Segunda-feira, 04.10.10

 

O Coliseu dos Recreios, em Lisboa, acolheu o primeiro festival organizado pela editora Espacial. Cerca de três mil pessoas assistiram a quase três horas de música interpretada por Ana Malhoa, Lucas & Matheus, Toy, Santamaria, Marco Paulo, entre outros.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

A apresentação do primeiro festival da editora Espacial esteve a cargo de Carlos Ribeiro, actualmente “desempregado”, como o próprio se intitulava no decorrer do espectáculo.

 

“A rádio onde trabalhava [Romântica FM] morreu e agora estou no desemprego”, refere o anfitrião.

 

No meio das cerca de três mil pessoas presentes no Coliseu estavam duas personalidades bem conhecidas do público. Trocando o palco e as luzes da ribalta por um camarote, Tony Carreira e a mulher assistiram às quase três horas de espectáculo de música popular e ligeira portuguesa. Por seu lado, Lili Caneças optou pela plateia, sentando-se lado a lado com pessoas anónimas.

 

O rol de actuações começou à hora certa – 22:00 – com a Orquestra Chave D’Ouro. Cada grupo ou artista interpretava apenas dois temas, à excepção de Índia Malhoa, filha de Ana Malhoa, que estreou no Coliseu uma das suas músicas, juntamente com o produtor Jorge do Carmo.

 

A seguir ao colectivo de Alcácer do Sal, a dupla Ricardo & Henrique subiu ao palco. Mais tarde foi a vez de Ana Malhoa, seguida da filha Índia e, posteriormente, Pedro Miguel, Augusto Canário e amigos, Lucas & Matheus e a brasileira Adriana Lua.

 

Já passavam das 23:00 quando Toy subiu ao palco. Suzana e Leandro seguiram-se e antecederam as presenças dos Santamaria e Marco Paulo.

 

Com 40 anos de carreira, o músico natural de Mourão, no Alentejo, recebeu os aplausos da noite. Vários fãs deslocaram-se até perto do palco para entregar flores e lembranças. Houve quem pretendesse que Marco Paulo autografasse alguns dos seus discos durante a actuação.

 

No final, os 13 artistas e grupos convidados juntaram-se no palco para cantar o tema “Mãe Querida”, da autoria de Ricardo Landum, que esteve presente na despedida do primeiro festival da Espacial.

 

FOTOS:

 

Ana Malhoa

 

Índia Malhoa

 

Toy

 

Suzana

 

Santamaria

 

Marco Paulo

 

Fotos: Expressões Lusitanas



publicado por Expressões Lusitanas às 14:59 | link do post | comentar

Segunda-feira, 30.08.10

Créditos fotográficos: Orquestra Chave D'Ouro

 

A Orquestra Chave D’Ouro, grupo natural de Alcácer do Sal, alcançou o primeiro lugar na tabela dos discos mais vendidos em Portugal na semana passada. Ao Expressões Lusitanas, José Carlos, um dos elementos do colectivo, confessou tratar-se de algo que “nunca” pensaram em atingir.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Saltando do 18º lugar para o primeiro e destronando os canadianos Arcade Fire, o álbum da Orquestra Chave D’Ouro é Disco de Ouro, por vendas superiores a dez mil unidades, um feito que deixou o grupo “bastante satisfeito”.

 

“Acaba por ser o resultado do esforço na divulgação do nosso trabalho e fruto dos nossos espectáculos”, refere José Carlos.

 

A subida do grupo de Alcácer do Sal até à liderança da tabela de vendas deve-se ao tema “O Pai da Criança”, uma “adaptação” de uma música antiga.

 

“Não é um original nosso. Conhecemo-lo há quatro anos atrás e começámos a apresentá-lo nos espectáculos. Como teve sucesso, decidimos incluí-lo em disco”, disse.

 

Recentemente foi feita uma adaptação do tema, intitulada “A Mãe da Criança”, que tem “tido boa aceitação”.

 

A Orquestra Chave D’Ouro surge em 1989 e actualmente é composta por oito músicos, incluindo uma voz feminina. Uma das apostas passa pela utilização de instrumentos de sopro, algo “não muito habitual” neste tipo de composições.

 

Após os concertos de Verão, a Orquestra Chave D’Ouro vai realizar uma ‘tournée’ pela Europa, tendo em vista cerca de cinco países com comunidades portugueses residentes.

 

“Estamos ainda em contactos para agendar datas e, por isso, ainda é prematuro adiantar mais pormenores”, sublinha José Carlos ao Expressões Lusitanas.



publicado por Expressões Lusitanas às 13:33 | link do post | comentar