Quarta-feira, 04.08.10

 

A Antena 1 assinala hoje, 04 de Agosto, os 75 anos da rádio pública com uma emissão especial entre as 07:00 e as 19:00. A emissão vai ser alternada entre os pivôs António Macedo e Armando Carvalhêda, que vão percorrer “uma viagem pelas memórias da Rádio em Portugal”.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Ao longo das 12 horas de emissão intitulada “75 Anos – Memórias de Uma Vida”, vão marcar presença alguns dos protagonistas do “tempo em que a rádio marcava o ritmo da vida e o palpitar do quotidiano”, afirma a RTP em comunicado enviado ao Expressões Lusitanas.

 

Júlio Isidro, Luís Filipe Barros, Jaime Fernandes, Ruy de Carvalho, Carmen Dolores, Maria Júlia Fernandes, Luís Filipe Costa, João Paulo Diniz, Emídio Rangel, João David Nunes, entre outros, estarão presentes.

 

A emissão será ainda preenchida por músicas que fizeram história durante os 75 anos da rádio pública em Portugal, como Amália Rodrigues, Milu, Sérgio Godinho, José Cid, Rui Veloso, Deolinda, Mariza, Gaiteiros de Lisboa ou Madredeus.

 

O pianista João Balula Cid vai dar o mote para as interpretações ao vivo de Simone de Oliveira, Paulo de Carvalho, Vitorino, Katia Guerreiro, André Sardet ou Luís Represas.

 

Dois excertos de arquivo – “Os primeiros tempos da Emissora Nacional” e “ A menina da Rádio” - e folhetins vão ser transmitidos em momentos específicos de cada hora.



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Sábado, 06.03.10

 

A RTP comemora os 53 anos de emissões com um programa que pretende divulgar e promover a cooperação televisiva e cultural entre os países lusófonos. José Carlos Malato e Vanessa Figueiredo estão em Moçambique para apresentar o programa.

 
Daniel Pinto Lopes
 

No domingo, 7 de Março, a RTP celebra o seu 53º aniversário com um programa especial a emitir da antiga estação de caminhos-de-ferro de Maputo, capital de Moçambique, numa emissão conjunta entre a estação pública portuguesa e a televisão moçambicana.

 

“É uma emissão dedicada à cooperação televisiva, mas também se vai falar sobre educação, cultura, agricultura, de aspectos que estejam relacionados com a cooperação técnica de Portugal com cada um dos países”, explica ao Expressões Lusitanas o director de programas da RTP.

 

José Fragoso refere ainda que a cooperação da RTP com as televisões do espaço lusófono é uma actividade que “não é suficientemente divulgada em Portugal”, tendo, contudo, uma “importância estratégica” e de “proximidade muito grande” junto dos países lusófonos.

 

“A RTP tem um conjunto de profissionais que durante o ano inteiro trabalha directamente com Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné, Moçambique, Angola e Timor Leste, em actividades que vão desde a cooperação na área da formação profissional até à produção de conteúdos”, detalha.

 

O programa vai para o ar em directo na tarde de domingo e conta com a apresentação de José Carlos Malato e Vanessa Figueiredo, profissional da televisão de Moçambique.

 

O programa vai ser feito a partir da capital Maputo, mas, a partir daqui, a emissão vai passar pelos vários países lusófonos, que vão apresentar reportagens, música, entre outros conteúdos.

 

Ao Expressões Lusitanas, José Carlos Malato considera “extraordinário” que a RTP realize este “tipo de serviço público”. Confessa que “não conhecia muito bem” a realidade de “cooperação” e “intercâmbio de experiências” a nível técnico e humano entre as várias televisões da Lusofonia.

 

“Agora dei conta das dificuldades em que vivem e da importância que a RTP tem nas suas vidas, sendo necessário continuar a alimentar esta parceria, porque continuam a ter muitas dificuldades. Por exemplo, a televisão da Guiné ainda funciona com gerador, porque não há electricidade”, destaca.

 

A emissão especial dos 53 anos da estação pública portuguesa tem transmissão em directo na RTP1 e na televisão de Moçambique.

 



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Sexta-feira, 05.03.10

A Rádio Universidade de Coimbra (RUC) completa 24 anos de emissões em FM, algo que, de acordo com a administração, representa uma “grande vitória” por ainda estar no ar, naquela que é a única rádio-escola da Península Ibérica.

 
Daniel Pinto Lopes
 

A RUC comemorou 24 anos de existência no passado dia 1 de Março, uma data que simboliza “uma grande vitória” para a rádio universitária.

 

Ao Expressões Lusitanas, José Santiago, da administração da RUC, refere que a rádio começou por ser um “centro experimental” ainda nos anos 60 e foi a “responsável” pelo processo da lei da rádio no parlamento no tempo da atribuição dos alvará de transmissão (anos 80) às, na altura, rádios pirata.

 

A diferença entre a RUC e as restantes rádios reside no “carácter experimental”, pautando-se por ter uma “escolha à margem” e “fora do habitual” daquilo que se faz nas outras emissoras.

