Terça-feira, 15.06.10

 

Os Terrakota celebraram dez anos de carreira com um concerto no cinema São Jorge, em Lisboa. Para Outubro está previsto o lançamento do quarto álbum de originais intitulado “World Massala”, que faz um “apelo à aceitação da multiculturalidade em toda a sua plenitude”.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista



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Sexta-feira, 04.06.10

 

Os Xutos & Pontapés lançaram esta semana o DVD que contém a gravação ao vivo do concerto que a banda deu no Estádio do Restelo, em 2009. O grupo confessa ao Expressões Lusitanas que a actuação “vai ficar na memória”.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Mais de 30 mil pessoas assistiram ao vivo a este concerto que celebrou os 30 anos de carreira dos Xutos & Pontapés.

 

Ao todo foram interpretadas 32 canções que se traduzem em cerca de três horas de duração, agora disponíveis em DVD.

 

Poucas são as bandas que conseguem estar juntas durante 30 anos seguidos. Ao Expressões Lusitanas, o guitarrista dos Xutos & Pontapés, João Cabeleira, refere alguns dos segredos da longevidade do grupo.



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Quarta-feira, 02.06.10

 

A organização faz um balanço “positivo” de mais uma edição – a quarta – do Rock in Rio Lisboa. Apesar do preço dos bilhetes, o público “correspondeu” uma vez mais às expectativas da organização.

 

Daniel Pinto Lopes

Enviado especial ao Rock in Rio

 

Em 2012, o Rock in Rio regressa ao Parque da Bela Vista. Para já, Madrid recebe esta semana o festival. A organização avança ainda ao Expressões Lusitanas que existem “conversações avançadas” para levar o Rock in Rio até à Polónia.



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Quarta-feira, 12.05.10

 

O Parque da Bela Vista, em Lisboa, está quase pronto para acolher mais uma edição do Rock in Rio Lisboa. A edição deste ano conta com algumas novidades.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

A cerca de 10 dias do início do Rock in Rio, o Palco Mundo, por onde vão passar os artistas de destaque, está quase pronto. Nos restantes palcos – Sunset e Tenda Electrónica – falta instalar a cobertura e ultimar os restantes preparativos.

 

A edição de este ano conta com algumas novidades, como uma roda gigante, uma montanha russa, um elevador sensorial e um hotel, no qual os visitantes podem dormir no recinto.

 

As crianças vão ter um espaço onde podem ficar entretidas durante duas horas, enquanto os pais vão ver os concertos de que gostam.

 

Os cidadãos de mobilidade reduzida não foram esquecidos pela organização do evento. Vão ter espaços com vista “privilegiada” para o Palco Mundo e para o Palco Sunset, explica ao Expressões Lusitanas a vice-presidente executiva do Rock in Rio, Roberta Medina.

 

O investimento realizado no Rock in Rio 2010 é de 25 milhões de euros, o mesmo valor que nas três anteriores edições do festival.

 

Durante os dias do evento, 8 mil pessoas trabalham para garantir todo o funcionamento da Cidade do Rock nas várias áreas de actuação. Contudo, o número de empregos directos é de 3 mil pessoas, informa a organização em comunicado.

 

No que diz respeito à segurança, o comandante Jorge Barreira adianta ao Expressões Lusitanas que a PSP “vai estar atenta” aos transportes públicos e à circulação automóvel nas imediações do Parque da Bela Vista.

 

Cerca de 700 elementos desta força policial vão estar destacados para garantir a segurança do Rock in Rio e vai haver policiamento à civil.

 

A vigilância na entrada no Parque da Bela Vista vai ser “apertada”, com revista de todos os que vão ao evento, a fim de evitar a entrada de objectos potencialmente perigosos.

 

Porém, o comandante Jorge Barreira sublinha que se “pode levar garrafas de água e peças de fruta”.

 

A organização apela aos visitantes da Cidade do Rock para utilizarem os transportes públicos. O Metro de Lisboa, a Carris, a Transtejo, a Fertagus e a CP vão realizar serviços especiais até à hora de fecho da Cidade do Rock – 04:00.

 

O Parque da Bela Vista vai ainda ter, durante os dias do evento, um “sistema integrado de emergência médica”, que conta com um centro médico e ambulâncias, detalha a organização em comunicado.

 

Cerca de 50 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos de emergência e psicólogos, fazem parte dos recursos humanos contratados para a área da saúde.

 

O Rock in Rio realiza-se no Parque da Bela Vista, em Lisboa, nos dias 21, 22, 27, 29 e 30 de Maio.



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Segunda-feira, 10.05.10

 

A cidade das Caldas da Rainha acolhe este fim-de-semana a 1ª Feira do Cavalo Lusitano do Oeste. O objectivo principal do certame é promover o cavalo lusitano. Ao mesmo tempo pretende-se fazer renascer a tradição hípica na região oeste.

 

Daniel Pinto Lopes

 

Outro dos intuitos base da feira é “desmistificar” a ideia de que o cavalo lusitano é apenas para as elites, explica a organização ao Expressões Lusitanas.

 

A câmara municipal de Caldas da Rainha vai investir 18 mil euros nesta iniciativa, um valor que, em parte, vai servir para a compra de 30 ‘boxes’ em madeira para que os cavalos lusitanos possam estar confortáveis.

 

O vereador da autarquia Tinta Ferreira afirma ao Expressões Lusitanas que tem “confiança” de que a feira “vai continuar durante os próximos anos”, razão pela qual, admite, foi feito tal investimento.

 

A organização da 1ª Feira do Cavalo Lusitano do Oeste decorre entre os dias 14 e 16 de Maio e está a cargo da Associação de Criadores de Cavalo Lusitano do Oeste.

 

O certame conta com o apoio da câmara municipal das Caldas da Rainha, Centro Hospitalar Oeste Norte, Escola de Sargentos do Exército e Fundação Alter Real.



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Quinta-feira, 06.05.10

 

A cidade de Lisboa entra em festa a partir do dia 14 deste mês de Maio. As festas da capital vão ter actividades culturais de todos os géneros, com o objectivo de, diz a organização, “captar os mais diversos públicos”. O investimento ronda 1,5 milhões de euros.

 

Daniel Pinto Lopes

 

São dois meses de “Festas de Lisboa 2010”, que promete animação e várias actividades para os lisboetas e visitantes da capital.

