Segunda-feira, 07.03.11

 

Fonte da imagem: RTP

 

O programa especial ‘Um Por Todos’ trouxe a Portugal alguns dos intervenientes da primeira série de ‘Príncipes do Nada’ e apresentou os doadores, membros da sociedade civil que vão ofertar produtos e material necessário à sobrevivência de alguns. A emissão teve lugar no dia de aniversário da RTP.

 

Daniel Pinto Lopes

 

“Ainda há muito a fazer no combate à pobreza no mundo”. Foi desta forma que Catarina Furtado abriu o especial ‘Príncipes do Nada’, fazendo assim referência aos oito Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), aprovados pelos 189 estados-membros na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque (Estados Unidos).

 

Entre os ODM figuram a erradicação da pobreza extrema e da fome, a promoção da igualdade de género e da capacitação das mulheres, o combate à SIDA, malária e outras doenças ou a redução da mortalidade infantil. Passados cerca de 11 anos, “muito ainda tem de ser feito”, referiu Catarina Furtado.

 

Pelo palco improvisado no Convento do Beato, em Lisboa, passaram os vários “príncipes e princesas do nada” e que marcaram presença na primeira edição do programa e oriundos de Moçambique (Enfermeira Laura), Cabo Verde (Maria Estrela, do Ateliê Mar), Guiné-Bissau (Sambel Baldé), São Tomé e Príncipe (Padre Domingos Carneiro) e Timor Leste (Otília Pereirinha).

 

“Dentro e fora do nosso país, o especial ‘Um Por Todos’ pretende alertar consciências, através de exemplos que devem ser contagiantes e promover compromissos que ajudem aqueles que mais sentem diariamente as desigualdades sociais”, escreve a RTP em comunicado entregue aos jornalistas.

 

Alguns telespectadores e empresas quiseram fazer doações aos príncipes do nada, entre os quais José Rodrigues dos Santos (jornalista da RTP), Lúcia Moniz (cantora), João Castro (grupo Visabeira), Rui Costa (director desportivo do Sport Lisboa e Benfica), Rosalina Machado (empresária) e Guilherme Pereira (fundação EDP)

 

A emissão solidária da RTP no dia do seu aniversário (07 de Março) trouxe ainda a público o trabalho desenvolvido pelo CASA (Centro de Apoio aos Sem-Abrigo), instituição que, diariamente, presta auxílio aos sem-abrigo nas zonas de Lisboa, Porto, Coimbra, Faro, Setúbal e Região Autónoma da Madeira.

 



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Domingo, 06.03.11

 

A votação do júri nacional, composto por representantes dos 18 distritos de Portugal e dos Açores e da Madeira, não dava a entender a vitória dos Homens da Luta. Foram, precisamente, os votos do público (por televoto) que alteraram por completo a ordem dos lugares cimeiros. Os Homens da Luta vão representar Portugal no Festival Eurovisão da Canção, em Dusseldorf, na Alemanha, no dia 14 de Maio.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Quando se soube da decisão do público e da vitória dos Homens da Luta, o Teatro Camões, palco da 47ª edição do Festival RTP da Canção, vaiou os elementos do grupo.

 

“Aqueles de que gostam o nosso obrigado. Para aqueles de que não gostam um obrigado ainda maior”, ripostou Jel (Homens da Luta).

 

A gala demorou mais de três horas, durante as quais se assistiu à actuação das 12 canções a votação. No final, era necessário saber os votos do júri nacional e, posteriormente, somar com os votos do público, obtidos por televoto. A ponderação era 50/50.

 

A canção preferida do júri nacional foi “São os Barcos de Lisboa”, interpretada por Nuno Norte e letra e música de Carlos Massa. Em segundo lugar ficou “Deixa o Meu Lugar”, de Inês Bernardo, com letra de Joana Ferraz e música de Leonel Monteiro. A canção “Embalo do Coração”, do conjunto 7 Saias, com letra de Ana Rita Rebello e música de Páquito Braziel, ficou em terceiro lugar.

 

As contas alteraram-se rapidamente quando se desvendaram as opções do público. Longe de ser a favorita do júri nacional estava a canção vencedora – “A Luta é Alegria”, dos Homens da Luta, com letra de Jel e música de Vasco Duarte –, que recebeu a pontuação máxima (12 pontos).

 

Os dez pontos foram atribuídos à canção “Em Nome do Amor”, de Rui Andrade, letra de Carlos Meireles e música de Artur Guimarães. O tema “Tensão”, interpretado por Filipa Ruas e letra da própria intérprete e de Pedro Sá e música de Daniel Nilsson, Henrik Szabo, Johnny Sanchez, Jonas Gladnikoff e Michael Ericksson, recebeu oito pontos.

 

As restantes canções a concurso foram “Sobrevivo”, de Carla Moreno, “Quase a Voar”, de Henrique Feist, “Chegar à Tua Voz”, de Wanda Stuart, “Se Esse Dia Chegar”, de Tânia Tavares, “Boom Boom Yeah”, de Axel, e “O Mar, o Vento e as Estrelas”, de Ricardo Sousa.

