Sexta-feira, 23.07.10

Visita guiada a património edificado na Beira Interior (Geopark Naturtejo)

 

Trinta e dois alunos da Universidade de Berkeley (Califórnia) estão em Portugal a frequentar um curso de Verão intitulado “Língua e Cultura Portuguesas”. Os estudantes universitários de diversas áreas de estudo entram em contacto com a língua, história e património do nosso país.

 

Daniel Pinto Lopes

Jornalista

 

O curso de Verão começou no dia 18 de Junho na ilha de São Miguel, nos Açores, e termina a 07 de Agosto na capital portuguesa, Lisboa. Actualmente, os 32 estudantes estão no Porto.

 

O objectivo do curso de Verão passa por realizar um “baptismo cultural” a este grupo de estudantes norte-americanos de diferentes áreas de formação.

 

“Nos EUA, o ensino do português está muito virado para a vertente brasileira e Portugal é bastante desconhecido. Por isso, pretende-se demonstrar que temos uma cultura e um património vastíssimos, inseridos na Península Ibérica”, explica ao Expressões Lusitanas a organizadora deste curso anual, Deolinda Adão.

 

O curso é promovido pela Universidade de Berkeley (Califórnia), sob a alçada do Programa de Estudos Portugueses (Portuguese Studies Program), no qual Deolinda Adão é responsável e docente.

 

Durante as sete semanas de duração do curso, os 32 alunos entram em contacto com o ensino da Língua Portuguesa e com obras literárias de vários autores consagrados, como Eça de Queiroz, Almeida Garret, Manuel Alegre, José Saramago, Lídia Jorge, Teixeira de Pascoaes ou Natália Correia.

 

Para além da vertente linguística, Deolinda Adão detalha ainda que o curso engloba uma vertente cultural, cujo objectivo é “construir um ‘puzzle’” sobre a cultura portuguesa.

 

“Vamos percorrendo várias zonas e áreas de Portugal, que, de alguma forma, funcionam como peças de um ‘puzzle’ que vão representar a cultura portuguesa”, explica a responsável.

 

Os alunos vão palmilhar várias cidades e localidades portuguesas, à excepção da Madeira, do Baixo Alentejo e do Algarve.

 

Nesta viagem pelo país têm acesso a espaços museológicos e ao património edificado português. A escolha dos locais onde estão hospedados é tida em conta.

 

“A selecção dos referidos locais inclui grandes centros urbanos, como Lisboa e Porto, mas também os mais pequenos, como as vilas e aldeias, para que possam perceber a cultura portuguesa e a multiplicidade cultural existente”, afirma.

 

Na rota deste curso de Verão, que este ano completa cinco anos de existência, estão ainda incluídas experiências gastronómicas e provas de vinho.

 

Deolinda Adão faz um balanço “muito positivo” da iniciativa, que tem motivado “o aumento do número de inscritos nas aulas de português” na instituição de ensino norte-americana.

 

“Já houve dois alunos que alteraram o tema da tese final e redigiram-na em e sobre Portugal”, acrescenta a docente.



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Sexta-feira, 07.05.10

 

O Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa está de regresso à capital portuguesa na sua 11ª edição. Este ano vão ser apresentados 21 espectáculos de teatro realizados por estudantes universitários, entre os quais, para além dos portugueses, constam grupos de Marrocos e Turquia.

 

Daniel Pinto Lopes

 

O FATAL trata-se de um “espaço de liberdade, criação e formação”, concedendo, desta forma, “voz” aos grupos universitários portugueses e internacionais e ao trabalho de formação e “desenvolvimento pessoal” feito ao longo do ano, informa a organização em comunicado enviado ao Expressões Lusitanas.


Ao todo participam no FATAL deste ano cerca de 40 grupos de teatro, numa média de 500 pessoas envolvidas, entre estudantes universitário de várias instituições de ensino superior e encenadores.

 

O Festival deste ano conta com várias estreias teatrais, vindas directamente de Leiria (grupo Piratautomático) e de Viseu (Teatro da Academia).

 

A nível internacional, o FATAL de 2010 apresenta igualmente estreias de dois grupos de teatro, tais como o da Faculdade de Letras e Ciências Humanas de Ancara, capital turca, e da Universidade de Ibn Zohr-Agadir, Marrocos.

 

Para além dos espectáculos teatrais dentro de portas, o Festival apresenta um conjunto de sete ‘performances’, que, de acordo com a organização, “prometem surpreender o público” e “dar vida a vários locais da capital”, entre os dias 6 e 23 de Maio.

 

As sete ‘performances’ são “Planta uma República” (Piratautomático), “República da Esperança” (Grupo de Teatro Miguel Torga), “Introdução” (Escola Superior de Teatro e Cinema),” Recanto do Orador” (mISCuTEm), “O triunfo do Tomate” (NNT), “Concerto em dó maior” (bozart) e “e(s)(n)tranho” (CITAC & ESMAE).

 

“O carácter experimental e dinâmico destas apresentações irá animar a capital alfacinha e dar maior visibilidade ao trabalho dos jovens actores, levando o teatro directamente ao encontro do público”, detalha a organização.



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Quinta-feira, 04.02.10

 

A Torre da Universidade de Coimbra, "a mais velha das torres horárias escolares europeias", entrou hoje em obras de conservação e restauro, que visam dotar este Monumento Nacional de condições para reabrir ao público em segurança. *com "i"

 

Construída entre 1728 e 1733, de acordo com o plano do arquiteto italiano Antonio Canevari e sob orientação do mestre de obras da Universidade, Gaspar Ferreira, a Torre da Universidade de Coimbra é hoje um dos símbolos mais adoptados na representaçãoda instituição e da própria cidade.

 

"Trata-se de um dispositivo arquitectónico de extrema raridade em edifícios universitários, que resultou da necessidade de organizar a vida escolar num edifício nascido com outra vocação: o Paço Real de Alcáçova", informa uma nota hoje divulgada pela Universidade de Coimbra.

 

O remate em forma de terraço é uma das características da Torre, que aloja, além dos relógios, três sinos, que regulam o funcionamento do ritual da Universidade e são conhecidos entre os estudantes por "Cabra, Cabrão e Balão".

 

Face à sua localização, na Alta, a Torre proporciona um panorama sobre a cidade a que poucos têm acesso e apenas em dias especiais.

 

Apenas uma vez por ano, no Dia da Universidade (01 de Março), a Torre abre ao público em geral.

 

Nas estreitas escadas apenas passa uma pessoa de cada vez, sendo as visitas desaconselhadas a quem tem claustrofobia ou problemas do coração, disse à Lusa fonte do gabinete do reitor.

 

"Será uma intervenção muito discreta, mas muito emblemática, é restaurar uma jóia", disse o pró-reitor para a manutenção de edifícios, Raimundo Mendes da Silva.

 

A intervenção, que visa "restituir a dignidade visual" da Torre, inclui limpeza e restauro da pedra, substituição de caixilharias, iluminação, proteções e correção dos degraus.

 

Foi preparada por especialistas de diversas áreas e validada por instituições nacionais que tutelam aquele Monumento Nacional, estatuto adquirido em 1910.

 

Durante seis meses, a Torre estará protegida com painéis que reproduzem a sua actual imagem, com o objetivo de atenuar o efeito das obras nas visitas turísticas e permitir que todos os visitantes continuem a ter uma visão de conjunto do Paço das Escolas.

 



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