Segunda-feira, 29.11.10

 

A actriz e artista portuguesa “lamenta”, em comunicado enviado às redacções, a atribuição “incorrecta” de uma afirmação que diz não ter feito, por parte de um jornalista da agência de notícias espanhola EFE. Interrogada sobre as correntes que propõem a união dos estados português e espanhol, Maria de Medeiros refere que “em nenhum momento” falou da criação de um “Estado Ibérico”.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

“Lamento que o jornalista da Agencia EFE presente na conferência de Imprensa que dei em Santa Cruz de Tenerife no dia 25 de Novembro de 2010 sobre o meu trabalho musical “Penínsulas & Continentes” me tenha atribuído, de forma incorrecta, uma afirmação que não fiz”, escreve Maria de Medeiros no comunicado enviado.

 

A artista e actriz portuguesa assevera não ter falado da criação de um “estado ibérico”, quando interrogada sobre as várias correntes que sugerem a união dos dois países da Península Ibérica. “Emiti sim a hipótese de uma “União” nos termos do que já existe na União Europeia, o que de forma alguma coloca em questão a independência de cada país”, afirma.

 

No mesmo comunicado, Maria de Medeiros sublinha a “longa história” que “une” e “diferencia” os dois países, apontando alguns exemplos.

 

Portugal e Espanha “desenvolveram e assentaram paralelamente as suas democracias, entraram juntos na Comunidade Europeia, apresentam agora uma candidatura unida para a organização do campeonato mundial de futebol e, infelizmente, afrontam de forma comum as dificuldades de uma grave crise económica. Não me parece despropositado imaginar possibilidades de soluções em que, unidos, ganhemos mais força”, afirma.

 

Contudo, diz não estar “convicta” de que actualmente estejam reunidas as condições para se falar da criação de um estado único, facto que “só poderia depender de uma vontade profunda, responsável e comum dos Povos da Península Ibérica”.

 

Culturalmente, Maria de Medeiros garante ser uma “iberista” e admira a “impressionante” riqueza e diversidade artísticas e linguísticas da Península Ibérica e crê nos “valores de solidariedade e da união na pluralidade”. Todavia, está “consciente” de que a “política e os atavismos sociais em geral levam anos a integrar o que a cultura clama”.



publicado por Expressões Lusitanas às 17:25 | link do post | comentar

Sexta-feira, 30.04.10

 

A actriz e cantora vai fazer parte do elenco de um filme que retrata a imigração em Portugal. Baseado numa história verídica, Maria de Medeiros interpreta o papel de uma “senhora ucraniana” que chega a Faro, enfrentando algumas dificuldades.

 

Daniel Pinto Lopes

 

“Business”, de Sérge Triffaux, vai ser rodado em Portugal. O tema do filme está relacionado com a imigração no nosso país, um assunto “interessante”, detalha Maria de Medeiros ao Expressões Lusitanas.

 

“Durante tantos anos, Portugal foi um país de emigração, em que muitos foram lá para fora. É algo que, em certa medida, ainda acontece. Por outro lado, é também um país de imigração, que acolhe muita gente”, explica.

 

A história retratada no filme baseia-se em factos verídicos. Maria de Medeiros vai dar corpo a uma “senhora ucraniana” que chega a Faro e depara-se com algumas situações. Para tal, a actriz vai ter de falar em russo, algo que considera um “desafio”.

 

“O segredo é o trabalho e, portanto, tenho de me pôr a trabalhar nisso”, afirma Maria de Medeiros.

 

A data de estreia do filme ainda não está definida.

 

Para além de mais uma presença no cinema, Maria de Medeiros dedica-se aos concertos de apresentação do seu mais recente trabalho discográfico “Penínsulas & Continentes”.

 

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As "Penínsulas & Continentes" de Maria de Medeiros em Lisboa e Gaia



publicado por Expressões Lusitanas às 13:59 | link do post | comentar

Segunda-feira, 05.04.10

 

“Penínsulas & Continentes” surgiu das viagens que Maria de Medeiros realizou durante a ‘tournée’ dos primeiros discos e retrata uma viagem musical intercontinental e um cruzamento de culturas, que pode ser visto ao vivo em Lisboa e em Gaia.

 

Daniel Pinto Lopes

 

“Tratou-se de explorar as influências mútuas e os cruzamentos culturais e é extraordinária a influência que as penínsulas latinas da Europa tiveram no mundo e, em particular, no mundo transatlântico”, explica Maria de Medeiros ao Expressões Lusitanas.

 

Trata-se assim de uma viagem musical intercontinental entre as Penínsulas Ibérica e Itálica e os continentes americano e africano, fruto das viagens que a artista fez durante os espectáculos dos primeiros discos, o que a levou a “viajar bastante entre as penínsulas e continentes”.

