Segunda-feira, 17.01.11

 

 

 

“Ar de Rock” é um projecto que junta vários músicos de conhecidas bandas portuguesas e “celebra” as “melhores canções” da música portuguesa. Outro dos objectivos é homenagear os efeitos do legado do chamado ‘pai do rock português’ – Rui Veloso -, que este ano celebra 30 anos de carreira. O concerto solidário realiza-se a 25 de Fevereiro, no Campo Pequeno, em Lisboa.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

“Ar de Rock” junta Fernando Cunha (Delfins), Emanuel Ramalho (Rádio Macau, Delfins, João Pedro Pais) na bateria, Miguel Magic (Pólo Norte) no baixo, João Gomes (LX 90, Kick Out The Jams, Ovelha Negra) nos teclados, Emanuel Andrade (Pólo Norte, Sérgio Godinho) também nos teclados e Luís Arantes (João Pedro Pais, Índigo) na guitarra, detalha a promotora do concerto em comunicado enviado ao Expressões Lusitanas.

 

As vozes estão a cargo de Fernando Cunha, Paulo Costa (Ritual Tejo),  Diogo Campos (Legal Evidence), Maria Néon (Ravel) e Lara Afonso.

 

Outros convidados vão marcar presença, como Tim, Olavo Bilac, Miguel Gameiro, Flak e Rui Pregal da Cunha (vocalista dos Heróis do Mar).

 

Juntos vão interpretar os “grandes temas” da música portuguesa. ‘Chico Fininho’, ‘Não Sou o Único’, ‘Um Lugar Ao Sol’, ‘Canção do Engate’, ‘Sete Mares’, ‘Chiclete’, ‘Nasce Selvagem’, ‘Paixão’ e ’40 Graus à Sombra’ fazem parte da lista de canções.

 

O projecto surgiu da ideia de celebrar alguns dos temas mais marcantes da nossa música e pretende prestar homenagem a Rui Veloso, no ano em que se assinalam três décadas sobre o lançamento de “Ar de Rock, o seu primeiro disco (1980).

 

As receitas resultantes da venda dos bilhetes para o concerto reverterão a favor da Associação Novo Futuro, mais concretamente para a abertura de dois novos lares.

 

“A Associação Novo Futuro, fundada em Portugal, em 1996, tem como missão apoiar crianças e jovens, dando preferência a grupos de irmãos – sem distinção de idade, sexo, raça ou religião – e que estejam privados de um ambiente familiar adequado. Enquadra-se no âmbito do acolhimento prolongado, comportando os lares um número reduzido de crianças, de forma a assumir estruturas de vida semelhantes à estrutura familiar e permitir uma intervenção personalizada e conducente ao desenvolvimento físico, intelectual e moral equilibrados, bem como à inserção das crianças e jovens da comunidade”, explica a promotora na nota enviada.

 

O concerto solidário realiza-se a 25 de Fevereiro, no Campo Pequeno, em Lisboa. O preço dos bilhetes varia entre os 15 e os 35 euros.

 

 



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Sexta-feira, 03.12.10

 

As quatro emissoras do grupo renascença comunicação multimédia – Renascença, RFM, Mega Hits e Rádio Sim – vão novamente promover campanhas de solidariedade de Natal. O Fundo Solidário, a Acreditar, a Casa de Santa Isabel e o Centro Social e Paroquial de Ferreira-a-Nova são os beneficiados, respectivamente.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

A campanha da Renascença pretende ajudar o Fundo Solidário, uma iniciativa da Igreja Católica. Criado em Junho de este ano, o Fundo Solidário tem como ponto de partida as paróquias, que “identificam os casos mais urgentes e fomentam a ajuda local e de proximidade”, refere o grupo em comunicado enviado ao Expressões Lusitanas.

 

Por seu lado, a RFM centra-se este ano na ajuda à Acreditar – Associação de Pais e Amigos de Crianças Com Cancro. A campanha começou no dia 22 de Novembro e termina a 07 de Janeiro e o objectivo é angariar fundos “para fazer face às  despesas da Casa de Coimbra” da Acreditar.

 

“Um euro para alimentar a vida” é o mote da campanha da rádio do grupo dirigida a um público mais jovem – Mega Hits. Pedro Granger, Carolina Patrocínio e Gonçalo Uva são os emabaixadores.

