Quarta-feira, 30.06.10

 

A editora brasileira Usina das Letras adquiriu os direitos de publicação no Brasil da obra ‘Conversa de Escritores’ da autoria de José Rodrigues dos Santos e vai publicar, em Julho, numa edição separada, a entrevista que o jornalista português fez a José Saramago.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Trata-se da última entrevista concedida pelo recentemente falecido prémio Nobel da Literatura José Saramago sobre o conjunto da sua obra, incluída no último livro de José Rodrigues dos Santos ‘Conversa de Escritores’.

 

“É um documento único, com um singular valor literário, intelectual e humano”, lê-se na nota enviada pela editora Gradiva e pela RTP.

 

O livro ‘Conversas de Escritores’ reúne as entrevistas que José Rodrigues dos Santos fez aos considerados mais emblemáticos autores da literatura universal contemporânea para o programa com o mesmo nome, transmitido, em 2009, pela RTP N.

 

‘Conversa de Escritores’ reúne ainda as histórias que se desenrolaram nos bastidores das entrevistas.



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Sábado, 19.06.10

 

O filme “Ensaio Sobre a Cegueira”, realizado por Fernando Meirelles e inspirado no romance de José Saramago, publicado em 1995, estreia domingo na TVI. A exibição da película surge dois dias após a morte do prémio Nobel da Literatura.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

O filme retrata a história de uma repentina epidemia de cegueira que infecta os habitantes de uma grande cidade, à excepção de uma mulher, que, em segredo, acompanha o marido infectado para o local de quarentena decretado pelas autoridades - um antigo hospital, entretanto abandonado e sem condições.

 

O número de infectados aumenta e o espaço começa a ser cada vez mais exíguo. Com fome e sem qualquer orientação ou apoio, um pequeno grupo toma o controlo do local de quarentena pelo uso da força, submetendo os restantes a humilhações e cometendo actos horrendos.

 

Todo o pesadelo é visto pela mulher que não foi infectada pela epidemia, que, apesar de todas as situações sofríveis, mantém o seu segredo, acompanhando o marido e mais sete desconhecidos.

 

Mais tarde consegue levá-los para fora da quarentena em direcção às inóspitas e deprimentes ruas da cidade. São os vestígios de uma civilização em colapso.

 

A película retrata assim a essência do ser humano em situações limite e as fraquezas do próprio Homem, numa espécie de “salve-se quem puder”, em que o individualismo e o egoísmo imperam.

 

Baseado no romance de José Saramago, publicado em 2005, “Ensaio Sobre a Cegueira” foi realizado pelo brasileiro Fernando Meirelles, vencedor de um Óscar de Melhor Filme Estrangeiro com “A Cidade de Deus”.

 

A estreia na TVI está marcada para a 00:15 de domingo, 20 de Junho.



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A urna do Nobel da Literatura José Saramago está nos Paços do Concelho da câmara municipal de Lisboa, onde vai ficar em câmara ardente no salão nobre até amanhã, domingo. "Obrigado, Saramago" lê-se nas faixas colocadas na fachada do edifício da câmara municipal.

 

Expressões Lusitanas

 

Centenas de pessoas despediram-se comovidas de José Saramago, ao longo das ruas de Lisboa, por onde passou, hoje, o cortejo fúnebre.



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Sexta-feira, 18.06.10

 

O corpo de José Saramago vai ser cremado na ilha de Lanzarote (Espanha), mas vão realizar-se em Portugal cerimónias fúnebres do Nobel da Literatura.

 

Expressões Lusitanas


O corpo de José Saramago vai estar em câmara ardente na câmara municipal de Lisboa entre a tarde de amanhã e as 12:00 de domingo.

 

O Governo português pondera decretar luto nacional. Por sua vez, o Governo de Lanzarote decretou três dias de luto em memória do Nobel da Literatura.

 

A morte do escritor, aos 87 anos, em casa na ilha de Lanzarote, suscitou várias reacções dos sectores político e cultural em países de expressão portuguesa e espanhola.



publicado por Expressões Lusitanas às 20:21 | link do post | comentar

 

Os restos mortais de José Saramago vão ficar em câmara ardente a partir das 17:00 de hoje (hora de Lisboa) na Biblioteca José Saramago na localidade de Tías, na ilha espanhola Lanzarote, onde residia.

