Sábado, 17.04.10

 

No dia em que Herman José volta à RTP com um novo programa, o humorista conversou com o Expressões Lusitanas sobre a “necessidade” de regressar à televisão pública, algo “muito desejado” pelo humorista e que “não se tratou de uma coincidência”. Herman José confessa que estava à espera de “voltar mais tarde” à RTP, mas, entretanto, a oportunidade surgiu, de uma maneira “muito normal” e “simpática”. Apesar de voltar à televisão, Herman José vai continuar com os seus espectáculos ao vivo, algo que lhe é “essencial”. Em “águas de bacalhau” está a proposta que recebeu para voltar à rádio, uma notícia adiantada em exclusivo pelo Expressões Lusitanas no final de Dezembro do ano passado.

 

Expressões Lusitanas: Como classifica este seu regresso à RTP?

Herman José: O meu pai dizia-me muitas vezes que tinha tido bastante trabalho em conquistar a minha mãe. Era uma miúda muito bonita, novinha, que andava ali de um lado para outro e ele ficou completamente passado. Andou ali tempos à volta para ver se a paixão se dava… até que deu! Este meu regresso à RTP foi igual. Tinha uma necessidade de alma absoluta de voltar à RTP e, às tantas, a coisa deu-se. É um regresso muito desejado e não uma coincidência.

 

Expressões Lusitanas: Trata-se de um regresso por si muito desejado, mas que teve várias fases. Uma primeira recusa, digamos assim, por parte da RTP e um segunda fase posterior, em que a televisão pública soube que era a altura de o Herman regressar.

Herman José: Sim… Eu não lhe chamo recusa, mas, antes, boa gestão. Não é papel do canal público abrir, de repente, as portas às pessoas que lhes apetece voltar por capricho. Portanto, na altura não tinha espaço na programação da RTP. Esta paragem foi muito importante e regeneradora para mim, porque voltei aos espectáculos… Eu estava à espera de voltar mais tarde à RTP, mas, entretanto, esta oportunidade surgiu de uma maneira muito normal e simpática.

 

Expressões Lusitanas: O que podemos ver no Herman 2010? Como é que descreveria o seu novo programa?

Herman José: Acho que mau não vai ser, porque vou estar tão perto daquilo que gosto e quero fazer e, neste sentido, vai ser um bom serão de televisão.

 

Expressões Lusitanas: Vai inovar, introduzir novos elementos ou recuperar alguns mais antigos? Como vai ser feita a gestão?

Herman José: Sou muito inquieto e não me contento com mais do mesmo, portanto, inevitavelmente, vou inovar. Não digo que seja nos primeiros programas, porque aí temos de jogar pelo seguro, mas não tenho dúvida de que lá pelo meio vou começar a levantar voo… Vou começar a voar baixinho como os crocodilos.

 

Expressões Lusitanas: O título “Herman 2010” é para si simbólico? Um recuperar dos “Herman 98” e “Herman 99” e do sucesso que foram?

Herman José: O título não é meu, mas das Produções Fictícias. Achei-o tão lógico, que não foi preciso inventar títulos. Não houve qualquer tipo de discussão.

 

Expressões Lusitanas: Com o regresso à televisão vai manter os seus espectáculos ao vivo?

Herman José: Isso é essencial para mim. Deu-me tanto trabalho recuperar a teia e a confiança do público que só vou desistir quando morrer.  Dou-lhe vários exemplos americanos de ídolos meus, como, por exemplo, o Don Rickles, que tem 83 anos e ainda está no activo, e o George Burns, que morreu com 100 anos e ainda fazia espectáculos. Acho que vou ser um desses velhos malucos.

 

Expressões Lusitanas: Continua a promover o seu recente disco "Adeus, Vou Ali e Já Venho"?

Herman José: O disco faz parte do meu espectáculo, mas a música faz parte da minha vida. Seria incapaz de viver sem ela. É, se quiser, a minha única droga.

 

Expressões Lusitanas: Qual é o estado actual do convite que lhe foi formulado para regressar à rádio? Ficou em “águas de bacalhau” a partir do momento em que aceitou voltar à televisão?

Herman José: O drama da rádio é que já não tem a mesma pujança económica que tinha antigamente. Pus as minhas condições e o pedido de namoro ficou aberto até a entidade contratante arranjar um patrocinador que esteja para aí virado. Para eu voltar à rádio há-de ser num contexto muito trabalhoso e de escrita e, desta forma, não vale a pena voltar porque sim.

