Terça-feira, 13.07.10

 

A ministra da Cultura anunciou ontem, segunda-feira, que não vão haver cortes orçamentais no sector. Gabriela Canavilhas esteve reunida com as várias plataformas de artes.

 

Expressões Lusitanas

Com Agências

 

No final da reunião, em declarações aos jornalistas, na presença de todos os participantes, afirmou que “não será mais necessário fazer cortes no sector da cultura”.

 

“Informo que já não é preciso proceder às reduções e aos cortes no sector cultural, numa medida articulada com o Governo”, disse Gabriela Canavilhas, sem, contudo, adiantar outros pormenores.

 

Questionada como tinha conseguido evitar esses cortes, a ministra limitou-se a invocar a “solidariedade”, não deixando de referir que reconhece que “é necessário o esforço de todos” para combater a crise.

 

A ministra frisou várias vezes “a solidariedade do primeiro-ministro” José Sócrates, mas também “de todo o Governo” e o “esforço forte” do ministério que dirige.

 

“Esta medida [o corte de dez por cento nos contratos em curso ou a realizar durante o corrente ano e de 12,5 por cento na cativação das verbas do Ministério da Cultura] estava-me a custar horrores”, declarou Gabriela Canavilhas.

 

“O Ministério da Cultura só existe porque há artistas e um sector cultural que deve ser cuidado, regulado e estimulado”.

 

Os representantes das diferentes entidades (Associação Portuguesa de Realizadores; Plataforma de Cinema; Plataforma de Teatro, Plateia; REDE – Estruturas de Dança e Plataforma de Artes Visuais) manifestaram a sua satisfação por o Governo ter reconhecido a vitalidade do sector “que se uniu pela primeira vez".

 

Gabriela Canavilhas reconheceu “o movimento cívico forte” que uniu pela primeira vez todo o sector e afirmou que continuará “a dialogar" com ele.



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Sábado, 10.04.10

Créditos fotográficos: Expressões Lusitanas

 

O presidente da RTP Guilherme Costa garante que não vão haver prémios para os gestores da empresa, estando reservados 1,5 milhões de euros para prémios de melhor desempenho para os trabalhadores, informação divulgada durante a apresentação das contas de 2009 da RTP.

 

Daniel Pinto Lopes


A RTP fechou o ano de 2009 com um resultado líquido negativo de 13,8 milhões de euros, conseguindo, contudo, uma melhoria de cerca de 33 milhões de euros em relação a 2008.

 

A empresa destaca, por sua vez, o resultado operacional positivo de 13 milhões de euros, o que, perante tal situação, o presidente da RTP Guilherme Costa afirma que está garantida a “sustentabilidade económica da RTP S.A.”.

 

Os proveitos operacionais da RTP em 2009 foram na ordem dos 300 milhões de euros (subiu em relação a 2008), montante que a estação pública recebeu com base nas indemnizações compensatórias, da contribuição do audiovisual e de outras receitas comerciais.

 

Por seu turno, os custos operacionais estão estabilizados, registando valores semelhantes aos de 2008. A maior parte destes custos dirigirem-se para a grelha de programas dos 17 canais de televisão e emissoras de rádio do grupo, bem como para os custos com pessoal, resultado do programa de rescisões levado a cabo no ano passado.

 

O passivo bancário da empresa viu os seus números reduzirem de 881,3 milhões de euros em 2008 para 807,9 milhões em 2009.

 

O presidente da RTP Guilherme Costa garante que não vão haver prémios para os gestores públicos.

 

Porém, estão reservados 1,5 milhões de euros destinados a prémios de desempenho para os trabalhadores, que vão ver em 2010 os seus salários congelados, fruto de uma “indicação política”, referindo-se ao PEC (Plano de Estabilidade e Crescimento).

 

Guilherme Costa não tece qualquer comentário sobre uma possível privatização da RTP, tendo em conta que o seu trabalho é “gerir nas condições políticas que existem”.

 

Questionado pelo Expressões Lusitanas sobre se é viável na RTP o modelo implementado pela congénere espanhola TVE (Televisión Española), que deixou de ser financiada pela publicidade, Guilherme Costa diz que “tudo é exequível”, desde que a RTP “seja compensada pela perda” desta fonte de rendimento.



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