 

Em ano de celebração do centenário da República, as Festas de Lisboa associam-se a este acontecimento em tom de manifesto.

 

O “Viva a República” é, neste contexto, substituído pelo “Viva a Sardinha”, uma forma de “chamar a atenção dos lisboetas para o início das festas”, detalha ao Expressões Lusitanas o presidente da EGEAC (Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural), Miguel Honrado.

 

As tradicionais Marchas Populares na Avenida da Liberdade e os Casamentos de Santo António regressam este ano nos dias 12 e 13 de Junho, como habitualmente.

 

As Festas de Lisboa têm início no dia 14 de Maio e terminam a 15 de Julho. Durante este tempo vão estar espalhadas pela cidade várias sardinhas em papel desenhadas por sete ilustradores portugueses.

 

São apelidadas “Sardinhas de Guerrilha” e foram feitas para “serem retiradas dos sítios onde estão”, numa espécie de “apelo ao furto”, explica Miguel Honrado.

 

“Quantas mais sardinhas forem furtadas, melhor a nossa mensagem passará”, elucida ao Expressões Lusitanas.

 

O investimento realizado pela câmara municipal de Lisboa nas festas da cidade é de cerca de 1,5 milhões de euros.

 

A vereadora da cultura da autarquia, Catarina Vaz Pinto, afirma ao Expressões Lusitanas que no decorrer das festas se pode assistir a “uma grande diversidade de arraiais, espectáculos e de apontamentos artísticos e culturais em lugares inesperados”.

 

Na conferência de imprensa de apresentação do cartaz deste ano estiveram alguns artistas portugueses que vão fazer parte do programa das festas, tais como Paulo de Carvalho e o fadista Pedro Moutinho [ver vídeo].



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Segunda-feira, 05.04.10

 

“Penínsulas & Continentes” surgiu das viagens que Maria de Medeiros realizou durante a ‘tournée’ dos primeiros discos e retrata uma viagem musical intercontinental e um cruzamento de culturas, que pode ser visto ao vivo em Lisboa e em Gaia.

 

Daniel Pinto Lopes

 

“Tratou-se de explorar as influências mútuas e os cruzamentos culturais e é extraordinária a influência que as penínsulas latinas da Europa tiveram no mundo e, em particular, no mundo transatlântico”, explica Maria de Medeiros ao Expressões Lusitanas.

 

Trata-se assim de uma viagem musical intercontinental entre as Penínsulas Ibérica e Itálica e os continentes americano e africano, fruto das viagens que a artista fez durante os espectáculos dos primeiros discos, o que a levou a “viajar bastante entre as penínsulas e continentes”.

 

Neste sentido, Maria de Medeiros interpreta canções de vários compositores, desde o italiano Nino Rota ao português Sérgio Godinho, incluindo ainda temas de José Afonso e do Duo Ouro Negro.

 

O objectivo deste trabalho discográfico passa por conceder uma interpretação “jazz”, “pessoal” e “diferente” a temas destes compositores, ao mesmo tempo que se trabalha com “muito rigor” e “liberdade criativa” com os músicos.

 

“Quando as pessoas me dizem que lhes custou a reconhecer um determinado tema fico contente, porque, justamente, todo o trabalho foi feito no sentido de dar uma luz um pouco diferente sobre os temas”, detalha a artista.

 

No novo álbum, Maria de Medeiros canta em português, espanhol, catalão, inglês, kimbundo, entre outros idiomas. A actriz explica ao Expressões Lusitanas que se tratou de “explorar a própria musicalidade de cada língua” e “tentar saber o resultado do contacto de todas estas línguas com o tratamento ‘jazz’ que lhes é dado”.

 

Para Maria de Medeiros, a língua italiana é aquela com a qual tem uma maior "afinidade". Por seu lado, teve algumas dificuldades em interpretar em kimbundo e em catalão.

 

“Penínsulas & Continentes” é um disco composto por 15 temas escritos por vários compositores e, para chegar a esta lista, Maria de Medeiros quis ter como ponto de partida os artistas portugueses que a marcaram na adolescência, enquanto vivia em Portugal.

 

Destes destaca José Afonso, um compositor de “uma grande dimensão mundial” e “justamente reconhecido em Portugal”, algo que considera ser “raro” acontecer no nosso país.

 

Para além de José Afonso, Maria de Medeiros sublinha ainda que partiu de outros compositores portugueses, como Sérgio Godinho e Amélia Muge, “uma excelente compositora”, destacando que “era raro haver mulheres a compor”, apesar de hoje em dia tal situação se “verificar menos”, mesmo ainda sendo “uma minoria”.

 

Na quarta-feira, 7 de Abril, Maria de Medeiros sobe ao palco do Cinema São Jorge, em Lisboa, e, um dia depois, 8 de Abril, ruma até ao Auditório de Vila Nova de Gaia para apresentar ao vivo este “Penínsulas & Continentes” em Portugal, já que o arranque da digressão aconteceu em Barcelona, a 29 de Março.

 

O músico português The Legendary Tigerman vai ser o convidado especial destes dois concertos que, cada um deles, vão ser uma “surpresa”, confessa Maria de Medeiros ao Expressões Lusitanas.



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Segunda-feira, 22.03.10

O Expressões Lusitanas esteve no concerto da “Rua da Saudade Ao Vivo” e conta o que se passou no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

 

 

O projecto “Rua da Saudade” subiu ao palco do Coliseu de Lisboa para apresentar um concerto equilibrado e bem-disposto, que recordou alguns dos poemas de José Carlos Ary dos Santos agora transformados em canções.


Daniel Pinto Lopes

Passavam cerca de 20 minutos depois da hora marcada para o início do espectáculo (22:00) e o público, impaciente, já batia palmas. Aguardava pelo arranque dos primeiros acordes da tournée “Rua da Saudade Ao Vivo”.


As luzes desligaram-se e ouve-se uma gravação de José Carlos Ary dos Santos a declamar um dos seus poemas. De seguida abre-se o pano e vê-se a orquestra composta por 22 músicos vestidos a rigor e coordenada pelo produtor musical Renato Júnior. No centro do palco está uma mesa (com um candeeiro e quatro copos) e quatro cadeiras à sua volta.