 

As verbas recolhidas vão ser posteriormente doadas a favor dos bebés e mães da Casa de Santa Isabel, em Lisboa. Fundada em 2003 no âmbito do PAV – Ponto de Apoio à Vida -, esta instituição ajuda bebés e jovens mulheres grávidas em “situações limite.”

 

Por fim, a emissora mais recente do grupo r/com – a Rádio Sim – pretende auxiliar o Centro Paroquial de Ferreira-a-Nova, uma instituição que, no mesmo espaço, acolhe duas diferentes gerações: crianças e idosos.

 

“Este Natal, a Rádio Sim pede a ajuda de todos para se comprar uma carrinha com placa elevatória, para transportar os idosos, e equipamentos educativos para a sala dos mais pequenos”, pode ainda ler-se no mesmo comunicado.



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Sexta-feira, 26.03.10

 

A RTP, a Cruz Vermelha Portuguesa e o grupo Sonae realizaram esta quinta-feira um balanço da Campanha "Juntos Pela Madeira", a qual atingiu até ao momento um milhão de euros para apoio à construção de habitações na Serra d’Água.

 

Expressões Lusitanas

 

A campanha "Juntos Pela Madeira" tem como objectivo ajudar as vítimas do temporal que assolou a ilha da Madeira no passado mês de Fevereiro, mais concretamente na freguesia de Serra d’Agua, que, pelas suas características, sofreu elevados danos ao nível habitacional.

 

As habitações destinam-se às famílias mais carenciadas da freguesia.

 

Esta acção de solidariedade culmina com dois eventos: a 16 de Abril vai ter lugar o espectáculo em directo do Centro de Congressos do Funchal e no dia 18 a RTP acompanha, pelo segundo ano consecutivo, a Festa da Flor, uma referência importante para o Turismo da Madeira.



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Terça-feira, 02.03.10

 

A RTP1 apresenta hoje uma emissão especial de solidariedade "Juntos Pela Madeira", que conta com a apresentação de Jorge Gabriel e da madeirense Patrícia Lencastre, a partir do Teatro Municipal Baltazar Dias, no Funchal.

 

Daniel Pinto Lopes

 

"Juntos Pela Madeira" tem início às 10:00, numa emissão especial a partir do Funchal que terminará às 17:00.

 

O programa solidário vai contar com "testemunhos" sobre o que aconteceu na Madeira e revelar o "empenho", a "tenacidade" e a "capacidade" de mobilização "exemplar" dos voluntários que "se juntaram para a reconstrução e para o renascer", informa a RTP.

 

O apresentador Hélder Reis e o repórter madeirense Tiago Goes estão na Madeira e vão entrar em directo a partir de vários pontos da ilha.

 

Várias "figuras conhecidas da vida portuguesa" vão enviar as suas mensagens de solidariedade a partir do continente no decorrer da emissão especial de "Juntos Pela Madeira".

 

De acordo com a RTP, os madeirenses espalhados pelo mundo vão poder participar nesta emissão via telefone.

 

Este programa é realizado através de uma "parceria entre os profissionais da RTP do continente e da Madeira" e será emitido para todo o mundo, adianta a estação pública em comunicado.

 



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Segunda-feira, 01.03.10

 

O Grupo Renascença entregou os donativos recolhidos durante as campanhas de Natal realizadas pelas quatro estações de rádio do grupo (Renascença, RFM, Mega FM e Rádio Sim), num valor que ronda os 230 mil euros.

 

Daniel Pinto Lopes

 

As quatro rádios do Grupo Renascença realizaram as suas habituais campanhas solidárias durante a passada época natalícia e que, ao todo, conseguiram recolher 232.887.47 euros.

 

Apesar das dificuldades económicas e sociais em que vivemos, a solidariedade de todos os que participaram excedeu as expectativas”, refere o Grupo Renascença em comunicado enviado.

 

A campanha da Rádio Renascença angariou cerca de 109 mil euros, que vão reverter para construir uma casa para o projecto Casa de Acolhimento Sol Nascente, em Santo Tirso, que acolhe pessoas portadoras de deficiência grave.

 

Por sua vez, a campanha da RFM conseguiu um valor que ronda os 101 mil euros “para ajudar os bebés de famílias carenciadas que nascem no Hospital de São João, no Porto, e na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa”, uma quantia que vai ser distribuída de forma “equitativa” pelas duas instituições.