 

Ainda no decorrer da edição deste ano do Festival da Canção foi feita uma homenagem a Eduardo Nascimento, intérprete que representou Portugal em 1967 com o tema “O Vento Mudou”. Contou também com a presença do representante de Malta, Glen Vella, e a actuação da vencedora do ano passado, Filipa Azevedo (“Há Dias Assim”).

 



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Quinta-feira, 17.02.11

 

 

O magazine da RTP dedicado à sétima arte é suportado por um novo sítio de cinema em português criado pelo grupo estatal. Na página na Internet do Cinemax é possível ter acesso ao desenvolvimento dos assuntos tratados nos programas, ler críticas, reportagens, outras notícias e a análise ao ‘box-office’.


Expressões Lusitanas

 

“Esta é a mais recente evolução de um projecto que nasceu na Antena 1 (2005), chegou à Antena 3 (2007), à internet através de um blogue (2008) e à RTP N (2010)”, descreve a RTP em comunicado enviado ao Expressões Lusitanas.

 

“As novas funcionalidades permitem desenvolver um cartaz de estreias mais actual e a divulgação dos ‘trailers’ promocionais dos filmes”, acrescenta a RTP na mesma nota de imprensa.

 

João Lopes, Tiago Alves, José Paulo Alcobia assinam as críticas de cinema presentes no novo sítio, a par das reportagens de Lara Marques Pereira e Luísa Sequeira, as entrevistas de Mário Augusto, as últimas tendências identificadas por Álvaro Costa e a análise ao ‘box-office’ de António Quintas.


 



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Quarta-feira, 26.01.11

 

Alguns dos ‘chefs’ compareceram na apresentação do novo programa da RTP 1

 

O sector do turismo é considerado essencial para a economia portuguesa. A gastronomia é uma parte integrante e um elemento “diferenciador” do nosso país. O novo programa da RTP 1 “Chefs” permite dar visibilidade a “um conjunto de talentos” e à “qualidade” dos nossos produtos. Estreia domingo, 30 de Janeiro, às 12:30.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

“Muitos autores dizem que o século XXI é o da alimentação. Nunca se falou tanto da alimentação como agora e é uma preocupação dos governos, nutricionistas, escolas e também mediática”, disse José Santos, da iniciativa Prove Portugal, promovida pelo Turismo de Portugal.

 

A diversidade dos produtos alimentares “distingue-nos” a nível mundial. Todavia, “não basta ter um bom produto”, pelo que é “essencial trabalhá-lo” e sobretudo “comunicá-lo”.

 

“As pessoas têm de saber a riqueza da nossa culinária. Hoje quase todos os países competem neste campo”, afirmou ainda José Santos.

 

Produzido pela Mandala para a RTP 1, o programa “Chefs” vai revelar a vida, o percurso e o perfil de alguns dos ‘chefs’ portugueses. As actuais tendências culinárias e o dia-a-dia de quem trabalha em alta cozinha são os ingredientes centrais da série de dez episódios, com uma duração de 20 minutos cada.

 

Cada programa conta com a presença de um convidado mistério, para quem os ‘chefs’ têm de preparar um prato inspirado nos seus alimentos preferidos. Apenas no final o ‘chef’ sabe para quem cozinhou e ouve os comentários sobre a sua criação culinária.

 

“Estamos a dar visibilidade a um conjunto de talentos e vamos conhecer a magia e arte dos ‘chefs’ durante a preparação de uma refeição”, afirmou o director de programas da RTP 1, José Fragoso.

 

Os ‘chefs’ Justa Nobre, Vítor Sobral, José Avillez, Fausto Airoldi, Leonel Pereira, José Cordeiro, Miguel Castro e Silva, Albano Lourenço, Bertílio Gomes e Luís Baena vão cozinhar para José Carlos Malato, Margarida Pinto Correia, Joana Vasconcelos, Mariza, Simone de Oliveira, Sílvia Alberto, Ana Brito e Cunha, Guida Maria, Rita Ferro e Nicolau Breyner, respectivamente.

 

Peixe-galo com jardineira de marisco e legumes e borrego com puré de batata e maçã com noz moscada são alguns dos pratos confeccionados.

 

 



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Domingo, 23.01.11

 

 

O ‘designer’ de 33 anos venceu a quarta edição da Operação Triunfo (OT). O prémio é uma bolsa de estudo na Berklee College of Music, em Boston, nos Estados Unidos da América (EUA).

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Jorge Roque e Diogo Leite eram os dois finalistas da Operação Triunfo. Contudo, só um podia ganhar e, para tal, o voto do público foi decisivo.

 

No momento da contagem dos votos, as percentagens de Jorge e Diogo estavam iguais, até que a votação de Jorge se destacou. Venceu com 55% dos votos contra 45% dos de Diogo.

 

“Não estava à espera, mas é uma vitória muito importante na minha vida, porque aquilo que gosto mais de fazer é cantar”, afirmou Jorge Roque, logo após o término da gala decisiva.

 

O vencedor confessou aos jornalistas ainda não saber os “contornos” do prémio, que consiste numa bolsa de estudo na Berklee College of Music, em Boston, nos Estados Unidos. “Ainda não me foi dito nada de especial em relação ao prémio e, por isso, não posso fazer grandes comentários”, indicou.