Viviane foi a primeira a apresentar-se, sucedida por Luanda Cozetti. Seguiram-se Susana Félix e Mafalda Arnauth. As quatro vozes da “Rua da Saudade” começavam assim o espectáculo no Coliseu de Lisboa, que esteve bem composto em termos de público , mas longe de estar esgotado.


Luanda Cozetti questionava "para quê falar sobre Ary” se “todas as palavras viraram canções”. Por sua vez, Mafalda Arnauth destacava que, apesar de as quatro artistas estarem “muito felizes” neste projecto, não tiveram a “felicidade” de “privar” com o poeta.


Viviane sublinhava o “prazer enorme” que sentia ao estar no Coliseu para “festejar” o poeta. Já Susana Felix aproveitou para fazer uso do "passaporte da liberdade” que com ela nasceu.


O repertório musical esteve focado nas onze canções que compõem o disco de homenagem. Porém, o público presente teve a possibilidade de ouvir novas versões de grandes clássicos de Ary dos Santos.


Destaque para a surpreendente interpretação a capella de “A Desfolhada”, original com que Simone de Oliveira venceu o Festival RTP da Canção em 1969.


Sentadas nas cadeiras que rodeavam a mesa e num ambiente informal e algo boémio, cada uma das artistas interpretava partes do poema. Os últimos versos foram cantados em uníssono, num registo admirável que arrancou aplausos.


Após mais algumas interpretações chega o grande final do concerto. Por entre o público surgem os vários elementos da orquestra a tocar o refrão da “Tourada”, canção que deu a vitória a Fernando Tordo no Festival RTP da Canção em 1973.


A banda voltou a reunir-se com as quatro cantoras no palco para, juntamente com o público (a aplaudir de pé), acompanhar os versos do refrão da “Tourada”.

 

“Rua da Saudade Ao Vivo” ruma agora para o Norte. A cidade do Porto acolhe este projecto em concerto no Coliseu no dia 26 de Março.

 

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Sábado, 27.02.10

 

ÁUDIO da reportagem:

 

Cinquenta anos depois do início do grupo Duo Ouro Negro surge “Muxima”, um disco de homenagem a este grupo musical angolano, reunindo os seus grandes êxitos. Janita Salomé, Filipa Pais, Rita Lobo e Yami emprestam as vozes a “Muxima”.

 
Daniel Pinto Lopes
 

“Muxima” é o nome que dá vida ao álbum de homenagem ao Duo Ouro Negro, assinalando os 50 anos do início do grupo angolano que marcou a década de 60 em Portugal e, a partir daqui, várias gerações.

 

O novo projecto é formando por quatro músicos lusófonos: os portugueses Janita Salomé e Filipa Pais, a cabo-verdiana Rita Lobo e o angolano Yami.

 

A ideia surgiu do produtor Manuel D’Oliveira, que, ao Expressões Lusitanas, refere que o Duo Ouro Negro é um grupo que “faz parte do seu imaginário desde muito cedo”.

 

Há cerca de dois anos, Manuel D’Oliveira estava a tocar com o pai temas do Duo Ouro Negro e, nesse instante, sentiu “saudade” de ouvir este repertório, que estava “desaparecido da rádio e da actualidade”. A “coragem” foi assim “crescendo” para fazer um disco de homenagem.

 

Manuel D’Oliveira tinha a noção de que o repertório do Duo Ouro Negro tem uma “característica muito forte nas vozes” e, por esta razão, queria ter quatro vozes: duas masculinas e duas femininas.

 

“Fui procurar cantores que tivessem, para além de capacidade interpretativa, grandes vozes para que fosse mais fácil fazer as harmonias a quatro vozes”, detalha.

 

O nome do disco de homenagem é “Muxima”, que significa coração na língua kimbundo. Em jeito de curiosidade, Muxima é também o nome de uma vila localizada na província de Bengo, em Angola, onde está a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, mais conhecida pela Igreja de Nossa Senhora da Muxima.

 

Um dos intérpretes que empresta a voz às canções do Duo Ouro Negro, Janita Salomé, diz sentir-se “honrado” por ter sido convidado e afirma ter o grupo angolano nas “memórias de adolescência”. Refere ainda que o Duo Ouro Negro conseguiu manter a respectiva cultura, tendo como “ponto de honra” o “conservar” e o “fazer tudo” a partir da sua cultura.

 

“Vinham suportados na sua cultura africana. Não se limitaram a chegar a Portugal e ajustarem-se à música europeia ou ocidental. Trouxeram a sua cultura e mantiveram-na sempre como ponto de honra”, explica.

 

Janita Salomé mantinha uma “excelente” relação com Raúl Indipwo, um dos dois elementos do Duo Ouro Negro e afirma que a homenagem que agora está ser feita é “merecida” e “justa”.

 

Para quem ainda não ouviu o disco, Janita Salomé sustenta que se pode esperar uma “grande surpresa”, destacando os arranjos “sóbrios” feitos pelo produtor Manuel D’Oliveira e a “solidez” do projecto.

 



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Quinta-feira, 11.02.10

REPORTAGEM: "Dois malucos com duas guitarras" tornaram-se nos Virgem Suta

 

 

ÁUDIO:

 

O primeiro passo dado pelos Virgem Suta foi num concurso de bandas em Vila Nova de Gaia, em 2001, onde conheceram o compositor dos Clã, Hélder Gonçalves, elemento "crucial" em todo o processo de "amadurecimento" do projecto.

 

Daniel Pinto Lopes

 

Os Virgem Suta são Jorge Benvinda e Nuno Figueiredo. Conheceram-se há algum tempo em Beja. O primeiro contacto e a forma como manifestaram a vontade de seguir pelo mundo da música foram situações "caricatas".

 

"Cheguei a uma casa em que o Nuno estava sentado num sofá a tocar guitarra e eu disse 'boa noite' e ele respondeu, dizendo também 'boa noite'. Foi a nossa primeira empatia", explica, em tom humorístico, Jorge Benvinda ao Expressões Lusitanas.

 

Posteriormente, e após esta primeira "aproximação", foram viver para a mesma casa. Três a quatro meses depois, Nuno Figueiredo convidou o colega de casa para "experimentar um projecto de música portuguesa".

 

O primeiro passo foi dado num concurso de bandas em Vila Nova Gaia, em 2001. Actuaram apenas com duas guitarras acústicas e cantaram em português num concurso onde estavam em competição bandas de metal, rock, electrónica e pop.

