Quarta-feira, 22.09.10

 

A edição ‘online’ do jornal Público completa hoje 15 anos de existência. Uma forma de trabalhar a informação que ali começou como “experiência” e “por carolice” e é hoje um caminho “incontornável” no Jornalismo. O desafio futuro passa por saber encontrar modelos de negócio capazes de acompanhar o “ganho de importância” do digital.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Há 15 anos o jornal Público dava os primeiros passos no agora apelidado jornalismo ‘online’ ou digital. “O publico.pt começou a ser uma experiencia quase por carolice. Sempre tivemos o bichinho da inovação”, explica ao Expressões Lusitanas o coordenador editorial da edição ‘online’ do Público, Pedro Ferreira.

 

Passada uma década e meia, a experiência é “positiva”, que resultou num “longo” caminho de “aprendizagem” e algo “incontornável”.

 

“O progresso do ‘online’ deriva da forma de se trabalhar e entregar a informação, tendo em conta a forma como as pessoas a consomem hoje em dia. Se há 15 anos os hábitos de consumo de informação eram outros, nos quais os jornais eram preponderantes, a par da televisão e da rádio, hoje o digital veio mudar tudo isto”, detalha o responsável.

 

As mudanças e transformações operadas pela componente digital do Jornalismo exerceram “muita influência” na edição impressa. Contudo, o coordenador editorial do publico.pt considera que estamos a falar de um processo “lento” e de um caminho que “não é fácil”.

 

“A cultura de um jornal, que nasceu para o papel, não se altera com essa facilidade, mesmo que por vezes os leitores dêem tais indicadores. O próprio modelo de negócio tem de acompanhar essa mudança. O ganho de importância do digital não foi acompanhado de um ganho de peso proporcional ao nível do modelo de negócio”, sustenta.

 

Nos próximos anos, o desafio para generalidade da imprensa escrita mundial é, de acordo com Pedro Ferreira, conseguir encontrar um novo modelo de negócio capaz de “sustentar” a presença em vários canais e nas novas plataformas (‘mobile’, ‘readers’, entre outros), exigida pelos próprios leitores.

 

O responsável pelo publico.pt não vai ao encontro das teorias que antevêem o fim do papel na imprensa escrita num futuro próximo. “Penso que pode haver coexistência. O papel não vai desaparecer com essa facilidade, pelo menos no nosso tempo”. Face ao lançamento de novos aparelhos digitais, como o Ipad, Pedro Ferreira diz que “há leitores que têm preferência pelo papel”.

 

Outro dos desafios passa por “procurar” o equilíbrio na gestão entre as edições impressa e em formato digital. “Em alguns meios de comunicação pode haver a necessidade de se ter um maior peso no papel e menos no ‘online’, por exemplo”, assevera.

 

Para celebrar os 15 anos do publico.pt, o jornal do grupo Sonae vai levar a cabo algumas iniciativas, tais como a apresentação de uma ‘homepage’ especial no dia de aniversário e um contacto directo e interactivo com os seus leitores.



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Domingo, 07.03.10

 

As 21 Maravilhas finalistas, resultado da escolha de 21 "personalidades notavéis do nosso país", já podem ser votadas pelo público a partir de hoje. A votação termina a 7 de Setembro, mês onde serão conhecidas as Maravilhas vencedoras.

 

Daniel Pinto Lopes

 

A lista das 21 Maravilhas finalistas foi hoje, domingo, 7 de Março, divulgada, na qual estão presentes pelo menos um candidato de cada região do país (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira).

 

De uma lista de 77 locais, um painel de 21 "personalidades notáveis do nosso país" escolheu as 21 Maravilhas finalistas, que vão ser agora sujeitas a votação pública, informa a New 7 Wonders Portugal, organizadora da iniciativa.

 

Os interessados podem votar através da Internet, do telefone ou por SMS (mensagem escrita) até ao dia 7 de Setembro. As vencedoras vão ser conhecidas no dia 11 do mesmo mês.

 

Conheça agora as 21 finalistas:

 

Na categoria Florestas e Matas, a Floresta da Laurissilva (Madeira), a Mata Nacional do Buçaco (Centro) e a Paisagem Cultural de Sintra - Património da Humanidade (Lisboa e Vale do Tejo).

 

Em Grandes Relevos concorrem a Paisagem Vulcânica da Ilha do Pico (Açores), o Parque Natural da Arrábida (Lisboa e Vale do Tejo) e o Vale Glaciar do Zêzere (Centro).

 

Na categoria Grutas e Cavernas alinham-se o Algar do Carvão (Açores), as Furnas do Enxofre (Açores) e as Grutas de Mira de Aire (Centro).

 

Na categoria Praias e Falésias os candidatos são o Pontal da Carrapateira (Algarve), o Portinho da Arrábida (Lisboa e Vale do Tejo) e a Praia de Porto Santo (Madeira).

 

Na categoria Zonas Marinhas concorrem o Arquipélago das Berlengas (Centro), Ponta de Sagres (Algarve) e Ria Formosa (Algarve).
 

Os candidatos Lagoa das Sete Cidades (Açores), Portas de Ródão (Centro) e Vale do Douro (Norte) concorrem na categoria Zonas Aquáticas Não Marinhas.

 

Os candidatos na categoria Zonas Protegidas são o Parque Nacional da Peneda-Gerês (Norte), o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (Alentejo) e a Reserva Natural da Lagoa do Fogo (Açores).

 

O político António Vitorino foi o escolhido pela organização para ser Comissário para as "Maravilhas Naturais de Portugal", algo que o "enriquece pessoalmente", afirmação citada pela New 7 Wonders Portugal em comunicado enviado.



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