe e Diana tiveram uma “vitória dupla”.

 

Ao contrário do que se esperava, o factor Carlos “não baralhou as contas” no final, um concorrente que “podia ter ganho”, tendo em conta a “figura de um ídolo pop” que apresentava.

 

No final, Laurent mostra-se “satisfeito” e “contente” por ter participado no programa, fazendo o “melhor” balanço e aceitando sem reservas a participação num nova e futura edição.

 



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ÁUDIO da reportagem:

 

O comunicador Diogo Beja é a aposta da Antena 3 para apresentar o programa da manhã, circunstância que abre um “novo ciclo” na estação, tendo em conta as “mudanças” registadas durante os 15 anos de vida da emissora.

 
Daniel Pinto Lopes
 

“The Diogo Beja Show” é o nome do programa da manhã que Diogo Beja vai apresentar agora na Antena 3, a partir de 1 de Março.

 

A nova aposta da emissora pública diz ao Expressões Lusitanas que se trata de um programa que “não era explorado em pleno” na Comercial e promete que vai ser feito um programa da manhã “diferente” daquilo que se está “habituado” nas rádios portuguesas.

 

Diogo Beja salienta que houve um “longo namoro” com os responsáveis da Antena 3 e que a decisão de deixar a Comercial foi “difícil”.

 

Contudo, sublinha que fazer um programa da manhã na Antena 3 dá uma “outra dinâmica”, tendo em conta que na Rádio Comercial “estava a fazer um formato musical” e dizendo “uns disparates lá pelo meio, que vão continuar a aparecer aqui”, juntamente com “outras coisas” criadas entretanto.

 

O comunicador tem “boas” expectativas para este regresso à Antena 3, confessando, porém, que tem um medo “incrível” de defraudar as expectativas de quem apostou nele.

 

Os pormenores do novo programa da manhã não foram todos revelados. O director de programas das rádios do grupo RTP, Rui Pego, ia dizendo a Diogo Beja para ainda “não revelar tudo”, porque só quem ouvir o programa na segunda-feira pode “saber” do que se trata.

 

Sabe-se que vão haver várias rubricas, em que uma das quais se chama “Serginho na Farmville”, em que o guionista televisivo Sérgio Henrique se estreia pela primeira vez na rádio a fazer uma crónica de actualidade.

 

Os programas “Linha Avançada” (apresentado por José Nunes) e “Aleixo FM” (de Bruno Aleixo) vão continuar na grelha da manhã. Diogo Beja levantou a ponta do véu ao revelar que, diariamente, um ouvinte vai dispor de um minuto para dizer aquilo que quiser, “dentro dos limites”.

 

A equipa de produção vai ser composta por sete pessoas, entre as quais está, destaca Rui Pego, a “arma secreta” chamada João Saavedra, que também teve uma passagem pela Rádio Comercial.

 

Tudo isto faz com que o director de programas Rui Pego considere que estamos perante uma aposta “importante”, destacando ainda que o programa da manhã inaugura um “novo período” da Antena 3, algo que “não tem a ver directamente” com a perda de audiências por parte da emissora nos últimos tempos.

 

“A Antena 3 completou 15 anos e durante este tempo o país, as pessoas e as gerações mudaram muito e, portanto, a diversidade de conteúdos que as pessoas pretendem ouvir é muito maior, fazendo sentido abrir aqui um novo ciclo”, detalha.

 

Rui Pego diz que o programa da manhã é o “primeiro gesto” deste novo ciclo, que também vai ser aplicado nas restantes horas da Antena 3.

 



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Quinta-feira, 11.02.10

REPORTAGEM: "Dois malucos com duas guitarras" tornaram-se nos Virgem Suta

 

 

ÁUDIO:

 

O primeiro passo dado pelos Virgem Suta foi num concurso de bandas em Vila Nova de Gaia, em 2001, onde conheceram o compositor dos Clã, Hélder Gonçalves, elemento "crucial" em todo o processo de "amadurecimento" do projecto.

 

Daniel Pinto Lopes

 

Os Virgem Suta são Jorge Benvinda e Nuno Figueiredo. Conheceram-se há algum tempo em Beja. O primeiro contacto e a forma como manifestaram a vontade de seguir pelo mundo da música foram situações "caricatas".

 

"Cheguei a uma casa em que o Nuno estava sentado num sofá a tocar guitarra e eu disse 'boa noite' e ele respondeu, dizendo também 'boa noite'. Foi a nossa primeira empatia", explica, em tom humorístico, Jorge Benvinda ao Expressões Lusitanas.

