Segunda-feira, 06.09.10

 

A Quinta da Atalaia vai agora recuperar de três dias de Festa. No dia do desenlace do Avante 2010, a presença da componente cultural esteve aliada ao comício político do secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Jerónimo de Sousa.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista/Enviado especial ao Avante

 

Tal como no sábado, as portas do último dia do Avante abriram às 10:00. O Palco 25 de Abril foi o primeiro a receber as várias bandas convidadas. Aos Dias de Raiva, grupo onde está presente o vocalista dos Da Weasel (Pac Man), seguiram-se La Rumbé, Expensive Soul e Luísa Basto.

 

Às 18:00, todas as atenções concentraram-se nos discursos políticos do director do órgão central do PCP, José Casanova, do membro do Secretariado e da Comissão Política da JCP, Diogo D’Ávila, e do secretário-geral do partido, Jerónimo de Sousa.

 

 

A cerimónia política durou quase hora e meia, facto que atrasou a restante programação e alongou a hora estipulada para o encerramento da 34ª edição do Avante.

 

Os lisboetas Dazkarieh reinauguram o espaço dedicado aos concertos no palco 25 de Abril e “louvaram” o facto de o cartaz do Avante “ter muitos artistas em português”.

 

 

Logo a seguir, os Peste & Sida, com uma carreira iniciada em 1986, foram os senhores que se seguiram. No decorrer do concerto os ânimos exaltaram-se e um “very light” foi atirado para a frente de palco e cerca de uma dezena de visitantes mais eufóricos foram literalmente atirados para a chamada zona restrita.

 

O Expressões Lusitanas sabe ainda que o grupo de apoio do festival teve de intervir, a fim de sanar uma briga instalada nas imediações do Palco 25 de Abril.

 

Apesar destes incidentes, o espectáculo prosseguiu e foi possível escutar alguns dos temas marcantes da banda constituída por João San Payo (baixo e voz), João Pedro Almendra (voz), João Alves (guitarra e voz) e Sandro Oliveira (bateria e voz).

 

 

A fechar o pano, Tim apresentou no Palco 25 de Abril os seus quatro Companheiros de Aventura: Celeste Rodrigues (irmã mais nova de Amália Rodrigues), Vitorino, Rui Veloso e Mário Laginha.

 

O público pedia para que Tim, vocalista dos Xutos & Pontapés, “saltasse”, mas o convite foi recusado, tendo em conta que está ainda a recuperar do tratamento a uma infecção ocular ocorrida em inícios de Agosto.

 

“Não posso estar aos saltos com vocês, porque o doutor não deixou”, disse, aproveitando o momento para dedicar o tema “Voar” aos médicos que o trataram.

 

 

O Auditório 1º de Maio foi marcado pelas actuações de Os Tornados, Brigada Victor Jara, Demian Cabaud com Leo Genovese, Ana Laíns e António Chaínho com Isabel de Noronha e Pedro Moutinho.

 

 

Tal como no dia anterior, sábado, pelo Palco Arraial continuaram a actuar vários grupos corais e etnográficos e ranchos folclóricos.



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Quinta-feira, 18.03.10

 

António Chainho assinala 45 anos de carreira com o lançamento do seu novo disco "Lisgoa, Uma Viagem Musical ao Oriente", celebrando a "universalidade da guitarra portuguesa", juntando-a ao fado e às sonoridades da Índia.

 

Daniel Pinto Lopes

 

O novo disco de António Chainho é "mais uma escala no mapa dos afectos que o guitarrista tem desenhado no planeta", informa a agência do guitarrista em comunicado.

 

Em "Lisgoa", António Chainho viajou para a Índia e encontrou "cumplicidades" e "diferenças "que quis trazer para o seu mundo musical".

 

A primeira apresentação ao público do novo trabalho discográfico de Chainho decorre hoje pelas 18:30 no auditório do edifício sede do Montepio, na Baixa lisboeta.

 

Neste mini-concerto, o guitarrista é acompanhado de Tiago Oliveira na viola; Paulo Sousa na sitar (instrumento musical de origem árabe); Raimund Engelhardt nas tablas (instrumento musical de percursão utilizado na Índia) e as vozes de Isabel de Noronha e Natasha Lewis. O produtor e director musical Carlos Barreto Xavier vai acompanhar Chainho nos teclados.

 

No sábado, António Chainho continua a apresentação de "Lisgoa" no Auditório Eunice Muñoz, em Oeiras, pelas 21:30.

 



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Quinta-feira, 25.02.10

 

O guitarrista António Chainho apresenta em Março o novo trabalho discográfico “Lisgoa”, seis anos após o lançamento do seu último álbum. Com uma carreira de 45 anos, António Chainho recebeu recentemente a medalha de mérito do distrito de Setúbal.

 
Daniel Pinto Lopes
 

Seis anos depois de ter lançado o seu último disco, o considerado mestre da guitarra portuguesa regressa com “Lisgoa”, um álbum onde vai estar presente “uma nova travessia intercontinental”, informa em comunicado a agência que representa António Chainho.

 

Neste trabalho discográfico, a viagem musical prossegue rumo à Índia, “onde o som inconfundível da guitarra de doze cordas se cruza com as tablas, a sitar, os cantares indianos e o Fado, na voz de Isabel Noronha, que o tem acompanhado ao vivo nos últimos três anos”, detalha.

 

Ao longo de mais de 40 anos de carreira, a guitarra portuguesa de António Chainho tem acompanhado alguns nomes da música portuguesa e internacional, como Carlos do Carmo, Maria Bethânia, Adriana Calcanhoto, José Carreras, entre outros.

 

Recorde-se que no passado dia 19 de Fevereiro, sexta-feira, António Chainho recebeu a medalha de mérito do distrito de Setúbal.

 

O “mestre” da guitarra portuguesa é natural de São Francisco da Serra, Santiago do Cacém, localidade pertencente ao distrito de Setúbal.

 



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