 

Expressões Lusitanas: Volta a recuperar o paradigma de que não está na rádio só para aquecer, utilizando palavras suas ditas numa das entrevistas concedidas ao Expressões Lusitanas?

Herman José: Ou é para trabalhar à séria e fazer bem ou, então, mais vale não fazer.

 

Expressões Lusitanas: O convite mantém-se ainda em aberto?

Herman José: Sim, como se fosse uma ferida…

 

Expressões Lusitanas: Ferida em que sentido? Algo que o incomoda?

Herman José: No sentido de Frida Kahlo, que foi uma grande pintora mexicana…

 

 

AMANHÃ: Entrevista a Bruno Nogueira

 

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Segunda-feira, 01.02.10

  

ÁUDIO:

 

 

Daniel Pinto Lopes

 

José Candeias regressa esta segunda-feira, 1 de Fevereiro, à rádio. A Antena 1 convidou o comunicador para fazer parte das renovadas manhãs da estação pública. “Orgulho” e “desafio” são as duas palavras que José Candeias atribui a este seu regresso. Para trás fica a passagem durante sete anos na Media Capital Rádios, da qual saiu recentemente por razões “não muito simpáticas”, sentindo-se “injustiçado”. O comunicador refere ainda nesta entrevista exclusiva ao Expressões Lusitanas que está concentrado e a apostar naquilo que agora está a fazer. Neste sentido, e para já, na circunstância, é “impensável” um futuro regresso à Rádio Renascença, emissora por onde começou aos 20 anos de idade. Mas a “vida dá tantas voltas”…

 

Expressões Lusitanas: Como classifica este seu regresso à rádio?

José Candeias: Com muito orgulho e é, de novo, um desafio a nível pessoal e profissional. Tenho novamente de mudar de horários e de acordar cedo, o que não deixa de ter algumas vantagens e uma ou outra inconveniência, mas tudo isso se supera pela parte profissional: o facto de voltar a fazer uma das coisas de que mais gosto. Um programa com vida. Nunca fui programado para fazer emissões de discos, porque acho que isso é muito fácil e não me entusiasma. O que é uma “dificuldade”? É poder saber que entro em antena às 05:00 e tentar descobrir uma história em cada ouvinte, como se fosse uma psicologia da rádio.

 

Expressões Lusitanas: Posso concluir que a interactividade com os ouvintes lhe faz falta?

José Candeias: Sim, faz-me falta pessoal e profissionalmente, porque gosto e vivo muito a rádio. Sinto-me realizado.

 

Expressões Lusitanas: O final da madrugada é o horário de que mais gosta? Recordo que já fez emissões à tarde…

José Candeias: Já fiz todos os horários! Neste caso, o horário 05:00-07:00 é entusiasmante, porque àquela hora as pessoas não têm poluição sonora e não estão invadidas por outras dinâmicas. A mensagem chega mais facilmente ao ouvinte. As pessoas interiorizam muito mais facilmente a mensagem. É uma estratégia não inovadora, mas esclarecedora daquilo que se pretende fazer no terreno, em que se vai apostar neste horário para se dinamizar a partir daí. Penso que é uma aposta que nos vai trazer bastantes alegrias.

 

Expressões Lusitanas: O José Candeias vai agora recuperar na Antena 1 um horário que fez anteriormente no Rádio Clube Português. Como surgiu o convite da rádio pública?

José Candeias: Diria que poderia já haver uma intenção. Saí da Media Capital [grupo que detém o Rádio Clube Português, entre outras emissoras de rádio] … Não vale a pena invocar aqui quaisquer razões, apesar de não terem sido razões, diria, muito simpáticas…

 

Expressões Lusitanas: Ainda se sente lesado?

José Candeias: Sinto-me injustiçado, mas a vida é mesmo assim. Perante este convite e uma situação de injustiça verifico que a Antena 1 apostou em mim e, sendo uma aposta da estação para vencer, este facto dá-me bastante boa energia, sabendo que estou com boas perspectivas de trabalho, no aspecto de poder fazer novamente aquilo de que gosto. De vez em quando, as transições são necessárias para surgir novas oportunidades…

 

Expressões Lusitanas: Ou seja, tem boas expectativas neste seu regresso à rádio, agora na Antena 1?