 

Expressões Lusitanas

Agências

 

A informação foi confirmada por fonte da família aos muitos jornalistas que estão no exterior da casa de Saramago edificada nesta localidade, onde se deslocaram já, entre outros, o biógrafo do escritor, José Juan Cruz, e o escritor Fernando Gómez Aguilera, director da Fundação César Manrique.



publicado por Expressões Lusitanas às 16:17 | link do post | comentar

 

O Nobel da Literatura José Saramago faleceu ao final da manhã de hoje aos 87 anos na sua casa na ilha espanhola de Lanzarote. Escritor autodidacta, José Saramago começou a vida como serralheiro mecânico e só aos 25 anos publicou o primeiro romance "Terra de Pecado".

 

Expressões Lusitanas


A Fundação José Saramago confirmou, em comunicado citado pelo jornal 'Público', que o escritor morreu às 12:30 na sua residência de Lanzarote "em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença. O escritor morreu estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila".

 

"Homem de invulgar cultura e sensibilidade, escritor ímpar admirado em todo o mundo, deixa tristes os seus inúmeros leitores e mais pobre a Literatura Portuguesa a quem, com o seu trabalho e arte, deu o primeiro Prémio Nobel", refere a fundação num comunicado lançado pouco antes das 16:00.

José de Sousa Saramago nasceu na aldeia de Azinhaga, concelho da Golegã, a 16 de Novembro de 1922, embora esteja registado como tendo nascido a 18.

 

Biografia (com DN):

 

Filho e neto de camponeses sem terra, José Saramago nasceu na aldeia de Azinhaga, província do Ribatejo, no dia 16 de Novembro de 1922, se bem que o registo oficial mencione, como data do nascimento, o dia 18. Mais tarde, os pais de Saramago emigraram para Lisboa quando ainda não tinha completado os dois anos de idade.


A maior parte da sua vida decorreu na capital, embora até ao princípio da idade madura as suas estâncias na aldeia natal tivessem sido numerosas e, às vezes, prolongadas.


Fez estudos secundários (liceal e técnico) que, por dificuldades económicas, não pôde prosseguir. No seu primeiro emprego foi serralheiro mecânico, tendo exercido depois diversas outras profissões: desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, tradutor, editor, jornalista.


Publicou o seu primeiro livro, um romance ("Terra do Pecado"), em 1947, tendo estado depois largo tempo sem publicar, até 1966. Trabalhou durante doze anos numa editora, onde exerceu funções de direcção literária e de produção. Colaborou como crítico literário na revista Seara Nova.

 

Em 1972 e 1973 fez parte da redacção do jornal Diário de Lisboa, onde foi comentador político, tendo também coordenado, durante cerca de um ano, o suplemento cultural daquele vespertino.

 

Pertenceu à primeira direcção da Associação Portuguesa de Escritores e foi, desde 1985 a 1994, presidente da Assembleia Geral da Sociedade Portuguesa de Autores.

 

Entre Abril e Novembro de 1975 foi director-adjunto do jornal Diário de Notícias. A partir de 1976 passou a viver exclusivamente do seu trabalho literário, primeiro como tradutor, depois como autor.

 

Em Fevereiro de 1993 passou a dividir o seu tempo entre a sua residência habitual em Lisboa e a ilha de Lanzarote, no arquipélago de Canárias (Espanha).



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Quinta-feira, 26.11.09

                            

 

O pensador de origem alemã e nascido em Paris George Steiner recebeu na tarde de hoje (26 de Novembro) o grau de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Lisboa.

 

No início da conferência de imprensa, Steiner, que fala várias línguas, pediu desculpa por não saber expressar-se em português.

 

"Não saber português é ser ignorante numa das realidades intelectuais e psicológicas centrais da Europa", afirmou o pensador, crítico de muitos dos aspectos do mundo actual e defensor da articulação entre as Ciências e as Humanidades nos currículos académicos.

