Sexta-feira, 27.11.09

          

 

O arqueólogo português Francisco Alves salientou a importância de se assegurar a "integral salvaguarda e valorização dos vestígios" da nau portuguesa do século XVIII descoberta no litoral brasileiro, segundo a convenção da UNESCO, que o Brasil não ratificou. * com DN
 
Tesouro valioso de nau portuguesa pertence ao Brasil
 
Uma equipa de mergulhadores encontrou recentemente, perto do litoral do Rio de Janeiro, restos de uma nau portuguesa que se presumem ser da 'Rainha dos Anjos', que naufragou em Julho de 1722 com uma carga avaliada em 670 milhões de euros.
 
Fonte do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), do Ministério da Cultura, afirmou à Lusa ter "tomado conhecimento da situação", adiantando que se encontra a "analisar e a recolher informações sobre o achado e a desenvolver os contactos necessários".
 
O chefe da Divisão de Arqueologia Náutica e Subaquática do IGESPAR, Francisco Alves, sublinhou que, "partindo do princípio que se trata desse navio", Portugal tem "todas as razões para se regozijar".
 
"O nome do navio em questão não é desconhecido, faz parte dos imaginários mundiais dos tesouros e tem um forte interesse histórico", salientou o especialista, explicando que apesar de "mais ou menos bem descritos nas fontes da época, em termos arqueológicos, estes vestígios são sempre uma novidade e trazem conhecimentos únicos".
 
Lembrando que Portugal ratificou a Convenção da UNESCO sobre a protecção do património cultural subaquático e, portanto, tem "legitimidade para exigir as normas do estado da arte, das boas práticas e da ética aplicada a este tipo de bens", Francisco Alves mostrou-se preocupado com o facto de o Brasil não ter assinado tal convénio, o que significa que a salvaguarda e valorização do achado podem ser feitos consoante jurisprudência brasileira e não segundo parâmetros internacionais.
 


publicado por Expressões Lusitanas às 01:44 | link do post | comentar

Quinta-feira, 26.11.09

                             

 

O tesouro arqueológico a ser resgatado de uma nau portuguesa do século XVIII, cujos destroços foram descobertos no litoral do Rio de Janeiro, afinal pertence ao Brasil. * com DD
 
Nau portuguesa com tesouro valioso descoberta no Rio de Janeiro
 
O comandante do Departamento de Portos e Costas da Marinha, Jairo Fontenelle, salientou que a legislação garante a propriedade ao Brasil de qualquer material submerso há mais de cinco anos.
 
“A Marinha permite que particulares façam a exploração de bens submersos com o ressarcimento dos custos da operação, desde que o tesouro arqueológico permaneça com a União”, afirmou o comandante.
 
A determinação consta da Norma da Marinha número 10, que se refere à pesquisa, exploração, remoção e demolição de coisas ou bens afundados, submersos, encalhados e perdidos em águas sob jurisdição nacional.
 
Há cerca uma semana e meia, a imprensa local noticiou a descoberta de restos da Rainha dos Anjos, uma nau que naufragou a 17 de Julho de 1722, a 1,5 quilómetros do Rio de Janeiro, com uma carga avaliada em 670 milhões de euros.
 
O navio, que viajava da China para Lisboa, fez uma escala no Rio de Janeiro e estava carregado com 136 preciosas peças de porcelana chinesa da era do imperador Kangxi (1662-1722), terceiro da dinastia Qing, das quais actualmente apenas está conservado um vaso no Museu Imperial da China.


publicado por Expressões Lusitanas às 23:56 | link do post | comentar