José Candeias: Só posso ter boas expectativas! Sempre fui muito teimoso. Sou ainda mais teimoso quando digo que a rádio não é um produto imediato, algo que já não se saiba há muito tempo. A rádio é um produto que tem de ser alicerçado. Lá diz aquela expressão “Estranha-se, mas depois entranha-se”. O facto de agora estar ligado novamente a este horário é para criar, de novo, um programa que o público merece.

 

Expressões Lusitanas: Vai ser fácil captar de novo os seus ouvintes do Rádio Clube para a Antena 1? Provavelmente, muitos ouvintes seus perguntam por onde estará o José Candeias.

José Candeias: Vamos começar por aí. Então, eu estou aqui na Antena 1 e o convite fica feito. É assim: eu já fiz o horário durante doze anos (no total). É preciso que se entenda que as pessoas que ouviam há 10/11 anos atrás poderão não ser as mesmas, mas foram essas pessoas que me deram o capital de valor. Gostando deste horário e de comunicar com o público, pretendo que aqueles que vão ouvir pela primeira vez sejam também os protagonistas. Aqueles que já ouvem há muito tempo estão igualmente convidados. Dou um exemplo: recebo um amigo em casa. Em primeiro lugar pretendo conhecê-lo, saber dos seus gostos e da sua capacidade de relacionamento. A partir do momento em que está em na minha casa e, sendo um convidado que conheço, vou procurar entusiasmá-lo – perdoe-me o exemplo – com um bom prato, um bom vinho ou com algo que o agrada. Em suma, é a natureza e a lei da vida e das coisas, mas transposta para a rádio.

 

Expressões Lusitanas: Não pondera a longo prazo o regresso à Rádio Renascença, emissora por onde começou?

José Candeias: Às vezes costuma-se dizer que o homem regressa às suas origens, mas, neste caso, não. Por uma razão muito simples: eu gosto de fechar ciclos e nunca as coisas seriam as mesmas. Mas, o futuro a Deus pertence e não quero fechar portas. Agora quero apostar naquilo que estou a fazer e nem tão pouco pensar, em qualquer circunstância, que possa ser alheia e que esteja para além disto, pois é perturbador e não cria a boa capacidade e energia para desenvolver aquilo que agora estou a fazer. [O regresso à Renascença] é impensável na circunstância. Agora que a vida dá tantas voltas… Isso não me compete a mim analisar, nem quero.

 



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Quinta-feira, 29.10.09

                          

 

O jornal espanhol ‘El Pais’ (grupo Prisa) considera que Mafalda Arnauth tem “a voz mais arrebatadora entre as fadistas da nova geração”. A fadista deu a conhecer, em Madrid, na terça-feira, os temas do mais recente álbum “Flor de Fado”.
 
Lisboeta de 35 anos, a fadista deu ao diário espanhol uma entrevista, na qual aparece descrita como “talentosa, bonita, decidida, hipersensível” e que se propôs a “demonstrar que a poesia cantada constitui o melhor bálsamo para enfrentar o amargo e doce da existência”.
 
Leia a entrevista integral ao diário espanhol
 
“Concebo o canto como uma forma de transmitir coisas boas. A voz é o veículo do coração. E cantar fado serviu para me reconhecer frágil e pequena. O fado ensina-nos que nada é seguro”, referiu Mafalda Arnauth ao ‘El Pais’.
 
Para a fadista, e tendo como pano de fundo a referência ao ‘single’ “O Mar Fala de Ti”, o mar pressupõe uma “fonte de inspiração constante”, a “sensação de imensidão e medo”. Por tal razão, Mafalda Arnauth admite ao diário espanhol que a “ausência de mar seria a principal dificuldade que encontrava na hora de ir morar para Madrid”.


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Quinta-feira, 18.06.09

                    

 

A cantora Joana é a convidada do Expressões Lusitanas para mais uma edição especial em formato "podcast".
 
Joana começou muito nova a cantar fado, quando, um dia, e numa sessão de fado no Algarve, foi descoberta pelo músico Luís Filipe Reis. A partir daqui enveredou por um estilo de música mais popular, apesar de ainda sentir "saudades" dos tempos em que cantava fado.
 
Com sete discos editados, em que o mais recente chama-se "Cacetete" (na foto), Joana pretende ser "a versão feminina de Quim Barreiros".
 
Este último disco já teve ajuda na produção e na escrita das letras de um outro grande nome da música popular portuguesa, o Emanuel.
 