 

George Steiner referiu ainda que "ninguém sabe o que seria da literatura europeia sem Saramago ou sem o gigante obscuro Lobo Antunes".

 

ÁUDIO: Reportagem Antena 1 da autoria da jornalista Andreia Brito

 



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Terça-feira, 27.10.09

                                                                

 

O último livro do Prémio Nobel da Literatura português, “Caim”, alcançou o top de vendas de obras de ficção nas livrarias brasileiras ‘online’ na primeira semana, naquele que é o maior mercado mundial de língua portuguesa. *
 
De acordo com o diário brasileiro “Folha de São Paulo”, o livro de José Saramago, editado no Brasil pela Companhia das Letras, liderou as vendas entre os dias 19 e 25 na Livraria da Folha e noutras páginas de venda ‘online’.
 
"O feito deve começar a aparecer oficialmente nas listas a serem publicadas no próximo final de semana", escreve o jornal brasileiro, que atribui o impacto do livro à "polémica criada" em torno da forma como o Prémio Nobel se refere a Deus e à Bíblia, que causou uma forte controvérsia religiosa nos últimos dias.
 
“Caim” marca o regresso à temática religiosa por parte de Saramago, depois de “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” (1991) ter apresentado uma visão provocatória do Novo Testamento da Bíblia.
 
Neste nova obra literária é dado a conhecer o trajecto pessoal da personagem bíblica Caim depois de assassinar o irmão Abel. Ao longo deste trajecto, Caim amaldiçoa o amargo destino que lhe foi reservado por Deus.
 
*com Destak


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Sábado, 24.10.09

 

O novo livro do Nobel português da Literatura e as recentes polémicas que surgiram em torno das suas declarações constituíram o mote para um frente-a-frente entre José Saramago e o sacerdote e teólogo católico José Tolentino de Mendonça, a convite do semanário Expresso.
 
O Expressões Lusitanas apresenta aqui o resumo da entrevista da autoria do jornalista José Pedro Castanheira.
 
Saramago: “Eu não sou intolerante, sou radical!”

 



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Quinta-feira, 22.10.09

                 

 

José Saramago considera que a Bíblia é um “manual de maus costumes” e um “catálogo do pior da natureza humana”. O Prémio Nobel da Literatura expressou estas declarações em Penafiel, no dia de lançamento mundial do novo livro “Caim”.
 
Estas declarações provocaram reacções junto de representantes da Igreja Católica em Portugal. O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, Padre Manuel Morujão, classificou o novo livro de José Saramago como uma «operação de publicidade» e considerou que não fica bem a um Prémio Nobel entrar em tom de «ofensa».
 
As opiniões de Saramago sobre a Bíblia foram também alvo de consideração por parte de um eurodeputado do PSD. Mário David manifestou “vergonha” por ter Saramago como compatriota e pedia que o Nobel português “concretizasse” a “ameaça de renunciar à cidadania portuguesa” feita há alguns anos atrás.
 
"Tenho vergonha de o ter como compatriota! Ou julga que, a coberto da liberdade de expressão, se lhe aceitam todas as imbecilidades e impropérios?", questiona o eurodeputado.
 
Face a esta reacção, a eurodeputada socialista Edite Estrela acusou o social-democrata Mário David de ter “atitude inquisitorial” ao criticar José Saramago pelas suas posições contra a Bíblia e a tradição judaico-cristã.
 
No dia seguinte ao da apresentação mundial do livro, o Nobel da Literatura convocou um encontro com a imprensa, que, somando as declarações do escritor com as perguntas feitas pelos jornalistas, demorou cerca de uma hora.
 
Saramago voltou a afirmar as mesmas declarações consideradas polémicas. “O Deus da Bíblia não é de fiar: é vingativo e má pessoa”, reiterou.
 
O Expressões Lusitanas faz aqui um “apanhado” (ordenado cronologicamente) de artigos que saíram na imprensa nos últimos dias sobre este tema, de forma a poder contextualizar esta nova polémica:

 

Bíblia é manual de maus costumes e um catálogo do pior da natureza humana – José Saramago (VÍDEO)
O escritor falava durante a apresentação mundial do livro "Caim", que se realizou no Museu Municipal de Penafiel, perante uma assistência de cerca de 800 pessoas, integrada na programação do festival literário Escritaria 2009, que homenageia o autor de "Memorial do Convento".