 

A Mega FM, com a sua campanha, obteve cerca de 6 mil e 500 euros para ajudar a Paróquia de Santa Isabel, em Lisboa, equipando-a com “uma cozinha e o espaço onde serão servidas refeições aos mais carenciados”.

 

Por fim, a Rádio SIM angariou 15 mil e 600 euros para o Projecto Snack Bar, que consiste em "servir pequenas refeições para apoiar algumas das famílias mais necessitadas" da paróquia de Santa Beatriz da Silva, Marvila, em Lisboa.

 



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Na gala de solidariedade "Uma Flor para a Madeira" transmitida pela SIC foram angariados mais de 500 mil euros a favor da SIC Esperança, que posteriormente vai doar a quantia para duas associações madeirenses.

 

Daniel Pinto Lopes

 

A gala apresentada por Fátima Lopes e João Manzarra, que decorreu no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, conseguiu angariar um valor acima dos 500 mil euros, fruto dos donativos provenientes das chamadas telefónicas realizadas pelos telespectadores e das receitas de bilheteira da gala.

 

Neste espectáculo transmitido pela SIC estiveram presentes altas personalidades da Nação, tais como o presidente da República, Cavaco Silva, e o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, em representação do Governo.

 

O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, falou directamente do Funchal, tendo deixado uma mensagem de agradecimento para com a solidariedade demonstrada pelos portugueses. Um apelo reforçado pelo presidente da câmara do Funchal, Miguel Albuquerque.

 

Foram vários os artistas que, em dueto, pisaram o palco, como Tony Carreira e Mickael Carreira, Fernando Tordo e Hélder Moutinho, Sérgio Godinho e Filipe Pinto (Ídolos), Anjos e Carlos Costa (Ídolos), Laurent Filipe e Diana Piedade (Ídolos), Marco Paulo e Vânia Fernandes, José Cid e José Perdigão, Paulo de Carvalho, Mário Laginha, Luís Represas e João Pedro Pais, Pedro Jóia e Ricardo Ribeiro, Camané e Xutos e Pontapés, Rui Veloso, Kátia Guerreiro, Ana Sofia Varela, entre outros.

 

O montante esta noite angariado vai reverter a favor da SIC Esperança, que vai doar à Associação Desenvolvimento de Santo António e Associação de Desenvolvimento da Ribeira Brava.



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Sexta-feira, 12.02.10

 

A entrevista em ÁUDIO:

 
Daniel Pinto Lopes
 

A portuguesa Maria Conceição, que no ano passado foi galardoada com o título de Mulher do Ano nos Emirados Árabes Unidos pelo seu projecto de solidariedade no Bangladesh, esteve recentemente em Portugal para visitar a família, “conceder entrevistas” e promover por cá o “The Dacka Project”, que acolhe 600 crianças pobres da capital do Bangladesh, Daca.

 

O Expressões Lusitanas tinha anteriormente conversado com Maria Conceição no Dubai via telefone. Numa passagem curta por Portugal (“não se sabe quando posso cá voltar”), e enquanto Mulher do Ano, o Expressões Lusitanas volta novamente à conversa com Maria Conceição. Para já, os efeitos do prémio que recebeu em 2009 ainda são poucos, tendo “fé” que dê mais frutos. O reconhecimento no Bangladesh é “nenhum”, um país em que “a corrupção é superior à pobreza”, tendo Maria sido vítima deste flagelo.

 

Para muitos pais ver os filhos a aprender é ainda encarado como uma “perda de tempo”. O inglês é o passaporte privilegiado para uma vida e um emprego melhores. Maria conta que, até agora, já houve, pelo menos, quatro casos de sucesso de pais que quiseram sair do “ciclo de pobreza” para aprender e estudar.

 

Expressões Lusitanas: O prémio Mulher do Ano nos Emirados Árabes Unidos trouxe algo de novo à sua vida?

Maria Conceição: Aumentou a visibilidade, a responsabilidade e as expectativas das pessoas em relação ao projecto.

 

Expressões Lusitanas: Na última vez que conversámos, a Maria esperava conseguir arrecadar mais apoios para o projecto de solidariedade “The Dacka Project” com a atribuição deste prémio de reconhecimento. Ainda vê as coisas da mesma forma?