 

Neste sentido, Maria de Medeiros interpreta canções de vários compositores, desde o italiano Nino Rota ao português Sérgio Godinho, incluindo ainda temas de José Afonso e do Duo Ouro Negro.

 

O objectivo deste trabalho discográfico passa por conceder uma interpretação “jazz”, “pessoal” e “diferente” a temas destes compositores, ao mesmo tempo que se trabalha com “muito rigor” e “liberdade criativa” com os músicos.

 

“Quando as pessoas me dizem que lhes custou a reconhecer um determinado tema fico contente, porque, justamente, todo o trabalho foi feito no sentido de dar uma luz um pouco diferente sobre os temas”, detalha a artista.

 

No novo álbum, Maria de Medeiros canta em português, espanhol, catalão, inglês, kimbundo, entre outros idiomas. A actriz explica ao Expressões Lusitanas que se tratou de “explorar a própria musicalidade de cada língua” e “tentar saber o resultado do contacto de todas estas línguas com o tratamento ‘jazz’ que lhes é dado”.

 

Para Maria de Medeiros, a língua italiana é aquela com a qual tem uma maior "afinidade". Por seu lado, teve algumas dificuldades em interpretar em kimbundo e em catalão.

 

“Penínsulas & Continentes” é um disco composto por 15 temas escritos por vários compositores e, para chegar a esta lista, Maria de Medeiros quis ter como ponto de partida os artistas portugueses que a marcaram na adolescência, enquanto vivia em Portugal.

 

Destes destaca José Afonso, um compositor de “uma grande dimensão mundial” e “justamente reconhecido em Portugal”, algo que considera ser “raro” acontecer no nosso país.

 

Para além de José Afonso, Maria de Medeiros sublinha ainda que partiu de outros compositores portugueses, como Sérgio Godinho e Amélia Muge, “uma excelente compositora”, destacando que “era raro haver mulheres a compor”, apesar de hoje em dia tal situação se “verificar menos”, mesmo ainda sendo “uma minoria”.

 

Na quarta-feira, 7 de Abril, Maria de Medeiros sobe ao palco do Cinema São Jorge, em Lisboa, e, um dia depois, 8 de Abril, ruma até ao Auditório de Vila Nova de Gaia para apresentar ao vivo este “Penínsulas & Continentes” em Portugal, já que o arranque da digressão aconteceu em Barcelona, a 29 de Março.

 

O músico português The Legendary Tigerman vai ser o convidado especial destes dois concertos que, cada um deles, vão ser uma “surpresa”, confessa Maria de Medeiros ao Expressões Lusitanas.



publicado por Expressões Lusitanas às 19:21 | link do post | comentar

Sexta-feira, 19.02.10

 

 

Maria de Medeiros apresenta o seu trabalho discográfico “Penínsulas & Continentes”, uma “viagem musical intercontinental” entre as Penínsulas Ibérica e Itálica e os continentes americano e africano, que proporciona uma “trama melódica” criada pelas várias línguas interpretadas.

 
Daniel Pinto Lopes
 

“Penínsulas & Continentes” vai ser editado em Portugal no dia 1 de Março, um álbum que retrata uma “viagem musical” entre as duas Penínsulas e os dois continentes retratados.

 

“Das penínsulas latinas da Europa partiram poemas, melodias, talentos, sentimentos. E dos imensos continentes africano e americano chegaram ritmos, dinâmicas, nostalgias, influências. ‘Penínsulas & Continentes’ explora esses ecos mútuos”, explica a editora Universal Music Portugal em comunicado.

 

Desta forma, e de acordo com o mesmo comunicado, “o poema de um trovador medieval de língua valenciana responde a um lamento angolano em kimbundo, que encontra um eco numa balada do compositor português José Afonso, que, por sua vez, parece dialogar directamente com o poeta chileno Victor Jara”.

 

Do mesmo modo, as “canções de resistência cruzam-se com fados africanos e rock brasileiro e espanhol, com composições de Lenine e ‘El último de la fila’”.

 

Este é um álbum que proporciona, para além da música, a criação de uma “trama melódica” por parte das próprias línguas, neste caso o português, o espanhol, o italiano, o inglês, o catalão, ou seja, “as línguas das penínsulas e dos continentes”.

 

O novo disco de Maria de Medeiros conta com a presença do trombonista Itacyr Bocato, o percussionista Rúben Dantas (Brasil) e o violoncelista espanhol Manuel Martinez del Fresno.

 

Maria de Medeiros nasceu em Lisboa e é filha do compositor António Victorino d’Almeida e da jornalista Armanda Saint-Maurice.

 



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