Para ouvir este "podcast" basta apenas carregar no "play". Se experienciar algum problema na audição dos "podcasts", por favor envie um e-mail para expressoeslusitanas@gmail.com Obrigado!

 

 

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Sexta-feira, 24.04.09

                                          

 

 

António Sala entrevista o fadista Hélder Moutinho, que regressa às canções e aos discos com o novo trabalho ‘Que Fado é Este Que Trago”, uma conversa que vai para o ar na Rádio Renascença (RR), entre as 10:00 e as 11:00.
 
“Este sábado faça uma viagem única por uma história imaginária acerca do fado: ‘de onde poderá ter vindo, por onde pode ter passado e para onde poderá ir’”, pode ler-se na página web da RR.
 
“Uma viagem que, no seu segundo disco, é feita através de 15 temas, que passam pelo fado tradicional, pelo fado-canção, terminando com fados originais escritos recentemente”, lê-se.
 
Na entrevista de António Sala pode, de acordo com a RR, ficar também a conhecer o cantor, o autor, o compositor e o empresário Hélder Moutinho.
 
Fonte: Rádio Renascença
Fonte da imagem: Rádio Renascença


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Quinta-feira, 23.04.09

 

Oiça a entrevista em formato "podcast", bastando para isso clicar no "play".

 

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Copyright © 2009 Daniel Pinto Lopes/Expressões Lusitanas

 

A TVI e a RTP são dois dos parceiros privilegiados para o regresso de Herman José à televisão em Setembro, admitindo que sente “nostalgia do passado” e destaca o mau momento vivido pela estação privada – SIC.

 

Ao fim de oito anos, o Herman deixa a SIC e diz estar no mercado.

 

“É o final de uma época, sem grandes guerras”, disse o humorista ao Expressões Lusitanas, admitindo que Herman e a SIC começaram a ser “quase dois corpos estranhos a conviver um com o outro”.

 

Os últimos programas que Herman José apresentou na SIC foram ‘Chamar a Música’, “um grande êxito de audiências”, e ‘Roda da Sorte’.

 

“Adorei [a Roda da Sorte], mas precisava de tempo para maturar. Começámos num horário completamente queimado, com cerca de 400 mil espectadores, e acabámos com quase o dobro da audiência”, referiu o humorista ao Expressões Lusitanas.

 

“Aparentemente, para a direcção de programas da SIC, esta façanha não terá sido suficiente e fomos substituídos por um programa que fez o percurso ao contrário”, ou seja, “começou com 800 mil espectadores e baixou para os 400 mil”, explicou o humorista.

 

‘Roda da Sorte’ foi substituído por ‘Nós Por Cá’ de Conceição Lino, que “faz muito bem aquele programa”, disse Herman, apesar de não concordar com a estratégia seguida pela estação de televisão.

 

“Num canal generalista ter uma hora de informação ligada depois a mais uma hora [o ‘Jornal da Noite’] e muitas vezes com mais outra hora de informação, quando há debates, por exemplo, cria uma ausência de diversidade, um tipo de monocultura, que não me parece que seja uma boa programação”, sustentou Herman José.

 

Na entrevista ao Expressões Lusitanas, o humorista disse ainda estar em contacto com o mercado e, portanto, “as coisas precisam de tempo”, dedicando-se nos próximos meses aos espectáculos que tem ao vivo e, eventualmente, para Setembro terá “uma decisão tomada para o regresso à televisão”.

 

Mais: a RTP e a TVI são dois “parceiros privilegiados” para o regresso à televisão em Setembro.

 

Teremos de esperar até este mês para uma novidade? “A menos que haja um convite maluco, daqueles feitos à pressa, divertidos e que eu aceite”, o que “pode ser que aconteça, nunca se sabe”, adiantou.

 

Herman José disse não sentir mágoa em todo este processo, mas nostalgia. “Adorava poder voltar atrás e reviver anos fantásticos que vivi, mas isso faz parte da condição humana”.

 

Para o humorista, a SIC vai ter “de mudar de mãos”, porque “assim como está não se vai aguentar”, tendo de ser uma “empresa gerida numa outra maneira”, não podendo “voltar a ter tantos erros em tantos anos”, visto não haver “orçamento nem dinheiro que aguente”.