 

O segundo classificado, Diogo Leite, mostrava-se “feliz” por ter chegado à final. “Ambos somos vencedores”, disse o estudante de 18 anos.

 

Diogo Leite promete “não parar” e seguir no mundo da música. “A Operação Triunfo foi um empurrão. O mundo agora é lá fora e safa-se melhor quem consegui trabalhar depois de o programa terminar”, referiu Diogo Leite, que prevê gravar o seu disco de estreia em breve.

 

A quarta edição da Operação Triunfo chegou assim ao fim e a apresentadora Sílvia Alberto faz um balanço positivo. “Foi um orgulho fazer parte deste projecto, porque nem sempre temos a oportunidade de ter em mão programas com a dimensão da OT”, explicou.

 

Sílvia Alberto reconhece que as audiências “nem sempre foram gratas”. Na noite da gala final, a OT competia com o jogo entre o Benfica e o Nacional da Madeira (TVI) e as novelas da SIC.

 

A Arena de Évora recebe no sábado, 12 de Fevereiro, uma gala da OT com a presença dos 15 finalistas do programa, que será transmitida em directo na RTP 1.

 



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Sexta-feira, 21.01.11

 

 

A escola da Operação Triunfo (OT) fecha as portas este sábado, 22 de Janeiro. Na última gala do programa vai ficar decidido qual dos dois finalistas – Diogo e Jorge – vai sair vencedor. Expensive Soul, Tim e Lúcia Moniz são os convidados musicais da noite decisiva.

 

Expressões Lusitanas

 

A última gala de Operação Triunfo vai para o ar este sábado, 21, às 21:15, na RTP 1.

 

 



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A RTP emitiu hoje, 21 de Janeiro, um comunicado onde informa que três das 24 canções a concurso para o Festival da Canção não cumprem dois pressupostos do regulamento.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Os temas “Amor Cruzado”, de Miguel Gizzas, “Por Ti”, de António José Silva, e “Um Sinal”, de Bettershell foram desclassificados por não cumprirem as clausulas 8 e 9 do regulamento do Festival da Canção.

 

A premissa número 8 refere que as canções propostas “terão de ser obrigatoriamente originais e inéditas”, “não podendo por isso terem sido, em qualquer circunstância, comercializadas ou apresentadas em público”.

 

Por seu lado, a clausula número 9 estipula que, caso se comprove o referido na alínea anterior, a canção será “imediatamente” excluída em qualquer fase do concurso, “podendo ou não (dependendo da fase) ser substituída pela canção classificada imediatamente a seguir”.

 

A RTP explica por que optou por desclassificar as canções automaticamente. “Não pode haver substituição, porque não foi criado um ranking na escolha das 24 canções. O júri escolheu apenas 24 entre 407. Situação só prevista no caso das 12 canções finalistas,  podendo então substituir-se uma canção irregular por outra que esteja no ranking das mais votadas na votação online”, explica a estação de televisão no comunicado enviado ao Expressões Lusitanas.

 

Estão disponíveis para votação ‘online’ 21 canções, das quais serão apurados 12 temas finalistas. A votação termina no dia 27 de Janeiro.

 



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Quinta-feira, 20.01.11

 

 

A RTP recebeu 407 propostas de canções para a edição de este ano do Festival da Canção. A selecção dos agora 24 temas sujeitos à votação do público foi feita por um júri composto por profissionais do ramo da música – Fernando Martins, Ramón Galarza e Tózé Brito.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

A votação ‘online’ decorre até ao dia 27 de Janeiro, altura em que se saberá quais são as 12 canções finalistas. Posteriormente, em Março, no Teatro Camões, em Lisboa, sairá a canção que irá representar Portugal no Festival Eurovisão da Canção em Dusseldorf, na Alemanha.

 

 



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Quarta-feira, 12.01.11

 

Mário Augusto, responsável pela Academia RTP


A Academia RTP, projecto a ser brevemente lançado, pretende ser um “laboratório” de formação e produção de conteúdos transversais aos ‘media’. Ao longo de nove meses de formação, cerca de 150 participantes entram em contacto com o meio audiovisual e, no final, podem ver o seu conteúdo ser exibido nas várias plataformas da RTP.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

“O arranque está para breve”, garante o coordenador do projecto, Mário Augusto, ao Expressões Lusitanas. A Academia RTP quer ser um “laboratório” de formação e produção de conteúdos destinado a jovens entre os 18 e os 30 anos e, “preferencialmente”, estejam familiarizados com o mundo do audiovisual.

 

“Não vamos limitar a oportunidade apenas aos jovens que estejam a frequentar cursos deste género. Estamos abertos e aceitamos projectos de todas as áreas”, garante Mário Augusto.

 

Um primeiro balão de ensaio foi feito no período do Natal. A RTP exibiu um conjunto de “Contos de Natal”, curtas-metragens subordinadas àquela época do ano e realizadas por alunos da Universidade Lusófona, Instituto Politécnico do Porto, Escola Superior Artística do Porto e Universidade da Beira Interior (Covilhã).