 

Posteriormente, e após esta primeira "aproximação", foram viver para a mesma casa. Três a quatro meses depois, Nuno Figueiredo convidou o colega de casa para "experimentar um projecto de música portuguesa".

 

O primeiro passo foi dado num concurso de bandas em Vila Nova Gaia, em 2001. Actuaram apenas com duas guitarras acústicas e cantaram em português num concurso onde estavam em competição bandas de metal, rock, electrónica e pop.

 

Nuno Figueiredo explica que a participação neste concurso de bandas foi uma "aventura" e um "desafio". Eram, como diz, "dois malucos com duas guitarras".

 

Dois elementos dos Clã faziam parte do júri deste concurso de bandas: a vocalista Manuela Azevedo e o compositor do grupo Hélder Gonçalves, que trocou contactos com os, na altura, "dois malucos".

 

Para os Virgem Suta foram o "arrojo" e a "inovação" que despertaram o interesse de Hélder Gonçalves, um contacto que perdurou até à edição deste primeiro álbum.

 

Jorge Benvinda refere que o compositor dos Clã foi "crucial" em todo o processo de criação dos Virgem Suta, na medida em que lhes dava "referências".

 

"Na altura, Beja era um pouco mais fechada e tínhamos alguma dificuldade em conseguir sair e o Hélder foi uma mão que nos mostrou e ensinou a fazer muita coisa", reflecte Jorge Benvinda.

 

Por outro lado, Nuno Figueiredo diz que a responsabilidade de estar a trabalhar com um compositor de "referência" era acrescida. A ideia de desistir ainda esteve em cima da mesa.

 

"Tínhamos dias em que voltávamos para casa a pensar em desistir disto. Para além de estarmos ao lado de uma pessoa que admirávamos brutalmente, ele sabia mil vezes mais do que nós. No meio de cerca de cem ideias, uma ou duas ele considerava bem. Aquilo fez-nos trabalhar para caraças", recorda.

 

Nuno Figueiredo adianta que, até ao lançamento do disco, os Virgem Suta tiveram de "crescer muito".

 

Após todo um percurso de amadurecimento, de indecisões e de objectivos, o certo é que o disco já foi lançado. Contudo, todo este processo demorou cerca de oito anos, algo que, para Jorge Benvinda, foi "necessário".

 

Os Virgem Suta já estão na estrada a promover o próprio disco. Porém, falta saber o significado do nome do projecto.

 

"Virgem é uma palavra que, para nós, exprime simplicidade, mais "naif", ao fim e ao cabo. Suta é uma expressão usada em Beja para o estado de exagero, alcoólico, de suta bruta, de muita bebida. Após se ter bebido duas canecas de litro de vinho está-se mesmo num estado caótico e alguém chega ao pé e diz: Está em suta", esclarece.

 

Jorge Benvinda adianta ainda que este "exagero reveste as canções, a forma de estar e de ser" de cada um dos elementos do projecto.

 

A título de confidência, Jorge Benvinda revela ao Expressões Lusitanas que este disco tem uma "gafe" a nível gráfico no início de umas das letras.



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Sábado, 06.02.10

 

REPORTAGEM ÁUDIO:

 

Mickael Carreira pisa pela segunda vez o palco do Coliseu dos Recreios, em Lisboa, um concerto que vai ter casa cheia e ser gravado para posterior edição em DVD, um dos passos que "faltava" na carreira do cantor.

 

Daniel Pinto Lopes

 

O concerto de hoje, sábado, às 22:00, vai ter como base as canções do novo disco "Tudo o Que eu Sonhei" e algumas dos dois álbuns anteriores.

 

O cantor promete que o espectáculo vai ser a "maior produção" que fez no decorrer da sua carreira. Mickael explica ao Expressões Lusitanas que "ficou de boca aberta" quando viu o cenário pela primeira vez.

 

"Quando entrei pela primeira vez esta semana no Coliseu, na altura das montagens, olhei para o cenário e fiquei como um puto, porque ver o cenário no computador é diferente de o ver ao vivo", lembra Mickael.

 

Para o cantor, voltar ao palco do Coliseu é "fantástico", estando a trabalhar para que o regresso a esta sala prestigiada de Lisboa seja "como se fosse pela primeira vez".

 

À medida que a hora do concerto se aproxima - "a hora da verdade", como diz Mickael -, os nervos "aparecem", porque pretende que "tudo corra bem".