 

Nuno Figueiredo explica que a participação neste concurso de bandas foi uma "aventura" e um "desafio". Eram, como diz, "dois malucos com duas guitarras".

 

Dois elementos dos Clã faziam parte do júri deste concurso de bandas: a vocalista Manuela Azevedo e o compositor do grupo Hélder Gonçalves, que trocou contactos com os, na altura, "dois malucos".

 

Para os Virgem Suta foram o "arrojo" e a "inovação" que despertaram o interesse de Hélder Gonçalves, um contacto que perdurou até à edição deste primeiro álbum.

 

Jorge Benvinda refere que o compositor dos Clã foi "crucial" em todo o processo de criação dos Virgem Suta, na medida em que lhes dava "referências".

 

"Na altura, Beja era um pouco mais fechada e tínhamos alguma dificuldade em conseguir sair e o Hélder foi uma mão que nos mostrou e ensinou a fazer muita coisa", reflecte Jorge Benvinda.

 

Por outro lado, Nuno Figueiredo diz que a responsabilidade de estar a trabalhar com um compositor de "referência" era acrescida. A ideia de desistir ainda esteve em cima da mesa.

 

"Tínhamos dias em que voltávamos para casa a pensar em desistir disto. Para além de estarmos ao lado de uma pessoa que admirávamos brutalmente, ele sabia mil vezes mais do que nós. No meio de cerca de cem ideias, uma ou duas ele considerava bem. Aquilo fez-nos trabalhar para caraças", recorda.

 

Nuno Figueiredo adianta que, até ao lançamento do disco, os Virgem Suta tiveram de "crescer muito".

 

Após todo um percurso de amadurecimento, de indecisões e de objectivos, o certo é que o disco já foi lançado. Contudo, todo este processo demorou cerca de oito anos, algo que, para Jorge Benvinda, foi "necessário".

 

Os Virgem Suta já estão na estrada a promover o próprio disco. Porém, falta saber o significado do nome do projecto.

 

"Virgem é uma palavra que, para nós, exprime simplicidade, mais "naif", ao fim e ao cabo. Suta é uma expressão usada em Beja para o estado de exagero, alcoólico, de suta bruta, de muita bebida. Após se ter bebido duas canecas de litro de vinho está-se mesmo num estado caótico e alguém chega ao pé e diz: Está em suta", esclarece.

 

Jorge Benvinda adianta ainda que este "exagero reveste as canções, a forma de estar e de ser" de cada um dos elementos do projecto.

 

A título de confidência, Jorge Benvinda revela ao Expressões Lusitanas que este disco tem uma "gafe" a nível gráfico no início de umas das letras.



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Sábado, 06.02.10

 

REPORTAGEM ÁUDIO:

 

Mickael Carreira pisa pela segunda vez o palco do Coliseu dos Recreios, em Lisboa, um concerto que vai ter casa cheia e ser gravado para posterior edição em DVD, um dos passos que "faltava" na carreira do cantor.

 

Daniel Pinto Lopes

 

O concerto de hoje, sábado, às 22:00, vai ter como base as canções do novo disco "Tudo o Que eu Sonhei" e algumas dos dois álbuns anteriores.

 

O cantor promete que o espectáculo vai ser a "maior produção" que fez no decorrer da sua carreira. Mickael explica ao Expressões Lusitanas que "ficou de boca aberta" quando viu o cenário pela primeira vez.

 

"Quando entrei pela primeira vez esta semana no Coliseu, na altura das montagens, olhei para o cenário e fiquei como um puto, porque ver o cenário no computador é diferente de o ver ao vivo", lembra Mickael.

 

Para o cantor, voltar ao palco do Coliseu é "fantástico", estando a trabalhar para que o regresso a esta sala prestigiada de Lisboa seja "como se fosse pela primeira vez".

 

À medida que a hora do concerto se aproxima - "a hora da verdade", como diz Mickael -, os nervos "aparecem", porque pretende que "tudo corra bem".

 

O repertório já está escolhido e "muito bem alinhado". Mickael vai combinar canções do novo disco com outras que foram bem sucedidas nos dois e únicos álbuns anteriores.

 

"Fui repescar alguns dos temas dos três discos, porque, falando por mim, acho que é um erro quando se baseia o alinhamento só no último disco. Há outros temas que as pessoas fazem questão de ouvir e que marcaram estes quatro anos", sublinha.

 

O concerto de hoje à noite vai ter casa cheia, algo que Mickael admite ao Expressões Lusitanas ter sido a "primeira vez" que aconteceu com "tanto tempo de antecedência".

 

Se Mickael pudesse referir alguma coisa a cada pessoa que vai estar hoje no concerto, dizia, de forma humorística, que "iria fazer um 'striptease'".

 

"Não, estou a brincar (risos). O que eu posso dizer é que as pessoas vão ficar muito surpreendidas e não sairão daqui desiludidas", garante Mickael.

 

Tony Carreira marca presença no concerto para interpretar o tema "Filho e Pai". Esta foi a canção que Mickael deu voz juntamente com o pai na primeira vez que pisou o palco do Coliseu em 2002.

 

Mickael diz que o pai "tinha de estar presente" no concerto - um convidado que "não podia faltar" -, indo mais longe ao referir que se está "nas tintas" para aqueles que pensam que está sempre a "convidar o papá".

 

A cantora natural da Indonésia, mas com cidadania francesa, Anggun, é também convidada do concerto. Anggun fez um dueto com Mickael Carreira no tema "Chama Por Mim (Call My Name)".

 

O espectáculo vai ser gravado para posterior edição em DVD, um dos passos que "faltava" na carreira do cantor.

 

"Não vou esconder que é uma das coisas que queria fazer há já muito tempo. Achei que este ano era o momento certo e o Coliseu é uma sala de que gosto muito e pela qual tenho muito carinho", conclui.



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Quinta-feira, 04.02.10

 

Versão Áudio

 

Entrevista, edição e realização de Daniel Pinto Lopes

Duração: 4min42seg

 

As flautas de bambu de Rão Kyao misturam-se com as vozes de seis fadistas convidados, naquele que é o primeiro disco cantado do compositor, demonstrando a ligação que o cantor tem "desde sempre" em relação ao fado.