 

Agora, a Academia RTP nasce da “necessidade” de se “ir à procura de novas ideias e novos talentos”. “Anualmente, no final das formações universitárias em audiovisual são produzidas mais de 100 horas de conteúdo, apenas acessíveis no circuito interno das instituições de ensino, para colegas, amigos e pequenos festivais de cinema”, detalha ainda o coordenador do projecto.

 

Os conteúdos a concurso englobam várias áreas, como o conhecimento, arte e cultura, entretenimento, ficção, séries, conteúdos infantis, documentários e informação, conteúdos interactivos de multi-plataformas ou tema livre. No final da formação, podem ser difundidos em uma ou mais plataformas da RTP, sejam a Internet, a televisão, rádio ou “novos conceitos”.

 

No âmbito da fundação da Academia, a RTP estabeleceu um acordo com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

 

Cada formação tem a duração de nove meses segmentada em dois períodos e uma média de 100 participantes. As inscrições serão feitas através do portal da Academia RTP, ainda por lançar.

 



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Sede da Agência Lusa em Lisboa


A RTP e a Agência Lusa obtiveram resultados operacionais positivos em 2010. A informação foi avançada terça-feira aos jornalistas pelos administradores de ambas as empresas, no decorrer de uma conferência de imprensa de apresentação dos novos projectos da RTP em 2011.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

“Pelo quarto ano consecutivo, a Lusa vai apresentar resultados operacionais positivos”, disse o presidente da agência de notícias, Afonso Camões, na referida conferência.

 

A Lusa fechou 2010 com um resultado líquido positivo de 702 mil euros, um valor “substancialmente acima” dos 446 mil euros de 2009.

 

A nível de resultados operacionais, a agência Lusa terminou o ano transacto com 1,13 milhões de euros, valor que contrasta com os 886 mil euros auferidos em 2009.

 

Por seu lado, o administrador da RTP não especifica números, mas garante que a soma das contas do grupo público em 2010 dá um resultado positivo. A “diminuição do endividamento da empresa” e a “melhoria do resultado operacional” são alguns dos factores apontados por Guilherme Costa para explicar tal situação.



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Quarta-feira, 05.01.11

 

Da esquerda para a direita: Isabel Figueira, Francisco Mendes e Catarina Limão (equipa Top +)


‘Top +’ e ‘Só Visto’ apresentam-se em 2011 com um novo cenário e uma nova imagem gráfica. Maior interactividade com os espectadores via Facebook, mais reportagens, lançamentos de novas rubricas e passatempos são alguns dos eixos centrais característicos da mudança. Ambos os programas vão ser gravados no mesmo estúdio, mediante o recurso a um cenário “camaleão”.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Para além do Telejornal, ‘Top +’ é um dos programas mais antigos na televisão portuguesa, estando perto de completar 20 anos de emissões e entra em 2011 com cara lavada. Tal facto deixa os seus apresentadores “satisfeitos”.

 

“A renovação do programa é importante para a música portuguesa”, considerava Isabel Figueira, hoje, em conferência de imprensa.

 

Dos actuais 60/70 minutos de duração, o programa vai passar a ocupar 90 minutos fixos na grelha da RTP 1. “Tal permite ter três actuações ao vivo por programa e público a assistir”, explicava o director de programas da RTP, José Fragoso.

 

As bandas e intérpretes presentes na edição de este sábado são os Deolinda, João Pedro Pais e Os Golpes.

 

Outra das novidades consiste na divulgação semanal do ‘top’ digital, feito por uma empresa externa, através do qual “é possível acompanhar as vendas de conteúdos musicais na Internet, através dos ‘downloads’ legais”, adianta o responsável.

 

Uma maior interactividade nas redes sociais, nomeadamente no Facebook, é outra das apostas do novo ‘Top +’. “Vamos estar mais presentes neste mundo e estabelecer relações com os mais jovens”, afirma ainda José Fragoso.

 

Os novos talentos da música portuguesa e as bandas de garagem vão ter uma “porta aberta” no novo formato do programa. A RTP vai ainda realizar a cobertura de eventos musicais, como os festivais de Verão.

 

A dupla de apresentadores mantém-se - Isabel Figueira e Francisco Mendes – e as reportagens vão continuar a estar a cargo de Catarina Limão e Luís Oliveira.

 

Entretanto, vai ser lançado um “desafio nacional” para co-apresentadores do programa. Os respectivos detalhes ainda não foram divulgados.

 

Por seu lado, ‘Só Visto’ pretende estar nos bastidores e junto dos protagonistas e vai manter a presença de um convidado especial, mas fora do estúdio. “Tanto pode estar no café, no eléctrico ou em outros locais”, adianta José Fragoso.

 

O convidado da estreia da nova imagem do programa, a ir para o ar este domingo, 09 de Janeiro, é Fernando Alvim. A apresentadora Marta Leite e Castro conduziu a conversa com o radialista no Jardim Zoológico de Lisboa.

