Terça-feira, 07.09.10

 

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) deu luz verde à alteração do nome Rádio Clube Português (RCP) para Star FM. A nova emissora da Media Capital Rádios (MCR) vai apostar nos êxitos musicais dos anos 50, 60 e 70.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

O pedido de alteração foi enviado pela MCR no dia 9 de Julho deste ano ao órgão regulador, que, em deliberação de 31 de Agosto, entendeu aprovar o nome substituto do Rádio Clube: Star FM.

 

O grupo radiofónico sustenta que, apesar de o RCP “ter provado ser um produto de qualidade”, a emissora “não conseguiu romper com hábitos muito enraizados na sociedade portuguesa no que se refere a rádios de palavra”.

 

Fundamenta ainda que o Rádio Clube Português “não conseguiu atingir os seus objectivos a nível de audiências” e que, do ponto de vista económico, se tratava de um “encargo significativo”.

 

A descontinuarão do RCP implicou a rescisão de 36 colaboradores no total, de acordo com o comunicado enviado pela administração da MCR em Julho.

 

A nova marca do grupo vai focar-se nos êxitos musicais dos anos 50, 60 e 70, bem como nos “êxitos da música brasileira, da música portuguesa e também os clássicos franceses e italianos”.

 

Na deliberação emitida pela ERC pode ainda ler-se que a Star FM propõe “ultrapassar” as quotas definidas para a música portuguesa (mínimo actual de 25%).

 

A nível informativo, a Star FM apresentará dez blocos noticiosos nos dias úteis e três aos fins-de-semana, com enfoque na actualidade local.

 

Miguel Cruz vai acumular a direcção de programas da M80 com a da Star FM, enquanto o jornalista Nuno Castilho de Matos vai ser o responsável da informação da nova rádio.

 

A equipa da Star FM vai ser composta por três animadores e dois jornalistas, cujos nomes ainda não estão definidos.



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Sexta-feira, 23.07.10

 

Os trabalhadores despedidos do Rádio Clube Português (RCP) apresentaram esta semana um manifesto aos partidos políticos, no qual contestam a “descontinuação questionável” da emissora, motivo de um despedimento colectivo que consideram “injusto”, inserido num “processo pouco transparente”.

 

Expressões Lusitanas

Com Agências

 

No texto, os trabalhadores dizem que dois dias antes de a Media Capital Rádios (MCR), gestora do Rádio Clube, “dizer ao mercado que as receitas publicitárias estão a subir”, foi anunciado o fecho da rádio e o despedimento de 36 pessoas, alegando a MCR “que os prejuízos são muitos e o mercado publicitário está em crise”.


“Afinal, o fecho do Rádio Clube é uma medida de gestão, à luz das condições do mercado ou há outras razões, relacionadas com futuras movimentações accionistas?”, questionam os trabalhadores.


O despedimento colectivo e o respectivo encerramento do RCP deixam “um vazio no espaço radiofónico português”, referem, interrogando-se também sobre “o que pode levar uma empresa a acabar com uma marca radiofónica”.


Os autores do manifesto referem-se ao pedido da administração do Rádio Clube Português à Entidade Reguladora da Comunicação (ERC) para mudar o nome da estação, nome esse, no entender dos trabalhadores, “património nacional”.


De acordo com o noticiado, o nome Rádio Clube Português vai acabar, tendo a Media Capital entregue à ERC um pedido de alteração de nome e de projecto, que continuará, no entanto, a ser de carácter generalista.


O Rádio Clube Português, do grupo Media Capital Rádios, cessou as emissões regulares no dia 11 de Julho, tendo a empresa anunciado que o RCP iria encerrar por ser um projecto “economicamente inviável”, decisão que implicou o despedimento de 36 trabalhadores.


A missiva agora apresentada realça que o Rádio Clube “foi feito a pensar na criação de uma rádio de palavra, quase sem música”, projecto sustentado “por uma redacção que funcionou como uma fábrica de conteúdos”, orientados para a emissão do Rádio Clube, “mas também para as rádios do grupo Media Capital”.


“Quando se diz que o despedimento colectivo agora anunciado resulta na ‘descontinuação do Rádio Clube’, é estranho não se dizer que toda a informação das rádios do grupo Media Capital foi drasticamente reduzida, porque vai deixar de ter mais de 30 pessoas a participarem na sua elaboração”, referem os trabalhadores despedidos.


“Não é demais lembrar que foi o Rádio Clube Português a incubadora do conceito de jornalismo radiofónico em Portugal”, é escrito na missiva.