Maria Conceição: Temos fé e estamos à espera que dê mais frutos. Para já fomos convidados para muitas entrevistas de rádio e de televisão, mas, em termos financeiros, ainda é cedo para falar. Fomos convidados pela Universidade Católica de Lisboa e ficámos muito tocados e emocionados com a generosidade dos estudantes e dos professores, bem como da maneira como eles nos receberam. Ficámos contentes e esperamos que haja outras companhias, universidades, escolas e outros patrocínios no futuro.

 

Expressões Lusitanas: Depreendo que em Portugal tem algum reconhecimento. Lá fora, no Dubai e no Bangladesh, acontece o mesmo?

Maria Conceição: No Dubai já somos conhecidos desde 2007, onde se escreveram muitos artigos e houve muitos convites para a televisão. No Bangladesh não há reconhecimento.

 
Expressões Lusitanas: Nenhum até agora?
Maria Conceição: Nenhum.
 
Expressões Lusitanas: Por algum motivo em especial?

Maria Conceição: (longa pausa) É uma dessas coisas que a gente não consegue entender…

 

Expressões Lusitanas: Abordando outros temas, o “The Dacka Project” é, para quem ainda não conhece, responsável pela educação, cuidados de saúde, alimentação, roupa e apoio comunitário a cerca de 600 crianças pobres de Daca, a capital do Bangladesh. Face a uma realidade de pobreza extrema, a qual levou a Maria a criar este projecto, nunca teve vontade de desistir ou de baixar os braços?

Maria Conceição: As dificuldades que encontramos são diárias. Depois de trabalhar cinco anos e sempre a tentar a ultrapassar as dificuldade por vezes desanimo, mas as crianças dependem de nós e têm fé em nós e, por isso, não dá para desistir.

 
Expressões Lusitanas: E, por isso, continua…

Maria Conceição: Continuo a bater com a testa na parede. Sou muito teimosa! Contudo, tenho sorte em ter voluntários espectaculares em Portugal que me dão muito apoio moral, acendem umas velinhas por mim e ajudam-me imenso.

 

Expressões Lusitanas: Sei também que o governo do Bangladesh tem criado alguns entraves. Recorde-me de alguns?

Maria Conceição: Alguns entraves é uma frase muito pequena…
 
Expressões Lusitanas: Qual é, então, o adjectivo que utilizava?

Maria Conceição: São difíceis! Até hoje tenho dificuldades em obter um visto. Tenho ido para o Bangladesh com vistos turísticos. É impossível ter um visto que permite entrar no país por mais de 6 meses ou um ano. A alfândega também não ajuda. Temos muitas pessoas que nos dão roupa, sapatos, brinquedos, toalhas, sabonetes e produtos higiénicos e, infelizmente, o governo faz com que os produtos fiquem ‘empatados’ na alfândega. Porém, se a Maria der 1000 dólares é já hoje que temos acesso ao equipamento! Eu abri um projecto de solidariedade para ajudar as crianças e aumentar a qualidade de vida dos pais e não para encher os bolsos das pessoas que trabalham na alfândega e no governo. Se começo a dar 1000 dólares hoje, inicia-se um ciclo vicioso, em que depois já tenho que dar muito mais. Recuso-me a seguir este caminho.

 

Expressões Lusitanas: Pode-se concluir que o dinheiro é essencial neste “jogo”?

Maria Conceição: É! Infelizmente, no Bangladesh, há mais corrupção do que pobreza.

 

Expressões Lusitanas: Paralelamente, a Maria criou um novo projecto – o “Catalyst” –, que se concentra essencialmente nos pais das 600 crianças que estão a cargo do seu projecto de solidariedade. Tem a noção de que para se ajudar as crianças é preciso ajudar os pais?

Maria Conceição: Sim. No Bangladesh, a taxa de trabalho infantil é muito elevada e, então, estas crianças eram e são uma fonte de rendimento para os pais. Se colocarem estas crianças a estudar, os pais perdem esta fonte de rendimento. Com este novo projecto, que é irmão do “The Dacka Project”, estamos a tentar educar este pais e servir como espécie de centro de emprego. Estamos a contactar empresas para saber se têm vagas e ensinamos estes pais a trabalhar nestas empresas.

 
Expressões Lusitanas: Já teve algum caso de sucesso?

