Quarta-feira, 26.01.11

 

Alguns dos ‘chefs’ compareceram na apresentação do novo programa da RTP 1

 

O sector do turismo é considerado essencial para a economia portuguesa. A gastronomia é uma parte integrante e um elemento “diferenciador” do nosso país. O novo programa da RTP 1 “Chefs” permite dar visibilidade a “um conjunto de talentos” e à “qualidade” dos nossos produtos. Estreia domingo, 30 de Janeiro, às 12:30.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

“Muitos autores dizem que o século XXI é o da alimentação. Nunca se falou tanto da alimentação como agora e é uma preocupação dos governos, nutricionistas, escolas e também mediática”, disse José Santos, da iniciativa Prove Portugal, promovida pelo Turismo de Portugal.

 

A diversidade dos produtos alimentares “distingue-nos” a nível mundial. Todavia, “não basta ter um bom produto”, pelo que é “essencial trabalhá-lo” e sobretudo “comunicá-lo”.

 

“As pessoas têm de saber a riqueza da nossa culinária. Hoje quase todos os países competem neste campo”, afirmou ainda José Santos.

 

Produzido pela Mandala para a RTP 1, o programa “Chefs” vai revelar a vida, o percurso e o perfil de alguns dos ‘chefs’ portugueses. As actuais tendências culinárias e o dia-a-dia de quem trabalha em alta cozinha são os ingredientes centrais da série de dez episódios, com uma duração de 20 minutos cada.

 

Cada programa conta com a presença de um convidado mistério, para quem os ‘chefs’ têm de preparar um prato inspirado nos seus alimentos preferidos. Apenas no final o ‘chef’ sabe para quem cozinhou e ouve os comentários sobre a sua criação culinária.

 

“Estamos a dar visibilidade a um conjunto de talentos e vamos conhecer a magia e arte dos ‘chefs’ durante a preparação de uma refeição”, afirmou o director de programas da RTP 1, José Fragoso.

 

Os ‘chefs’ Justa Nobre, Vítor Sobral, José Avillez, Fausto Airoldi, Leonel Pereira, José Cordeiro, Miguel Castro e Silva, Albano Lourenço, Bertílio Gomes e Luís Baena vão cozinhar para José Carlos Malato, Margarida Pinto Correia, Joana Vasconcelos, Mariza, Simone de Oliveira, Sílvia Alberto, Ana Brito e Cunha, Guida Maria, Rita Ferro e Nicolau Breyner, respectivamente.

 

Peixe-galo com jardineira de marisco e legumes e borrego com puré de batata e maçã com noz moscada são alguns dos pratos confeccionados.

 

 



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Quarta-feira, 19.01.11

Algum do elenco de ‘Maternidade’ emocionou-se ao ver um trecho de imagens da série; do lado direito está o director de programas da RTP, José Fragoso


As gravações da nova série de ficção da RTP 1 tiveram lugar durante o verão do ano passado. Passado este tempo, ‘Maternidade’ vai dar à luz no domingo, 30 de Janeiro, substituindo “Pai à Força”. Lúcia Moniz assume o papel de protagonista.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Face a uma equipa de profissionais “desmotivados” e “sem forças para lutar” contra o encerramento da maternidade, Madalena (Lúcia Moniz) vai ter a “árdua tarefa” de lhes “devolver o brio profissional” e transformar a unidade hospitalar numa “instituição de referência”, refere o comunicado da RTP sobre a série, a que o Expressões Lusitanas teve acesso.

 

Lúcia Moniz vai desempenhar o papel de obstetra e, para tal, necessitou de preparação. O elenco foi “a vários hospitais e teve algumas noções técnicas, como, por exemplo, saber manusear os instrumentos ou calçar as luvas”, explica a actriz no decorrer da apresentação de ‘Maternidade’, esta segunda-feira, em Lisboa.

 

Uma profissional de saúde acompanhou as gravações e, quando necessário, “orientava” e “corrigia” para que as cenas “fossem mais credíveis”, acrescenta Lúcia Moniz.

 

Entre outros, a actriz vai contracenar com José Fidalgo, que recentemente assinou um contrato de exclusividade com a SIC. “É uma nova etapa e há uma mútua vontade de trabalhar. Os projectos a longo prazo que me apresentaram [SIC] são motivadores”, justifica.

 

Todavia, o actor adianta que ‘Maternidade’ foi “um dos melhores trabalhos” que fez até hoje, sobretudo “a nível de elenco, equipa técnica e de promoção”.

 

“Quando começámos a gravar tivemos a noção de que, para apresentar um bom produto, tínhamos de trabalhar em equipa. A série tem cenas muito próximas das pessoas. Tocam a todos, porque a maioria dos espectadores são pais ou mães”, esclarece José Fidalgo.

 

A apresentadora e modelo Isabel Figueira regressa à representação e considera ‘Maternidade’ uma série que abordar a “componente humana”. “Retrata as vidas complicadas de muitas mulheres grávidas, desde a violência doméstica ao medo de perderem os filhos durante a gravidez ou mesmo no nascimento”, afirma.