 

José Santiago refere ainda que a RUC, para além de “servir” a comunidade universitária de Coimbra, é a “maior fonte de informação” da cidade, tendo em conta que “não existe” mais nenhuma outra emissora de carácter local.

 

“Não nos fechamos na comunidade universitária, antes pelo contrário. Há outras pessoas a ouvir a RUC, sobretudo quando são feitos os relatos da Académica”, sublinha.

 

O responsável adianta que a RUC é a “única” rádio-escola a funcionar na Península Ibérica, responsável pela formação de mais de uma centena de estudantes e de pessoas que “querem aprender rádio”.

 

A grelha da Rádio Universidade de Coimbra é composta por “programas temáticos” e um variado leque de programas de autor. Tem sete noticiários nos dias úteis com informação sobre a universidade e todo o que lhe está associada, mas não só.

 

“Nunca esquecemos a cidade e temos a preocupação de mostrar o que se passa em Coimbra, porque não são só o estudantes que ouvem a rádio”, detalha.

 

No âmbito dos 24 anos, a RUC realizou uma emissão de 24 horas durante a qual foram recuperados sinais horários e “jingles” antigos e programas que já passaram pela antena, tentando, desta forma, “mostrar o que foram estes 24 anos de rádio”.

 

Amanhã, 6 de Março, e com repetição no dia 28, a RUC apresenta o evento “Música Imperfeita”, cuja filosofia passa por transformar as instalações da rádio num “instrumento criador de música”, com o objectivo de cada um se dirigir à emissora e “demonstrar a sua música” em antena.

 



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Quinta-feira, 18.02.10

 

A Antena 1 realizou uma parceria com a Comissão Nacional das Comemorações do Centenário da República, no âmbito da qual a estação pública dedica curtos espaços de emissão diários e um mais alargado ao domingo sobre a temática.

 
Daniel Pinto Lopes
 

Em comunicado enviado, a rádio pública escreve que nos 100 anos da República, a Antena 1 torna-se na Rádio República.

 

“Todos os dias, às 07:42, a Voz da República por João Paula Guerra. Todos os dias, às 09h43, a Repórter da República por Cláudia Almeida”, pode ler-se no mesmo comunicado.

 

A jornalista Maria Flor Pedroso conduz aos domingos, depois das 13:00, a Rádio República, um programa semanal de actualidade, que cria, de acordo com o comunicado, “um discurso que transporte o ouvinte para a época ou acontecimento, através de reportagem nos locais e com protagonistas relacionados com o tema, época ou acontecimento”.

 

Em cada programa de “Rádio República” vão ser dados a conhecer os “protagonistas da República”, tais como políticos, empresários, professores, desportistas, artistas, entre outros.

 



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Quinta-feira, 28.01.10

 

O actor português Vasco Santana comemorava  hoje 112 anos de idade, caso estivesse vivo. Dedicou-se exclusivamente à carreira no mundo do teatro e do cinema, enaltecendo a comédia, com a qual alcançou o estatuto de estrela.

 

Daniel Pinto Lopes

 

Nascido a 28 de Janeiro de 1898, o actor ficou célebre pelas participações em várias longas-metragens, tais como "O Pátio das Cantigas" (1942) e "A Canção de Lisboa" (1933).

 

O consagrado actor é responsável por algumas das mais conhecidas e cómicas expressões que ainda se pronunciam no dia-a-dia. Exemplos disso são "Evaristo, tens cá disto?" ou "Chapéus há muitos, ó palerma!"

 

Vasco Santana iria falecer aos 60 anos de idade, no dia 13 de Junho de 1958, em Lisboa.

 



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Quarta-feira, 27.01.10

 

 

O Jornal do Fundão e a Rádio Jornal do Fundão celebram esta quarta-feira o 64º e o 20º aniversários, respectivamente. O periódico foi fundado a 27 de Janeiro de 1946 por António Maria Paulouro, que o dirigiu até à sua morte, em 2002. *com JN
 
A história do jornal está ligada à luta pelo progresso da Beira Interior e ao combate antifascista. Em Janeiro de 1963, o presidente brasileiro Juscelino Kubitschek visitou o Fundão a convite do jornal, facto que desencadeou a raiva do regime salazarista e levou à censura.
 
Aliás, o Jornal do Fundão foi o que mais sofreu com o lápis azul, tendo estado, em 1965, suspenso durante seis meses por publicar a notícia da atribuição do Prémio da Sociedade Portuguesa de Escritores a Luandino Vieira.
 
O jornal reclama para si a mobilização por melhores vias rodoviárias que levou à construção do túnel da Gardunha (cujo primeiro troço foi inaugurado em Novembro de 1997) e ao regadio da Cova da Beira, em construção.
 
Dirigido por Fernando Paulouro Neves, actualmente propriedade da Controlinveste (que detém o JN), o Jornal do Fundão tem uma tiragem média de 15 mil exemplares e é publicado às quintas-feiras.
 
