Sábado, 27.02.10

 

ÁUDIO da reportagem:

 

Cinquenta anos depois do início do grupo Duo Ouro Negro surge “Muxima”, um disco de homenagem a este grupo musical angolano, reunindo os seus grandes êxitos. Janita Salomé, Filipa Pais, Rita Lobo e Yami emprestam as vozes a “Muxima”.

 
Daniel Pinto Lopes
 

“Muxima” é o nome que dá vida ao álbum de homenagem ao Duo Ouro Negro, assinalando os 50 anos do início do grupo angolano que marcou a década de 60 em Portugal e, a partir daqui, várias gerações.

 

O novo projecto é formando por quatro músicos lusófonos: os portugueses Janita Salomé e Filipa Pais, a cabo-verdiana Rita Lobo e o angolano Yami.

 

A ideia surgiu do produtor Manuel D’Oliveira, que, ao Expressões Lusitanas, refere que o Duo Ouro Negro é um grupo que “faz parte do seu imaginário desde muito cedo”.

 

Há cerca de dois anos, Manuel D’Oliveira estava a tocar com o pai temas do Duo Ouro Negro e, nesse instante, sentiu “saudade” de ouvir este repertório, que estava “desaparecido da rádio e da actualidade”. A “coragem” foi assim “crescendo” para fazer um disco de homenagem.

 

Manuel D’Oliveira tinha a noção de que o repertório do Duo Ouro Negro tem uma “característica muito forte nas vozes” e, por esta razão, queria ter quatro vozes: duas masculinas e duas femininas.

 

“Fui procurar cantores que tivessem, para além de capacidade interpretativa, grandes vozes para que fosse mais fácil fazer as harmonias a quatro vozes”, detalha.

 

O nome do disco de homenagem é “Muxima”, que significa coração na língua kimbundo. Em jeito de curiosidade, Muxima é também o nome de uma vila localizada na província de Bengo, em Angola, onde está a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, mais conhecida pela Igreja de Nossa Senhora da Muxima.

 

Um dos intérpretes que empresta a voz às canções do Duo Ouro Negro, Janita Salomé, diz sentir-se “honrado” por ter sido convidado e afirma ter o grupo angolano nas “memórias de adolescência”. Refere ainda que o Duo Ouro Negro conseguiu manter a respectiva cultura, tendo como “ponto de honra” o “conservar” e o “fazer tudo” a partir da sua cultura.

 

“Vinham suportados na sua cultura africana. Não se limitaram a chegar a Portugal e ajustarem-se à música europeia ou ocidental. Trouxeram a sua cultura e mantiveram-na sempre como ponto de honra”, explica.

 

Janita Salomé mantinha uma “excelente” relação com Raúl Indipwo, um dos dois elementos do Duo Ouro Negro e afirma que a homenagem que agora está ser feita é “merecida” e “justa”.

 

Para quem ainda não ouviu o disco, Janita Salomé sustenta que se pode esperar uma “grande surpresa”, destacando os arranjos “sóbrios” feitos pelo produtor Manuel D’Oliveira e a “solidez” do projecto.

 



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"Muxima” é o nome que dá vida ao álbum de homenagem ao Duo Ouro Negro e que assinala os 50 anos do seu início.

 

Este novo projecto é formado por quatro músicos lusófonos: os portugueses Janita Salomé e Filipa Pais, bem como a cabo-verdiana Ritinha Lobo e o angolano Yami (co-director musical e baixista).

 

O Expressões Lusitanas esteve na apresentação de "Muxima" na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa. Pode ler aqui a reportagem na íntegra: http://expressoeslusitanas.com/143436.html

 



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