Maria Conceição: Quatro, no Dubai. A Emirates Airlines recrutou um senhor que não sabia ler e que nunca tinha ido à escola e hoje está a trabalhar nos escritórios da companhia aérea. Um hotel no Dubai empregou três pais (um trabalha na lavandaria e os outros dois fazem a limpeza dos quartos). Há ainda uma escola no Dubai que precisa de pessoas para tratar das crianças.

 

Expressões Lusitanas: Face a estes exemplos positivos, ainda há pais que não vêm com bons olhos que as crianças estejam ao abrigo do “The Dacka Project”?

Maria Conceição: Os pais pensam que o facto de as crianças irem à escola é uma perda de tempo. Estas pessoas viveram nos bairros de lata… É um ciclo: os pais, os avós, os bisavós viveram lá… Para eles não existe o amanhã. Não têm aquela ambição que tempos aqui na Europa em conseguir um trabalho melhor e bem pago. Não sonham!

 
Expressões Lusitanas: Com o “Catalyst”, o que é os pais aprendem?

Maria Conceição: De momento estamos a dar um curso muito intensivo de inglês, ensinamos como é que se deve agir numa entrevista, aprendem maneiras, higiene e informática. Se conseguirem falar inglês há melhores oportunidades de trabalho e salário.

 

Expressões Lusitanas: Para o futuro, a Maria Conceição tem ideias e projectos novos. Qual é o próximo passo?

Maria Conceição: Como hospedeira deparo-me com a existência de outras crianças no mundo que precisam de educação e de oportunidades de estudar, a fim de se quebrar o ciclo de pobreza. Vamos tentar levantar asas e abrir um orfanato no Brasil em 2010. Só estamos à espera de donativos e de voluntários para me ajudarem no terreno.

 

Expressões Lusitanas: A Maria é natural de Vila Franca de Xira. Já foi visitar a família?

Maria Conceição: Já fui ver a minha mãe…
 

Expressões Lusitanas: Não sente, por momentos, saudades de regressar a casa ou o “The Dacka Project” é o mais importante para si?

Maria Conceição: Eu sou uma “mãe” e, como tal, a coisa mais importante que existe são os nossos filhos. A mesma dedicação e devoção que têm para com os filhos, eu também tenho. O “The Dacka Project” é a coisa mais importante neste momento.



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Terça-feira, 09.02.10

 

ÁUDIO:

 

 

FF apresentou o seu quarto e novo disco "O Jogo Recomeça" num concerto de solidariedade no Convento do Beato, em Lisboa. Confessa que "adorava" trabalhar com Rita Guerra e Rui Veloso num futuro dueto.

 

Daniel Pinto Lopes

 

O cantor FF, que fez parte do elenco da série "Morangos Com Açúcar", regressa à música com o álbum "O Jogo Recomeça", após três anos sem lançar qualquer disco. Um tempo de pausa que "serviu para muita coisa".

 

"Serviu para amadurecer e fazer, finalmente, um álbum com muita calma, que também sabe bem. Os dois primeiros álbuns com o DVD pelo meio foram feitos muito rapidamente. Senti a necessidade de fazer uma pausa e aproveitar este tempo para ganhar base e estrutura para fazer um novo álbum mais maduro", explica FF ao Expressões Lusitanas.

 

O artista diz que este é um "disco de transição", tendo em conta que "vai apanhar outro público", mantendo o público jovem "habituado" até agora.

 

Fazendo uma analogia ao título do quarto disco de FF, é como se o jogo recomeçasse novamente para o cantor, "um voltar à estrada" com um novo disco e um "regressar de um jogo": "estarmos a fazer aquilo de que mais gostamos e podermos perceber isso nas pessoas".

 

Neste novo trabalho, FF assina a maioria das letras da cançóes. FF sublinha que se trata de "um processo natural" e que sentia esta "necessidade" de escrever. Confessa que no primeiro disco que lançou não se "sentia capaz de mostrar aquilo que fazia".

 

A carreira de FF no mundo da música é curta. Contudo, arrecada seis discos de platina, uma facto que, para o artista, se revela numa "responsabilidade gigantesca", mas também num "estímulo" para seguir aquilo que faz.

 

Um dos próximos passos que FF gostaria de realizar é fazer um dueto com Rita Guerra e Rui Veloso, "duas pessoas em que teria o maior gosto em trabalhar".