 

Daniel Pinto Lopes

 

"Em'Cantado" é um disco com dois lados: o lado A e o lado B. Rão Kyao diz que não estamos perante um certo saudosismo do tempo das cassetes.

 

"É mais uma alusão ligeira e um bocado humorística em relação aos lados A e B do 'LP'. É uma designação, não passa disso", explica.

 

No lado A pode ouvir-se canções interpretadas pelos fadistas em sintonia com a flauta de bambu soprada por Rão Kyao. O lado B é puramente instrumental e onde se verifica uma maior duração do tempo das músicas.

 

À partida pode-se considerar que são dois discos dentro de um, mas Rão Kyao prefere dizer que são "duas faces de uma mesma moeda e de um mesmo músico".

 

"Eu não toco com cantores na maior do tempo. Eu actuo com a flauta e esta é a cantora do meu grupo, com piano, percussão e, por vezes, com guitarra. Se eu não colocasse este grupo no disco estava a dar a imagem de estar a fazer só estas cenas com os cantores e passava ao lado desta parte, que é tão importante, vital e básica: eu como instrumentista a cantar com a própria flauta", afiança

 

Rão Kyao optou, desta forma, por juntar no mesmo disco o registo tradicional que tem vindo a habituar, mas, ao mesmo tempo, lança um novo, neste caso cantado pelas vozes do fado.

 

Já a ideia de juntar as vozes de fadistas de várias gerações com a flauta partiu do amigo António Pinto, que lhe falou do nome Em'Cantado, ou seja, "transformar as composições" de Rão Kyao "numa versão cantada, não só pela voz, mas também pela flauta".

 

"O Em'Cantando é uma coisa interessante. Fazer as minhas composições na versão em cantado, ou seja, agarrar numa série de temas meus para que possam ter esta versão cantada pela voz e, ao mesmo tempo, pela flauta, que se assume como um cantor que canta ao desafio com os outros fadistas", explica Rão Kyao.

 

Recorde-se que os fadistas convidados são Ana Sofia Varela, Carminho, Tânia Oleiro, Manuela Cavaco, Camané e Ricardo Ribeiro.

 

Rão Kyao sublinha que o processo de escolha "não foi rígido" nem "estanque". São fadistas com quem mantém um "contacto próximo" e considera que, da actualidade do fado, "são os melhores que há" e que teve a "sorte e a alegria" de poder trabalhar com eles.

 

Este sábado, o Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, recebe em palco Rão Kyao. O espectáculo vai combinar temas do lado A e do lado B, misturando-se, mas evitando que as mudanças de registo sejam bruscas para quem ouve.

 

Para este concerto, Rão Kyao diz que quem estiver ao vivo pode contar com "a surpresa" e a "certeza de que nenhum dos fadistas vai cantar da mesma maneira, nem a flauta vai estar em sintonia da mesma forma".

 

"Vamos transformar o CCB numa enorme casa de fados e tentar criar uma ambiente que transmita a intimidade destes temas", deseja.

 

Rão Kyao confidencia ao Expressões Lusitanas que se sente melhor quando toca ao vivo. O estúdio é "uma consequência" daquilo que faz e que lhe permite gravar os discos para os ter como "documentos".



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Sexta-feira, 01.01.10

              Gala do concurso televisivo Ídolos

 

O concurso de televisão Ídolos vai realizar uma gala dedicada à música portuguesa, após júri e produção do programa terem constatado a quase exclusividade da interpretação de músicas em inglês por parte dos finalistas do programa.

 
Daniel Pinto Lopes
 
Fonte da produtora do Ídolos (Fremantle Media) refere ao Expressões Lusitanas que as canções “são escolhidas pelos concorrentes e, posteriormente, avaliadas pelo júri e pelo espectador, que tem a palavra final”.
 
A mesma fonte refere ainda que “está prevista a realização de uma gala em que os concorrentes têm de cantar apenas em português”, não adiantando, contudo, a data da sua realização.
 
O Expressões Lusitanas quis saber a opinião dos quatro elementos do júri do programa sobre como avaliam o facto de os finalistas do Ídolos terem vindo a cantar maioritariamente canções de língua inglesa nas galas transmitidas pela SIC aos domingos.
 
O director dos canais temáticos da estação de Carnaxide salienta que tal situação é “inevitável”, tendo em conta que “as referências pop em todo o mundo são anglo-saxónicas e Portugal não é excepção”.
 
Pedro Boucherie Mendes sustenta ainda que, apesar de a produção nacional ser “suficientemente boa”, não é “suficientemente abundante”.
 
                                                        
 
O músico Laurent Filipe adianta, por sua vez, que a interpretação quase maioritária de temas em inglês tem vindo a ser “falada” entre os elementos do júri e, por tal razão, numa gala futura, vai haver “um compromisso entre cantar em inglês e em português, justamente para se tentar equilibrar o facto de não se ter cantado muitas canções em português".
 
O músico partilha da opinião sustentada por Pedro Boucherie Mendes em relação à quantidade do reportório nacional de músicas adequadas ao perfil do Ídolos.
 
“As canções que, por exemplo, seriam melodicamente mais interessantes são, normalmente, no reportório nacional, coisas mais lentas, baladas e que não se prestam tanto em criar uma gala mais animada ou agitada, como aconteceu com o recente tributo a Mickael Jackson”, afirma Laurent Filipe.
 
Contactados pelo Expressões Lusitanas, os jurados Roberta Medina e Manuel Moura dos Santos não estiveram disponíveis para prestar declarações até à hora de publicação deste artigo.


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Segunda-feira, 21.12.09

 

REPORTAGEM ÁUDIO

Duração: 04min20seg

Entrevista, edição e realização de Daniel Pinto Lopes
 
Os treze últimos episódios de "Herman Enciclopédia", emitidos em 1997, estão reunidos "por milagre" em DVD, após uma "luta" contra a burocracia, trazendo de volta as conhecidas personagens do Provedor Diácono Remédios, Lauro Dérmio ou Mike e Melga.
 
Daniel Pinto Lopes
 
São cinco DVD's com os treze últimos episódios da série produzida entre 1996 e 1997 e transmitida na altura pela RTP.
 
De todos os episódios, Herman José não consegue definir qual foi o mais marcante, mas recorda-se das "tardes inteiras" que duravam as gravações feitas na Abrunheira, Sintra. Começavam de dia para terminarem de madrugada. Herman José afirma que chegava a estar 12 horas para apenas, no final, serem aproveitados alguns minutos.
 