 

O repertório já está escolhido e "muito bem alinhado". Mickael vai combinar canções do novo disco com outras que foram bem sucedidas nos dois e únicos álbuns anteriores.

 

"Fui repescar alguns dos temas dos três discos, porque, falando por mim, acho que é um erro quando se baseia o alinhamento só no último disco. Há outros temas que as pessoas fazem questão de ouvir e que marcaram estes quatro anos", sublinha.

 

O concerto de hoje à noite vai ter casa cheia, algo que Mickael admite ao Expressões Lusitanas ter sido a "primeira vez" que aconteceu com "tanto tempo de antecedência".

 

Se Mickael pudesse referir alguma coisa a cada pessoa que vai estar hoje no concerto, dizia, de forma humorística, que "iria fazer um 'striptease'".

 

"Não, estou a brincar (risos). O que eu posso dizer é que as pessoas vão ficar muito surpreendidas e não sairão daqui desiludidas", garante Mickael.

 

Tony Carreira marca presença no concerto para interpretar o tema "Filho e Pai". Esta foi a canção que Mickael deu voz juntamente com o pai na primeira vez que pisou o palco do Coliseu em 2002.

 

Mickael diz que o pai "tinha de estar presente" no concerto - um convidado que "não podia faltar" -, indo mais longe ao referir que se está "nas tintas" para aqueles que pensam que está sempre a "convidar o papá".

 

A cantora natural da Indonésia, mas com cidadania francesa, Anggun, é também convidada do concerto. Anggun fez um dueto com Mickael Carreira no tema "Chama Por Mim (Call My Name)".

 

O espectáculo vai ser gravado para posterior edição em DVD, um dos passos que "faltava" na carreira do cantor.

 

"Não vou esconder que é uma das coisas que queria fazer há já muito tempo. Achei que este ano era o momento certo e o Coliseu é uma sala de que gosto muito e pela qual tenho muito carinho", conclui.



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Quinta-feira, 04.02.10

 

Versão Áudio

 

Entrevista, edição e realização de Daniel Pinto Lopes

Duração: 4min42seg

 

As flautas de bambu de Rão Kyao misturam-se com as vozes de seis fadistas convidados, naquele que é o primeiro disco cantado do compositor, demonstrando a ligação que o cantor tem "desde sempre" em relação ao fado.

 

Daniel Pinto Lopes

 

"Em'Cantado" é um disco com dois lados: o lado A e o lado B. Rão Kyao diz que não estamos perante um certo saudosismo do tempo das cassetes.

 

"É mais uma alusão ligeira e um bocado humorística em relação aos lados A e B do 'LP'. É uma designação, não passa disso", explica.

 

No lado A pode ouvir-se canções interpretadas pelos fadistas em sintonia com a flauta de bambu soprada por Rão Kyao. O lado B é puramente instrumental e onde se verifica uma maior duração do tempo das músicas.

 

À partida pode-se considerar que são dois discos dentro de um, mas Rão Kyao prefere dizer que são "duas faces de uma mesma moeda e de um mesmo músico".

 

"Eu não toco com cantores na maior do tempo. Eu actuo com a flauta e esta é a cantora do meu grupo, com piano, percussão e, por vezes, com guitarra. Se eu não colocasse este grupo no disco estava a dar a imagem de estar a fazer só estas cenas com os cantores e passava ao lado desta parte, que é tão importante, vital e básica: eu como instrumentista a cantar com a própria flauta", afiança

 

Rão Kyao optou, desta forma, por juntar no mesmo disco o registo tradicional que tem vindo a habituar, mas, ao mesmo tempo, lança um novo, neste caso cantado pelas vozes do fado.

 

Já a ideia de juntar as vozes de fadistas de várias gerações com a flauta partiu do amigo António Pinto, que lhe falou do nome Em'Cantado, ou seja, "transformar as composições" de Rão Kyao "numa versão cantada, não só pela voz, mas também pela flauta".

 

"O Em'Cantando é uma coisa interessante. Fazer as minhas composições na versão em cantado, ou seja, agarrar numa série de temas meus para que possam ter esta versão cantada pela voz e, ao mesmo tempo, pela flauta, que se assume como um cantor que canta ao desafio com os outros fadistas", explica Rão Kyao.

 

Recorde-se que os fadistas convidados são Ana Sofia Varela, Carminho, Tânia Oleiro, Manuela Cavaco, Camané e Ricardo Ribeiro.

