Quarta-feira, 07.07.10

 

Os consumidores que tenham sido lesados pela Marsans Lusitânia podem solicitar o accionamento das cauções no prazo de 20 dias úteis.


Expressões Lusitanas

Com Agências

 

Os consumidores podem fazer tal procedimento através de carta ou e-mail dirigido ao Turismo de Portugal, informou hoje este organismo em comunicado.

 

Na mesma nota de imprensa, o Turismo de Portugal repudia "quaisquer insinuações sobre falta de fiscalização", alegando que "verifica o cumprimento dos requisitos legais para o exercício desta actividade e o cumprimento das normas legais em vigor".

 

O organismo esclarece ainda a situação da caução da agência de viagens que, no fim-de-semana, decidiu fechar as suas 30 lojas em Portugal, sem emitir 'vouchers' e sem pagar aos operadores.

 

A caução de 25 mil euros da Marsans Lusitânia está válida, pois, no período relevante para o seu cálculo, "a empresa não vendeu viagens efectuadas pela agência, mas organizadas por outras agências", assegura o comunicado.

 

O Turismo de Portugal, que se baseia na informação do Técnico Oficial de Contas da Marsans Lusitânia, adianta que as agências de viagens a operar em Portugal têm de prestar uma caução correspondente a cinco por cento do valor das vendas das viagens organizadas que tenham sido efectuadas pela agência no ano anterior, sendo que as cauções têm como limite mínimo 25 mil euros e como limite máximo 250 mil euros.

 

"Note-se que é prática habitual a existência de agências retalhistas [caso da Marsans Lusitânia] que contratam com outras agências [operadores] a organização de viagens, não fazendo elas próprias esses trabalhos de agregação", explica ainda o Turismo de Portugal na nota de imprensa.

 

Perante situações como a actual, "a lei prevê que os consumidores possam accionar as cauções da agência com quem contrataram directamente, mas também as cauções das agências operadoras que organizaram a viagem, nos termos do artigo 47º, nº 2, do Decreto-Lei nº 209/97, de 13 de Agosto, na redacção em vigor", informa o texto.



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Terça-feira, 06.07.10

 

O ministro da Economia Vieira da Silva disse hoje, terça-feira, que o Estado fará tudo para que os clientes da Marsans não sejam prejudicados, ressalvando, contudo, que se tratam de "relações comerciais entre uma empresa e indivíduos singulares".

 

Expressões Lusitanas

Com Agências

 

"O Estado português e as entidades públicas tudo farão para que isso aconteça [os clientes não saiam prejudicados] ", afirmou hoje o ministro da Economia, Inovação e Desenvolvimento à margem de uma visita às obras de construção do terceiro tanque de Gás Natural Liquefeito (GNL) da REN (Redes Energéticas Nacionais), em Sines.

 

Recordando que se tratam de "relações comerciais entre uma empresa e indivíduos singulares", quando questionado pelos jornalistas a propósito da caução da empresa, Vieira da Silva avançou ainda que desconhece qualquer incumprimento da empresa para com o Estado.



publicado por Expressões Lusitanas às 23:30 | link do post | comentar

Sábado, 28.11.09

                                       

 

O viajante e cronista Gonçalo Cadilhe lança "Um Quilómetro de Cada Vez", um livro onde o autor defende a necessidade e a importância de se apreciar cada quilómetro percorrido, como lhe aconteceu na mais recente viagem de 15 meses pelo mundo fora.
 
“A ideia é, daqui para a frente, fazer um quilómetro de cada vez, não os fazer depressa. Até aqui andava depressa, não tinha tempo para parar, para apreciar o tal quilómetro em que me encontrava”, disse à agência Lusa Gonçalo Cadilhe.
 
Se a volta ao mundo sem apanhar aviões ou a Rota de Magalhães que já fez foram, para o autor, projectos “em movimento”, o novo livro alude aos últimos 15 meses da vida do cronista viajante, recém regressado de uma viagem “tranquila” por países já anteriormente visitados.
 
“Foram países que eu já conhecia, onde fui reencontrar amigos. Foi uma viagem muito mais tranquila, mais serena, que me permitiu escrever sobre aspectos que geralmente não abordo porque necessitam de uma certa reflexão”, explicou.
 
O novo livro incorpora, igualmente, algumas referências literárias da juventude de Gonçalo Cadilhe, que vão desde personagens de banda desenhada, como Tintim ou Corto Maltese aos costumes, paisagens e locais referenciados por Steinbeck, Hemingway ou Rice Burroughs.
 
Apesar dos muitos milhares de quilómetros já percorridos, Gonçalo Cadilhe não sabe quando vai parar de viajar, seja para lugares onde nunca esteve ou para outros já visitados, mas que o tempo, entretanto, se encarregou de mudar.
 
“O tempo mudou-me e mudou esses lugares. É uma espiral que nunca tem fim, falta-me conhecer tudo, falta-me conhecer o limite para a minha curiosidade”, declarou.


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Segunda-feira, 16.11.09

 

Apesar dos milhares de casos registados da doença em Cabo Verde, o presidente da Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo, João Passos, fala em equilíbrio entre desistências e inscrições nas viagens para o arquipélago. * com DN
 
Cabo Verde: Casos de dengue aumentam exponencialmente
 
A epidemia de dengue que está a afectar Cabo Verde não assusta os portugueses que tinham marcado viagem para o país africano. Registaram-se cancelamentos, mas houve igualmente "algumas inscrições", pelo que João Passos, presidente da Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo (APAVT), fala de um "equilíbrio" entre desistências e pretensões de ir a Cabo Verde.
 
"As notícias não tiveram tanto efeito [negativo] como se poderia esperar. Houve alguns cancelamentos, mas também houve inscrições. Pode-se dizer que, neste momento, há um equilíbrio", confirmou João Passos ao DN.
 
O dirigente salientou que "os principais destinos procurados são a Ilha da Boa Vista e a Ilha do Sal, locais que não registam qualquer caso de dengue". "Nas outras ilhas, onde tem havido mais problemas, são menos procurados a nível turístico, o que faz com que as condições não sejam tão boas como nas duas que referi", acrescentou.
 
Em Cabo Verde registam-se mais de 12 mil casos de dengue, com a Cidade da Praia a ser a mais afectada. Uma equipa de três médicos e quatro enfermeiros portugueses encontra-se desde sábado na capital do país, no Hospital Agostinho Neto, para apoiar as estruturas de saúde no tratamento da epidemia.

 



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