Quarta-feira, 24.11.10

 

“As mensagens intemporais de José Afonso numa nova sonoridade”. É desta forma que o disco “Zeca Sempre” é apresentado,  num projecto que junta os músicos Nuno Guerreiro (ex-Ala dos Namorados), Olavo Bilac (Santos e Pecadores), Tozé Santos (Per7ume) e Vítor Silva.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Os quatro músicos juntaram-se para um projecto de homenagem ao cantor, músico e autor José Afonso, que, de acordo com a agência do grupo em comunicado enviado ao Expressões Lusitanas, foi “pioneiro de uma estética musical alternativa ao ‘nacional cançonetismo’” e teve um contributo “inovador na redescoberta e valorização da música de raiz tradicional”.

 

A escolha dos quatro intérpretes de “Zeca Sempre” baseou-se em três aspectos – África, Porto/Coimbra e sul do país, pode ainda ler-se no comunicado.

 

“O Que Faz Falta” dá o mote ao primeiro registo discográfico dos “Zeca Sempre”, grupo que “redescobre as músicas de intervenção, populares e até as vivências mais desconhecidas de José Afonso”, nomeadamente a passagem pelos fados de Coimbra.

 

O disco inclui doze canções seleccionadas do vasto espólio de José Afonso e são agora recordadas em diferentes registos e com novos arranjos musicais.

 

Juntamente com o álbum está um DVD com as imagens do documentário “Legados de José Afonso”, um trabalho realizado por Filipe Carvalho e Marco Pereira, no âmbito da tese final do curso de Comunicação da Universidade Lusófona.



publicado por Expressões Lusitanas às 20:56 | link do post | comentar

Sexta-feira, 23.07.10

 

Se a diva do fado estivesse viva, Amália Rodrigues completaria hoje, 23 de Julho, 90 anos de idade. Para celebrar a efeméride, a RTP exibe o programa “As Cordas de Amália” (RTP 2) e o filme restaurado e inédito em televisão “Vendaval Maravilhoso” (RTP 1).

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista


Hoje, às 21:00, a RTP 2 estreia o programa ‘As Cordas de Amália’, que retrata as “testemunhas do sucesso de Amália” nas vozes de Raul Nery, Fontes Rocha e Joel Pina, que acompanharam a diva ao longo de vários anos.

 

“Com a fadista pisaram palcos mundo fora. Ouviram os mesmos aplausos. Enfrentaram as mesmas plateias comovidas. Não foram  apenas testemunhas do sucesso de Amália. Foram actores da excepcional história da cantora e das suas conquistas”, explica a RTP em comunicado enviado ao Expressões Lusitanas.

 

Por seu lado, a RTP 1 exibe ‘Vendaval Maravilhoso’, um filme inédito e restaurado. Realizado em Portugal no ano de 1949 por José Leitão de Barros, o elenco é composto por Amália Rodrigues, Barreto Pereira e Paulo Maurício.

 

‘Vendaval Maravilhoso’ expõe a vida “agitada” e “trágica” de Castro Alves e as suas “inclinações sentimentais” até encontrar Eugénia Câmara, o seu “verdadeiro e grande amor”, no decorrer de “um dos maiores acontecimento brasileiros do século XIX” -  a libertação dos escravos, detalha a RTP.



publicado por Expressões Lusitanas às 20:28 | link do post | comentar

Sábado, 27.02.10

 

ÁUDIO da reportagem:

 

Cinquenta anos depois do início do grupo Duo Ouro Negro surge “Muxima”, um disco de homenagem a este grupo musical angolano, reunindo os seus grandes êxitos. Janita Salomé, Filipa Pais, Rita Lobo e Yami emprestam as vozes a “Muxima”.

 
Daniel Pinto Lopes
 

“Muxima” é o nome que dá vida ao álbum de homenagem ao Duo Ouro Negro, assinalando os 50 anos do início do grupo angolano que marcou a década de 60 em Portugal e, a partir daqui, várias gerações.

 

O novo projecto é formando por quatro músicos lusófonos: os portugueses Janita Salomé e Filipa Pais, a cabo-verdiana Rita Lobo e o angolano Yami.

 

A ideia surgiu do produtor Manuel D’Oliveira, que, ao Expressões Lusitanas, refere que o Duo Ouro Negro é um grupo que “faz parte do seu imaginário desde muito cedo”.