 

Rão Kyao sublinha que o processo de escolha "não foi rígido" nem "estanque". São fadistas com quem mantém um "contacto próximo" e considera que, da actualidade do fado, "são os melhores que há" e que teve a "sorte e a alegria" de poder trabalhar com eles.

 

Este sábado, o Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, recebe em palco Rão Kyao. O espectáculo vai combinar temas do lado A e do lado B, misturando-se, mas evitando que as mudanças de registo sejam bruscas para quem ouve.

 

Para este concerto, Rão Kyao diz que quem estiver ao vivo pode contar com "a surpresa" e a "certeza de que nenhum dos fadistas vai cantar da mesma maneira, nem a flauta vai estar em sintonia da mesma forma".

 

"Vamos transformar o CCB numa enorme casa de fados e tentar criar uma ambiente que transmita a intimidade destes temas", deseja.

 

Rão Kyao confidencia ao Expressões Lusitanas que se sente melhor quando toca ao vivo. O estúdio é "uma consequência" daquilo que faz e que lhe permite gravar os discos para os ter como "documentos".



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Segunda-feira, 01.02.10

  

ÁUDIO:

 

 

Daniel Pinto Lopes

 

José Candeias regressa esta segunda-feira, 1 de Fevereiro, à rádio. A Antena 1 convidou o comunicador para fazer parte das renovadas manhãs da estação pública. “Orgulho” e “desafio” são as duas palavras que José Candeias atribui a este seu regresso. Para trás fica a passagem durante sete anos na Media Capital Rádios, da qual saiu recentemente por razões “não muito simpáticas”, sentindo-se “injustiçado”. O comunicador refere ainda nesta entrevista exclusiva ao Expressões Lusitanas que está concentrado e a apostar naquilo que agora está a fazer. Neste sentido, e para já, na circunstância, é “impensável” um futuro regresso à Rádio Renascença, emissora por onde começou aos 20 anos de idade. Mas a “vida dá tantas voltas”…

 

Expressões Lusitanas: Como classifica este seu regresso à rádio?

José Candeias: Com muito orgulho e é, de novo, um desafio a nível pessoal e profissional. Tenho novamente de mudar de horários e de acordar cedo, o que não deixa de ter algumas vantagens e uma ou outra inconveniência, mas tudo isso se supera pela parte profissional: o facto de voltar a fazer uma das coisas de que mais gosto. Um programa com vida. Nunca fui programado para fazer emissões de discos, porque acho que isso é muito fácil e não me entusiasma. O que é uma “dificuldade”? É poder saber que entro em antena às 05:00 e tentar descobrir uma história em cada ouvinte, como se fosse uma psicologia da rádio.

 

Expressões Lusitanas: Posso concluir que a interactividade com os ouvintes lhe faz falta?

José Candeias: Sim, faz-me falta pessoal e profissionalmente, porque gosto e vivo muito a rádio. Sinto-me realizado.

 

Expressões Lusitanas: O final da madrugada é o horário de que mais gosta? Recordo que já fez emissões à tarde…

José Candeias: Já fiz todos os horários! Neste caso, o horário 05:00-07:00 é entusiasmante, porque àquela hora as pessoas não têm poluição sonora e não estão invadidas por outras dinâmicas. A mensagem chega mais facilmente ao ouvinte. As pessoas interiorizam muito mais facilmente a mensagem. É uma estratégia não inovadora, mas esclarecedora daquilo que se pretende fazer no terreno, em que se vai apostar neste horário para se dinamizar a partir daí. Penso que é uma aposta que nos vai trazer bastantes alegrias.

 

Expressões Lusitanas: O José Candeias vai agora recuperar na Antena 1 um horário que fez anteriormente no Rádio Clube Português. Como surgiu o convite da rádio pública?

José Candeias: Diria que poderia já haver uma intenção. Saí da Media Capital [grupo que detém o Rádio Clube Português, entre outras emissoras de rádio] … Não vale a pena invocar aqui quaisquer razões, apesar de não terem sido razões, diria, muito simpáticas…

 

Expressões Lusitanas: Ainda se sente lesado?

José Candeias: Sinto-me injustiçado, mas a vida é mesmo assim. Perante este convite e uma situação de injustiça verifico que a Antena 1 apostou em mim e, sendo uma aposta da estação para vencer, este facto dá-me bastante boa energia, sabendo que estou com boas perspectivas de trabalho, no aspecto de poder fazer novamente aquilo de que gosto. De vez em quando, as transições são necessárias para surgir novas oportunidades…

 

Expressões Lusitanas: Ou seja, tem boas expectativas neste seu regresso à rádio, agora na Antena 1?