 

Concentrada na apresentação do renovado “Top +”, Isabel Figueira confidencia aos jornalistas ir frequentar um curso intensivo de representação, dança e canto, promovido pela Plural Entertainment, empresa do grupo Media Capital, detentora da TVI.

 

‘Maternidade’ estreia às 19:00 de 30 de Janeiro na RTP 1 e vai substituir “Pai à Força”, série que chegou a ter audiências na casa do 1 milhão e 100 mil espectadores.

 

“Este horário já não mete medo a ninguém e tem demonstrado ser uma altura em que há muita gente a ver televisão”, fundamenta o director de programas da RTP, José Fragoso, para a escolha do fim da tarde para transmissão de ‘Maternidade’.

 

A nova série conta ainda com as participações de Patrícia Bull (Rosa Capucho), Martinho da Silva (Bruno Ferreira), Alexandre de Sousa (António Botelho), Joaquim Horta (Rodolfo Matias), Custódia Gallego (Joana Freitas), Alda Gomes (Sónia Mestre), José Mata (Gustavo Pereira), Fernando Pires (Pedro Frois), Cláudia Semedo (Teresa), Miguel Costa (Raul Valadares) e Adriane Garcia (Solange Faria).



publicado por Expressões Lusitanas às 21:35 | link do post | comentar

Sexta-feira, 10.12.10

O director de programas da RTP 1, José Fragoso


A poucos dias do término de 2010, a direcção de programas da RTP 1 faz um balanço “muito positivo” do ano, no qual foi possível “vincar” as “principais linhas de produção de conteúdos” e “deixar claro” algumas ideias que “precisam tempo” para se materializar, sobretudo no campo da ficção nacional.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Num encontro informal realizado hoje com os jornalistas na sede da televisão pública, em Lisboa, a direcção de programação da RTP reflectiu sobre o resultado das estratégias adoptadas este ano e perspectivou, em termos gerais, as linhas condutoras para o ano que se aproxima.

 

O enfoque foi sobretudo direccionado para as áreas da ficção e do entretenimento. No primeiro caso, a RTP diz colocar-se de “forma diferente” em relação aos outros dois canais de televisão generalistas e privados – SIC e TVI.

 

“Desde 2008 assumimos o nosso caminho na área da ficção e estamos fora da produção de telenovelas. Os dois canais comerciais não seguem por esta linha e, em alguns casos, tendem a intensificá-la”, afirma o responsável pela programação da RTP 1, José Fragoso.

 

A série “Cidade Despida”, protagonizada por Catarina Furtado, “é o tipo de série que a RTP quer produzir”. Tal permitiu à estação pública, aos actores e restante equipa estarem nomeados para prémios de televisão, não obstante o facto de não terem sido laureados.

 

O ano de 2010 ficou ainda marcado pela produção de quatro mini-séries históricas no âmbito da celebração do centenário da República em Portugal – “República”, “O Segredo de Miguel Zuzarte”, “A Noite do Fim do Mundo” e “Noite Sangrenta”.

 

“Durante todo o Verão, cem actores portugueses estiveram a dar o seu contributo na realização destas séries, que são património audiovisual do país”, explica José Fragoso.

 

“Mistérios de Lisboa”, filme realizado por Raul Ruiz, produzido por Paulo Branco e baseado num romance de Camilo Castelo Branco, foi fruto de uma parceria entre a RTP e o canal franco-alemão Arte e vai ser transmitido em Portugal no primeiro trimestre de 2011.

 

“O filme ainda está em exibição em França e foi visto por mais de 100 mil pessoas. Para além disso, esteve representado em alguns dos mais importantes festivais de cinema do mundo e é candidato aos principais prémios franceses na área da ficção”, detalha José Fragoso.

 

Apesar de os resultados a nível de audiências da ficção da RTP “não serem os mesmos do que as telenovelas”, o responsável adianta que a média de espectadores das quatro série históricas rondou os cerca de 750 mil espectadores, um número que “justifica o investimento”.

 

Os direitos de transmissão do campeonato do mundo de futebol de 2010 foram garantidos pela RTP. Todavia, e “desconsiderando” tal facto, a “dependência” da RTP do conteúdo futebol “diminui” e “não teve reflexos” no comportamento global dos resultados da estação.

 

A “maior proximidade” do canal com os espectadores, através de programas em directo pelo país (“Há Volta”, “Portugal no Coração”, entre outros) e o entretenimento familiar ligado ao conhecimento e ao talento (“Quem Quer Ser Milionário” ou “Operação Triunfo”) são outros dois aspectos salientados por José Fragoso.

 

Em 2010, a RTP centrou-se ainda em outros programas “menos mediáticos”, como a produção de documentários e magazines, conteúdos que, de acordo com o responsável de programação, “incentivam” o mercado de produção e abordam, por seu lado, temas de “carácter relevante”. “Cuidado Com a Língua” e “Salvador” são alguns dos exemplos enumerados.



publicado por Expressões Lusitanas às 18:34 | link do post | comentar