O texto apresentado aos partidos representados na Assembleia da República chama também a atenção para a lei da rádio em discussão na especialidade e “para que se evitem erros que podem custar caro à rádio”.



publicado por Expressões Lusitanas às 20:55 | link do post | comentar

Segunda-feira, 12.07.10

 

O modelo informativo do Rádio Clube Português (RCP) terminou às 00:00 de hoje, 12 de Julho. Nuno Infante do Carmo assegurava a emissão no momento do encerramento. ‘E Depois do Adeus’, de Paulo de Carvalho, foi a música que fechou o RCP.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

Logo após o sinal horário da meia-noite começou o novo formato do Rádio Clube Português. Elvis Presley com ‘It’s Now or Never’ inaugurou a emissão com músicas dos anos 60 e 70 e três blocos informativos, o novo formato do RCP a partir de hoje.

 

Nuno Infante do Carmo foi a última voz que se ouviu nas frequências do Rádio Clube, aproveitando para se despedir dos seus ouvintes ainda faltavam sete minutos para as 00:00.

 

‘E Depois do Adeus”, tema celebrizado por Paulo Carvalho e que teve um papel simbólico e fulcral na revolução de Abril, fechou a emissão do RCP.

 

Na página da emissora estava presente uma curta mensagem, que informava os ouvintes da decisão tomada quinta-feira pela administração da Media Capital Rádios (MCR).

 

“O Rádio Clube Português, tal como é hoje, desaparece este domingo, às 23:59. A Direcção e a Equipa agradecem a fidelidade, o apoio e o entusiasmo dos milhares ouvintes que nos acompanharam ao longo destes anos, todos os dias, de manhã à noite. A Rádio foi, é e será sempre um imenso Rádio Clube”, lia-se.

 

A emissora foi fundada em 1930 por Jorge Botelho Moniz. Em 2010 iria completar 80 anos de história.



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Sexta-feira, 09.07.10

 

O Rádio Clube Português (RCP) termina no domingo a sua programação actual generalista para passar a transmitir música dos anos 60 e 70 e três noticiários por dia. Ao jornal ‘Público’, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) diz não ter sido informada da mudança.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

A Lei da Rádio estipula que a alteração de rádio generalista para temática deve ser aprovada pela ERC. Em declarações ao ‘Público’, um dos membros do regulador, Estrela Serrano, referiu que “qualquer alteração ao projecto inicial teria de ser comunicada e autorizada”.

 

Ao mesmo jornal, Estrela Serrano recordou que a ERC emitiu, em Dezembro de 2009, uma deliberação que, em termos práticos, autorizava a transferência das então frequências do Rádio Clube Português para a rádio musical M80. O processo inverso foi igualmente autorizado.

 

Em comunicado, a administração da Media Capital Rádios (MCR) informava ontem que o modelo actual do Rádio Clube iria terminar e que, a partir de segunda-feira, a emissão será preenchida com música dos anos 60 e 70 e por três noticiários por dia. Neste sentido, o modelo actual de rádio generalista deixa de existir.

 

Se este cenário acontecer, Estrela Serrano adianta ao ‘Público’ que tal facto “pode levar a contra-ordenações, após uma acção de fiscalização, feita por iniciativa da ERC ou a pedido, e até à suspensão de emissão.”

 

A decisão de encerrar o RCP “tem por base a inviabilidade económica de um projecto tecnicamente complexo e dispendioso que, na actual conjuntura, se tornou inviável", é referido no comunicado enviado ontem, quinta-feira, pela administração da MCR.

 

O Expressões Lusitanas tentou contactar o director do Rádio Clube Português Vítor Moura, mas tal revelou-se impossível.



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Quinta-feira, 08.07.10

 

O Rádio Clube Português (RCP) vai descontinuar as suas emissões no próximo domingo, 11 de Julho, uma notícia avançada hoje pelo jornal “Público”. Os colaboradores da emissora do grupo Media Capital Rádios (MCR) foram hoje informados da decisão tomada pela administração.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

A decisão de encerrar o RCP “tem por base a inviabilidade económica de um projecto tecnicamente complexo e dispendioso que, na actual conjuntura, se tornou inviável", é referido no comunicado da administração da MCR, citado pelo “Público”.

 

"Esta reorganização irá implicar a rescisão com 36 colaboradores no total", acrescenta ainda a Media Capital.

 

A notícia do fecho do Rádio Clube Português apanhou de surpresa o ex-director da estação Luís Osório, que, contudo, contactado pelo Expressões Lusitanas, refere “não ter conhecimento” da decisão.

 

“A confirmar-se a notícia eu não vou fazer nenhum comentário, tendo em conta que já saí do RCP há mais de um ano e não faz nenhum sentido comentar sobre uma situação que já não conheço”, adiantou Luís Osório.

 

O Expressões Lusitanas tentou contactar o actual director do Rádio Clube Português, Vítor Moura, mas, até à publicação desta notícia, tal revelou-se impossível.



publicado por Expressões Lusitanas às 14:50 | link do post | comentar