 

Ambos os programas vão ser gravados no mesmo estúdio, dada a versatilidade do ‘décor’ desenhado para o efeito. Confrontado pelos jornalistas sobre os custos do investimento, José Fragoso escusou-se a falar em números. Contudo, garante que o custo inicial é amortizado com o número de programas. “Em dois anos conseguimos rentabilizar o investimento”, assevera.

 



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Sexta-feira, 17.12.10

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Concerto de Tony Carreira no Pavilhão Atlântico vai ser transmitido pela RTP 1


Entretenimento, cinema e transmissão de concertos são os ingredientes centrais da programação da RTP 1 durante a época de Natal e da passagem de ano. Antevendo já 2011, o orçamento da estação vai ser “inferior” em relação a 2010.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

A RTP volta a apostar na transmissão do tradicional circo de Natal, mais concretamente do circo Victor Hugo Cardinali, em Lisboa. Catarina Furtado vai ser a apresentadora e parte activa em alguns dos números do espectáculo. Os alunos da Operação Triunfo e as cantoras Marta Peneda e Anabela vão ser responsáveis pela componente musical.

 

Ainda no âmbito do entretenimento, os programas “Quem Quer Ser Milionário”, “Preço Certo”, “Carrega no Botão” e “Dá-me Música” vão ter emissões especiais e “adaptam-se” a esta época do ano, introduzindo, por seu lado, “elementos de diferença”, afirma o director de programação da RTP, José Fragoso.

 

No cinema, vários vão ser os filmes a exibir, cada um destinado a dois tipos de público – “miúdos e graúdos”. Alguns deles são estreia e outros são meras reposições. “102 Dálmatas”, “Toy Story 1” e “Toy Story 2”, “Vicky Cristina Barcelona”, “Monsters”, “Apocalypto”, “Get Smart”, “As Crónicas de Nárnia”, “À Procura de Nemo”, “Os Incríveis”, “Pearl Harbour” e “Armageddon” compõem o cartaz de cinema do primeiro canal da RTP.

 

Cinco são o total de concertos a exibir nesta data festiva. Trio Odemira, Fernando Tordo, Maria da Fé, Tony Carreira e Carlos do Carmo (a cantar Frank Sinatra) são os artistas contemplados.

 

Para a noite da passagem de ano, a RTP decidiu optar por “algo diferente”. “Vamos fazer uma gala sobre as outras galas” e com “ligações” aos programas a serem transmitidos à mesma hora pela concorrência, como o “Ídolos” (SIC) e a “Casa dos Segredos” (TVI), adianta José Fragoso.

 

O programa de humor vai ser previamente gravado e conta com a presença de vários humoristas, tais como Bruno Nogueira, Maria Rueff, Ana Bola, Maria Vieira, António Machado, Herman José, Eduardo Madeira, Joaquim Monchique, Marina Mota, Carlos Cunha, Manuel João Vieira, entre outros.

 

Durante este período festivo, alguns programas de informação vão ser interrompidos, como são os casos de “Pós e Contras”, “Corredor do Poder” e “Grande Entrevista”.

 

Para 2011, o orçamento definido para a RTP vai ser “inferior”. O director de programação do canal público contorna as questões dos jornalistas, referindo que “não vale a pena fazer comparações ou falar sobre orçamentos”, desde que os mesmos “sejam cumpridos”. Acrescenta ainda que, apesar das várias vicissitudes, o canal público vai consumar “sem dificuldades” os compromissos com seus os telespectadores.



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Desporto

 

O jornalista José Mateus, dos quadros da RDP Desporto, faleceu esta segunda-feira, 13, informa o Sindicato dos Jornalistas, que tomou conhecimento da morte do profissional “com profundo pesar”.

 

Expressões Lusitanas

Com Lusa

 

José Mateus iniciou-se no jornalismo em 1977 na RDP, onde esteve até ao ano passado, momento em que entrou no regime de pré-reforma, indicou à agência Lusa o director de informação das rádios do grupo RTP, João Barreiros.

 

Para o responsável, o cunho do jornalista fazia-se sentir sobretudo nos programas sobre modalidades amadoras, que José Mateus “enriquecia muito” com a sua presença.

 

Desde sempre ligado ao desporto e à RDP, José Mateus, que tinha 60 anos, trabalhou também no jornal Record.



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Terça-feira, 14.12.10

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A segunda temporada de “Portugueses Pelo Mundo” estreia quarta-feira, 15 de Dezembro, às 21:33, na RTP 1, informa a estação pública em comunicado enviado ao Expressões Lusitanas.

 

Expressões Lusitanas


Los Angeles, Barcelona, Londres, Cidade do México, Rio de Janeiro, Maputo, Oslo e Pequim são as cidades contempladas nesta temporada do programa.



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Sexta-feira, 10.12.10

O director de programas da RTP 1, José Fragoso


A poucos dias do término de 2010, a direcção de programas da RTP 1 faz um balanço “muito positivo” do ano, no qual foi possível “vincar” as “principais linhas de produção de conteúdos” e “deixar claro” algumas ideias que “precisam tempo” para se materializar, sobretudo no campo da ficção nacional.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Num encontro informal realizado hoje com os jornalistas na sede da televisão pública, em Lisboa, a direcção de programação da RTP reflectiu sobre o resultado das estratégias adoptadas este ano e perspectivou, em termos gerais, as linhas condutoras para o ano que se aproxima.

