Sexta-feira, 21.01.11

 

 

O Diário do Alentejo renova o grafismo e apresenta uma abordagem “diferente” nos conteúdos noticiosos, informa o director do semanário, Paulo Barriga, ao Expressões Lusitanas. Hoje, sexta-feira, é o dia em que o jornal chega às bancas.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

A renovação do grafismo do Diário do Alentejo prende-se essencialmente com o “desgaste” do modelo anterior. “Estava na altura de mudar”, explica o director da publicação ao Expressões Lusitanas.

 

O redesenho da imagem gráfica está também associado à tomada de posse da nova direcção, facto que teve lugar em Novembro do ano passado. Paulo Barriga sucedeu a João Matias, que colocou o lugar à disposição, após ter liderado os destinos do jornal durante quase três anos.

 

“Sempre que há uma nova direcção, existe sempre a vontade de mudar e de fazer um corte com o passado”, detalha ainda Paulo Barriga.

 

A abordagem aos conteúdos tornar-se-á “diferente” e reflecte-se na aposta na reportagem em detrimento da notícia pura e dura, num modelo assente no formato magazine.

 

Os efeitos da crise actual manifestam-se no jornal regional e traduzem-se na publicidade e num “abaixamento” nas assinaturas da publicação. “Há pessoas que ligam a dizer que têm de desistir da assinatura, porque não a conseguem pagar”, refere Paulo Barriga. Todavia, o responsável diz ao Expressões Lusitanas ter muita confiança no que se avizinha para este ano.

 

O Diário do Alentejo foi fundado em 1932 e é propriedade da Associação de Municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral (AMBAAL).

 



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Sexta-feira, 22.10.10

 

As duas publicações do concelho de Vila Franca de Xira têm as suas edições suspensas por dificuldades financeiras, informa a administração da empresa proprietária (CCS – Cultura e Comunicação Social, S.A.).

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

“A grave crise económica em que o país mergulhou veio agudizar o já difícil cenário de investimento publicitário, a principal fonte de receitas do jornal”, explica a empresa no mesmo comunicado a que o jornal regional O Mirante teve acesso.

 

A proprietária adianta ainda que “reduziu” os custos possíveis para “manter o funcionamento das publicações”, com o objectivo de “viabilizar a empresa” e “evitar o desfecho”.

 

A empresa explica também que decidiu partir para uma “forte reestruturação”, suspendendo “para já” as publicações, tendo em conta a impossibilidade de cumprir os compromissos financeiros assumidos pelos jornais e até para que a “qualidade do trabalho desenvolvido” pelos profissionais “não seja mais afectada”.

 

Recorde-se que o jornal “Vida Ribatejana” foi fundado há 93 anos.



publicado por Expressões Lusitanas às 12:26 | link do post | comentar

Quarta-feira, 27.01.10

 

 

O Jornal do Fundão e a Rádio Jornal do Fundão celebram esta quarta-feira o 64º e o 20º aniversários, respectivamente. O periódico foi fundado a 27 de Janeiro de 1946 por António Maria Paulouro, que o dirigiu até à sua morte, em 2002. *com JN
 
A história do jornal está ligada à luta pelo progresso da Beira Interior e ao combate antifascista. Em Janeiro de 1963, o presidente brasileiro Juscelino Kubitschek visitou o Fundão a convite do jornal, facto que desencadeou a raiva do regime salazarista e levou à censura.
 
Aliás, o Jornal do Fundão foi o que mais sofreu com o lápis azul, tendo estado, em 1965, suspenso durante seis meses por publicar a notícia da atribuição do Prémio da Sociedade Portuguesa de Escritores a Luandino Vieira.
 
O jornal reclama para si a mobilização por melhores vias rodoviárias que levou à construção do túnel da Gardunha (cujo primeiro troço foi inaugurado em Novembro de 1997) e ao regadio da Cova da Beira, em construção.
 
Dirigido por Fernando Paulouro Neves, actualmente propriedade da Controlinveste (que detém o JN), o Jornal do Fundão tem uma tiragem média de 15 mil exemplares e é publicado às quintas-feiras.
 
De acordo com a informação da Marktest (empresa de estudos de audiência), o periódico é o jornal regional mais lido no distrito de Castelo Branco com uma audiência de 28,1%. O leitor-tipo do semanário é homem, empregado, com idade entre os 35 e os 54 anos


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