Segunda-feira, 08.11.10

 

Luís Represas aventurou-se na escrita de um livro infanto-juvenil. “A Coragem de Tição” surgiu da reunião de dois factores “essenciais” – a “paixão” pelo mar e pelos cavalos. Numa “era de desresponsabilização”, o fundador dos Trovante pretende, com esta história, transmitir uma série de valores “que se estão a perder”.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

No imediato não se recorda de como lhe surgiu a ideia de escrever um livro. Após uma pequena reflexão conclui ter-se tratado da junção de dois elementos – a sua “paixão” pelo mar e pelos cavalos.

 

Sentou-se ao computador e, “sem saber porquê”, começou a escrever. “Não tinha objectivos concretos”, refere o músico ao Expressões Lusitanas. À medida que foi redigindo, a narrativa tomou “algumas características de um livro infanto-juvenil”. Ao mesmo tempo, Luís Represas pretendia que a história fosse “transversal”, permitindo aos pais ter “algum prazer” quando estão a contar aos filhos.

 

Tição é um cavalo-marinho preto e o protagonista da trama. “É uma criança com todas as suas características”, tais como “a necessidade de arriscar”, “explorar o desconhecido” e o “prazer da aventura”, factores que desencadeiam a “desobediência” e a “prevaricação”. “Todas as crianças e adolescentes têm esta necessidade”, acrescenta Luís Represas.

 

O livro tem uma série de valores “à mão de semear”, mas não de uma forma “impositiva”. “Estão lá para quem os quiser agarrar e tratam-se de valores que se estão a perder”, considera. A solidariedade, honestidade, cumplicidade, o reconhecimento do erro, a responsabilidade e a responsabilização, o amor e a paixão são alguns deles.

 

“O grande acto de coragem de Tição é o reconhecimento do erro e das suas fraquezas perante todos e a sociedade, através da sua auto-crítica. Espero que esta lição passe para quem lê. Estamos numa era em que a desresponsabilização é crescente e esses valores são cada vez mais inexistentes”, assevera Luís Represas.

 

Escrever um livro é um “exercício completamente diferente”, sobretudo para quem está habituado a redigir histórias “condensadas em três minutos numa canção” durante 30 anos de carreira no mundo da música.

 

Para já, Luís Represas não consegue garantir se esta é uma experiência única ou para continuar. “Vamos ver. Há tanto caminho para andar e tantas coisas para fazer. Tudo pode acontecer”, disse.

 

“A Coragem de Tição” conta com as ilustrações de Catarina França e foi lançado pela Dom Quixote.



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Domingo, 30.05.10

 

O Palco Sunset do Rock in Rio encerrou no dia 29 de Maio com a actuação conjunta de Luís Represas e Martinho da Vila, pautada pela confluência entre o pop/rock do músico português com os ritmos tradicionais da música popular brasileira (MPB) do artista brasileiro.

 

Daniel Pinto Lopes

Enviado especial ao Rock in Rio



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Sábado, 29.05.10

Foto: Agência Zero

 

O palco Sunset do Rock in Rio abriu hoje mais cedo do que o previsto, com a actuação de Lúcia Moniz & Mister Lizard. Em cima do palco está agora Tiago Bettencourt & Mantha e Tiê. Já com o sol a pôr-se Luís Represas e Martinho da Vila encerram o cartaz de hoje deste palco.

 

Daniel Pinto Lopes

Enviado especial ao Rock in Rio

 

O concerto com Lúcia Moniz e o português Mister Lizard estava marcado para as 17:00, mas a subida a palco teve de ser antecipada meia-hora. Tudo porque a banda que acompanhava ambos os músicos foi a mesma a marcar presença no concerto dos D’ZRT, às 17:45, no Palco Mundo.

 

Por esta hora, o Sunset “debita” as composições e as sonoridades de Tiago Bettencourt & Mantha, que, acompanhada pela brasileira Tié, vai repassar os temas dos seus álbuns anteriores, bem como do novo trabalho “Em Fuga”.

 

A terminar o cartaz de hoje, 29 de Maio, o pop/rock de Luís Represas vai confluir com os ritmos da música popular brasileira (MPB) de Martinho da Vila.



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