 

O enfoque foi sobretudo direccionado para as áreas da ficção e do entretenimento. No primeiro caso, a RTP diz colocar-se de “forma diferente” em relação aos outros dois canais de televisão generalistas e privados – SIC e TVI.

 

“Desde 2008 assumimos o nosso caminho na área da ficção e estamos fora da produção de telenovelas. Os dois canais comerciais não seguem por esta linha e, em alguns casos, tendem a intensificá-la”, afirma o responsável pela programação da RTP 1, José Fragoso.

 

A série “Cidade Despida”, protagonizada por Catarina Furtado, “é o tipo de série que a RTP quer produzir”. Tal permitiu à estação pública, aos actores e restante equipa estarem nomeados para prémios de televisão, não obstante o facto de não terem sido laureados.

 

O ano de 2010 ficou ainda marcado pela produção de quatro mini-séries históricas no âmbito da celebração do centenário da República em Portugal – “República”, “O Segredo de Miguel Zuzarte”, “A Noite do Fim do Mundo” e “Noite Sangrenta”.

 

“Durante todo o Verão, cem actores portugueses estiveram a dar o seu contributo na realização destas séries, que são património audiovisual do país”, explica José Fragoso.

 

“Mistérios de Lisboa”, filme realizado por Raul Ruiz, produzido por Paulo Branco e baseado num romance de Camilo Castelo Branco, foi fruto de uma parceria entre a RTP e o canal franco-alemão Arte e vai ser transmitido em Portugal no primeiro trimestre de 2011.

 

“O filme ainda está em exibição em França e foi visto por mais de 100 mil pessoas. Para além disso, esteve representado em alguns dos mais importantes festivais de cinema do mundo e é candidato aos principais prémios franceses na área da ficção”, detalha José Fragoso.

 

Apesar de os resultados a nível de audiências da ficção da RTP “não serem os mesmos do que as telenovelas”, o responsável adianta que a média de espectadores das quatro série históricas rondou os cerca de 750 mil espectadores, um número que “justifica o investimento”.

 

Os direitos de transmissão do campeonato do mundo de futebol de 2010 foram garantidos pela RTP. Todavia, e “desconsiderando” tal facto, a “dependência” da RTP do conteúdo futebol “diminui” e “não teve reflexos” no comportamento global dos resultados da estação.

 

A “maior proximidade” do canal com os espectadores, através de programas em directo pelo país (“Há Volta”, “Portugal no Coração”, entre outros) e o entretenimento familiar ligado ao conhecimento e ao talento (“Quem Quer Ser Milionário” ou “Operação Triunfo”) são outros dois aspectos salientados por José Fragoso.

 

Em 2010, a RTP centrou-se ainda em outros programas “menos mediáticos”, como a produção de documentários e magazines, conteúdos que, de acordo com o responsável de programação, “incentivam” o mercado de produção e abordam, por seu lado, temas de “carácter relevante”. “Cuidado Com a Língua” e “Salvador” são alguns dos exemplos enumerados.



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Sexta-feira, 26.11.10

 

A ideia surgiu em 2004 pelo repórter de imagem da RTP José Carlos Ramalho. Ficou adormecida, mas no decorrer de este ano a mesma tomou a forma de “Câmara de Reflexão”. 36 repórteres de imagem da RTP, SIC e TVI narram na primeira pessoa os momentos vividos com a câmara ao ombro.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

José Carlos Ramalho tinha participado num livro com histórias de ficção escritas por jornalistas – o “Curtas Letragens”. Era o único repórter de imagem a ter voz nesta literatura e tal facto fez-lhe “um pouco de impressão”.

 

Na altura, em 2004, surgiu a ideia de lançar um livro no qual os repórteres de imagem dos três canais nacionais tivessem a oportunidade de contar as suas vivências. Porém, o tempo foi passando e só este ano, “num dia em que estava sozinho em casa”, José Carlos Ramalho decidiu lançar mãos à obra e escrever a primeira história.

 

“A partir daqui decidi convidar mais três colegas e amigos para me ajudarem a coordenar esta cruzada”, refere ao Expressões Lusitanas.

 

As três pessoas são Paula Fernandes (TVI), Pedro Pereira Moreira (RTP) e Rui do Ó (SIC) e “não foram chamados ao acaso”. “Quando se escolhe uma equipa, baseia-se na competência e na amizade. Procurei especificamente um pessoa na RTP, SIC e TVI”, detalha.

 

Apesar de ser profissional na RTP, José Carlos Ramalho achou por bem não coordenar o grupo de repórteres da televisão pública. “Pretendia que o livro fosse um todo e não seria apropriado que a coordenação da RTP fosse assumida pelo coordenador geral do livro”, afirma. Desta forma delegou tarefas aos três colegas nomeados e cada uma deles “coordenava a sua estação de televisão”.

 

“É um livro muito democrático e serve para unir e não separar. As regras básicas do livro são simples: ter um número certo de repórteres de imagem por cada estação de televisão e a organização das histórias é feita por ordem alfabética, de maneira a não existir sobreposições”, assevera ao Expressões Lusitanas.