"É uma coisa de malucos fazer quase uma hora de ficção numa semana útil", explica Herman ao Expressões Lusitanas, que refere ainda que, apesar do "cansaço" inerente, "quem corre por gosto não cansa".
 
"Acabávamos completamente estoirados e, depois, quando acabámos a segunda série, já não conseguia fazer rigorosamente mais nada. Foi daí que passei para os 'talk shows' e fiz o Herman 98, pois já não aguentava colar bigodes e pestanas", recorda Herman José.
 
De todas as personagens do "Herman Enciclopédia", o humorista salienta que a mais importante é a do Diácono Remédios, que está "actual" e "bastante presente".
 
"Nada mudou. Continuamos a ser calados e manietados das formas mais extraordinárias e continuamos a ter temas tabu. Se uma pessoa critica a justiça, cai-lhe uma coisa em cima; se critica a Igreja, cai-lhe um abaixo-assinado. Estamos muito longe de poder ter a chamada livre expressão", critica.
 
Com o passar do tempo já é possível olhar para os episódios através de uma outra perspectiva. Herman José confessa que nestes treze episódios, agora editados, existem alguns "menos interessantes" e que "há coisas e palha a mais".
 
"Na altura não tínhamos tempo nem critério para tirar aquilo que chamamos palha e que está nitidamente a mais. Se calhar há alguns Batistas Bastos que podiam ter durado o terço do tempo ou algumas intervenções do Diácono podiam ter o quarto do tempo. Por vezes, há um certo desequilíbrio neste aspecto", considera.
 
Contudo, Herman José sustenta que, "visto agora à luz do século XXI", há a noção de que "somos mais rápidos e temos menos tolerância para aquele 'timing' do século XX".
 
A edição deste DVD ocorre passados dez anos da respectiva transmissão na RTP. A pergunta que se coloca é: porquê só agora? Herman responde que tudo resulta de um "milagre" por parte do responsável de marketing da distribuidora de filmes Castello Lopes, que "lutou contra um mundo de burocracias inimaginável".
 
"Só um teimoso é que conseguia fazer aquilo, pois eu teria desistia cinco vezes, pelo menos", critica.
 
Neste aspecto, Herman considera que a burocracia é "um drama português", pois "somos burocráticos, atávicos e indolentes e com muito pouca memória".
 
Questionado sobre qual a origem da referida burocracia, o humorista sustenta que foram de "todos" os intervenientes, como "a RTP, autores, autorizações, compilações, arquivos". "É tudo uma maçada" e "um conjunto de forças a puxar para trás".
 
No final, Herman José confessa que não se emociona ao rever estes episódios. Apenas os vê com "carinho". O humorista diz que o "passado nunca o emociona", pois está "sempre preocupado com o futuro".


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Sexta-feira, 18.12.09

 

REPORTAGEM ÁUDIO

Duração: 03min45seg

Entrevista, edição e realização de Daniel Pinto Lopes

 

Há "fortes possibilidades" de que o Palácio Valflores em Santa Iria de Azóia, no concelho de Loures, possa vir a ser "finalmente" recuperado, disse ao Expressões Lusitanas fonte da Câmara Municipal de Loures, não existindo, contudo, datas precisas.
 
Daniel Pinto Lopes
 
O caso Valflores já é longo. Já houve várias intenções de se recuperar este património classificado pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) como Imóvel de Interesse Público.
 
Ao longo dos anos, o Palácio e Quinta de Valflores tiveram vários donos e passaram por várias mãos e até, mais recentemente, serviu de pocilga e de local para a seca de abóboras.
 
Em 2005, a Câmara de Loures comprou o imóvel por 500 mil euros, pelo facto de, diz a autarquia, se ter posto a possibilidade de a empresa multimunicipal de gestão de resíduos Valorsul ser parceira activa na restauração do Palácio.
 
 
 
Porém, em 2006, o Ministério do Ambiente chumbou a proposta, baseado num parecer negativo do Instituto Regulador de Águas e Resíduos (IRAR), que concluiu que a recuperação do palácio não fazia parte do objecto social da Valorsul.
 
Este ano ficou a saber-se que a recuperação de Valflores podia custar cerca de um milhão de euros, pelo que a autarquia de Loures estava à procura de um parceiro externo.
 
"Tendo em conta que o Palácio é propriedade do município, somos nós que temos de encontrar as soluções para esse fim. Adquirimos aquele espaço numa determinada perspectiva, que depois não demonstrou possibilidades de prosseguir. Neste momento temos de encontrar uma solução e é nesse sentido que estamos à procura de um parceiro para podermos recuperar o local", afirmou o vereador do Urbanismo e Obras Municipais da Câmara de Loures, João Pedro Domingues, em Março deste ano.
 
Agora, fonte da Câmara de Loures afirma ao Expressões Lusitanas que há "fortes perspectivas de que a anterior parceria com a Valorsul para reabilitar o Palácio possa voltar a estar em cima da mesa". Quando? "Ainda não há datas nem prazos definidos", garante a mesma fonte.
 
Uma possibilidade que não deixa surpreendido o presidente da junta de Santa Iria de Azóia, freguesia onde está edificado o palácio. Ernesto Costa está convicto de que vai ser a Valorsul a recuperar o imóvel.
 
"Tanto quanto eu sei, a Câmara está interessada na sua recuperação e estamos a envidar esforços para que a Valorsul obtenha o parecer favorável do Ministério do Ambiente", sublinha.
 
 
 
Ernesto Costa afirma ainda que a gestão urbana da freguesia foi feita sob influência de Valflores e, por isso, é necessário encontrar uma solução.
 
"As urbanizações que existem na freguesia têm algumas limitações, e quanto a mim bem, porque existe um palácio a que não se pode cortar as vistas. Não fazia sentido andarmos cerca de 30 anos a fazer projectos em função do edifício classificado para depois o deixarmos ruir", destaca o presidente da junta de freguesia.
 
Ernesto Costa diz ainda que, neste sentido, "seria um contra-senso deixar cair o palácio e aparecer depois uma urbanização". O autarca garante que, caso acontecesse, "iria denunciar tal situação".
 