José Candeias: Só posso ter boas expectativas! Sempre fui muito teimoso. Sou ainda mais teimoso quando digo que a rádio não é um produto imediato, algo que já não se saiba há muito tempo. A rádio é um produto que tem de ser alicerçado. Lá diz aquela expressão “Estranha-se, mas depois entranha-se”. O facto de agora estar ligado novamente a este horário é para criar, de novo, um programa que o público merece.

 

Expressões Lusitanas: Vai ser fácil captar de novo os seus ouvintes do Rádio Clube para a Antena 1? Provavelmente, muitos ouvintes seus perguntam por onde estará o José Candeias.

José Candeias: Vamos começar por aí. Então, eu estou aqui na Antena 1 e o convite fica feito. É assim: eu já fiz o horário durante doze anos (no total). É preciso que se entenda que as pessoas que ouviam há 10/11 anos atrás poderão não ser as mesmas, mas foram essas pessoas que me deram o capital de valor. Gostando deste horário e de comunicar com o público, pretendo que aqueles que vão ouvir pela primeira vez sejam também os protagonistas. Aqueles que já ouvem há muito tempo estão igualmente convidados. Dou um exemplo: recebo um amigo em casa. Em primeiro lugar pretendo conhecê-lo, saber dos seus gostos e da sua capacidade de relacionamento. A partir do momento em que está em na minha casa e, sendo um convidado que conheço, vou procurar entusiasmá-lo – perdoe-me o exemplo – com um bom prato, um bom vinho ou com algo que o agrada. Em suma, é a natureza e a lei da vida e das coisas, mas transposta para a rádio.

 

Expressões Lusitanas: Não pondera a longo prazo o regresso à Rádio Renascença, emissora por onde começou?

José Candeias: Às vezes costuma-se dizer que o homem regressa às suas origens, mas, neste caso, não. Por uma razão muito simples: eu gosto de fechar ciclos e nunca as coisas seriam as mesmas. Mas, o futuro a Deus pertence e não quero fechar portas. Agora quero apostar naquilo que estou a fazer e nem tão pouco pensar, em qualquer circunstância, que possa ser alheia e que esteja para além disto, pois é perturbador e não cria a boa capacidade e energia para desenvolver aquilo que agora estou a fazer. [O regresso à Renascença] é impensável na circunstância. Agora que a vida dá tantas voltas… Isso não me compete a mim analisar, nem quero.

 



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Sábado, 12.12.09

 

REPORTAGEM ÁUDIO:

Duração: 04min03seg

Entrevista, edição e produção de Daniel Pinto Lopes

 

O livro de estreia de Solange F, "Livro de Reclamações", combina desabafos do quotidiano e "pedras no sapato que não matam mas moem" com uma parte poética e intimista. Para breve fica a promessa da escrita de um romance.
 
DANIEL PINTO LOPES
 
A jovem apresentadora de televisão e actriz  foi, há cerca de um ano, desafiada a escrever um livro pelo seu editor. "Livro de Reclamações" foi agora apresentado, quarta-feira, 9 de Dezembro.
 
Solange F. confessa que "adora ler e escrever desde pequena" e admite que domina a arte de reclamar e não se cala com coisas com as quais não concorda.
 
"Estou sempre do lado das minorias e tento lutar por pequenas injustiças, por mais pequenas que sejam. Se não o fizermos estamos a compactuar com coisas que não nos fazem sentido. Reclamar é preciso, porque é uma forma de evoluirmos e crescermos", explica.
 
Solange F. refere que reclama "com tanta coisa", nomeadamente sobre "as mulheres na educação e na política; salários justos; o fim dos recibos verdes; segurança, saúde e educação para todos". "Há tanta coisa que podia mudar, devagarinho", salienta.
 
Temas sobre os quais Solange F. não concorda e, por isso, reclama. Contudo, o livro aborda temas mais "leves" e desabafos do quotidiano com "algum humor".
 
"As reclamações que estão no livro são aquelas coisas que irritam, aquela pedra no sapato que não mata mais mói. Existe alguma leveza neste livro e não é sobre decretos-leis que ande para aqui a estudar e a reclamar", remata.
 
 
 
Em suma, são reclamações que, fruto de várias experiências do dia-a-dia, surgem, de um momento para o outro, a partir de "coisas simples", como as "chamadas aberturas fáceis de algumas embalagens" ou até o abrir de um CD, que "é uma coisa impraticável".
 