 

O título “Câmara de Reflexão” foi definido logo no início e apresenta vários significados, quer sejam “filosóficos”, “metafísicos” ou pelo facto de a câmara ser o instrumento de trabalho. Contudo, há um que impera.

 

“Uma câmara de reflexão é um local para onde as pessoas vão pensar. Quis jogar com as palavras. A palavra câmara escreve-se de forma igual nos dois contextos (câmara de reflexão e câmara de filmar). Transformar o meu objecto de trabalho num local de pensamento era o objectivo”, argumenta.

 

Apenas 36 repórteres de imagem participaram na elaboração do livro. Estima-se existir cerca de 200 profissionais em Portugal. “Houve alguns que ficaram melindrados por não terem sido escolhidos, mas trata-se de uma questão de tempo e de espaço. Era impossível escrever um livro com 200 pessoas”, garante José Carlos Ramalho.

 

Os direitos de autor da obra revertem a favor do Centro de Acolhimento Temporário de Menores em Risco “Janela Aberta” da Cooperativa Pelo Sonho é Que Vamos. Todavia, os direitos das histórias para fins cinematográficos permanecem no poder dos respectivos autores.

 

“Se algum realizador pretender fazer um filme sobre alguma das histórias, pode fazê-lo, mas primeiro tem de falar com o respectivo autor”, adianta José Carlos Ramalho.

 

O livro “Câmara de Reflexão” foi lançado oficialmente no passado dia 13 de Novembro.



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Sexta-feira, 12.11.10

 

A nova temporada de “Conta-me Como Foi”, série de ficção adaptada do original espanhol “Cuéntame Como Pasó”, está de regresso aos domingos à noite na RTP 1, informa a estação pública em comunicado enviado ao Expressões Lusitanas. O ano de 1972 é o pano de fundo.

 

Expressões Lusitanas


Estamos em 1972. Carlos vai de férias para o Algarve, mas a descoberta de um pelo na face vai servir para uma nova revelação - ele já é um Homem. No prédio de Isabel, o ambiente anda tenso e na Universidade as coisas também não estão melhores e Toni envolve-se em confusões. Para António, vítima de um assalto na loja de móveis, as coisas também não correm bem.

"Conta-me Como Foi” é uma série de ficção adaptada da versão espanhola "Cuéntame Como Pasó" e tem como objectivo retratar o ambiente socioeconómico vivido desde finais da década de 60.

 

Para além de acompanhar as peripécias em que a família Lopes se vê envolvida, a história é contada pela voz de um narrador que, no presente e já adulto, se recorda da infância vivida a partir de 1968, então com oito anos.

 

Ao ser contada a história da família, acompanha-se também a evolução social, económica e política do país e do mundo, recorrendo-se a arquivos e a reconstituições de conteúdos de rádio e televisão.



publicado por Expressões Lusitanas às 21:18 | link do post | comentar

Segunda-feira, 08.11.10

 

 

“Voo Directo” resulta de uma parceria entre as televisões públicas portuguesa (RTP) e angolana (TPA) e “confirma” o rumo estratégico do canal público português na aposta em “séries diferenciadas” e não em telenovelas. Já a ser exibida em Angola, “Voo Directo” apenas aterra no horário nobre da RTP 1 a partir desta sexta-feira, 12.


Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Gravada durante três meses, os 26 episódios retratam a relação de amizade entre quatro amigas assistentes de bordo e as suas peripécias nos variados quadrantes do dia-a-dia.

 

Soraia Chaves (Patrícia), Maya Booth (Marta), Micaela Reis (Yara) e Erica Chissapa (Weza) vivem entre Lisboa e Luanda e partilham entre si os sonhos, ambições, alegrias, tristezas, amores e esperanças.

 

“É uma série com um universo muito feminino e apresenta alguma ligeireza. As mulheres vão identificar-se com uma das personagens, visto que cada uma é diferente da outra”, explica Soraia Chaves aos jornalistas.

 

A actriz detalha ainda que as quatro mulheres “gostam” de preservar a sua liberdade e independência e o “prazer” pela vida. “Questionam-se, pensam e, intelectualmente, têm algo a dizer”, refere.

 

Soraia Chaves, única das quatro personagens centrais da trama na apresentação final à imprensa, afirma ainda que “Voo Directo é uma série “muito fresca” e tem um “lado feminino” pouco explorado na televisão portuguesa.

 

Para o director de programas da RTP, materializar um projecto destes na área da ficção significa “começar a pensar e a concretizar acções desta natureza” com outras televisões que estão “a um nível muito idêntico ao nosso”, referindo-se em concreto à TPA. José Fragoso assevera que há “vontade” para tal, os actores e as equipas técnicas “falam a mesma língua” e “existem ideias” para desenvolver.

 

O responsável acrescenta ainda que, com “Voo Directo”, a RTP mantém o “rumo estratégico” na área da ficção, mediante a aposta na “produção de séries diferenciadas” e não em telenovelas.