 

O concerto de lançamento do novo disco de FF teve lugar no Convento do Beato, em Lisboa. A entrada custava 2,5 euros, um valor que, no total, reverte a favor dos Bombeiros Voluntários do Beato e Olivais.

 

"Recebemos o convite para fazer um concerto de solidariedade e achei que, pelo espaço de que se trata [Convento do Beato], merecia fazer algo em grande, que pudesse chamar mais pessoas e tornar esta causa solidária ainda mais 'produtiva'. Ao mesmo tempo, aproveitou-se para fazer o lançamento do novo álbum", detalha.

 

O concerto de apresentação de "O Jogo Recomeça" no Convento do Beato não teve casa cheia.



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Sexta-feira, 05.02.10

FF apresenta o seu novo e quarto álbum "O Jogo Recomeça" com um concerto de solidariedade. A entrada tem um custo de 2 euros e meio, quantia que, no total, vai reverter a favor dos Bombeiros Voluntários do Beato e Olivais.

 
Expressões Lusitanas
 

O concerto de apresentação tem lugar hoje, 5 de Fevereiro, no Convento do Beato, em Lisboa, pelas 22:00.

 

"O Jogo Recomeça" é o quarto e novo trabalho discográfico de FF, do qual se destaca o facto de assinar a maioria das letras das canções presentes no álbum.

 

Recorde-se que o primeiro disco de FF vendeu mais de 90 mil unidades e, embora curta, a carreira do cantor já arrecada seis discos de platina.

 



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Sexta-feira, 27.11.09

         

 

O Modelo lançou pelo terceiro ano consecutivo a campanha “Causa Maior”, apoiando-se na imagem da Popota para angariar fundos para este projecto de solidariedade e de responsabilidade social no apoio à comunidade sénior.
 
Em conjunto com a Cruz Vermelha Portuguesa, o Modelo apresenta novamente este ano a “Causa Maior”, com um 'spot' promocional que remete o espectador “para o cenário dos diversos países visitados pela Popota", a dançar ao som da música ‘Wegue Wegue’ do grupo português Buraka Som Sistema, numa coreografia trabalhada pelo italiano Marco Di Camilis, refere a empresa em comunicado.
 
Nos últimos dois anos, a campanha “Causa Maior” angariou 730 mil euros para apoios a mais de 100 mil seniores portugueses.
 
De acordo com o director de marketing do Modelo e Continente, Miguel Osório, “este ano a Popota surge ainda mais divertida, ao som do ‘Wegue Wegue’ e com uma coreografia que irá contagiar miúdos e graúdos”.
 
O responsável da empresa acredita que, para além da diversão, serão transmitidos às crianças “valores, como a solidariedade e a importância de cimentar as relações intergeracionais”.


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Quarta-feira, 18.11.09

             

 

ÁUDIO da reportagem:

Duração: 5min35seg

Entrevista, edição e produção de Daniel Pinto Lopes

 

Maria Conceição, assistente de bordo na companhia aérea Emirates Airlines, acaba de ser distinguida com o Prémio Mulher do Ano nos Emirados Árabes Unidos (EAU) pelo projecto de solidariedade junto de 600 crianças pobres do Bangladesh.
 
Daniel Pinto Lopes
 
Tudo começou quando teve de fazer uma escala de trabalho até à capital do Bangladesh, Daca. Aqui contactou com uma realidade que lhe deu estímulo para a obra que agora lhe valeu o prémio.
 
"Pediram-me para fazer um voo a Daca e fiquei muito chocada com a pobreza extrema que vi lá. Era o contraste daquilo que estava a habituada a ver como hospedeira de bordo [hotéis de quatro estrelas] e, por isso, decidi estender a minha mão e ajudar os pobres", conta Maria Conceição ao Expressões Lusitanas.
 
A partir daqui, Maria Conceição criou o "The Dacka Project", porque não conseguia virar as costas àquilo que viu na capital do Bangladesh.
 
 O "The Dacka Project" é uma obra de solidariedade que permite tirar as crianças e as respectivas famílias da rua para uma casa com melhores condições. Este projecto dá educação, cuidados de saúde, alimentação, roupa e apoio comunitário a cerca de 600 crianças pobres de Daca, ou seja, aquilo de que precisam para o dia-a-dia.
 
A maior parte dos donativos para o "The Dacka Project" vem essencialmente do Dubai, mas também há portugueses que dão donativos e participam no projecto.
 