 

Há cerca de dois anos, Manuel D’Oliveira estava a tocar com o pai temas do Duo Ouro Negro e, nesse instante, sentiu “saudade” de ouvir este repertório, que estava “desaparecido da rádio e da actualidade”. A “coragem” foi assim “crescendo” para fazer um disco de homenagem.

 

Manuel D’Oliveira tinha a noção de que o repertório do Duo Ouro Negro tem uma “característica muito forte nas vozes” e, por esta razão, queria ter quatro vozes: duas masculinas e duas femininas.

 

“Fui procurar cantores que tivessem, para além de capacidade interpretativa, grandes vozes para que fosse mais fácil fazer as harmonias a quatro vozes”, detalha.

 

O nome do disco de homenagem é “Muxima”, que significa coração na língua kimbundo. Em jeito de curiosidade, Muxima é também o nome de uma vila localizada na província de Bengo, em Angola, onde está a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, mais conhecida pela Igreja de Nossa Senhora da Muxima.

 

Um dos intérpretes que empresta a voz às canções do Duo Ouro Negro, Janita Salomé, diz sentir-se “honrado” por ter sido convidado e afirma ter o grupo angolano nas “memórias de adolescência”. Refere ainda que o Duo Ouro Negro conseguiu manter a respectiva cultura, tendo como “ponto de honra” o “conservar” e o “fazer tudo” a partir da sua cultura.

 

“Vinham suportados na sua cultura africana. Não se limitaram a chegar a Portugal e ajustarem-se à música europeia ou ocidental. Trouxeram a sua cultura e mantiveram-na sempre como ponto de honra”, explica.

 

Janita Salomé mantinha uma “excelente” relação com Raúl Indipwo, um dos dois elementos do Duo Ouro Negro e afirma que a homenagem que agora está ser feita é “merecida” e “justa”.

 

Para quem ainda não ouviu o disco, Janita Salomé sustenta que se pode esperar uma “grande surpresa”, destacando os arranjos “sóbrios” feitos pelo produtor Manuel D’Oliveira e a “solidez” do projecto.

 



publicado por Expressões Lusitanas às 15:22 | link do post | comentar

 

"Muxima” é o nome que dá vida ao álbum de homenagem ao Duo Ouro Negro e que assinala os 50 anos do seu início.

 

Este novo projecto é formado por quatro músicos lusófonos: os portugueses Janita Salomé e Filipa Pais, bem como a cabo-verdiana Ritinha Lobo e o angolano Yami (co-director musical e baixista).

 

O Expressões Lusitanas esteve na apresentação de "Muxima" na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa. Pode ler aqui a reportagem na íntegra: http://expressoeslusitanas.com/143436.html

 



publicado por Expressões Lusitanas às 01:25 | link do post | comentar

Sexta-feira, 06.11.09

                      

 

Músicos portugueses e espanhóis participam hoje num concerto de homenagem aos 80 anos do nascimento de Zeca Afonso, organizado pela associação “A Gentalha do Pichel” de Santiago de Compostela (Galiza, Espanha).

 
O concerto “Traz um amigo também” vai contar com a participação de vários músicos que partilharam palcos com a voz mais famosa da canção de intervenção portuguesa, entre eles Xico de Carinho, que tocará com o seu grupo Na Virada, Luis Almeida, Juan Guitián, Arturo Regueira e Antom Labranha.
 
Participam ainda os músicos Uxía Senlle, José Pumar, e Benedito de Voces Ceibes.
 
Eduardo Maragoto, da associação que promove o concerto, explica que se trata de mais uma iniciativa no âmbito de encontros “entre a Galiza e os demais países de língua lusófona”.
 
Maragoto explicou ainda que a associação galega tem vindo a colaborar cada vez mais com a Associação José Afonso, no intuito de “actualizar a vida e a obra do Zeca” que “sempre manteve uma relação especial com a Galiza e com a luta antifascista, dos dois lados do rio Minho”.
 
Foi aliás em Santiago de Compostela, na praça do Burgo das Nações, onde Zeca cantou em público pela primeira vez, a 10 de Maio de 1972, a sua canção mais mediática, “Grândola Vila Morena”
 
“O Zeca estava muito vinculado à Galiza e muito comprometido com a causa galega”, disse Maragoto, que explicou que o músico incorporou vários temas tradicionais desta região espanhola no seu reportório.

