Terça-feira, 07.09.10

 

O projecto de homenagem ao Duo Ouro Negro – Muxima – vai subir ao palco da Sala Suggia na Casa da Música, no Porto, no próximo dia 11 de Setembro.

 

Expressões Lusitanas


Depois de terem estado presentes na Festa do Avante, realizada no passado fim-de-semana na Quinta da Atalaia (Seixal), Janita Salomé, Filipa Pais, Rita Lobo e Yami vão estar presentes em concerto no Porto.

 

“Muxima” é o nome que dá vida ao álbum de homenagem ao Duo Ouro Negro, assinalando os 50 anos do início do grupo angolano que marcou a década de 60 em Portugal e, a partir daqui, várias gerações.



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Sábado, 27.02.10

 

ÁUDIO da reportagem:

 

Cinquenta anos depois do início do grupo Duo Ouro Negro surge “Muxima”, um disco de homenagem a este grupo musical angolano, reunindo os seus grandes êxitos. Janita Salomé, Filipa Pais, Rita Lobo e Yami emprestam as vozes a “Muxima”.

 
Daniel Pinto Lopes
 

“Muxima” é o nome que dá vida ao álbum de homenagem ao Duo Ouro Negro, assinalando os 50 anos do início do grupo angolano que marcou a década de 60 em Portugal e, a partir daqui, várias gerações.

 

O novo projecto é formando por quatro músicos lusófonos: os portugueses Janita Salomé e Filipa Pais, a cabo-verdiana Rita Lobo e o angolano Yami.

 

A ideia surgiu do produtor Manuel D’Oliveira, que, ao Expressões Lusitanas, refere que o Duo Ouro Negro é um grupo que “faz parte do seu imaginário desde muito cedo”.

 

Há cerca de dois anos, Manuel D’Oliveira estava a tocar com o pai temas do Duo Ouro Negro e, nesse instante, sentiu “saudade” de ouvir este repertório, que estava “desaparecido da rádio e da actualidade”. A “coragem” foi assim “crescendo” para fazer um disco de homenagem.

 

Manuel D’Oliveira tinha a noção de que o repertório do Duo Ouro Negro tem uma “característica muito forte nas vozes” e, por esta razão, queria ter quatro vozes: duas masculinas e duas femininas.

 

“Fui procurar cantores que tivessem, para além de capacidade interpretativa, grandes vozes para que fosse mais fácil fazer as harmonias a quatro vozes”, detalha.

 

O nome do disco de homenagem é “Muxima”, que significa coração na língua kimbundo. Em jeito de curiosidade, Muxima é também o nome de uma vila localizada na província de Bengo, em Angola, onde está a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, mais conhecida pela Igreja de Nossa Senhora da Muxima.

 

Um dos intérpretes que empresta a voz às canções do Duo Ouro Negro, Janita Salomé, diz sentir-se “honrado” por ter sido convidado e afirma ter o grupo angolano nas “memórias de adolescência”. Refere ainda que o Duo Ouro Negro conseguiu manter a respectiva cultura, tendo como “ponto de honra” o “conservar” e o “fazer tudo” a partir da sua cultura.

 

“Vinham suportados na sua cultura africana. Não se limitaram a chegar a Portugal e ajustarem-se à música europeia ou ocidental. Trouxeram a sua cultura e mantiveram-na sempre como ponto de honra”, explica.

 

Janita Salomé mantinha uma “excelente” relação com Raúl Indipwo, um dos dois elementos do Duo Ouro Negro e afirma que a homenagem que agora está ser feita é “merecida” e “justa”.

 

Para quem ainda não ouviu o disco, Janita Salomé sustenta que se pode esperar uma “grande surpresa”, destacando os arranjos “sóbrios” feitos pelo produtor Manuel D’Oliveira e a “solidez” do projecto.

 



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"Muxima” é o nome que dá vida ao álbum de homenagem ao Duo Ouro Negro e que assinala os 50 anos do seu início.

 

Este novo projecto é formado por quatro músicos lusófonos: os portugueses Janita Salomé e Filipa Pais, bem como a cabo-verdiana Ritinha Lobo e o angolano Yami (co-director musical e baixista).

 

O Expressões Lusitanas esteve na apresentação de "Muxima" na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa. Pode ler aqui a reportagem na íntegra: http://expressoeslusitanas.com/143436.html

 



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