Quinta-feira, 22.04.10

Créditos fotográficos: Paula Paz (Destak)


A RTP aposta novamente na ficção em português, mas, desta vez, num policial, formato com “pouca ou nenhuma tradição” em Portugal. ‘Cidade Despida’ apresenta os caminhos sinuosos da investigação criminal, conjugados com vários cenários de combate ao crime violento.

 

Daniel Pinto Lopes

 

A apresentação aos jornalistas de ‘Cidade Despida’ teve lugar num armazém antigo e abandonado na zona oriental de Lisboa, no qual foi possível ver vários cenários e ambientes quase macabros que aludem à própria série.

 

A actriz Catarina Furtado é a protagonista da considerada primeira série policial feita em Portugal e interpreta o papel da coordenadora de investigação criminal da Polícia Judiciária Ana Belmonte, especialista em assassínios em série.

 

Ao todo são 13 episódios fechados, o que significa que a investigação de um determinado crime é resolvida no mesmo episódio, não havendo continuação nos seguintes.

 

A personagem Ana Belmonte é transversal a todos os episódios e, tal facto, faz com que, a determinada altura, a investigadora da Polícia Judiciária seja perseguida, perdendo a objectividade no trabalho e a “viver assustada”, esclarece Catarina Furtado ao Expressões Lusitanas.

 

“Este é o ponto de viragem da personagem e retrata o lado emocional e de fragilidade da Ana Belmonte, que foi muito interessante de fazer, mais do que dar murros e tiros”, detalha.

 

A actriz classifica ‘Cidade Despida’ como “um passo em frente na ficção nacional” e que apresenta o “olhar diferente” da realizadora Patrícia Sequeira.

 

A mesma ideia foi continuada pelo director de programação da RTP. José Fragoso afirma que o género policial em Portugal tem “pouca ou nenhuma tradição” e que o exercício de escrita para uma série deste tipo é “muito mais exigente”.

 

Por sua vez, Jorge Marrecos, o responsável da SP Televisão, produtora de ‘Cidade Despida, sublinha que os textos e guiões são “cem por cento portugueses”.

 

A encenação de ‘Cidade Despida’ esteve a cargo da actriz Ana Nave, que adianta ao Expressões Lusitanas que os intervenientes na série tiveram aulas específicas com instrutores da Polícia Judiciária, nas quais, entre outros exemplos, Catarina Furtado aprendeu a manejar uma arma.

 

Para além de Catarina Furtado, a série conta com a presença dos actores Albano Jerónimo, António Fonseca, Sérgio Silva, António Cordeiro, Miguel Moreira, Pedro Carmo, Pedro Laginha, Cristina Carvalhal, Dinarte Branco e Oceana Basílio.

 

‘Cidade Despida’ tem estreia marcada na RTP 1 para sexta-feira, 23 de Abril, pelas 21:00.



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Sexta-feira, 05.03.10

 

A RTP está a produzir uma mini-série de seis episódios adaptada do formato original argentino “Tiempo Final”. Em cada episódio de 45 minutos é narrada a história de um crime com uma densidade dramática “intensa” e em “tempo real”.

 
Daniel Pinto Lopes
 

Em “Tempo Final” cada episódio é independente e conta com um elenco muito pequeno (entre três e cinco actores) e onde todas as personagens “têm importância” e são “protagonistas”, adianta o realizador do primeiro e último episódios, Leonel Vieira.

 

A narrativa descreve como se cometem os crimes, não fazendo parte da acção a resolução policial dos mesmos. Cada crime acontece “sempre” e “apenas” num único local, detalha Leonel Vieira.

 

O realizador sublinha que se tratam de crimes "com os quais nos identificamos”, naquilo que apelida “crime latino”. Refere ainda que não se tratam de crimes “elaborados” e “sofisticados”, típicos da narrativa anglo-saxónica, mas crimes “temperamentais” e “passionais”, com os quais, acredita, o público se “vai identificar”.

 

Leonel Vieira ressalva o “sucesso” que a produção teve na Argentina, que “destronou” a novela líder de audiência.

 

“Tempo Final” está a ser filmada em Alta Definição 2k (o mesmo formato de “Quem Quer Ser Bilionário”), uma tecnologia que, admite Leonel Vieira, encarece o produto final, mas que, na sua opinião, é “preferível” apresentar uma mini-série que, esteticamente, “não tem nada a ver com o que já foi feito para televisão em Portugal”.

 

O director de programas da RTP, José Fragoso, não adianta valores, garantindo, contudo, que o investimento é “significativo” e que está dentro do “orçamento padrão” destinado para a ficção da RTP.

 

O primeiro de seis episódios terminou ontem de ser gravado e conta com um elenco “sólido”, adianta Leonel Vieira. As personagens são interpretadas por Fernando Luís, Rita Lello, Luís Castro, Cucha Carvalheiro e Marta Melro, um elenco que deixa o realizador “muito contente”.

 

Ao Expressões Lusitanas, Rita Lello faz um balanço “positivo”. Refere que a personagem que interpreta é “muito interessante de fazer”, sendo necessário “gerir a energia” para apresentar as duas “partes” da personagem.

 

O actor Fernando Luís encarna uma personagem que passa de “agressor a vítima” e para a interpretar teve de alterar a imagem (óculos, bigode e penteado), uma das componentes que “ajuda” o actor a “criar uma personalidade diferente”.

 

Marta Melro interpreta o papel da secretária Violeta, que vai fazer o “golpe do baú”. Para a actriz é “um privilégio” contracenar com um elenco deste “calibre” e com um realizador, como o Leonel Vieira.

 

Para já não há indicação de quando a mini-série poderá ir para o ar. O director de programas da RTP, José Fragoso, revela que tal não vai acontecer antes do segundo semestre.

 

 



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