Sexta-feira, 14.05.10

 

A série policial protagonizada pela actriz Catarina Furtado “Cidade Despida” (RTP) recebeu quatro nomeações na 50ª edição do Festival de Monte Carlo, no grupo de “Série de Televisão/Drama”, informa a RTP em comunicado.

 

Expressões Lusitanas

Redacção

 

A nova série da RTP está nomeada na categoria de “Produtor Internacional” e “Produtor Europeu”, onde concorrem dezenas de produções de várias nacionalidades com destaque para séries, como “Dexter”, “Mad Man”, “The Tudors”, “Lost”, entre outras.

 

O elenco de “Cidade Despida” também se encontra nomeado nas categorias de “Melhor Actriz”, com Catarina Furtado e Cristina Carvalhal, e na categoria de “Melhor Actor”, com Pedro Laginha e Albano Jerónimo.

 

“Cidade Despida” é uma série com guião de Pedro Lopes, direcção de produção de Bruno José, direcção de actores de Ana Nave e com coordenação e realização de Patrícia Sequeira.

 

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Quinta-feira, 22.04.10

Créditos fotográficos: Paula Paz (Destak)


A RTP aposta novamente na ficção em português, mas, desta vez, num policial, formato com “pouca ou nenhuma tradição” em Portugal. ‘Cidade Despida’ apresenta os caminhos sinuosos da investigação criminal, conjugados com vários cenários de combate ao crime violento.

 

Daniel Pinto Lopes

 

A apresentação aos jornalistas de ‘Cidade Despida’ teve lugar num armazém antigo e abandonado na zona oriental de Lisboa, no qual foi possível ver vários cenários e ambientes quase macabros que aludem à própria série.

 

A actriz Catarina Furtado é a protagonista da considerada primeira série policial feita em Portugal e interpreta o papel da coordenadora de investigação criminal da Polícia Judiciária Ana Belmonte, especialista em assassínios em série.

 

Ao todo são 13 episódios fechados, o que significa que a investigação de um determinado crime é resolvida no mesmo episódio, não havendo continuação nos seguintes.

 

A personagem Ana Belmonte é transversal a todos os episódios e, tal facto, faz com que, a determinada altura, a investigadora da Polícia Judiciária seja perseguida, perdendo a objectividade no trabalho e a “viver assustada”, esclarece Catarina Furtado ao Expressões Lusitanas.

 

“Este é o ponto de viragem da personagem e retrata o lado emocional e de fragilidade da Ana Belmonte, que foi muito interessante de fazer, mais do que dar murros e tiros”, detalha.

 

A actriz classifica ‘Cidade Despida’ como “um passo em frente na ficção nacional” e que apresenta o “olhar diferente” da realizadora Patrícia Sequeira.

 

A mesma ideia foi continuada pelo director de programação da RTP. José Fragoso afirma que o género policial em Portugal tem “pouca ou nenhuma tradição” e que o exercício de escrita para uma série deste tipo é “muito mais exigente”.

 

Por sua vez, Jorge Marrecos, o responsável da SP Televisão, produtora de ‘Cidade Despida, sublinha que os textos e guiões são “cem por cento portugueses”.

 

A encenação de ‘Cidade Despida’ esteve a cargo da actriz Ana Nave, que adianta ao Expressões Lusitanas que os intervenientes na série tiveram aulas específicas com instrutores da Polícia Judiciária, nas quais, entre outros exemplos, Catarina Furtado aprendeu a manejar uma arma.

 

Para além de Catarina Furtado, a série conta com a presença dos actores Albano Jerónimo, António Fonseca, Sérgio Silva, António Cordeiro, Miguel Moreira, Pedro Carmo, Pedro Laginha, Cristina Carvalhal, Dinarte Branco e Oceana Basílio.

 

‘Cidade Despida’ tem estreia marcada na RTP 1 para sexta-feira, 23 de Abril, pelas 21:00.



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