 

Apesar de a nova série de ficção estar já a ser exibida na televisão pública angolana desde o passado sábado, 06 de Novembro, “Voo Directo” apenas aterra na RTP 1 às 21:00 de sexta-feira, 12.



publicado por Expressões Lusitanas às 17:51 | link do post | comentar

Sexta-feira, 05.11.10

 

Os 15 concorrentes da edição de 2010 de Operação Triunfo (OT) vão ser recebidos por Sílvia Alberto na primeira gala do concurso, a realizar este sábado, às 21:15, na RTP 1. São já conhecidos os professores da escola.

 

Expressões Lusitanas


A professora de canto Paula Oliveira vai ser a responsável pela escola, onde diariamente os concorrentes vão ter de lidar com diferentes desafios.

 

Para além de Paula Oliveira, Ruben Alves (piano), Kiko (canto), Ana Ester Neves (técnica vocal) e Marco de Camillis (dança e coreografia) são os restantes membros da equipa docente da escola da OT.



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Quarta-feira, 03.11.10

 

Catarina Furtado durante a visita à unidade de cuidados intensivos neo-natal da Maternidade Alfredo da Costa (Lisboa)


Os documentários “Dar Vida Sem Morrer” e “Príncipes do Nada”, da autoria de Catarina Furtado e do produtor Ricardo Freitas, estão de regresso à antena da RTP 1 com a “verdade crua” e o “sofrimento” de mulheres e crianças na Guiné-Bissau e em outros países lusófonos.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

“Dar a Vida Sem Morrer” é o terceiro de uma série de quatro documentários, resultado de um donativo de 500 mil euros oferecido em parceria entre os espectadores da RTP (através de uma emissão especial do programa “Dança Comigo”), da Cooperação Portuguesa (através do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento – IPAD) e do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), do qual Catarina Furtado é embaixatriz.

 

No terceiro episódio, a apresentadora vai a duas regiões da Guiné-Bissau – Gabú e Mansoa. Há cerca de um ano, a primeira tinha a taxa mais elevada de mortalidade materna e neo-natal. Agora, os índices passaram de 15% para 9,6%, facto de que Catarina Furtado se regozija.

 

“São esforços que, efectivamente, trazem resultados. Há quem se questione sobre o destino dos donativos e, por isso, é um compromisso meu mostrar, através da RTP, para onde vai o dinheiro”, refere Catarina Furtado.

 

Tendo a noção da existência da fuga de donativos e de projectos não aplicados, a apresentadora afirma que “quando há uma responsabilização e monitorização no terrento o dinheiro é bem gerido e aplicado”.

 

Em 2009, a maternidade de Gabú não disponha de um bloco operatório. “Nem sequer havia umas simples batas”, diz Catarina Furtado. Com o donativo de 500 mil euros foi possível construir a infra-estrutura.

 

“Nos programas iniciais, já exibidos, mostrei a verdade crua e o sofrimento. Agora, neste terceiro documentário, vê-se a solução. As coisas acontecem. Se não, venham bater à minha porta e eu responsabilizo-me”, explica.

 

O terceiro episódio de “Dar Vida Sem Morrer” vai também a Mansoa, região guineense na qual foi montada uma campanha sobre o drama da fístula e onde centenas de mulheres foram operadas a este problema.

 

Devido ao “impacto” dos primeiros programas, o projecto foi alargado até à região de Bafatá, também na Guiné-Bissau. Vai ser mostrada a “realidade cruel” antes da sua chegada e as “dificuldades desumanas” vividas por quem pretende usufruir de cuidados de saúde “tão precários”, lê-se na nota sobre o documentário, distribuída pela RTP aos jornalistas.

 

Em relação a “Príncipes do Nada”, a estação pública vai transmitir a segunda série, constituída por 13 programas. Podem ser vistas duas ou três histórias de vida passadas em diferentes países de expressão portuguesa.

 

Catarina Furtado viaja por Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor Leste e tem a “missão” de explicar ao espectador, “através do sofrimento das pessoas”, os oito Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), declaração assinada em 2000 por 192 estados-membros da ONU.

 

“Há coisas que avançaram no âmbito dos ODM, mas há muitos aquém do esperado e com a crise ficam mais prejudicados”, conta Catarina Furtado. E dá exemplos: “um bilião de pessoas passa fome, 7400 pessoas são diariamente infectadas pelo vírus da SIDA, a cada 45 segundos uma criança morre por causa da malária”, entre outros.

 

Afirma ainda que em alturas de crise um “euro faz a diferença” e o “essencial” é fazer com que “os valores não fiquem em causa”.

 

“Tal pode muito acontecer no tempo em que vivemos, no decorrer do qual as pessoas vivem pior. Fecham-se, tornam-se mais egoístas e menos atentas ao sofrimentos dos outros”, assevera.

 

Por falar em tempos de crise, a apresentadora assegura que estes seus programas “são muito em conta” no orçamento da grelha da RTP.

 

“Dar Sem Morrer” regressa à televisão pública este domingo, às 21:00. Já “Príncipes do Nada” é transmitido terça-feira, às 21:30.



publicado por Expressões Lusitanas às 17:34 | link do post | comentar | ver comentários (2)