Para além das reclamações, o livro engloba um conjunto de crónicas de amor que retratam a parte mais poética do livro e o lado mais romântico de Solange F.
 
Uma parte poética publicada que, para Luísa Castel-Branco, presente na apresentação do livro, "requer muita coragem" por parte da autora.
 
"Acho que a poesia desnuda-nos muito e a Solange, através de várias atitudes, tem-se desnudado muito, o que a torna num alvo fácil na crítica das pessoas", analisa.
 
Luísa Castel-Branco, que teve contacto com Solange F. há cinco anos num programa de televisão, afirma ainda que "foi uma sorte muito grande a ter conhecido".
 
O próximo passo de Solage F., após a publicação deste livro de crónicas e de reclamações, passa pela escrita de um romance. O desafio foi colocado à autora pelo próprio editor da Prime Books. A proposta foi aceite, porém Solange F. ainda não tem bem definidos sobre qual vai ser a história e o fio condutor deste futuro romance.
 
"Foi um desafio proposto um pouco em cima da mesa, ao qual aceitei, mas, de qualquer forma, é um comprometimento comigo própria. Pensei escrever sobre coisas relacionadas com a gravidez e a história do nascimento de uma nova vida, mas isto pode ser influência dos meus sete meses de gravidez. Pode ser que não tenha nada a ver com isto e, por isso, vou esperar para ver", afiança Solange F.
 
Para já, "Livro de Reclamações" marca a estreia da apresentadora de televisão no mundo da literatura.
 


publicado por Expressões Lusitanas às 11:22 | link do post | comentar

Quarta-feira, 02.12.09

 

Tony Carreira já gravou o 'videoclip' do novo ‘single’ "Obrigado (Por Tudo O Que Me Dão)" extraído do disco mais recente do cantor "O Homem Que Sou", como forma de prestar um agradecimento "sincero" às fãs.
 
Em comunicado, a editora Farol Música refere que "Obrigado (Por Tudo O Que Me Dão)" é o tema composto para o público do cantor e escolhido para novo 'single', cujo 'videoclip' foi filmado no Coliseu dos Recreios de Lisboa.
 
O tema musical "dá o mote para o agradecimento às fãs, não só pela carreira do artista, como também pelas seis platinas atingidas com as vendas do mais recente álbum "O Homem Que Sou" [2008] e ainda pela Tour 2009", refere ainda a editora no mesmo comunicado.

 

ÁUDIO: Excerto do novo ‘single’ "Obrigado (Por Tudo O Que Me Dão)"

 



publicado por Expressões Lusitanas às 14:19 | link do post | comentar | ver comentários (2)

                            

 

Hoje é uma data especial e carinhosa para o Expressões Lusitanas! Sabe porquê? O dia 2 de Dezembro não lhe diz nada?
 
Nesta mesma data, mas no ano de 2007, o Expressões Lusitanas nascia no mundo da Internet para demonstrar que “a música portuguesa também é para ouvir”.
 
A primeira plataforma com a qual trabalhei e dei os primeiros passos foi o “My Podcast”, num registo diferente daquele que actualmente está em vigor. Todas as semanas (ou quase) o Expressões Lusitanas apresentava um convidado diferente, numa edição e produção feita exclusivamente em formato “podcast”. Tózé Brito foi o primeiro convidado a dar o pontapé de saída do Expressões Lusitanas, numa conversa que versava sobre os desafios inerentes a um então director de uma editora discográfica multinacional (Universal Music Portugal), bem como sobre o disco que tinha lançado – “Vida, Canções e Amigos” –, enquanto forma de homenagear os seus 40 anos de carreira.
 
Outros convidados se seguiram, mantendo o mesmo formato e génese, até que, um ano mais tarde, o Expressões Lusitanas já demonstrava sinais de maturidade e de expansão natural e, neste sentido, o Portal foi transferido da plataforma do “My Podcast” para os Blogues do SAPO.
 
A decisão de mudança não foi pacífica. Não sabia até que ponto seria benéfica, tendo em conta a actividade principal do Expressões Lusitanas na altura: os “podcasts”. O SAPO não desenvolve nenhuma plataforma relacionada com o “podcasting” e, por este motivo, a mudança não foi realizada mais cedo, sem ter a certeza de que, neste aspecto em concreto, seria viável. Mais tarde foi, finalmente, encontrada uma solução e o dia 13 de Março de 2009 fica na história como sendo uma nova fase para o Expressões Lusitanas, que deixou de ser simplesmente “podcasts” para passar a designar-se Portal, aliando o texto ao áudio e/ou ao vídeo, algo imperioso na nova Web 2.0.
 