 

Neste momento, Herman dedica-se sobretudos aos espectáculos e está a preparar um disco “divertidíssimo”, que vai sair antes do Verão, com o título “genérico” ‘Adeus, Vou Ali e Já Venho’.

 

Para o futuro, o humorista, que diz não se sentir uma pessoa privilegiada, afirmou ter um projecto de vida, que é, “basicamente, ser feliz”.

 

Fonte da imagem: Copyright © 2009 Daniel Pinto Lopes/Expressões Lusitanas

Podcast, entrevista e texto: Daniel Pinto Lopes

Agradecimentos: Herman José e Susana Silva (Hermanias)



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Segunda-feira, 13.04.09

                             

 

 

É hoje lançado “Um Copo de Sol”, o novo disco do fadista Pedro Moutinho, composto por 12 temas, na maioria inéditos, e que marca a estreia de Rodrigo Leão nas lides do fado.
 
Este é o terceiro disco editado pelo jovem fadista, irmão de Camané e de Hélder Moutinho, e que faz do fado a sua vida.
 
O Expressões Lusitanas esteve à conversa, por e-mail, com Pedro Moutinho sobre o novo disco.
 
Expressões Lusitanas: O que podemos esperar de “Um Copo de Sol”?
Pedro Moutinho: É um disco em que tento dar o que dei no álbum anterior – "Encontro" –, com vários fados tradicionais e com alguns temas novos de algumas das minhas referências da música portuguesa.
 
Expressões Lusitanas: Porquê “Um Copo de Sol” para título do disco?
Pedro Moutinho: Acima de tudo considero que é um disco com energia e positivo. Por isso, quando o ouvi, achei que fazia sentido chamar-se "Um copo de Sol", também pelas novas historias que conto.
 
Expressões Lusitanas: “Um Copo de Sol” é o seu terceiro disco editado. Nota alguma diferença ou evolução em relação aos outros dois álbuns?
Pedro Moutinho: Acho que é diferente dos outros álbuns, mas com algumas semelhanças, porque continuo a cantar fados tradicionais. Penso que algumas das diferenças estão nos novos compositores e poetas que convidei para este disco. Como fadista tento sempre aprender e ganhar mais maturidade em cada disco que faço.
 
Expressões Lusitanas: Como surgiu o convite de Rodrigo Leão para se estrear pela primeira vez nas lides do fado?
Pedro Moutinho: Sempre gostei muito do trabalho dele e acabei por tomar coragem e ir falar com o Rodrigo. Ele percebeu aquilo que eu queria e surgiu o "Passo Lento".
 
Expressões Lusitanas: Como correu a primeira apresentação do disco no Cinema São Jorge, em Lisboa, na quarta-feira? Foi bem aceite pelo público presente?
Pedro Moutinho: Correu muito bem, não podia esperar melhor. Penso que o público reagiu muito bem aos novos temas.
 
Expressões Lusitanas: O Pedro Moutinho faz parte de uma família de fadistas. Tal facto influenciou o seu caminho ou, pelo contrário, tentou seguir o seu rumo?
Pedro Moutinho: O facto de ter crescido numa família ligada ao fado influenciou-me muito, mas também fez com que eu procurasse o meu próprio estilo e o meu próprio caminho.
 
O álbum do fadista, que pertenceu ao Coro Santo Amaro de Oeiras, vai ser o primeiro a sair para o mercado pela editora discográfica Iplay, depois de a SIC a ter vendido à Fantasy Day/Lemon.

 

 

Fonte da imagem: EGEAC

Agradecimentos: Pedro Moutinho e Fátima Mineiro (UGURU)



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Terça-feira, 23.12.08

 

                                         

 

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Madrid, 16 de Abril de 2008, 22 horas.

 

Começa, um pouco atrasada, mais uma sessão do Festival de Cinema Europeu em Madrid, nos Cines Princesa. Um festival promovido pela "Picture Europe" e pela "EFP – European Film Promotion", ou seja, em português, Promoção de Filmes Europeus.

 

O filme a exibir é "Corrupção", que, em Portugal, bateu recordes de bilheteira.

 

Os dois convidados especiais de esta sessão de cinema europeu são o actor Nicolau Breyner e o produtor Alexandre Valente.

 

No final do filme, houve tempo para entrevistar Nicolau Breyner, que faz o papel do polémico Presidente.

 

Páginas a ter em conta:

http://www.pictureurope.eu/2008/en/index.php?stadt=madrid

http://youtube.com

 



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