Contactada pelo Expressões Lusitanas, a presidente da Associação de Defesa do Património Ambiental e Cultural de Santa Iria de Azóia defende que "o mais importante é salvar o Palácio e saber qual o seu projecto futuro, independentemente da origem do financiamento". Cristina Mendes sublinha ainda que "todos os esforços para a recuperação serão, de certa forma, bem-vindos".
 
Actualmente, o Palácio está coberto por uma estrutura provisória para o proteger das chuvas e evitar que alguém possa aceder ao interior do imóvel.

 

O Palácio e a Quinta de Valfores foram construídos em meados do século XVI, tendo sido propriedade do mercador Jorge de Barros, que foi feitor de D. João II na Flandres. Valflores recria o estilo das casas de recreio italianas. O próprio IGESPAR reconhece o estado "muito arruinado" do paço rural de Valflores, aquele que é, de acordo com este Instituto, "um dos mais interessantes exemplares de arquitectura civil quinhentista da região de Lisboa".



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Sábado, 05.12.09

 

REPORTAGEM ÁUDIO:

Duração: 06min16seg

Entrevista, edição e produção de Daniel Pinto Lopes

 

A jovem estudante universitária palestiana Arin Awad Ahmed pretendia fazer-se explodir numa cidade israelita a sul de Tel Aviv, mas, no último instante, recuou da sua intenção. O caso foi apresentado ao público pelo correspondente português Henrique Cymerman.
 
Daniel Pinto Lopes
 
Arin Ahmed carregava numa mala 30 quilos de explosivos e pregos e estava destinada a morrer pela nação, mas, num instante, tudo mudou. O olhar da jovem palestinana de 28 anos cruzou-se com um bebé israelita, que lhe sorriu, no local onde pretendia fazer-se explodir.
 
Naquela fracção de segundo, Arin deu um passo atrás e decidiu não levar avante a missão de se tornar num mártir.
 
Este caso impressionante da realidade do conflito israelo-árabe foi trazido ao público pelo jornalista e correspondente português no Médio Oriente. Henrique Cymerman refere que está há algum tempo a investigar temas relacionados com o terrorismo e com esta realidade em particular, bem como pessoas relacionadas com o tema, não apenas no campo académico ou nos serviços de informação, mas os próprios protagonistas.
 
 
"Consegui entrar dentro das prisões onde encontrei jovens que tinham sido capturados antes de se explodirem. Estive com outros protagonistas, com parentes de pessoas que fizeram atentados suicidas e, neste sentido, comecei a investigar o tema das mulheres, que é uma coisa nova. Foi precisa uma licença especial dos xeques [as autoridades espirituais] para permitir que mulheres participassem neste tipo de luta", explica Henrique Cymerman ao Expressões Lusitanas.
 
O correspondente português no Médio Oriente começou a investigar mulheres, tanto na prisão, como mulheres que já tinham saído da prisão. E foi neste sentido que encontrou Arin Ahmed.
 
 
 
"Era o único caso na História: uma mulher que chegou ao local do atentado com 30 quilos de explosivos, que já estava praticamente do outro lado e que, no último segundo, decidiu dar o passo atrás. Achei isto extraordinário e, posteriormente, gostei da sua visão de se transformar numa activista a favor da paz", sublinha.
 
Henrique Cymerman pensou, desta forma, que seria interessante mostrar no Ocidente o que é esta realidade.
 
O repórter português refere ainda que sempre que se fala em atentados suicidas, "nunca se vêm as caras e as pessoas que estão por detrás e quais os motivos que as levam a tomar esta decisão". No caso específico de Arin, qual o motivo que a levou a parar a bomba que transportava.
 
Para Henrique Cymerman, Arin Ahmed é uma mulher com uma integridade própria, superior à média, e que precisa de ter uma personalidade muito forte para parar o processo naquele momento.
 
"Era tal o apoio social, a gente que a rodeava, os mitos que se desenvolvem à volta do paraíso, uma espécie de casamento com Alá e, no último momento, por uma razão ou por outra, conseguir parar e confrontar-se com as pessoas que a trouxeram é precisa muita tenacidade, muita presença e força. Ela não sabia se, ao regressar, a iam deixar viva", detalha.
 
Com este caso, Henrique Cymerman acredita que se está a falar de uma "tendência" no sentido de se "compreender que os atentados suicidas não são a melhor via para conseguir objectivos políticos".
 
 
 
 Na conferência que teve lugar esta quinta-feira, 3 de Dezembro, no ISCTE, em Lisboa, Henrique Cymerman aproveitou para criticar os meios de comunicação social, sobretudo os ocidentais, por "apenas estarem presentes onde há sangue e mortos".
 
O facto de, diz Cymerman, viver no seio de toda aquela realidade permite-lhe apresentar um outro olhar e uma outra perspectiva, alheando-se assim da "visão ocidental", "contando o lado positivo e não apenas as sombras".
 
Cymerman é correspondente internacional no Médio Oriente e vive no sul de Tel Aviv, Israel, ao lado de um bairro árabe, que é parte de Tel Aviv, chamado Yafo.
 
"A minha vida é totalmente diferente daquilo que muitas pessoas imaginam. Todos os dias de manhã muito cedo vou para a praia de bicicleta com a minha mulher, tomo um banho, saio e parto para as minhas loucuras e missões. Cada dia é um dia diferente e cada vez mais há reportagens diferentes. Onde eu vivo há uma vida cultural extraordinária, visto que Tel Aviv é uma das cidades mais cosmopolitas do mundo", sintetiza.
 
Henrique Cymerman tem três filhos, a quem dedica "uma parte importante do tempo", tem "uma série de 'hobbies'" e classifica a sua vida como "extremamente interessante e não tem nada a ver só com o conflito."


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Quarta-feira, 18.11.09

             

 

ÁUDIO da reportagem:

Duração: 5min35seg

Entrevista, edição e produção de Daniel Pinto Lopes

 

Maria Conceição, assistente de bordo na companhia aérea Emirates Airlines, acaba de ser distinguida com o Prémio Mulher do Ano nos Emirados Árabes Unidos (EAU) pelo projecto de solidariedade junto de 600 crianças pobres do Bangladesh.
 
Daniel Pinto Lopes
 
Tudo começou quando teve de fazer uma escala de trabalho até à capital do Bangladesh, Daca. Aqui contactou com uma realidade que lhe deu estímulo para a obra que agora lhe valeu o prémio.
 
