Quarta-feira, 24.02.10

 

ÁUDIO da reportagem:

 

O trompetista, compositor, produtor e jurado do concurso Ídolos Laurent Filipe apresenta-se sexta-feira em quarteto no Casino de Lisboa com a The Song Band, proporcionando um concerto mais “íntimo” do que os anteriores e com canções “escolhidas a dedo”.

 
Daniel Pinto Lopes
 

Laurent Filipe começou a tocar trompete – o “seu” instrumento musical – aos 12/13 anos. Aos 15 grava pela primeira vez e começa a ganhar dinheiro com a música.

 

Mais tarde tem formação em piano, porque considera ser um instrumento “mais completo” e com “uma grande paleta de cores”, que lhe foi essencial quando estudou composição.

 

Laurent Filipe confessa ao Expressões Lusitanas que aquilo que o levou para a música e para tocar trompete foi o jazz, após ter ouvido Loius Armstrong e ter visto um trompete – “um amor à primeira vista”.

 

Aprendeu posteriormente vários estilos e foi fazendo formação, passou pelos “estilos mais clássicos” e por “experiências mais modernas”. Desde estes primeiros passos até aos dias de hoje já se completaram 30 anos de carreira. “Passaram depressa, mas de uma forma consistente”, afirma Laurent Filipe.

 

O compositor toca as suas próprias orquestrações e as obras de outros compositores. Já fez colaborações com Mariza e Rui Veloso, prevendo “fazer mais no futuro”, sempre que o convidam. Considera que é um trabalho “interessante”.

 

Actualmente trabalha com a sua The Song Band e é com ela que vai subir ao palco do Casino de Lisboa nesta sexta-feira.

 

“[A banda] é o meu projecto mais recente e está relacionada com as canções, tal como diz o nome. São canções que às vezes não têm letra, mas cujo conteúdo melódico é tão bonito e importante que eu fiz questão de as seleccionar. São a essência das canções”, explica.

 

O concerto no Auditório dos Oceanos vai ser mais “íntimo” do que os anteriores e composto por canções “escolhidas a dedo”, por causa do “conteúdo” da letra ou porque “dizem alguma coisa em particular” a Laurent Filipe. Um repertório que “vai agradar a toda a gente”.

 

Abordando novamente a temática do jazz, Laurent considera que estamos perante um “bom estado” deste género musical em Portugal, “fruto da evolução dos anos”. Se o caminho a ser percorrido continuar nesta “via ascendente”, Portugal pode ter “em breve” mais uma geração de músicos com um “nível perfeitamente europeu”.

 

O trompetista foi recentemente jurado do concurso de caça de talentos musicais Ídolos e afirma que a vitória de Filipe foi “totalmente merecida”. Contudo, para Laurent, Filipe e Diana tiveram uma “vitória dupla”.

 

Ao contrário do que se esperava, o factor Carlos “não baralhou as contas” no final, um concorrente que “podia ter ganho”, tendo em conta a “figura de um ídolo pop” que apresentava.

 

No final, Laurent mostra-se “satisfeito” e “contente” por ter participado no programa, fazendo o “melhor” balanço e aceitando sem reservas a participação num nova e futura edição.

 



publicado por Expressões Lusitanas às 20:39 | link do post | comentar