A transferência para o SAPO revelou-se bastante positiva, o que, aliado ao facto de ser uma plataforma “lusitana”, permitiu direccionar todos os conteúdos para o público-alvo nacional. Os números comprovam tudo: em cerca de 8 meses recebi mais de 20 mil visitas, numa média diária de 130. Para um Portal que não recorre ao auxílio de publicidade, “vivendo” apenas do Google, é algo que enaltece. E por tudo isto agradeço a si que nos visita regularmente, pela primeira vez ou ocasionalmente.
 
OBRIGADO!
 
Daniel Pinto Lopes


publicado por Expressões Lusitanas às 13:57 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Quarta-feira, 11.11.09

 

Ana Moura está de volta com um novo disco. “Leva-me aos Fados” é o quarto trabalho discográfico da fadista, com produção de Jorge Fernando, naquele que é o disco sucessor de “Para Além da Saudade”, de 2007, que vendeu 55 mil cópias.

 

ÁUDIO: Reportagem "Leva-me Aos Fados"

Duração: 05min47seg

Entrevista, edição e produção de Daniel Pinto Lopes
 
Nos concertos ao vivo que Ana Moura vai ter até ao final deste ano em Portugal e pela Europa, a fadista é acompanhada por duas guitarras portuguesas - a de Custódio Castelo e de José Manuel Neto. A viola baixo é dedilhada por Filipe Larson e a viola por José Elmiro Nunes.
 
O encontro entre Ana Moura e Prince – COM ÁUDIO
 
Conheça as datas da digressão nacional de Ana Moura:
 
13 de Novembro - TAGV, Coimbra
 
14 de Novembro - Teatro Virgínia, Torres Novas
 
20 de Novembro - Teatro José Lúcio da Silva, Leiria
 
21 de Novembro - Casa das Artes, Famalicão
 
12 de Dezembro - Teatro Municipal, Guarda
 


publicado por Expressões Lusitanas às 21:19 | link do post | comentar

Domingo, 08.11.09

 

Os Virgem Suta vão mostrar este mês as canções do álbum de estreia, o disco homónimo editado em Junho deste ano. Em formato reduzido e em sessões acústicas, em salas cuja lotação não ultrapassa as 200 pessoas, Jorge Benvinda e Nuno Figueiredo vão dão a conhecer os ritmos e as sonoridades das suas canções.
 
As datas já são conhecidas:
 
Dia 13 – Castelo da Maia (Tertúlia Castelense)
 
Dia 14 – Aveiro (Performas)
 
Dia 21 – Covilhã (Teatro das Beiras)
 
Dia 28 – Coimbra (Salão Brazil)
 
REPORTAGEM: "Dois malucos com duas guitarras" tornaram-se nos Virgem Suta (carregue para ler e ouvir)
 
Quem são os Virgem Suta?
 
Os Virgem Suta rumaram de Beja (onde residem) até Vila Nova de Gaia no ano de 2001 para participarem num concurso de bandas.
 
Em competição estavam bandas de garagem, entre rock, metal, electrónica e pop. Com duas guitarras acústicas e desprovidos de qualquer artifício e fora de qualquer tendência, Jorge Benvinda e Nuno Figueiredo apresentaram as suas canções, em português.
 
Na mesma sala estavam dois elementos dos Clã. Hélder Gonçalves, o compositor da banda, e Manuela Azevedo, a vocalista, eram uns dos júris do concurso.
 
“Estávamos perante um duo realmente virgem, mas com grande potencial, daquele que não se encontra todos os dias. Apresentei-me, trocámos contactos e começámos aí uma relação que se prolongaria até à concepção do álbum de estreia. Passaram anos até encontrarmos o tempo certo para trabalharmos juntos. Mas esse tempo chegou”, lembra Hélder Gonçalves ao Expressões Lusitanas.
 
A primeira “tarefa” consistia em encontrar um rumo no emaranhado de canções que os dois músicos de Beja foram coleccionando em sete anos de “criação, paciência e persistência”.
 
“Fomos à base, à essência das canções, picámos pedra, avançámos e recuámos, alimentámos a fome e a sede e as canções foram crescendo. O Jorge e o Nuno, cada vez mais confiantes, cresceram também, fortalecendo a sua personalidade e talento a cada dia de gravação. Os textos introspectivos do Nuno e as deliciosas sátiras realistas do Jorge complementavam-se e atingiam uma força formal não antes alcançada e inesperada”, explica ainda o compositor dos Clã, Hélder Gonçalves.
 