 

Saramago admite que novo livro pode gerar reacções nos judeus
José Saramago afirmou hoje, em Penafiel, que o seu novo livro, intitulado Caim, não vai escandalizar os católicos, mas admitiu que poderá gerar reacções entre os judeus

 

Polémica: Palavras de Saramago indignam Igreja Católica
A Igreja Católica Portuguesa não gostou nada das declarações de José Saramago, anteontem à noite, em Penafiel, na apresentação do livro ‘Caim’.
 
Igreja Católica classifica o livro de Saramago como uma operação de publicidade
O lançamento da nova obra do Prémio Nobel da Literatura e as declarações de José Saramago sobre a Bíblia - comparada a um «manual dos maus costumes» - caíram mal entre o episcopado e os padres portugueses, que estão a responder em força ao escritor
 
O editor de José Saramago confessou, esta quarta-feira, que a polémica em torno do novo livro do Prémio Nobel da Literatura, “Caim”, foi mais longe do que desejava, mas que o escritor não precisa de golpes publicitários.  Apesar do aumento da polémica, as vendas do livro não têm subido.

 

Eurodeputado do PSD Mário David exorta Saramago a renunciar à cidadania portuguesa
O eurodeputado social-democrata Mário David exortou hoje o escritor José Saramago a renunciar à cidadania portuguesa por se sentir "envergonhado" com as recentes declarações do Nobel da Literatura sobre a Bíblia.
 
Eurodeputada Edite Estrela acusa Mário David de “atitude inquisitorial” face a Saramago
A eurodeputada do PS Edite Estrela acusou hoje o social-democrata Mário David de ter "atitude inquisitorial" ao criticar o escritor José Saramago pelas suas posições contra a Bíblia e a tradição judaico-cristã.
 
Num encontro com a imprensa, o prémio Nobel da Literatura, José Saramago voltou a repetir-. Ainda que negue ser homem de polémicas e apenas exortar as suas “convicções”, lá vai dizendo o de sempre: “O Deus da Bíblia não é de fiar: é vingativo e má pessoa.”
 
José Saramago ironizou, esta quarta-feira, que “Caim” é o livro mais falado embora não tenha sido lido. O Prémio Nobel da Literatura acusou ainda a Igreja Católica de tentar impor uma leitura única da Bíblia.
 
O escritor José Saramago afirmou que Caim suscitou «incompreensões» e «ódios velhos», um «alvoroço» não suscitado pelo livro mas pelas declarações por si proferidas, domingo passado, na apresentação do livro em Penafiel

 



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Segunda-feira, 20.04.09

                              

 

Os textos que o escritor português José Saramago escreveu no seu blogue desde Setembro de 2008 estão reunidos em livro – ‘O Caderno’.
 
A obra, com uma tiragem de cinco mil exemplares, vai ser editada esta quinta-feira, em que se celebra o Dia Mundial do Livro.
 
‘O Caderno’ é uma edição conjunta da Editorial Caminho (a editora do Nobel da Literatura) e da Fundação José Saramago.
 
“Há que ver as coisas em que se mete este Saramago: pois não é que nos vem agora, na sua idade, com essa cara de homem sério, duro, de pessoa que não está para brincadeiras, com um blogue diário? Será que este homem não tem cura e necessita estar todo o dia maquinando na sua máquina? Outro livro de Saramago? (…)”, escreve Pilar del Río, a mulher de José Saramago, na página da Fundação com o nome do escritor português.
 
‘O Caderno’ “não é um livro de crónicas jornalísticas, é um livro de vida. Aí Saramago conta cada dia o que o motiva, o que o indigna ou o que lhe apetece", escreveu ainda Pilar del Río.
 
Saramago iniciou o blogue com o texto “Palavras para uma cidade”, uma carta de amor a Lisboa, como o próprio admitiu.
 
O blogue do Nobel português pode ser acedido em http://caderno.josesaramago.org
 
Fonte: Metro e Fundação José Saramago
Fonte da imagem: Fundação José Saramago


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