 

*com Destak



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Terça-feira, 03.11.09

 

REPORTAGEM: As quatro "corajosas" cantam Ary dos Santos - Rua da Saudade

 

 

ÁUDIO da REPORTAGEM:


 

O Expressões Lusitanas esteve na apresentação aos media do disco de homenagem ao poeta português José Carlos Ary dos Santos. Uma “Rua da Saudade” cantada por Mafalda Arnauth, Susana Félix, Viviane e Luanda Cozetti, com produção de Renato Júnior e Nuno Faria.

 

Fernando Tordo esteve também nesta apresentação e aproveitou para referir que este projecto é, para além de uma homenagem, “um acto de coragem”. O cantor disse ainda que as quatro vozes recuperaram canções que foram “escondidas do grande público” e que nem “os homens tiveram a coragem” de as cantar.

 

Ary dos Santos morreu a 18 de Janeiro de 1984, com 47 anos, na casa em que vivia na Rua da Saudade, em Lisboa, quando preparava um livro autobiográfico intitulado “Estrada da Luz-Rua da Saudade” e a edição de dois livros de versos, “Palavras das Cantigas” e “Trinta e Cinco Sonetos”.

 

Notícias relacionadas:

Rua da Saudade em concerto equilibrado



publicado por Expressões Lusitanas às 23:43 | link do post | comentar

Domingo, 09.08.09

                         

 

Centenas de pessoas estiveram, este domingo, no Palácio Galveias para prestar homenagem ao humorista Raul Solnado, cujo corpo vai rumar ao Cemitério dos Olivais, onde vai ser cremado.

 
Entre as pessoas que quiseram prestar esta última homenagem estiveram ex-companheiros de palco, como Francisco Nicholson, Catarina Avelar, Alina Vaz, Manuela Maria, Nicolau Breyner, Vítor de Sousa, entre outros.
 
Também marcaram presença no Palácio Galveias outras figuras como o escritor Francisco José Viegas, o fadista Carlos do Carmo, o realizador José Fonseca e Costa, o cantor Pedro Abrunhosa e o apresentador Carlos Cruz.
 
A urna com o corpo de Raul Solnado, que faleceu no sábado de manhã, encontra-se na biblioteca do palácio rodeada de dezenas de coroas de flores e de um texto intitulado Um Vazio no Tempo, que conta uma experiência do autor, em que este descobriu «o seu Deus».
 
O corpo de Solnado vai seguir para o Cemitério dos Olivais pela Avenida João XXI, passando depois pelo Areeiro, Avenida Gago Coutinho, Avenida de Pádua e Avenida Infante D. Henrique.
 

Fonte: TSF (com adaptações)



publicado por Expressões Lusitanas às 19:54 | link do post | comentar

Sábado, 08.08.09

 

O actor Raul Solnado morreu este sábado às 10h50, aos 79 anos, na sequência da evolução de um quadro clínico cardio-vascular grave, informou a Direcção Clinica do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

 

O funeral parte amanhã, às 18h00, para o cemitério dos Olivais. A cerimónia de cremação está marcada para as 20h00.
 
Raul Augusto de Almeida Solnado nasceu em Lisboa a 19 de Outubro de 1929. Entrou no mundo do teatro em 1947, enquanto actor amador, no Grupo Dramático da Sociedade de Instrução Guilherme Cossul.
 
Mais tarde, em 1952, profissionalizou-se e começou a construir uma carreira como artista de variedades e teatral, não pondo de lado a sua via humorística na rádio e na música.
 
Em 1960 adapta para português um sketch do espanhol Miguel Gila - "A Guerra de 1908" - e, em Outubro de 1961, interpreta-o na revista "Bate o Pé", no Teatro Maria Vitória. A edição em disco deste sketch, juntamente com outro muito popular - "A história da minha vida" -, bate todos os recordes de vendas.
 
A sua passagem pela televisão ficou marcada pelos programas "Zip Zip", "A Visita da Cornélia" ou ainda "O Resto São Cantigas".
 
A RTP preparava o regresso do actor e humorista à televisão, num programa ao lado de Bruno Nogueira, sobre 50 anos de humor em Portugal.
 
Pelo seu contributo, Raul Solnado recebeu, a 10 de Junho de 2004, a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.
 
Até à sua morte foi director da Casa do Artista, em Lisboa, instituição que fundou em 1999 juntamente com outros actores.
 
Fonte: Público


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