Passada quase uma década de amadurecimento, os Virgem Suta acham-se preparados para apresentar o seu trabalho de estreia, um disco com 12 canções, lançado a 22 de Junho, que cruza a música tradicional portuguesa e a pop, do qual ressalta o ‘single’ “Tomo Conta Desta Tua Casa”.
 
ÁUDIO: Virgem Suta – “Tomo Conta Desta Tua Casa”
Duração: 50 segundos


publicado por Expressões Lusitanas às 20:19 | link do post | comentar

Quinta-feira, 05.11.09

                                           

 

Mafalda Arnauth mostra-se algo surpreendida e agradece “à vida” pelos elogios feitos pelo jornal espanhol “El Pais”, que, na semana passada (27 de Outubro), considerou que Mafalda Arnauth tem “a voz mais arrebatadora entre as fadistas da nova geração”.
 
“Há momentos na vida em que simplesmente nos resta agradecer. Não há mecanismos para os accionar. Simplesmente temos de estar disponíveis para que estes aconteçam”, sublinha ao Expressões Lusitanas Mafalda Arnauth, à margem da apresentação aos media do disco de homenagem a Ary dos Santos, “Rua da Saudade”.
 
Recorde-se que Mafalda Arnauth tinha dado a conhecer na semana passada em Madrid os temas do mais recente trabalho discográfico “Flor de Fado”.
 
O diário espanhol descreveu ainda a fadista de 35 anos como “talentosa, bonita, decidida, hipersensível” e que se propôs a “demonstrar que a poesia cantada constitui o melhor bálsamo para enfrentar o amargo e doce da existência”.
 
Áudio: MAFALDA ARNAUTH SOBRE ELOGIO DO EL PAIS

Duração: 40 segundos

Entrevista, edição e produção de Daniel Pinto Lopes



publicado por Expressões Lusitanas às 17:00 | link do post | comentar

Quarta-feira, 04.11.09

 

ÁUDIO da REPORTAGEM:

Duração: 05mim53seg

Entrevista, produção e realização de Daniel Pinto Lopes

 

O Expressões Lusitanas esteve na apresentação aos media do disco de homenagem ao poeta português José Carlos Ary dos Santos. Uma “Rua da Saudade” cantada por Mafalda Arnauth, Susana Félix, Viviane e Luanda Cozetti, com produção de Renato Júnior e Nuno Faria.

 

Fernando Tordo esteve também nesta apresentação e aproveitou para referir que este projecto é, para além de uma homenagem, “um acto de coragem”. O cantor disse ainda que as quatro vozes recuperaram canções que foram “escondidas do grande público” e que nem “os homens tiveram a coragem” de as cantar.

 

Ary dos Santos morreu a 18 de Janeiro de 1984 com 47 anos, na casa em que vivia na Rua da Saudade, em Lisboa, quando preparava um livro autobiográfico intitulado “Estrada da Luz-Rua da Saudade” e a edição de dois livros de versos, “Palavras das Cantigas” e “Trinta e Cinco Sonetos”.

 

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Rua da Saudade em concerto equilibrado



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Terça-feira, 03.11.09

 

REPORTAGEM: As quatro "corajosas" cantam Ary dos Santos - Rua da Saudade

 

 

ÁUDIO da REPORTAGEM:


 

O Expressões Lusitanas esteve na apresentação aos media do disco de homenagem ao poeta português José Carlos Ary dos Santos. Uma “Rua da Saudade” cantada por Mafalda Arnauth, Susana Félix, Viviane e Luanda Cozetti, com produção de Renato Júnior e Nuno Faria.

 

Fernando Tordo esteve também nesta apresentação e aproveitou para referir que este projecto é, para além de uma homenagem, “um acto de coragem”. O cantor disse ainda que as quatro vozes recuperaram canções que foram “escondidas do grande público” e que nem “os homens tiveram a coragem” de as cantar.

 

Ary dos Santos morreu a 18 de Janeiro de 1984, com 47 anos, na casa em que vivia na Rua da Saudade, em Lisboa, quando preparava um livro autobiográfico intitulado “Estrada da Luz-Rua da Saudade” e a edição de dois livros de versos, “Palavras das Cantigas” e “Trinta e Cinco Sonetos”.

 

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