De acordo com a informação da Marktest (empresa de estudos de audiência), o periódico é o jornal regional mais lido no distrito de Castelo Branco com uma audiência de 28,1%. O leitor-tipo do semanário é homem, empregado, com idade entre os 35 e os 54 anos


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Terça-feira, 12.01.10

 

O grupo bracarense Mão Morta está a gravar o novo álbum de originais em estúdios do Porto e de Braga, com lançamento marcado para Abril de 2010, ano em que celebram 25 anos de existência.
 
Daniel Pinto Lopes
 
O novo disco dos Mão Morta, que sucede a “Nus” (2004), vai ser lançado para o mercado sob a chancela da nova editora com a qual o grupo assinou – a multinacional Universal Music Portugal. A apresentação oficial vai ocorrer no final de Abril num concerto no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.
 
Recorde-se que os Mão Morta são autores dos álbuns “Mão Morta”, “Corações Felpudos”, “Mutantes S.21”, “Muller no Hotel Hessischer Hof” ou “Primavera de Destroços” e galardoados com alguns dos principais prémios da crítica musical.
 
A banda originária de Braga é constituída por Adolfo Luxúria Canibal, Miguel Pedro, António Rafael, Sapo, Vasco Vaz e Joana Longobardi.


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Domingo, 29.11.09

     

 

A Revolução Francesa ocasionou diversos conflitos - as chamadas Guerras Napoleónicas - protagonizadas por França e Inglaterra, as maiores potências europeias, entre finais do século XVIII e inícios do século XIX, mas que envolveria outras nações.
 
Dentro da estratégia hegemónica de Napoleão Bonaparte, que se tornara Imperador de França em 1804, o domínio da Península Ibérica era fundamental para travar o forte poder marítimo inglês no Atlântico e nos portos comerciais do Mediterrâneo, assim como o seu poder económico, uma vez que quem dominava economicamente, tinha igualmente a supremacia política na Europa.
 
Para o conseguir, Napoleão decretou, a 21 de Novembro de 1806, o Bloqueio Continental, isto é o encerramento dos portos de todos os países europeus ao comércio inglês, pretendendo, deste modo, enfraquecer Inglaterra. Para tal, importava sobremodo a adesão dos países situados nos extremos do continente europeu, nomeadamente os do Império russo e da Península Ibérica.
 
Excepto Portugal, histórico aliado dos ingleses, que manteve uma política de neutralidade, embora simpatizante de Inglaterra, todas as nações fecharam os seus portos ao comércio com Inglaterra.
 
Como consequência, no final de 1807, um exército francês de 24.000 homens, sob o comando do general Jean-Andoche Junot, invadiu Portugal, apoiado por três exércitos espanhóis. Os portugueses não ofereceram resistência, tendo o príncipe regente, D. João, partido para o Brasil com a família real e a respectiva corte, escoltado por uma frota inglesa, assegurando, deste modo, a independência nacional.
 
Junot formou então governo em Lisboa, e as suas tropas ocuparam importantes fortalezas do reino. O governo britânico reagiu, auxiliando Portugal com um exército, em Agosto de 1808, comandado por Sir Arthur Wellesley, futuro duque de Wellington, que combateu o exército de Junot no Vimeiro e negociou a Convenção de Torres Vedras-Lisboa, comummente designada por Convenção de Sintra, para a expulsão das tropas francesas de Portugal.
 
O exército francês invadiu de novo o país, pelo Norte, desta vez comandado pelo marechal Nicolas Soult, ocupando a cidade do Porto. Wellesley regressou a Portugal com tropas britânicas. Com o apoio de um exército português, reorganizado sob o comando do marechal William Carr Beresford, tendo atacado Soult e expulsado os soldados franceses de Portugal.
 
Determinado a vencer a Guerra Peninsular, Napoleão enviou o seu melhor marechal André Masséna, para que invadisse novamente o reino de Portugal, com 65.000 homens, em Setembro de 1810.
 
Entretanto, Inspirado nos trabalhos de José Maria das Neves, Arthur Wellesley enviou, a 20 de Outubro de 1809 um Memorando a Fletcher, mandando construir secretamente um conjunto de fortificações.
 
O Memorando mandava reconhecer o terreno e fortificar os pontos mais convenientes e defensáveis, criando um sistema de defesa que viria a ser conhecido por Linhas de Torres Vedras – três linhas com um total de 152 redutos e 600 peças de artilharia, um sistema de comunicações com postos de sinais, defendido por 36.000 portugueses, 35.000 britânicos, 8.000 espanhóis e cerca de 60.000 homens de tropas portuguesas não regulares, estendidos ao longo de mais de 88 quilómetros - o maior sistema de defesa efectiva na história, construído durante a Guerra Peninsular, sob a direcção do Tenente-coronel britânico Richard Fletcher, que deu aos acontecimentos de Portugal uma dimensão europeia.
 
É este acontecimento singular da história – As Linhas de Torres Vedras - que aqui se presentifica, procurando fazer-se a sua comemoração, passados 200 anos da sua construção.
 
Carlos Guardado,
Presidente da Comissão Executiva
 
(retirado da página oficial das comemorações dos 200 anos das Linhas de Torres Vedras)
 
Foto: CM Sobral de Monte Agraço


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