"Não só dão donativos, como alguns se voluntariam durante os dias de folga ou nas férias de Verão. Este ano já tivemos uns quatro ou seis voluntários e, neste momento, temos dois portugueses a fazer voluntariado no projecto em Daca", explica Maria Conceição.
 
O Bangladesh é o oitavo país mais populoso do mundo. Para se ter uma ideia da pobreza, nos arredores da capital Daca meio milhão de pessoas vive diariamente com menos de um euro por dia.
 
De acordo com a Unicef, o Bangladesh apresenta uma das maiores taxas de desnutrição do planeta.
 
Maria Conceição sabe que não pode mudar o mundo, mas tenta, pelo menos, mudar o mundo das 600 crianças que o "The Dacka Project" tem a cargo.
 
Desde o final do ano passado, Maria não gere directamente o "The Dacka Project". Decidiu entregar o projecto a uma organização local, mas sempre com a supervisão da portuguesa.
 
O objectivo de entregar a gestão do projecto para mãos locais serve para que este “possa continuar no futuro” e para que haja uma” transmissão de geração em geração”.
 
“Catalyst” é agora o novo projecto de Maria Conceição, que se concentra essencialmente nos adultos. Maria tem a noção de que para se ajudar as crianças é preciso ajudar os pais. O “Catalyst” permite que os pais possam aprender inglês e já apresenta bons resultados.
 
“Enviámos um Curriculum Vitae para uma agência de turismo que precisava de uma pessoa para um cargo e empregou o rapaz, que já vem em Janeiro”, disse Maria Conceição, que confessa que este caso representa uma “felicidade”, sinal de que é “possível quebrar o ciclo de pobreza”.
 
Maria critica o governo do Bangladesh por criar entraves ao trabalho desenvolvido. Ao Expressões Lusitanas, Maria conta que, apesar de trabalhar naquele país há quase cinco anos, ainda tem dificuldades em obter o visto.
 
Relata ainda que para conseguir um visto tem de apanhar um avião para Paris para entrar em contacto com a embaixada do Bangladesh na capital francesa.
 
Maria desabafa que, para o governo do Bangladesh, a pobreza não é vista como uma prioridade.
 
"Eles já estão habituados à pobreza e se aumentarmos a qualidade de vida dos pobres, isso significa que a qualidade de vida deles diminui", remata.
 
 
Para o futuro, Maria Conceição já tem ideias e projectos. Gostava de ter a oportunidade de abrir um projecto de solidariedade no Brasil para tomar conta das crianças das favelas.
 
No ano passado foi distinguida com o Prémio Mulher Inovação da União Europeia. Agora ganha o reconhecimento nos Emirados Árabes Unidos (EAU), ao ser distinguida pela revista “Emirates Woman” com o Prémio Mulher do Ano.
 
Maria diz que faz aquilo que faz por "paixão" e "não para receber prémios". Estes, os prémios, são importantes para reunir patrocinadores e apoiantes desta causa.
 
Daniel Pinto Lopes

 



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Terça-feira, 17.11.09

                                                  

 

A portuguesa Maria Conceição, de 31 anos, ganhou hoje o Prémio Mulher do Ano dos Emirados Árabes Unidos, atribuído pela revista "Emirates Woman", fruto da obra de solidariedade junto de cerca de 600 crianças carenciadas do Bangladesh.

 

A notícia chegou à redacção do Expressões Lusitanas em primeira-mão pela própria Maria Conceição via mensagem escrita (sms), perto das 19:00.

 

REPORTAGEM: Maria Conceição é Mulher do Ano nos Emirados Árabes Unidos

 

Actualmente a viver no Dubai, Maria Conceição, de Vila Franca de Xira, divide o seu tempo entre o trabalho de assistente de bordo na companhia aérea Emirate Airlines e o projecto humanitário "The Dacka Project" e "Catalyst" (ensinar inglês aos adultos, leccionado pelas próprias crianças, juntamente com dois professores).

 

No ano passado foi distinguida com o Prémio Mulher Inovação da União Europeia. Hoje ganha o Prémio Mulher do Ano no Dubai.

 

O Expressões Lusitanas esteve hoje à conversa, via telefone, com Maria Conceição, momentos antes de se dirigir para a cerimónia de entrega do Prémio. Amanhã pode ler e ouvir aqui uma reportagem especial.



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