"Pediram-me para fazer um voo a Daca e fiquei muito chocada com a pobreza extrema que vi lá. Era o contraste daquilo que estava a habituada a ver como hospedeira de bordo [hotéis de quatro estrelas] e, por isso, decidi estender a minha mão e ajudar os pobres", conta Maria Conceição ao Expressões Lusitanas.
 
A partir daqui, Maria Conceição criou o "The Dacka Project", porque não conseguia virar as costas àquilo que viu na capital do Bangladesh.
 
 O "The Dacka Project" é uma obra de solidariedade que permite tirar as crianças e as respectivas famílias da rua para uma casa com melhores condições. Este projecto dá educação, cuidados de saúde, alimentação, roupa e apoio comunitário a cerca de 600 crianças pobres de Daca, ou seja, aquilo de que precisam para o dia-a-dia.
 
A maior parte dos donativos para o "The Dacka Project" vem essencialmente do Dubai, mas também há portugueses que dão donativos e participam no projecto.
 
"Não só dão donativos, como alguns se voluntariam durante os dias de folga ou nas férias de Verão. Este ano já tivemos uns quatro ou seis voluntários e, neste momento, temos dois portugueses a fazer voluntariado no projecto em Daca", explica Maria Conceição.
 
O Bangladesh é o oitavo país mais populoso do mundo. Para se ter uma ideia da pobreza, nos arredores da capital Daca meio milhão de pessoas vive diariamente com menos de um euro por dia.
 
De acordo com a Unicef, o Bangladesh apresenta uma das maiores taxas de desnutrição do planeta.
 
Maria Conceição sabe que não pode mudar o mundo, mas tenta, pelo menos, mudar o mundo das 600 crianças que o "The Dacka Project" tem a cargo.
 
Desde o final do ano passado, Maria não gere directamente o "The Dacka Project". Decidiu entregar o projecto a uma organização local, mas sempre com a supervisão da portuguesa.
 
O objectivo de entregar a gestão do projecto para mãos locais serve para que este “possa continuar no futuro” e para que haja uma” transmissão de geração em geração”.
 
“Catalyst” é agora o novo projecto de Maria Conceição, que se concentra essencialmente nos adultos. Maria tem a noção de que para se ajudar as crianças é preciso ajudar os pais. O “Catalyst” permite que os pais possam aprender inglês e já apresenta bons resultados.
 
“Enviámos um Curriculum Vitae para uma agência de turismo que precisava de uma pessoa para um cargo e empregou o rapaz, que já vem em Janeiro”, disse Maria Conceição, que confessa que este caso representa uma “felicidade”, sinal de que é “possível quebrar o ciclo de pobreza”.
 
Maria critica o governo do Bangladesh por criar entraves ao trabalho desenvolvido. Ao Expressões Lusitanas, Maria conta que, apesar de trabalhar naquele país há quase cinco anos, ainda tem dificuldades em obter o visto.
 
Relata ainda que para conseguir um visto tem de apanhar um avião para Paris para entrar em contacto com a embaixada do Bangladesh na capital francesa.
 
Maria desabafa que, para o governo do Bangladesh, a pobreza não é vista como uma prioridade.
 
"Eles já estão habituados à pobreza e se aumentarmos a qualidade de vida dos pobres, isso significa que a qualidade de vida deles diminui", remata.
 
 
Para o futuro, Maria Conceição já tem ideias e projectos. Gostava de ter a oportunidade de abrir um projecto de solidariedade no Brasil para tomar conta das crianças das favelas.
 
No ano passado foi distinguida com o Prémio Mulher Inovação da União Europeia. Agora ganha o reconhecimento nos Emirados Árabes Unidos (EAU), ao ser distinguida pela revista “Emirates Woman” com o Prémio Mulher do Ano.
 
Maria diz que faz aquilo que faz por "paixão" e "não para receber prémios". Estes, os prémios, são importantes para reunir patrocinadores e apoiantes desta causa.
 
Daniel Pinto Lopes

 



publicado por Expressões Lusitanas às 17:11 | link do post | comentar

Quarta-feira, 11.11.09

 

Ana Moura está de volta com um novo disco. “Leva-me aos Fados” é o quarto trabalho discográfico da fadista, com produção de Jorge Fernando, naquele que é o disco sucessor de “Para Além da Saudade”, de 2007, que vendeu 55 mil cópias.

 

ÁUDIO: Reportagem "Leva-me Aos Fados"

Duração: 05min47seg

Entrevista, edição e produção de Daniel Pinto Lopes
 
Nos concertos ao vivo que Ana Moura vai ter até ao final deste ano em Portugal e pela Europa, a fadista é acompanhada por duas guitarras portuguesas - a de Custódio Castelo e de José Manuel Neto. A viola baixo é dedilhada por Filipe Larson e a viola por José Elmiro Nunes.
 
O encontro entre Ana Moura e Prince – COM ÁUDIO
 
Conheça as datas da digressão nacional de Ana Moura:
 
13 de Novembro - TAGV, Coimbra
 
14 de Novembro - Teatro Virgínia, Torres Novas
 
20 de Novembro - Teatro José Lúcio da Silva, Leiria
 
21 de Novembro - Casa das Artes, Famalicão
 
12 de Dezembro - Teatro Municipal, Guarda
 


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Segunda-feira, 05.10.09

 

Uma reportagem exibida pela SIC sobre a edição do mais recente disco (lançado este ano) por Emanuel - "O Meu Carro é Velho".

 

A reportagem relata ainda a vida actual do cantor e sobre os seus tempos livres, quando não está a gravar, compor ou em digressão pelo país.



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Sábado, 20.06.09

Os apresentadores de televisão Nuno Eiró e Nuno Graciano vão lançar um disco de música popular portuguesa.

 
Os clássicos como "Apita o Comboio" (dos Mundo Novo) ou "Toma Toma" (de Emanuel) têm agora novas letras escritas de propósito para este disco, produzido por Emanuel.
 
Nuno Eiró e Nuno Graciano pretendem "deixar de estigmatizar tanto a diferença do que é pimba, do que é bem e do que não é" e, assim, "misturar tudo isto num álbum e conceito chamado 'Pimba Chique'".
 
Veja agora a reportagem apresentada no jornal da SIC.

 

 



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